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  1. Válber Almeida

    13 de maio de 2014 3:18 am

    De O Globo

    Atentem para a parte em que os juízes entrevistados pelo O Globo afirmam que: “Juízes da área de execução penal ouvidos pelo GLOBO afirmam que a decisão de Joaquim não tem efeito vinculante, por se tratar de um processo específico, e não se aplica aos demais casos do sistema penitenciário brasileiro”. Mais uma vez, confirmada a exceção. Isso é comum em um Estado Democrático de Direito?

     

    Regra de Barbosa levaria pelo menos 400 presos de volta à Papuda e causaria superlotação

    http://oglobo.globo.com/pais/regra-de-barbosa-levaria-pelo-menos-400-presos-de-volta-papuda-causaria-superlotacao-12466043

    Juízes de execução penal discordam de obrigação de cumprimento mínimo de pena para poder trabalhar fora

    BRASÍLIA – A adoção do critério usado pelo ministro Joaquim Barbosa para revogar o trabalho externo dos réus do mensalão levaria pelo menos 400 presos de volta ao complexo da Papuda, no Distrito Federal, o que “explodiria” um sistema já superlotado. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) entende que a concessão do benefício só pode ser dada após o cumprimento de um sexto da pena de prisão em regime semiaberto. Esta não é a interpretação da grande maioria dos juízes da área de execução penal, que analisam pedidos de trabalho externo já no início do cumprimento da pena.

    No Distrito Federal, onde cumpre pena a maioria dos réus do mensalão, a decisão é inédita, sem precedentes. No ano passado, a Vara de Execuções Penais (VEP) em Brasília analisou 1,2 mil propostas para presos. Em nenhum caso, os juízes consideraram a hipótese da necessidade de cumprimento de um sexto da pena.

    A interpretação é corrente país afora. Profissionais da Justiça que atuam com execução penal estimam que entre 80% e 90% dos juízes brasileiros concedem o trabalho externo sem a obrigação de execução de parte da pena. O índice só não é maior porque juízes de pequenas comarcas, que não atuam exclusivamente com execução penal, são os mais propensos a interpretar a Lei de Execução Penal como Joaquim interpretou.

    Presos com autorização de trabalho externo são transferidos dos presídios da Papuda para o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), onde estava Delúbio Soares. Eles trabalham durante o dia e retornam ao presídio à noite. Cerca de 400 detentos estão exclusivamente no regime semiaberto e começaram a trabalhar sem a análise do critério do cumprimento de um sexto da pena, a exemplo dos réus do mensalão. Retornariam à Papuda, portanto, caso fosse colocada em prática a interpretação dada pelo presidente do STF.

    O presídio no complexo destinado ao semiaberto, o Centro de Internamento e Reeducação (CIR), onde fica o ex-ministro José Dirceu, está superlotado, com 1,5 mil presos, o dobro da capacidade. E 800 detentos do regime semiaberto estão alojados num presídio de regime fechado, por falta de espaço.

    Juízes da área de execução penal ouvidos pelo GLOBO afirmam que a decisão de Joaquim não tem efeito vinculante, por se tratar de um processo específico, e não se aplica aos demais casos do sistema penitenciário brasileiro. A revogação de benefícios já concedidos ocorreria apenas se houvesse recursos nesse sentido, o que é improvável. A preocupação principal é com o precedente que se abre, para casos futuros. A Defensoria Pública do DF pretende continuar pleiteando trabalho externo para os presos em início de cumprimento de pena. Ainda não se sabe qual será a postura dos juízes lotados na VEP em Brasília.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/regra-de-barbosa-levaria-pelo-menos-400-presos-de-volta-papuda-causaria-superlotacao-12466043#ixzz31YqReoDh
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  2. Marco St.

    13 de maio de 2014 3:23 am

    A “eficiência germânica” e a arte de construir aeroportos….

    Uma lambança monumental. Imagine se fosse no Brasil….

     

    Ninguém sabe como apagar as luzes do novo aeroporto de Berlim

     

     Deveria ser o mais moderno do mundo e ter sido inaugurado em 2011. Mas o orçamento derrapou para o dobro, a sua capacidade em passageiros/ano diminuiu, e não se sabe quando estará pronto. A famosa eficiência germânica naufraga num escândalo sem fim.   Ninguém sabe apagar as luzes do “mais moderno aeroporto do mundo”, que ninguém também sabe quando será inaugurado.  

    As luzes feéricas do novo aeroporto internacional de Berlim iluminam a noite que, no Inverno da capital alemã, começa cedo. Uma iluminação brilhante inunda os 118 balcões de checkin, os mais de 100 pontos de autocheckin, as instalações para receber simultaneamente 110 aviões, oito do quais de grandes dimensões, que podem ser o gigante Airbus A380.

