As botas tornaram-se muito populares hoje em dia, contudo, sua história é bem mais antiga do que podemos imaginar. Relatos históricos revelam que, ainda na antiguidade, nossos ancestrais já utilizavam peças confeccionadas com pele de animais para se protegerem das intempéries climáticas e do estilo de vida mais rústico e primitivo.
Da roupa utilizada pelo homem do campo ao uniforme dos militares, o uso das botas esteve durante muito tempo relacionado à figura masculina, com destaque especial para os cowboys e suas charmosas botas de montaria – modelo que dava aos cavaleiros um ar mais másculo e rebelde.

Com o passar dos anos, as botas montaria deixaram de ser apenas uma exclusividade masculina, e passaram a ser utilizadas também pelas mulheres, inclusive nos grandes centros urbanos.
Assim, se na década de 1950, eram os homens que faziam sucesso com suas botas de vaqueiro coloridas e ricas em detalhes, no início dos anos 1960 foi a vez do público feminino atrair a atenção da sociedade, desfilando com suas longas botas de salto quadrado. Naquele tempo, a moda era combinar o modelo de cano longo com as igualmente chamativas minissaias, criando um visual bastante moderno e ousado para os padrões da época.

Em um cenário dominado por calçados delicados, baixinhos e de formato arredondado – modelos que expressavam toda a fragilidade e delicadeza feminina – as botas montaria surpreenderam o mundo da moda com uma proposta completamente diferente, que tinha como objetivo desconstruir a imagem da mulher como o sexo frágil na sociedade.
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