As mudanças na relação entre Reino Unido e UE pós-Brexit

Dentre outros desdobramentos, britânicos não mais poderão concorrer a postos do funcionalismo público em Bruxelas

O premiê britânico Boris Johnson. Foto: Reprodução/Agência Brasil

Jornal GGN – Após um longo período de negociações, o Brexit está confirmado para ocorrer à meia-noite da sexta-feira. O processo de transição vai durar 11 meses, mas algumas mudanças poderão ser vistas de imediato.

O Reino Unido negociou os termos de sua saída com a força-tarefa da Comissão Europeia por anos, mas agora as conversas vão entrar em uma nova etapa. Contudo, o Reino Unido seguirá sujeito à legislação da UE e ao Tribunal de Justiça da União Europeia até que a transição seja finalizada, no final deste ano.

Segundo informações do jornal Correio Braziliense, o chefe da força-tarefa da Comissão Europeia, Michel Barnier, está conversando com os países-membros para definir um mandato de negociação para o relacionamento com os britânicos, principalmente em termos comerciais – que pode precisar do endosso de mais de 30 parlamentos nacionais e regionais.

Em termos políticos, os 73 eurodeputados britânicos eleitos em maio vão se despedir de seus cargos, abrindo assim 46 assentos para os futuros Estados membros, e outros 27 serão redistribuídos. O Reino Unido não poderá mais apresentar candidato a um cargo de comissário europeu; o premiê britânico, Boris Johnson, não será convidado para as cúpulas europeias, e nem os membros do governo participarão de reuniões ministeriais.

Além disso, os britânicos passarão a ser considerados cidadãos de um país estrangeiro e, desta forma, não poderão mais concorrer a postos do funcionalismo público em Bruxelas. Muitos deles, no entanto, adquiriram dupla nacionalidade para poder permanecer.

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Por outro lado, o Reino Unido seguirá contribuindo para o orçamento da UE até o final do processo. O país é o segundo maior contribuinte, atrás da Alemanha.

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1 comentário

  1. Segundo um amigo meu inglês, as tensões na Irlanda já estão aumentando. O “mercado negro” na região de fronteira entre as duas Irlandas vai nascer assim que o Brexit começar a realmente matar a União Europeia na Inglaterra. Eu vi um documentário em que ex-militantes do IRA criticavam problemas que ressurgiram. O renascimento do ódio político na terra da rainha é previsível e pode ter sido desejado. Um conflito armado na Irlanda ajudará o governo neoliberal a desviar a atenção do povo inglês das reformas econômicas que os banqueiros e milionários não querem fazer.

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