    As luzes estão acesas, mas não iluminam qualquer atividade, exceto a de duas centenas de operários que trabalham em marcha lenta. O motivo: o mais moderno aeroporto do mundo deveria ter sido inaugurado em 2011, mas, três anos depois, ainda não foi. E não se sabe quando será.

    Mas então, porque não se apagam as luzes? Não se poderia poupar muita energia, tão escassa e tão cara nos dias de hoje, e particularmente num país que quer dar um exemplo de austeridade para toda a Europa? A resposta embaraçosa é dada por uma hilariante reportagem do insuspeito site da revista alemã Der Spiegel: não se pagam as luzes porque não podem ser apagadas. Não há interruptores. Coisas da modernidade germânica.

    Orçamento derrapou para o dobro

    O aeroporto de Berlin-Brandenburg começou a ser construído em 2005, com um orçamento de 2,.4 bilhões de euros. As previsões atuais são de que os custos ultrapassem os 5 bilhões de Euros. O que seria suficiente para construir mais uns 20 estádios “padrão-fifa” no Brasil.   Mas a derrapagem pode ser maior, porque a data de inauguração ainda não está marcada, e o responsável pelo aeroporto recusa-se a marcá-la. Horst Amann, diretor técnico do aeroporto, disse à imprensa que só avançará com uma data quando se puder responsabilizar por ela.

    Segundo a Der Spiegel, os operários dedicam-se agora a deitar abaixo paredes e tetos para inspecionar cabos elétricos, condutas de ventilação e detalhes estruturais. A revista afirma mesmo que já houve quem sugerisse que todo o complexo fosse demolido e construído de novo. O diretor, é claro, diz que isso é um disparate.

    O aeroporto, que leva também o nome do antigo chanceler Willy Brandt, foi construído para substituir os de Tegel e de Schönefeld, e inicialmente estava previsto que pudessem passar por ele 45 milhões de passageiros por ano. Agora, oito anos depois de se ter iniciado a construção, já só se prevê que tenha capacidade para 27 milhões, e a sua capacidade real poderá ser menor, de 17 milhões, de acordo com um consultor ouvido pela The Economist.

    Um escândalo que não acaba nunca

    O plano inicial de construir o aeroporto só com investimento privado foi abandonado, devido às disputas judiciais intermináveis em que se envolveram os dois consórcios concorrentes. O empreendimento passou assim a ser público, tendo como sócios a cidade e os governos do Estado e federal.

    Para começar a construção, foi preciso demolir duas aldeias e deslocar 350 habitantes. Cerca de cem mil pessoas sofrerão com o barulho, quando, com pequenas alterações poderiam ser apenas 30 mil as pessoas atingidas. Mas o mais grave, ainda para mais num país com o mito da eficiência, foram os múltiplos problemas técnicos que surgiram durante a construção e que persistem.

    Problemas de design, do sistema contra incêndios que em maio passado foi o responsável pelo adiamento, parques de estacionamento subdimensionados, um escândalo que não acaba nunca, no dizer da Der Spiegel.

    Valha a verdade que os atrasos de grandes obras não são, afinal, novidade no país. A construção de uma enorme estação de trens de Stutgart está fora de prazo. A inauguração do maior porto de contentores da Alemanha já foi adiada várias vezes, até abrir apenas parcialmente em setembro. Até a mudança da agência estatal de espionagem de Munique para Berlim teve de ser adiada devido aos atrasos da construção da nova sede.

    Segundo Horst Amann, diretor técnico do novo aeroporto, foi contratada uma empresa de “caçadores de talentos” para encontrar alguém capaz de responder ao desafio: descobrir os interruptores das luzes. Era uma piada, claro.

     

    http://www.esquerda.net/artigo/ningu%C3%A9m-sabe-como-apagar-luzes-do-novo-aeroporto-de-berlim/26897

     

  3. Almeida

    13 de maio de 2014 5:32 am

    O golpe de Kiev:

    Trabalhadores rebeldes tomam o poder no leste, por James Petras

     

    Nunca, desde que os EUA e a UE capturaram a Europa do Leste, incluindo os países bálticos, a Alemanha oriental, a Polónia e os Balcãs, e a converteram em postos avançados militares da NATO e em vassalos económicos, nunca os poderes ocidentais se movimentaram tão agressivamente para se apoderarem dum país estratégico, como a Ucrânia, ameaçando a existência da Rússia.

