O Ministério da Segurança do Estado da China afirmou que o país tem enfrentado um aumento nas tentativas de espionagem conduzidas por agências estrangeiras, especialmente em setores considerados estratégicos para a economia e a segurança nacional chinesa. Em comunicado divulgado no domingo por meio da rede social WeChat, o órgão alertou para operações cada vez mais sofisticadas de infiltração, recrutamento de informantes e coleta clandestina de dados sensíveis. As informações são do jornal chinês Global Times.
Segundo o ministério, investigações realizadas nos últimos anos apontaram falhas internas em órgãos e unidades classificadas do governo chinês, incluindo sistemas de supervisão considerados insuficientes e descumprimento de protocolos de segurança. O Ministério afirmou que parte dos problemas decorre da falta de preparo de alguns funcionários diante das novas ameaças digitais e tecnológicas, além de práticas que priorizam conveniência e eficiência em detrimento da proteção de informações sigilosas.
O governo chinês também declarou que agências de inteligência estrangeiras têm concentrado esforços em áreas estratégicas como terras raras, energia fotovoltaica, semicondutores, chips avançados e inteligência artificial. De acordo com o comunicado, o objetivo dessas operações seria obter tecnologias essenciais e dados estratégicos para reduzir a vantagem competitiva da China em setores considerados fundamentais para o futuro da economia global e da disputa tecnológica internacional.
Ainda conforme o MSS, os métodos de espionagem utilizados atualmente incluem coleta de dados em fontes abertas, ataques de phishing, uso da dark web e exploração de vulnerabilidades em dispositivos inteligentes e sistemas de armazenamento em nuvem. O ministério destacou que essas ferramentas permitem operações mais rápidas, discretas e direcionadas, elevando a capacidade de infiltração e reduzindo custos e riscos para os agentes estrangeiros envolvidos.
Diante desse cenário, o governo chinês defendeu o fortalecimento das políticas de contraespionagem e segurança da informação, com ampliação de tecnologias de proteção, inspeções regulares e sistemas de alerta precoce. O ministério também reforçou a necessidade de cumprimento rigoroso das regras de confidencialidade, incluindo restrições ao compartilhamento, fotografia e transmissão online de documentos classificados, além de maior vigilância sobre os riscos associados à inteligência artificial, computação em nuvem e big data.
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