Biden pode assumir EUA, mas governo Bolsonaro deve manter lealdade a Trump, diz colunista

Segundo Jamil Chade, no Itamaraty a orientação é de que não haverá qualquer manifestação caso Biden atinja os 270 votos da vitória

Imagem: TOM BRENNER

Jornal GGN – As apurações da eleição presidencial americana estão revelando a vantagem do democrata Joe Biden à Casa Branca, mas o Itamaraty irá manter lealdade a Donald Trump até o final do processo, “inclusive se a definição do resultado eleitoral se arrastar nos tribunais dos EUA”, disse Jamil Chade, em sua coluna no Uol, publicada nesta quinta-feira, 5. 

“No Itamaraty, a orientação é de que não haverá qualquer manifestação caso Joe Biden atinja os 270 votos do colégio eleitoral, número “mágico” que garantiria a vitória. Salvo se o próprio presidente americano reconhecer sua derrota”, escreveu Chade. 

O governo de Jair Bolsonaro (sem partido), marcado pela submissão ao presidente americano, deve usar uma desculpa legalista para não “mostrar qualquer sinal de aceitação imediato dos resultados das urnas”, caso Biden seja o novo líder americano. 

“A diplomacia, de fato, recomenda tal postura de não-ingerência. Mas, nos últimos meses, o governo brasileiro optou por se meter em eleições na Argentina, criticar manifestantes no Chile e se envolver diretamente no caos constitucional na Bolívia. Isso, claro, sem contar a decisão do governo brasileiro de reconhecer Juan Guaidó como o auto-proclamado presidente da Venezuela”, lembrou Chade. 

Além disso, segundo a coluna, diplomatas admitiram que “existe um sentimento de que o Itamaraty e, de uma forma geral, o governo serão pressionados por Trump a manter a aliança, pelo menos até que o próprio presidente americano reconheça que foi derrotado”. 

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