    Até 2013, a Ucrânia era um ‘estado almofada’, basicamente um país não-alinhado, com laços económicos à UE e à Rússia. Governado por um regime estreitamente ligado à oligarquia local, ligada à Europa, Israel e Rússia, a elite política foi um produto duma sublevação política em 2004 (a chamada “Revolução Laranja”), financiada pelos EUA. Subsequentemente, durante a maior parte de uma década, a Ucrânia sofreu a experiência fracassada de uma política económica ‘neoliberal’ apoiada pelo ocidente. Depois de quase duas décadas de penetração política, os EUA e a UE ficaram entrincheiradas profundamente no sistema político, através do financiamento regular das alegadas organizações não-govername Rússiae Rússiaentais (ONG), partidos políticos e grupos paramilitares.

    A estratégia dos EUA e da UE foi instalar um regime flexível que levasse a Ucrânia para o Mercado Comum Europeu e para a NATO, como estado cliente subordinado. As negociações entre a UE e o governo ucraniano decorreram vagarosamente. Acabaram por fracassar por causa das condições onerosas exigidas pela UE e pelas concessões económicas mais favoráveis e subsídios propostos pela Rússia. Depois do fracasso em negociar a anexação da Ucrânia à UE, e por não estarem dispostas a esperar pelas eleições constitucionais já marcadas, as potências da NATO activaram as suas ONG, bem financiadas e organizadas, líderes políticos seus clientes e grupos paramilitares armados para derrubarem pela violência o governo eleito. O golpe violento foi um êxito e a junta civil-militar nomeada pelos EUA assumiu o poder.

    A Junta foi formada por ‘ministros’ neoliberais e chauvinistas submissos. Os primeiros foram escolhidos pelos EUA, para administrar e impor uma nova ordem política e económica, incluindo a privatização de empresas e de recursos públicos, cortando os laços comerciais e de investimento com a Rússia, eliminando um tratado que permitia a base naval russa na Crimeia e acabando com as exportações militar-industriais para a Rússia. Foram nomeados para posições ministeriais neofascistas e sectores das forças militares e policiais, a fim de reprimir violentamente qualquer oposição pró-democracia no ocidente e no leste. Supervisionaram a repressão dos bilingues (russos-ucranianos), de instituições e de práticas – transformando a oposição contra o golpe de estado apoiado pelos EUA-NATO numa oposição étnica. Fizeram uma limpeza em todos os detentores de cargos opositores no ocidente e no leste e nomearam governadores locais de confiança – criando assim um regime de lei marcial.

    Os alvos estratégicos da NATO-Junta

    A tomada de poder, violenta e de alto risco, da Ucrânia pela NATO foi motivada por diversos objectivos estratégico-militares, que incluíam:

    1) A expulsão da Rússia das suas bases militares da Crimeia – transformando-as em bases da NATO às portas da Rússia.

    2) A transformação da Ucrânia num trampolim para a penetração no sul da Rússia e no Cáucaso; uma posição avançada para gerir e apoiar politicamente os partidos liberais pró-NATO e as ONG no interior da Rússia.

    3) A destruição de sectores fundamentais da indústria de defesa militar russa, ligados às fábricas ucranianas, acabando com a exportação de maquinaria crítica e sobressalentes para a Rússia.

    A Ucrânia foi durante muito tempo uma parte importante do complexo industrial militar da União Soviética. Os estrategas da NATO por detrás do golpe sabiam muito bem que um terço da indústria de defesa soviética se manteve na Ucrânia depois do desmantelamento da URSS e que quarenta por cento das exportações da Ucrânia para a Rússia, até há bem pouco tempo, consistiam em armamentos e maquinaria com isso relacionada. Mais especificamente, a instalação Motor Sikh na Ucrânia de leste fabricava a maior parte dos motores para os helicópteros militares russos, incluindo um contrato em vigor para fornecer motores para mil helicópteros de ataque. Os estrategas da NATO orientaram imediatamente os seus lacaios em Kiev para suspender todas as entregas militares à Rússia, incluindo foguetões de médio alcance ( Financial Times, 4/21/14, p.3). Os estrategas militares dos EUA e da UE encararam o golpe em Kiev como uma forma de sabotar as defesas russas no ar, no mar e nas fronteiras. O presidente Putin acusou o golpe mas insiste que a Rússia poderá substituir internamente a produção interna de peças críticas dentro de dois anos. Isso significa a perda de milhares de postos de trabalho especializados na Ucrânia de leste.

    4) O cerco militar da Rússia com bases avançadas da NATO na Ucrânia, equiparáveis às do Báltico, até aos Balcãs, da Turquia até ao Cáucaso e depois a partir da Geórgia até à Federação Russa autónoma.

