21 de maio de 2026

Caso Master expõe vácuo de fiscalização de Campos Neto, e mídia tenta blindar nomes em escândalo financeiro

A investigação revela que o crime organizado infiltrou a Faria Lima através de empresas de fachada e omissão de órgãos reguladores

Na noite de quarta-feira (25), o programa “TV GGN 20 Horas” no YouTube recebeu a jornalista e advogada criminalista Hevelin Agostinelli para uma entrevista com Luís Nassif, abordando a complexa intersecção entre crime organizado, fintechs e o mercado financeiro, especialmente a Faria Lima. Agostinelli destacou a novidade da descoberta de crimes praticados dentro do sistema financeiro, citando o caso do Banco Master e a tentativa de venda para a empresa Fictor, que culminou na prisão de Daniel Vorcaro e na liquidação do banco pelo Banco Central. A rapidez dos acontecimentos e a constante emergência de novas informações, personagens e ligações com políticos indicam a dimensão ainda desconhecida desses crimes.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Nassif apontou que a formação desse mercado ilícito parece ser uma soma de lavagem de dinheiro de igrejas, tráfico, crime organizado e corrupção política, tudo isso entrando pela Faria Lima e se beneficiando da flexibilização dos controles proporcionada por Roberto Campos Neto. A operação “Carbono Oculto” foi apontada como um marco na visualização de práticas concretas de lavagem de dinheiro, que envolvem empresas de fachada, como franquias de O Boticário e postos de combustíveis, para injetar dinheiro ilícito. Esse dinheiro, então, era levado a bancos, onde funcionários cooptados, como gerentes da Caixa Econômica Federal, auxiliavam no cadastramento com dados fictícios, permitindo que os criminosos retirassem o dinheiro e o investissem em bens de luxo, dificultando a investigação.

Nassif e Agostinelli discutiram a falha dos órgãos de controle, como a CVM [Comissão de Valores Mobiliários] e o Banco Central sob Roberto Campos Neto, questionando se foi intencional ou uma falha genuína, o que levanta preocupações sobre o envolvimento de outras instituições e organizações criminosas no sistema financeiro. A demissão de dois técnicos da Caixa Econômica Federal por rejeitarem um investimento no Banco Master foi citada como um exemplo de como a conduta correta pode ser punida, sugerindo a existência de cooptações pela organização criminosa dentro do próprio banco.

A complexidade das relações entre políticos e o mercado financeiro, muitas vezes ocultas, foi enfatizada, com a imprensa sendo criticada por focar em nomes específicos com potencial impacto eleitoral, enquanto outros permanecem ocultos. A entrevista também abordou a cobertura da imprensa, que muitas vezes se assemelha à Lava Jato, mas com uma sociedade mais atenta. Foi criticada a forma como a mídia lida com o escândalo, criando elucubrações e tentando associar figuras como o filho de Lula a condutas criminosas sem provas concretas, enquanto esconde nomes que realmente podem estar envolvidos em relações negociais suspeitas e lobbies para criação de leis que beneficiam bancos. A quebra de sigilo bancário e fiscal do filho de Lula por André Mendonça, baseada em fofocas, foi considerada um abuso de poder, contrastando com a falta de investigação sobre a origem do dinheiro de figuras como Flávio Bolsonaro.

Por fim, a discussão se voltou para a manipulação da informação, com a imprensa misturando condutas criminosas com atitudes normais para criminalizar quem se deseja e omitir delitos de quem não se quer expor. A ausência de Roberto Campos Neto no “PowerPoint” da Globo News, apesar de seu papel na flexibilização dos controles e sua ligação com o Nubank, do qual a Globo tem ações, foi destacada como um exemplo de manipulação que subestima a inteligência dos brasileiros. A entrevista concluiu que a sociedade precisa de investigações sérias e autoridades judiciais imparciais para evitar que esse escândalo se torne mais uma “Lava Jato”, onde a seletividade na criminalização prevalece sobre a justiça.

Assista a entrevista abaixo:

Nota da Redação: O Jornal GGN usa Inteligência Artificial para transcrever o conteúdo de vídeos originais produzidos pelo canal TV GGN, no Youtube. O uso de I.A. não dispensa, em hipótese alguma, a revisão, edição e verificação das informações antes da publicação.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados