9 de junho de 2026

China vê aumento de tentativas de “espionagem estrangeira” em setores estratégicos como terras raras e energia

Objetivo dessas operações seria obter tecnologias essenciais e dados estratégicos para reduzir a vantagem competitiva da China
Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

O Ministério da Segurança do Estado da China afirmou que o país tem enfrentado um aumento nas tentativas de espionagem conduzidas por agências estrangeiras, especialmente em setores considerados estratégicos para a economia e a segurança nacional chinesa. Em comunicado divulgado no domingo por meio da rede social WeChat, o órgão alertou para operações cada vez mais sofisticadas de infiltração, recrutamento de informantes e coleta clandestina de dados sensíveis. As informações são do jornal chinês Global Times.

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Segundo o ministério, investigações realizadas nos últimos anos apontaram falhas internas em órgãos e unidades classificadas do governo chinês, incluindo sistemas de supervisão considerados insuficientes e descumprimento de protocolos de segurança. O Ministério afirmou que parte dos problemas decorre da falta de preparo de alguns funcionários diante das novas ameaças digitais e tecnológicas, além de práticas que priorizam conveniência e eficiência em detrimento da proteção de informações sigilosas.

O governo chinês também declarou que agências de inteligência estrangeiras têm concentrado esforços em áreas estratégicas como terras raras, energia fotovoltaica, semicondutores, chips avançados e inteligência artificial. De acordo com o comunicado, o objetivo dessas operações seria obter tecnologias essenciais e dados estratégicos para reduzir a vantagem competitiva da China em setores considerados fundamentais para o futuro da economia global e da disputa tecnológica internacional.

Ainda conforme o MSS, os métodos de espionagem utilizados atualmente incluem coleta de dados em fontes abertas, ataques de phishing, uso da dark web e exploração de vulnerabilidades em dispositivos inteligentes e sistemas de armazenamento em nuvem. O ministério destacou que essas ferramentas permitem operações mais rápidas, discretas e direcionadas, elevando a capacidade de infiltração e reduzindo custos e riscos para os agentes estrangeiros envolvidos.

Diante desse cenário, o governo chinês defendeu o fortalecimento das políticas de contraespionagem e segurança da informação, com ampliação de tecnologias de proteção, inspeções regulares e sistemas de alerta precoce. O ministério também reforçou a necessidade de cumprimento rigoroso das regras de confidencialidade, incluindo restrições ao compartilhamento, fotografia e transmissão online de documentos classificados, além de maior vigilância sobre os riscos associados à inteligência artificial, computação em nuvem e big data.

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