    O cerco dos EUA-UE à Rússia destina-se a acabar com o acesso russo ao Mar do Norte, ao Mar Negro e ao Mediterrâneo. Cercando e confinando a Rússia a uma massa continental isolada sem ‘saídas para o mar’, os construtores do império EUA-UE procuram limitar o papel da Rússia enquanto potência rival central e, possivelmente, contrabalançar as suas ambições imperialistas no Médio Oriente, norte de África, sudeste de Ásia e Atlântico norte.

    O golpe na Ucrânia: da expansão integral à imperial

    Os EUA e a UE pretendem destruir governos independentes, nacionalistas e não-alinhados em todo o mundo e transformá-los em satélites imperialistas sejam quais forem os meios. Por exemplo, a actual invasão mercenária da Síria, armada pela NATO, é dirigida para o derrube do governo nacionalista e laico de Assad e para o estabelecimento de um estado vassalo pró-NATO, independentemente das consequências sangrentas para os vários povos sírios. O ataque à Síria serve múltiplos fins. Eliminando um aliado russo e a sua base naval mediterrânica; enfraquecendo um apoiante da Palestina e um adversário de Israel; cercando a República Islâmica do Irão e o poderoso Partido Hezbollah militante no Líbano e estabelecendo novas bases militares em solo sírio.

    A conquista da Ucrânia pela NATO tem um efeito multiplicador que se estende ‘para cima’ na direcção da Rússia e ‘para baixo’ na direcção do Médio Oriente e consolida o controlo sobre a sua vasta riqueza petrolífera.

    As recentes guerras da NATO contra os aliados russos ou seus parceiros comerciais confirmam este prognóstico. Na Líbia, destacavam-se as políticas independentes, não alinhadas do regime de Kadhafi em forte contraste com os servis satélites ocidentais como Marrocos, o Egipto ou a Tunísia. Kadhafi foi derrubado e a Líbia destruída através de um maciço ataque aéreo da NATO. A rebelião da massa popular do Egipto contra Mubarak e a democracia emergente foram subvertidas por um golpe militar e acabaram por fazer regressar o país à órbita dos EUA-Israel-NATO – sob um ditador brutal. Todas as incursões armadas de Israel, amigalhaço da NATO, contra o Hamas em Gaza e contra o Hezbollah no Líbano, assim como as sanções EUA-UE contra o Irão, são dirigidas contra potenciais aliados ou parceiros comerciais da Rússia.

    Os EUA foram obrigados a desistir de cercar a Rússia via ‘eleições e mercados livres’ na Europa de Leste, e a confiar na força militar, nos esquadrões da morte, no terrorismo e nas sanções económicas na Ucrânia, no Cáucaso, no Médio Oriente e na Ásia.

    Mudança de regime na Rússia: de potência global a estado vassalo

    O objectivo estratégico de Washington é isolar a Rússia do exterior, sabotar a sua capacidade militar e corroer a sua economia, a fim de reforçar os colaboradores políticos e económicos da NATO no interior da Rússia – levando à sua maior fragmentação e ao regresso a um estatuto de semi-vassalo.

    O objectivo da estratégia imperialista é colocar no poder em Moscovo amigos políticos neoliberais, como os que dirigiram a pilhagem e a destruição da Rússia durante a vergonhosa década de Yeltsin. A tomada do poder na Ucrânia pelos EUA-EU é um grande passo nessa direcção.

    Avaliar a estratégia do cerco e da conquista

    Até aqui, a conquista da Ucrânia pela NATO não tem avançado como planeado. Primeiro que tudo, a conquista violenta do poder pelas elites abertamente pró-NATO renegando abertamente os acordos e tratados militares com a Rússia sobre as bases na Crimeia, forçaram a Rússia a intervir em apoio da população local, de esmagadora etnia russa. Na sequência de um referendo livre e aberto, a Rússia anexou a região e assegurou a sua presença militar estratégica.

