Em entrevista à TV GGN, Eliara Santana, pesquisadora de mídia e especialista em letramento midiático, aponta o movimento midiático sobre o suposto tráfico de influência do ministro do STF, Alexandre de Moraes, como um ataque orquestrado ao Supremo, na figura do ministro.
Eliara vê indícios do mesmo modus operandi utilizado na parceria mídia/operação Lava Jato. A arquitetura do “circo midiático” em cima da suposta conversa do ministro Alexandre com o presidente do Banco Central, pedindo em favor do Banco Master, aponta para a tentativa de desconstrução do STF.
“Nós já vimos esse filme”, afirma a analista.
Mesmo que não sejam “violentos”, Santana categoriza o movimento como um ataque grave. A desconstrução da figura principal do STF mobiliza a opinião pública contrariamente ao ministro e favorece um grupo político que tem como inimigo público e declarado o próprio Moraes, assim como ocorreu no período lavajatista. Nessa situação, é que o ataque, como vê Eliara, visa a instituição do Supremo Tribunal Federal.
Timing Perfeito
O primeiro fator apontado por ela é que, após 4 anos de governo Bolsonaro, em que o país viveu uma destruição democrática, os números do governo Lula demonstram um cenário positivo para o país e para uma possível reeleição do presidente. A projeção de inflação baixa para o próximo ano e o Brasil projetado no mundo novamente.
A extrema-direita, na eleição de 2026, ainda não tem seu candidato definido e, mesmo entre as opções, nenhum se coloca como capaz de derrotar Lula.
Outro fator é a presidência do STF com o ministro Fachin, que, segundo a analista, é suscetível a essas manobras midiáticas, um dos modos operandi da Operação Lava Jato.
Ao direcionar os ataques a Moraes, a desconstrução afeta todo o sistema judiciário. Diante de todo esse contexto, ela avalia que esse seria um cenário muito propício para esse tipo de “golpe branco”.
“Lá em 2014, quando eu pesquisava a parceria mídia/Lava Jato, muitos analistas achavam que eram teorias da conspiração; em seguida, foi comprovado que eu estava certa nas minhas análises”.
Para a pesquisadora, é preciso ficar atento a esses padrões de desconstrução de uma figura central para a manutenção da democracia no país, como é Moraes, para evitar cair em armadilhas como foi a manipulação midiática que operou como sustentáculo para a manutenção e relativização dos abusos cometidos pela Lava Jato.
Assista o programa completo:
AMBAR
24 de dezembro de 2025 11:47 amEliara está certa. Moraes é paciente, inteligente, estrategista e experiente. Ele saberá se sair de mais essa, mas talvez tenha que sair de cena por uns tempos estrategicamente ou então peitar os inimigos e pagar pra ver. Fachin é covardão e encolhido, mas Xandão é seu vice, vamos ver até onde vai o corporativismo dele. O Xandão pode:
1- divorciar-se
2- licenciar-se
3- assumir a presidência do STF se o Fachin se licenciar
O que não se pode negar é que o Supremo enquanto instituição está sob um perigoso ataque, afinal todos os seus integrantes têm vida particular, parentes e cônjuges pelos quais não podem responder.
A propósito, o ministro Gilmar Mendes acabou de se divorciar da Guiomar Feitosa após 18 anos de casamento. Pode ser uma conveniência de negócios? Pode. Eles têm instituições de ensino, ela é advogada e recebe altos honorários e não raro é pivot de ataques a seu marido –
https://jornaldachapada.com.br/2017/05/02/polemica-esposa-do-ministro-gilmar-mendes-recebeu-honorarios-por-soltura-de-eike-batista/
https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/na-pista-gilmar-mendes-se-separa-da-esposa-ap%C3%B3s-casamento-de-18-anos/ar-AA1RoOtw
O mais indecente de todos, o mais exibido, nunca é incomodado pelos seus pecados e nem pelas suas perucas. Talvez ele não incomode o grande capital.
A mídia sabe da vida de cada um e poderá ser impiedosa contra a maioria deles. Vamos ver como conseguirão se livrar das perseguições vindouras.
José de Almeida Bispo
24 de dezembro de 2025 11:59 amImprensazinha vagabunda!
Ao invés de proteger a pluralidade, a ordem, o progresso verdadeiro construído na democracia, vive de golpe em golpe.
WRamos
24 de dezembro de 2025 3:44 pmO maior absurdo é fazerem denúncias de conversas a favor de algo e não apontarem nenhum ato, seja do BC, seja do STF que poderia ter decorrido de tais conversas em favor daquele objetivo. A folha até deu chamada para carta de leitora dizendo que, se Moraes fala a verdade, deveria provar isso. Está claríssimo o método lavajatista, os acusados é que precisam provar que não cometeram crimes, uma vez que denúncia da santíssima imprensa é sempre verdadeira. Cansamos de ver juristas mostrando que se trata da prova impossível. Entendo que existe muita parcimômia com esta conversa mole de sigilo da fonte. O sigilo só deveria ser considerado se alguma prova ou evidência é apresentada. Mas o lavajatismo firmou o conceito de que fofoca ou delação sob chantagem valem como prova. Eu diria que está claro que o lavajatismo foi inventado pela imprensa e por jornalistas corruptos. Enquanto não forem sancionados pelos crimes que cometeram e pelos prejuizos que causaram, vão ficar sempre esperando que se esqueça a última lambança para perpetrarem a próxima.
Mércia
25 de dezembro de 2025 7:51 pmEssa jornalista da Globo deveria provar o que ela disse sobre Moraes.A imprensa é livre mas lançar uma notícia que ela ouviu dizer é totalmente um desrespeito aos outros jornalistas que trabalham em prol da divulgação da verdade e não do ouvir dizer sem provas.