Jornal GGN – O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo afirmou nesta segunda (25) que o Brasil não descarta sair do Mercosul por causa da derrota de Maurício Macri para Alberto Fernandez, novo presidente da Argentina, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner.
A manifestação de Araújo ocorreu depois que a conselheira econômica de Fernández, Paula Español, forte candidata a secretária de Comércio Exterior na Argentina, elogiou as medidas protecionistas do governo Kirchner.
Segundo o chanceler, o governo Bolsonaro só permaneceu no bloco depois da eleição de 2018 porque estava se dando bem com a Argentina de Macri.
“Na nossa transição [de governo], no fim do ano passado, houve dúvidas sobre a utilidade do bloco. Apostamos no Mercosul e isso vinha dando certo com a Argentina do Macri. Não podemos dizer que é um projeto inquestionável, que vai durar para sempre, aconteça o que acontecer.”
Ainda de acordo com o chanceler, “o Mercosul não é apenas um nome, uma bandeira hasteada. Se o projeto é desvirtuado, precisa ser repensado.”
Hildermes José Medeiros
25 de novembro de 2019 6:43 pmEstá jogando conversa fora. Não tem peito para concretizar tal ameaça. Não é uma medida que o Governo possa adotar sem apoio, sem fornecer alternativas aos prejudicados, seja no agronegócio, mas principalmente na indústria. Nas atuais circunstâncias da economia brasileira, seria mais do que um tiro no pé, já que poderia atingir um órgão mais importante, difícil de ser recuperado. O moço, vê-se, não passa de um bufão.