    Enquanto a Rússia mantinha a presença naval no Mar Negro… a Junta da NATO em Kiev desencadeou uma ofensiva militar de grande escala contra a maioria de língua russa, a favor da democracia e anti-golpe, na metade oriental da Ucrânia, que tem exigido uma forma de governo federal, reflectindo a diversidade cultural da Ucrânia. Os EUA-UE promoveram uma “resposta militar” à dissidência popular de massas e encorajaram o regime golpista a eliminar os direitos civis da maioria de língua russa através de terrorismo neonazi e a forçar a população a aceitar os dirigentes regionais nomeados pela Junta em vez dos seus líderes eleitos. Em resposta a esta repressão, nasceram rapidamente comissões populares de autodefesa e milícias locais e o exército ucraniano foi inicialmente forçado a recuar com milhares de soldados a recusarem-se a disparar sobre os seus compatriotas por ordem do regime instalado em Kiev pelo ocidente. Durante algum tempo, a Junta de coligação neoliberal e neofascista, apoiada pela NATO, teve que lutar contra a desintegração da sua ‘base de poder’. Ao mesmo tempo, a ‘ajuda’ da UE, do FMI e dos EUA não conseguiu compensar o corte do comércio russo e dos subsídios à energia. A conselho do director da CIA, Brenner, de visita, a Junta de Kiev enviou as suas “forças especiais” de elite, treinadas pela CIA e pelo FBI para executar massacres contra civis pró-democracia e milícias populares. Enviaram criminosos armados para a cidade de Odessa que encenaram um massacre “exemplar”: Incendiaram a sede do principal sindicato da cidade e assassinaram 41 pessoas, na maioria civis desarmados que ficaram encurralados dentro do edifício com as saídas bloqueadas pelos neonazis. Os mortos incluíam muitas mulheres e adolescentes que tinham procurado abrigo dos ataques dos neonazis. Os sobreviventes foram brutalmente espancados e detidos pela ‘polícia’ que assistira impassível enquanto o edifício ardia.

    O futuro colapso da junta golpista

    A tomada do poder na Ucrânia, por Obama, e os seus esforços para isolar a Rússia provocaram alguma oposição na UE. Nitidamente, as sanções prejudicam grandes multinacionais europeias com profundas ligações à Rússia. O golpe militar dos EUA na Europa de Leste, nos Balcãs e no Mar Negro desperta tensões e ameaça uma conflagração militar de grande escala, prejudicando importantes contratos económicos. As ameaças dos EUA-UE na fronteira da Rússia aumentaram o apoio popular ao presidente Putin e reforçaram a liderança russa. A tomada estratégica do poder na Ucrânia radicalizou e aprofundou a polarização da política ucraniana entre as forças neofascistas e pró-democracia.

    Enquanto os estrategas imperialistas alargam e aumentam a sua posição militar na Estónia e na Polónia e despejam armas na Ucrânia, toda a tomada de poder assenta em bases políticas e económicas muito precárias – que podem desabar dentro de um ano – no meio duma guerra civil sangrenta e/ou massacre interétnico.

    A Junta da Ucrânia já perdeu o controlo político em mais de um terço do país, para movimentos pró-democracia e anti-golpe e milícias de autodefesa. Ao cortar exportações estratégicas para a Rússia para servir os interesses militares dos EUA, a Ucrânia perdeu um dos seus mercados mais importantes, que não pode ser substituído. Sob o controlo da NATO, a Ucrânia vai ter que comprar “hardware” militar especificado pela NATO, o que levará ao fecho das suas fábricas, viradas para o mercado russo. A perda do comércio russo já está a levar ao desemprego em massa, principalmente entre operários industriais especializados no leste que podem ser forçados a imigrar para a Rússia. O grande aumento dos défices comerciais e a erosão das receitas do estado conduzirão a um colapso económico total. Em terceiro lugar, em consequência da submissão da Junta de Kiev à NATO, a Ucrânia perdeu milhares de milhões de dólares em energia subsidiada da Rússia. Os altos custos de energia retiram competitividade às indústrias ucranianas nos mercados globais. Em quarto lugar, a fim de assegurar empréstimos do FMI e da UE, a Junta concordou em eliminar os subsídios aos preços dos alimentos e da energia, afectando gravemente os rendimentos familiares e mergulhando os pensionistas na pobreza. Cada vez há mais falências, à medida que as importações da UE e de outros locais desalojam as indústrias locais anteriormente protegidas.

    Não se verificam novos investimentos, por causa da violência, da instabilidade e dos conflitos entre neofascistas e neoliberais no seio da Junta. Só para estabilizar as operações correntes do governo, a junta precisa rapidamente de um reforço de 30 mil milhões de dólares, sem juros, dos seus patrões da NATO, uma quantia que não vai aparecer nem agora nem no futuro imediato.

    É óbvio que os ‘estrategas’ da NATO que planearam o golpe estavam apenas a pensar em enfraquecer militarmente a Rússia e não se preocuparam com os custos políticos, económicos e sociais de sustentar um regime fantoche em Kiev quando a Ucrânia estava tão dependente dos mercados, empréstimos e energia subsidiada da Rússia. Além disso, parece terem menosprezado a dinâmica política, industrial e agrícola das regiões do leste do país, previsivelmente hostis. Em alternativa, os estrategas de Washington podem ter baseado os seus cálculos na instigação à divisão, ao estilo da Jugoslávia, acompanhada por uma maciça limpeza étnica no meio das deslocações e massacres das populações. Sem se impressionar com os milhões de baixas civis, Washington considera que a sua política de desmantelamento da Jugoslávia, do Iraque e da Líbia foram grandes êxitos político-militares.

