5 de junho de 2026

Brasil tem recorde de feminicídios em 2025; média chega a quatro mortes de mulheres por dia

Total de 1.470 casos em 2025 pode ser ainda maior, já que os dados referentes a dezembro do estado de São Paulo ainda não foram atualizados

Brasil registrou 1.470 feminicídios em 2025, maior número desde 2015, segundo o Ministério da Justiça.
São Paulo lidera com 233 casos, seguido por Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104) em 2025.
Feminicídios cresceram 316% em dez anos, totalizando 13.448 vítimas entre 2015 e 2025 no país.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios desde a criação da tipificação penal, em 2015. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam 1.470 casos ao longo do ano, superando o recorde anterior, de 1.464 ocorrências em 2024.

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Na prática, os números indicam que, em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia no país pelo fato de serem mulheres. O total ainda pode ser maior, já que os dados referentes a dezembro do estado de São Paulo não haviam sido atualizados até a última divulgação. As estatísticas são consolidadas a partir de informações enviadas pelos governos estaduais ao governo federal.

Mesmo com dados incompletos do último mês, São Paulo lidera o ranking absoluto de feminicídios em 2025, com 233 casos. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 139 registros, e o Rio de Janeiro, com 104.

Crescimento de 316% em dez anos

O crime de feminicídio passou a constar no Código Penal em 2015, quando foram registradas 535 mortes de mulheres nessa circunstância. Ao comparar os números daquele ano com os de 2025, o aumento chega a 316%.

Desde então, a curva de crescimento tem sido contínua. Ao longo de uma década, 13.448 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, o que representa uma média anual de 1.345 casos.

No acumulado dos últimos dez anos, São Paulo (1.774), Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019) concentram os maiores números absolutos. Já Roraima (7), Amapá (9) e Acre (14) aparecem com os menores registros.

Quando considerada a taxa por 100 mil habitantes, os maiores índices estão no Acre (1,58), Rondônia (1,43) e Mato Grosso (1,36). Amazonas (0,46), Ceará e São Paulo (ambos com 0,51) apresentam as menores taxas proporcionais.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. Gaspar Alencar

    21 de janeiro de 2026 7:07 am

    O porquê dessa explosão?
    O nascedouro a origem?
    O que se está fazendo na prática?
    Não podemos normalizar mais uma situação que envolve vida humana!

  2. Gaspar Alencar

    21 de janeiro de 2026 7:08 am

    O porquê dessa explosão?
    O nascedouro a origem?
    O que se está fazendo na prática?
    Não podemos normalizar mais uma situação que envolve vida humana!

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