As previsões para os verdadeiros problemas do governo Bolsonaro terão que ser antecipadas.

Há algum tempo, algo em torno de uns meses, fiz uma previsão que o governo Bolsonaro sofreria verdadeiros revezes na sua base de apoio até o início do ano de 2020, algo em torno de março ou abril.

Por que destas previsões? Simplesmente levei em conta o que ocorreria com a base mais sólida do Bolsonarismo que era tanto os suboficiais das forças armadas como também as polícias militares dos estados da União.

De onde vem esta minha colocação? Não tirei de artigos de jornais nem de notícias de redes ditas “progressistas”, tirei exatamente de conversas que tive com membros destas corporações, principalmente das polícias militares.

Sempre que tenho oportunidade em manifestações ou mesmo em pequenos atos de um partido de esquerda que milito, que é considerado um partido de extrema-esquerda, consigo chegar próximo à componentes destas corporações e como sou considerado já um idoso, que não representa nenhum perigo à patentes, que variam desde soldados a capitães, me identificando claramente a minha militância para início de conversa, tenho identificado em mais de um estado da União o total e completo desconforto dos membros destas forças armadas, desconforto que ultrapassa o próprio desconforto deles terem que fazer o policiamento de movimentos de esquerda. O importante é que o desconforto é causado por condições objetivas, por exemplo, a polícia militar no Paraná não recebe horas extras, trabalha em turnos de 12 horas (mais de um por semana) e não tem suporte, tipo refeições a noite, quando está nestes turnos de 12 horas. Por outro lado a polícia militar do Rio Grande do Sul, além de receber abaixo das polícias militares de outros estados, não tem dia para receber, ou seja, tem meses que recebe parcelado em mais de duas vezes (e as contas!!!), segundo informações não confirmadas que recebi de um membro da Brigada Militar do RS, a Brigada é uma recordista em suicídios.

Talvez para uma parcela minoritária das polícias militares, oferecer a chance de matar a vontade, satisfaça-os e mantenha-os na linha, tanto isto como pertencer a milícias, não é a vontade de uma parte significativa das polícias militares, logo a demagogia dos governantes a nível estadual e federal vai esgotar em breve, principalmente porque já o governo do estado do Rio Grande do Sul já está falando em diminuir os rendimentos dos dois maiores grupos de funcionários públicos estaduais, os professores e os policiais.

Certamente devido a disciplina da Brigada Militar do Rio Grande do Sul não fará movimentos grevistas ou contestações ainda com maior intensidade de conflito, mas no momento que houver uma situação do gênero, não esperem que atuem com determinação para reprimir os movimentos.

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