23 de junho de 2026

Caso Adriano: investigação quer descobrir quem avisou miliciano

Rede de apoio de ex-capitão do Bope é alvo de apuração policial; autoridades estão convencidas de que ele recebia informações do Rio de Janeiro
Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, morto na manhã de domingo na Bahia. Foto: Reprodução

Jornal GGN – Os responsáveis pela operação que matou o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega no último domingo (09/02), em confronto ocorrido na cidade baiana de Esplanada, querem descobrir quem o avisou sobre o cerco montado, e também sobre as movimentações dos investigadores para buscá-lo nas semanas que antecederam sua morte.

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Segundo informações do jornal O Globo, as autoridades estão convencidas de que Adriano, ex-capitão do Bope do Rio acusado de chefiar um grupo de matadores de aluguel, recebia informações privilegiadas da polícia do Rio.

A hipótese ganhou força após o depoimento de Leandro Abreu Guimarães, dono de uma fazenda na qual o suspeito ficou escondido. Segundo ele, Adriano mostrou sinais de nervosismo na véspera da operação, enquanto recebia e enviava mensagens por um celular. Além disso, abandonou o local onde se abrigou por cinco dias às pressas.

O fazendeiro, que foi preso porque policiais encontraram armas em sua propriedade, alegou ter sido obrigado a levá-lo para um sítio, sendo ameaçado de morte pelo miliciano. Localizado próximo da BR-101, o sítio pertence ao vereador Gilson Dedé, do PSL, que disse nunca ter visto Adriano, e alegou que o imóvel foi invadido pelo miliciano.

Dez policiais cercaram a propriedade e quatro se encarregaram de fazer a abordagem. Dois carregavam escudos à prova de bala, e a outra dupla segurava fuzis. O grupo afirmou que só abriu fogo depois que o miliciano atirou. Dois agentes de um serviço de inteligência do Rio foram à Bahia para dar apoio à operação.

Homenageado duas vezes na Assembleia Legislativa do Rio pelo então deputado Flávio Bolsonaro, Adriano é citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual, e teve a mãe e a esposa nomeadas por Flávio. O advogado de Adriano, Paulo Emílio Catta Preta, disse que ele relatou a preocupação nos últimos dias de que pudesse ser morto como “queima de arquivo”.

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4 Comentários
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  1. Anônimo

    11 de fevereiro de 2020 9:00 pm

    o “polvo” quer saber:
    De quem recebia ordens quem comandou a caçada ao homenageado?

  2. Luiz Silva

    11 de fevereiro de 2020 9:29 pm

    Cadê o corpo?

  3. Anônimo

    11 de fevereiro de 2020 10:41 pm

    O Bozzo, como presidente, deveria aproveitar e decretar luto oficial pela perda do amigo e “grande cidadão de bem” ???

  4. Josa

    12 de fevereiro de 2020 7:34 am

    O RG falso, quem forneceu, o papel é controlado e todos sabem onde foi confeccionada

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