    A Ucrânia, quase com certeza, vai entrar numa depressão prolongada e profunda, incluindo um declínio precipitado nas exportações, no emprego e na produção. Possivelmente, o colapso económico levará a protestos e desassossego social por todo o país: espalhando-se de leste para oeste, de sul para norte. Motins sociais e miséria generalizada podem aprofundar ainda mais a corrosão da moral das forças armadas ucranianas. Kiev já tem dificuldade em alimentar os seus soldados e tem que confiar nas milícias de voluntários neofascistas que podem ser difíceis de controlar. Os EUA-UE não deverão intervir directamente com uma campanha de bombardeamentos ao estilo da Líbia, dado que iriam enfrentar uma guerra prolongada na fronteira da Rússia numa altura em que a opinião pública nos EUA está a sofrer com a exaustão da guerra imperialista, e os interesses empresariais europeus com ligações a empresas de recursos russos estão a resistir às sanções em consequência.

    O golpe dos EUA-UE deu origem a um regime fracassado e a uma sociedade minada por violentos conflitos – em espiral para uma violência étnica aberta. O que de facto se tem seguido é um sistema de poder dual em que os contendores são transversais às fronteiras regionais A Junta de Kiev não tem coerência nem estabilidade para servir de elo militar fiável da NATO no cerco à Rússia. Pelo contrário, as sanções dos EUA-UE, as ameaças militares e a retórica belicosa estão a forçar os russos a repensar rapidamente a sua ‘abertura’ ao ocidente. As ameaças estratégicas à sua segurança nacional estão a levar a Rússia a rever os seus laços com bancos e empresas ocidentais. A Rússia pode ter que recorrer a uma política de expansão da industrialização, através de investimentos públicos e de substituição de importações. Os oligarcas russos, depois de perderem as suas posições além-mar, podem tornar-se menos centrais para a política económica russa.

    O que é claro é que a tomada de poder em Kiev não resultará numa ‘faca apontada ao coração da Rússia’. A derrota final e o derrube da Junta de Kiev podem levar a uma Ucrânia autónoma radicalizada, baseada nos crescentes movimentos democráticos e na crescente consciência de classe dos trabalhadores. Isso terá que surgir da sua luta contra os programas de austeridade do FMI e contra a espoliação de recursos e empresas da Ucrânia, feita pelo ocidente. Os operários industriais da Ucrânia que conseguirem libertar-se do jugo dos vassalos ocidentais em Kiev não têm intenção de se submeterem ao jugo dos oligarcas russos. A sua luta é por um estado democrático, capaz de desenvolver uma política económica independente, livre de alianças militares imperialistas.

    Epílogo:
    1º de Maio de 2014: Poder popular dual no leste, fascismo em ascensão no ocidente

    O previsível falhanço entre os parceiros neofascistas e neoliberais na Junta de Kiev ficou evidenciado por motins de grande escala, entre gangues de rua rivais e a polícia no 1º de Maio. A estratégia dos EUA-UE pretendia usar os neofascistas como ‘tropa de choque’ e os combatentes de rua para derrubar o regime eleito de Yankovich e depois verem-se livres deles. Como exemplificado pela famosa conversa gravada entre a secretária de Estado adjunta, Victoria Nuland, e o embaixador americano em Kiev, os estrategas da UE-EUA promovem os seus amigalhaços neoliberais escolhidos a dedo para representar o capital estrangeiro, impor políticas de austeridade e assinar tratados para bases militares estrangeiras. Em contraste, as milícias e partidos neofascistas favorecem as políticas económicas nacionalistas, conservando as empresas estatais e provavelmente serão hostis a oligarcas, especialmente os de cidadania dupla “Israel-Ucrânia”.

    A incapacidade da Junta de Kiev para desenvolver uma estratégia económica, a tomada violenta do poder e a repressão de dissidentes pró-democracia no leste levou a uma situação de ‘poder dual’. Em muitos casos, as tropas enviadas para reprimir os movimentos pró-democracia abandonaram as armas, abandonaram a Junta de Kiev e juntaram-se aos movimentos de emancipação no leste.

