Bolsonaro interrompe alta do diesel e nega “intervencionismo”

Presidente afirmou nesta sexta (12) que quer aprender como funciona a precificação do diesel que chega aos postos de combustíveis pelo País, porque está preocupado com os caminhoneiros

Jornal GGN – Jair Bolsonaro fez as ações da Petrobras caírem 5% nesta sexta (12) após ter entrado em contato com a estatal para evitar o reajuste que já havia sido anunciado para o preço do diesel.

Questionado pelo “intervencionismo”, o presidente respondeu que não é “economista, já falei que não entendia de economia, quem entendia afundou o Brasil, tá certo? Estou preocupado também com o transporte de cargas no Brasil, com os caminhoneiros. São pessoas que realmente movimentam as riquezas, de norte a sul, leste a oeste e que tem que ser tratados com devido carinho e consideração. Nós queremos um preço justo para o óleo diesel.”

Bolsonaro negou que esteja fazendo na Petrobras “as políticas que fizeram no passado”, mas acrescentou que quer entender a precificação do diesel para consumo final.

“A decisão surpreendeu os mercados”, anotou o El País. Pela manhã, o vice-presidente Hamilton Mourão tentou acalmar os ânimos dizendo que a decisão de Bolsonaro foi “pontual. “Julgo que é um fato isolado, justamente pelo momento que estamos vivendo.”

Em comunicado ao mercado, a Petrobras informou que, “em consonância com sua estratégia para os reajustes dos preços do diesel divulgada em 25/3/2019, revisitou sua posição de hedge e avaliou ao longo do dia, com o fechamento do mercado, que há margem para espaçar mais alguns dias o reajuste no diesel. A empresa reafirma a manutenção do alinhamento com o Preço de Paridade Internacional (PPI).”

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7 comentários

  1. Ele intervem e não é intervencionismo. Normal. Ele também age ideologicamente o tempo todo e, pra ele,ideológico são as esquerdas. Patético tanto quanto quem o elegeu.

  2. Boa tarde, Nassif
    Faço este pedido por esta via, pois desconheço outra.
    Pela sua experiência o texto abaixo é verídico? Se for, você poderia colocá-lo como um post?
    O título entre parênteses é meu.
    De qualquer forma, obrigado pelo trabalho que tem feito.

    (De volta para o passado?)

    A crise do INAMPS na década de 1980
    A crise do petróleo que abateu a economia brasileira na segunda metade da década de 1970 e no início da década de 1980 trouxe também prejuízos financeiros – e políticos – para o INAMPS. Da abertura democrática à Nova República, o déficit previdenciário aumentava ano após ano. A doutrina especializada ousa em qualificar o período 1980-1983 no âmbito das políticas sociais como a “crise da previdência social”[8]. A conjuntura da turbulência fiscal do Estado e, sobretudo, da previdência social passou a colaborar com as teses e propostas de desinchaço da máquina pública e, consequentemente, da redução da função do Estado como garantidor de políticas sociais. O INAMPS estava incluído nessa perspectiva.
    Nesse sentido, revela Waldir Pires, Ministro da Previdência Social no governo Sarney (1985-1990):
    “ A Previdência Social em 1985 era apontada como falida. Diziam, até, os céticos, os inadvertidos, ou os que se movem por interesses pessoais e subalternos, que era inviável. Uma conspiração difursa, por alguns não confessada, mas insistente, anunciava seu fim, indispensável, como responsabilidade do Estado, para salvá-lo e para preservar-lhe o Tesouro Público. Porque o déficit da Previdência, insistente, catastrófico, seria irrecuperável.[9] ”
    A retórica da inviabilidade da previdência social e de um sistema de saúde deficitário – advinda dos defensores do neoliberalismo – e exemplificadas nos modelos político-econômicos implantados na Inglaterra, por Thatcher, no Chile, por Pinochet e nos Estados Unidos, por Reagan ganhava força na sociedade. Por isso, o sistema de saúde vigente à época deveria ser privatizado.
    Hésio Cordeiro expõe:
    “ (…) o ministro Francisco Dornelles, preparando-se para assumir o Ministério da Fazenda do governo Tancredo Neves ditava a máxima: ‘não se deve entregar o Ministério da Previdência a nenhum amigo’. A ‘massa falida’, exemplo da inviabilidade da administração pública, na visão neoliberal, só poderia ter um destino: a privatização. A começar pela assistência médico-hospitalar, cujo espólio deveria ser apropriado pelo seguro-saúde privado, no sentido de promover um corte na capitalização precária da saúde no sentido de uma organização mais tipicamente capitalista do complexo médico-empresarial. [8] ”
    Ressalta-se que a discussão não era apenas para privatizar o modelo existente até então no regime militar. Os neoliberais também se oporiam à previsão do SUS na esfera constitucional, durante a Assembleia Constituinte que resultou na Constituição de 1988.[8]
    Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_%C3%9Anico_de_Sa%C3%BAde

