
Jornal GGN – A bolsa brasileira não conseguiu manter os ganhos contabilizados durante a primeira etapa do dia e encerrou as operações com leve queda, sendo diretamente afetada pelo comportamento das ações dos bancos.
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em queda de 0,16%, aos 50,058 pontos e com um volume negociado de R$ 5,443 bilhões.
As operações do dia foram marcadas pela cautela, diante da retomada das atividades no Congresso Nacional e uma agenda com uma série de votações relacionadas ao ajuste fiscal a pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No cenário corporativo, a temporada de balanços ajudou a manter o viés de realização de lucros.
O papel mais negociado do dia foi o do Itaú Unibanco (ITUB4), que fechou o dia em queda de 2,41%, a R$ 29,20, depois que o banco divulgou seu balanço do segundo trimestre. A instituição registrou um lucro líquido de R$ 5,984 bilhões durante o segundo trimestre, o que representa uma alta de 22% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o banco tinha registrado lucro de R$ 4,899 bilhões. Já nos três primeiros meses deste ano, o Itaú lucrou R$ 5,733 bilhões. Apesar do aumento, o nível de calotes subiu na comparação trimestral, depois de 11 quedas seguidas.
Por outro lado, as ações da Vale e da Petrobras ajudaram a impedir uma queda maior da Bolsa. A ação preferencial da Vale (VALE5) ganhou 2,99%, a R$ 14,81, enquanto a ação preferencial da Petrobras (PETR4) subiu 1,6%, a R$ 10,18.
No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em alta pelo quarto dia consecutivo e avançou 0,28%, a R$ 3,464 na venda – voltando a bater seu maior valor de fechamento desde 20 de março de 2003, quando a moeda valia R$ 3,478. Com isso, a moeda acumula um ganho de 4,05% em quatro sessões, e ultrapassa os 30% acumulados ao longo de 2015.
Apesar do otimismo no mercado internacional, a preocupação com o cenário político brasileiro após a prisão de José Dirceu na Operação Lava Jato acabou sendo um fator de impacto nos negócios. Segundo analistas consultados pela agência de notícias Reuters, existe o temor de que golpes à credibilidade do país afastem o capital do país e dificultem a aprovação de medidas econômicas no Congresso.
Também existe a preocupação de que o Banco Central não aumente sua atuação no mercado. A autoridade monetária continuou a rolar os contratos de swap cambial, equivalentes à venda futura de dólares, que vencem em setembro, vendendo a oferta total de até 6 mil contratos. O volume correspondeu a US$ 582,9 milhões, ou cerca de 6% do lote para o mês que vem, que equivale a US$ 10,027 bilhões.
Para quarta-feira, os analistas aguardam a divulgação do PMI (índice dos gerentes de compras) composto e de serviços no Brasil, além do PMI composto e de serviços e da balança comercial nos Estados Unidos; PMI composto e de serviços na Alemanha e na França; PMI composto e de serviços, além das vendas no varejo da zona do euro.
(Com Reuters)
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