    Para além dos seus padrinhos no exterior – a Casa Branca, Bruxelas e o FMI – a Junta de Kiev foi abandonada pelos seus próprios aliados de direita por ser demasiado subserviente à NATO e sofre a resistência do movimento pró-democracia no leste por ser autoritária e centralista. A Junta de Kiev está entre a espada e a parede: falta-lhe legitimidade entre a maior parte dos ucranianos e perdeu o controlo de tudo, com excepção duma pequena faixa de terreno ocupada pelos gabinetes governamentais em Kiev e mesmos esses estão cercados pela direita neofascista que aumenta à custa dos seus antigos apoiantes agora desiludidos.

    Sejamos claros, a luta na Ucrânia não é entre os EUA e a Rússia, é entre a Junta imposta pela NATO, formada por oligarcas neoliberais e fascistas de um lado e os operários industriais e as suas milícias locais e conselhos democráticos por outro. Os primeiros defendem e obedecem ao FMI e a Washington; os últimos baseiam-se na capacidade produtiva da indústria local e reflectem a maioria.

    07/Maio/2014O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/... . Tradução de Margarida Ferreira.

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

     

  4. Assis Ribeiro

    13 de maio de 2014 8:44 am

    As eleições não bastam
    As

    As eleições não bastam

    As pesquisas estão indicando que após as manifestações de julho mais de 70% das pessoas afirmam que querem mudanças no Brasil. O grande engano é que alguns acham que essa mudança está relacionada simplesmente a quem vai governar o Brasil a partir do ano que vem.

    É fato que o atual sistema político/eleitoral cumpriu um grande papel na consolidação do procedimento democrático brasileiro e chegamos ao mais longo período de eleições livres da história do país, com uma efetiva mudança de grupos políticos na Presidência. Porém, também é bastante claro, pelo o que vimos nas ruas em julho de 2013 e em todos os comentários sobre política, que o atual modelo político se esgotou.

    Este modelo, que desde 1988 não sofreu nenhuma reforma substancial, é um dos frutos da transição democrática, do chamado pacto de transição, dirigido na verdade pelos próprios militares e as forças conservadoras, que haviam implementado um lento e gradual processo de desestruturação ou dizimação física de grande parte das forças políticas oposicionistas durante 20 anos.

    Na verdade, o desejo de mudança é muito mais profundo e “radical”, no sentido de que está vinculado à raiz do sistema político: a própria legitimidade da representação. O desejo de mudança está com as ​baterias​ voltadas contra todo o atual sistema político brasileiro​.​

    E o grande problema é que as eleições deste ano, em relação à composição dos nossos Parlamentos Estaduais e Federais, tende a não trazer nenhuma mudança significativa, que dialogue com esse desejo de mudança.

    É fundamental perceber que existem duas versões sobre o “esgotamento”​ da política​: uma versão, conservadora e que demonstrou grande eficiência ao longo da história brasileira (sendo a base dos regimes autoritários), afirma que toda a política se esgotou, pois todos os políticos são corruptos e que portanto, deveríamos ser governados puramente por “especialistas” ou por um “salvador da pátria”, acima da política; outra versão, progressista, diz que precisamos diminuir a influência financeira no processo eleitoral, ampliar a participação de setores sociais que continuam sub ou sem representação, aumentar a identidade entre representante e representado e aumentar a capacidade de influência da política sobre os principais problemas do país, em especial as decisões econômicas​, enfim, tornar a política capaz de promover mudanças com a profundidade que se almeja.

    Chegando a sétima eleição geral desde a redemocratização já é possível perceber problemas crônicos do atual modelo político, que não serão modificadas por pequenas reformas ou questões pontuais: 1) o sistema partidário está se esvaziando ideologicamente (de defesa de bandeiras, a partir de um projeto político claro, fruto de determinadas concepções de mundo);  2) o ambiente político continua afirmando uma sociedade machista (as mulheres nunca alcançaram mais do que 15% das cadeiras do Congresso); 3) o Poder econômico tem se tornado o elemento mais importante para determinar quem se elege; entre outros.

    Em seis legislaturas, nosso Congresso, comprometido com os seus “pactos fundadores”, já demonstrou que não tem a mínima disposição em modificar as regras do jogo. E como as suas características estão se consolidando a cada nova eleição, é provável que essa probabilidade esteja cada vez mais distante de ocorrer, uma vez que a composição do próximo Congresso tende a ser menos ideológica, com mais influência do Poder financeiro e sem modificação na sua composição de gênero.

    Apenas para apontar uma consequência claramente observável do engessamento do atual modelo eleitoral: possivelmente nenhuma das lideranças das mobilizações de julho de 2013, por exemplo, terá chance de chegar ao Congresso (e sabendo disso, possivelmente a maioria sequer se interesse de tentar).

