Artigo do Brasil 247 (http://www.brasil247.com/pt/247/economia/155074/Presidente-da-Fiesp-sinaliza-inten%C3%A7%C3%A3o-de-%27dilmar%27.htm) sinaliza aproximação de Benjamin Steinbruch, presidente da FIESP da candidatura Dilma.
A lógica dessa aproximação não é difícil de entender. Em primeiro lugar, a inviabilização da candidatura Aécio deixa pouco espaço de manobra para os setores empresariais do capital produtivo, principalmente pelo fato de que Marina Silva claramente representa o capital financeiro. A lógica do capital financeiro é oposta à do capital produtivo, enquanto o primeiro se interessa por aumentar os juros que engordam a sua margem de lucro, os segundos se interessam em manter os juros sob controle para assegurar maior volume de vendas. O aumento de juros não somente encarece os produtos como também produz redução do ritmo da economia e desemprego, prejudicando o mercado consumidor, convertido atualmente na grande ferramenta de manutenção da economia brasileira em movimento. Antecipamos este movimento no artigo que publicamos nessa editoria em 23 de agosto passado que intitulamos “O capital produtivo vai com quem?” ( http://ggnnoticias.com.br/fora-pauta/o-capital-produtivo-vai-com-quem-o-financeiro-ja-decidiu ).
Previmos também naquele artigo o descolamento da liderança do PSDB sobre as bases empresariais em decorrência da inviabilização da candidatura Aécio Neves antecipando que o apoio tácito da representação política (o PSDB) à candidatura Marina num eventual segundo turno, como deu a entender o próprio FHC, não teria poder para mover os empresários que temeriam pela estabilidade econômica e pelo mercado.
A sinalização de Steinbruch acrescenta à candidatura Dilma uma base eleitoral tradicionalmente ligada ao PSDB, o que vem a significar na prática o fenômeno que também previmos em 05/10/2013, no artigo em que anlisamos as “Dez consequências da decisão de Marina Silva” (http://ggnnoticias.com.br/fora-pauta/dez-consequencias-da-decisao-de-marina-silva) onde dizíamos que “O campo conservador que quer estabilidade tende a desembarcar do PSDB rumo a Dilma” ( http://ggnnoticias.com.br/fora-pauta/dez-consequencias-da-decisao-de-marina-silva ).
A posição de Steinbruch, dita de forma diplomática, como cabe a uma liderança de categoria (“posso até Dilmar”), dada a autoridade que tem enquanto presidente da maior federação de indústrias do Brasil, a FIESP, tende a a) alastrar-se pelo setor produtivo e a b) isolar politicamente o capital financeiro e c) aumentar as chances de vitória de Dilma no primeiro turno.
Para completar, tal resultado é melhor para o PSDB do que a vitória de Marina, pois se essa ocorresse, além de perder as eleições o PSDB perderia a hegemonia do campo conservador. Isto significa que, apesar dos esforços de Aécio de manter-se vivo no processo, haverá da parte do empresariado ligado ao PSDB atitude possivelmente mais tendente a acompanhar Steinbruch do que a quebrar lanças por Aécio. Aprofundamos esta ideia recentemente num artigo que intitulamos “Ao PSDB cabe perder ganhando, ou perderá perdendo”.
A candidatura Dilma parece estar agregando uma força gravitacional muito forte e a tendência do processo é, a estas alturas, de ganhar alta velocidade. Não sem razão o Datacaf do fim de semana aponta para uma vitória de Dilma no primeiro turno, ( http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/09/29/datacaf-do-fim-de-semana-vai-no-primeiro-turno/ ).
Ocorra ou não esse segundo turno a candidatura Dilma tende a angariar um peso significativo nos próximos dias e estará alinhada a uma frente compatível com a que o velho PMDB criou em torno de si nos estertores da ditadura. Marina Silva terá assim emprestado o seu rosto para representar tudo o quanto a nação não quer. Vamos admitir que é um feito extraordinário para nem dois meses de campanha.
que coisa
30 de setembro de 2014 9:00 amRico apoiando Marina seria
Rico apoiando Marina seria safado e apoaindo o petismo é gente produtiva.