  3. Boa jogada, politica e economica. Num primeiro momento se mostra solidario a um segmento com forte poder de pressao, os caminhoneiros. Ao mesmo tempo as acoes despencam apavorando as sardinhas mas talvez com alguns os tubarões ja sabendo o fim da historia a ocorrer nas proximas semanas… na segunda vencem as opções de comora e venda da petr… em breve vem a verdadeira notícia …

  4. Seria sensato julgar que o Posto Ypiranga nada teve a ver com a decisão? A Petrobras não o teria consultado, não teria recebido sua aprovação? Já que o Bozo mesmo diz, que nada entende de Economia, outras áreas do Governo não teriam forçado a decisão e o Posto Ypiranga botou a viola no saco, ficando de fora sem se comprometer? Com a economia em queda, o desemprego e o soluço inflacionário que passamos, ao que parece, a realidade está sendo mais dura para manutenção dessa política de preços, que não se justifica em toda a sua inteireza, porque dispomos de petróleo nacional suficiente e de capacidade de refino para atender nossas necessidades, quase tudo produzido em reais, que não significa abandonar de todo o referencial dos preços internacionais do petróleo. Há condições para espaçar os reajustes, como sempre foi feito. Com a inflação mais severa já batendo à porta, e os reflexos da decisão impactar o mercado de diesel, vale dizer de transporte rodoviário, riscos, inclusive, de movimentos dos caminhoneiros, classe que tem apoiado Bolsonaro, que o ajudou a ser eleito, daí a defesa da classe pelo presidente do golpe. Ao que parece, o Bozo foi utilizado para preservar a majestade neoliberal do Posto Ypiranga. A maior saia justa. Essa de perda de valor de mercado é cantilena dos mercadistas, não tarda e passado o período de especulação nas ações das estatais, tudo volta ao normal.

  5. Algum conselheiro interessante(ou interessado?) deve ter soprado nas orelhas peludas do bozo que se ele deixasse aumentar o preço do diesel os caminhoneiros, irados, poderiam fazer uma greve ou manifestação monstro que poria em perigo o seu “governo”.
    Sem consultar o seu posto de conveniência, o mandatário “governou”, determinando a suspensão do dito reajuste.
    Contentinho, o conselheiro encheu a burra comprando mais ações da companhia petrolífera ,num momento de baixa histórica.
    Por outro lado, o seu tutor, ausente por motivos de trabalho, dando palestras em inglês castiço, pode também ter se beneficiado da patranha sem se comprometer.
    Em inglês nada castiço a gente pode dizer “follow the money”

  6. Será que é assim que administram a inflação? Intervindo nos preços?
    Afinal, diariamente sou surpreendido com aumentos absurdos em itens da cesta, mas a inflação nao dispara.
    No geral a intervenção ocorre na surdina, mas no diesel vazou pois o benefício eleitoral se sobrepõe à credibilidade da Petrobras, empresa virtuosa que nas mãos destes “jestores” (com J) está virando prostituta.

  7. Esta ‘uma frase incrível:
    Bolsonaro declarou que quer entender a precificação do diesel para consumo final.

    Ou seja ele tomou esta atitude sem entender nada.
    Mourão por sua vez disse que esta foi uma medida pontual!!!!!
    Espero que ele saiba que o botijão de gás esta 82.00 reais, o que segundo eles é muito bom para os acionistas em Wall Street ( Rua do Muro).
    Mas nem ele nem Bolsonaro estão preocupados com esta outra questão pontual.

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