A Agência Pública relembrou no Twitter nesta semana que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – herança bolsonarista para o governo Lula – apareceu no escândalo conhecido mundialmente como Panamá Papers, que completa 7 anos em 2023.
Reportado por um consórcio internacional de jornalistas, o Panamá Papers mostrou, via Agência Pública, que o ex-ministro da Economia Paulo Guedes tinha uma offshore milionária em paraíso fiscal.
A Agência Pública ressaltou que além de Guedes, o nome de Campos Neto também aparecia na mesma investigação. A AP frisou que, ao contrário de Guedes, Campos Neto fechara a offshore em 2020.
“O ministro Paulo Guedes não é o único integrante da equipe econômica nos Pandora Papers. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também consta nos documentos como dono da Cor Assets S.A., uma offshore no Panamá, outro paraíso fiscal, situado na América Central. Campos Neto criou sua offshore em 2004, com um capital de 1,09 milhão de dólares – 3,3 milhões de reais à época, que, se fossem repatriados hoje, equivaleriam a 5,8 milhões de reais – e continuava como controlador quando assumiu o posto no governo em fevereiro de 2019. À diferença de Guedes, ele fechou sua offshore em outubro do ano passado. Ainda assim, durante os 21 meses em que presidiu o BC na condição de dono da Cor Assets, Campos Neto poderia ser enquadrado no artigo 5º do Código de Conduta.”
A reportagem resgatada agora no Twitter da Agência Pública foi originalmente publicada em 2021. Confira aqui.
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josé Oliveira de Araújo
30 de abril de 2023 8:08 amPode-se criticar o presidente do BCB por não cumprir as metas inflacionárias durante o seu mandato, mas quanto a expectativa de lucros, que é realmente o que interessa para o famigerado mercado, não há o que reclamar. Não fosse a grita de alguns setores da sociedade contra a pornográfica taxa de juros, os rentistas estariam vivendo uma lua de mel com o BCB, pois combina o que eles consideram o nirvana especulativo: Alta taxza de juros com uma inflação relativamente baixa para os padrões históricos do Brasil. Se tudo continuar assim, ao dinal do seu mandato, o Campos Neto, poderá ser escolhido como FILANTROPO DO RENTISMO.
Rui
30 de abril de 2023 10:23 amConsoante Campos Neto, o Brasil não deve seguir o caminho da Argentina e da Turquia, os quais tentaram afrouxar a inflação a fim de que suas economias crescessem e no final das contas têm inflação alta e baixo crescimento. O Brasil tem que seguir seu próprio caminho: taxa de juros estratosférica, inflação e baixo crescimento econômico