    A crise do atual sistema político/eleitoral é o assunto mais importante que deve ser tratada nessas eleições. É fundamental combater a descrença na política, debatendo as possibilidades de reforma-la, discutindo os seus principais problemas e possíveis soluções.

    É claro que nenhum sistema político/eleitoral pode ser tão flexível a ponto de mudar suas regras a cada novo processo eleitoral, se tornando casuísta e possivelmente manipulável. Porém, nenhum sistema político/eleitoral pode ser inflexível a ponto de não se adaptar para ampliar e reenergizar sua própria legitimidade.

    Possivelmente não será o próximo Congresso, assim como ​não o foram o​s outros seis, que m​odificará as regras do jogo, mas podemos fazer a sociedade sair mais consciente de que precisamos “parar o país” para discutir seu sistema político/eleitoral, fazendo uso da única forma democrática disponível para os casos de inação do Poder Constituído: ativar o Poder Constituinte.

    http://www.sul21.com.br/jornal/as-eleicoes-nao-bastam-por-alberto-kopittke/

  5. Assis Ribeiro

    13 de maio de 2014 8:48 am

    As pesquisas científicas e o

    As pesquisas científicas e o poder de quem paga

    Editora do “British Medical Journal” sugere maior transparência nos estudos científicos
     

    Fiona Godlee é, desde 2005, editora-chefe do British Medical Journal (BMJ), uma das mais antigas e respeitadas publicações científicas do mundo, fundada em 1840. Graduada em Medicina pela Universidade de Cambridge (Inglaterra), ela é uma das responsáveis por avaliar estudos clínicos de diversas partes do mundo enviados ao BMJ. “Há diversas evidências de que estudos financiados por empresas são mais propensos a conclusões favoráveis aos produtos do financiador.”

    Primeira mulher a comandar o BMJ, que tem uma parceria com o Ministério da Saúde para fornecer conteúdos de seu acervo a profissionais do País, Godlee vem ao Brasil nesta semana para o Congresso Mundial de Endometriose. Na visita, tentará emplacar no Brasil um programa criado em parceria com a Universidade da Califórnia para ensinar instituições e faculdades a como fazer pesquisas clínicas, escrever e publicar. “O Brasil tem potencial de pesquisas e queremos auxiliar.”

    CartaCapital – A sra. foi a primeira mulher a ser editora-chefe do British Medical Journal desde a sua criação em 1840. Por que uma mulher levou tanto tempo para chegar a esse posto?

    Fiona Godlee – O BMJ é uma combinação de publicação e medicina, em ambas as atividades as mulheres avançaram durante os anos graças aos esforços de muitas pessoas. Creio que me beneficiei disso. Nunca pensei muito sobre o fato de ser a primeira mulher neste cargo, mas faço o que amo.

    CC – A senhora lida com estudos e artigos científicos de todo o mundo. Como avalia a qualidade da produção científica nos últimos anos?

    FG – Várias perguntas precisam ser feitas: estamos fazendo o tipo certo de pesquisas? Os assuntos são corretos? Quão boas são essas pesquisas? Há grandes movimentos para mais transparência, maior envolvimento dos pacientes no processo de decisão, e uma abordagem de pesquisas mais independente em oposição a estudos financiados pela indústria. Mas ainda somos dependentes de testes clínicos financiados por empresas comerciais, e isso é ruim para a medicina. É difícil que esses testes sejam adequadamente independentes. A indústria é mais propícia a colocar dinheiro em estudos que rendam produtos e aparelhos médicos, e não em coisas que mudam vidas. Gostaria de ver mais pesquisas públicas ligadas a problemas que pacientes acham importantes e que não definidos por interesses comerciais.

    CC – A senhora acredita que os testes financiados pela indústria farmacêutica tendem a ser enviesados?

    FG – Há diversas evidências de que estudos financiados por empresas são mais propensos a conclusões favoráveis ao produto ou aparelho criado pelo financiador. Há muitos indícios de que os resultados destas pesquisas não são declarados de forma transparente, pois tendem a ser escritos de maneira enviesada em favor ao produto. Entretanto, isso também é verdade em estudos não financiados por empresas. Cada vez mais, quando temos acesso total aos resultados de pesquisas, percebemos que nem sempre se chega ao mesmo resultado publicado.

    CC – A senhora está envolvida com um programa para ensinar as instituições e faculdades braisileiras a fazer pesquisas clínicas. Como isso funciona?

    FG – O Brasil tem muito potencial de pesquisas e já ocupa o 14º lugar em quantidade de pesquisas. O objetivo é criar um suporte de aprendizado online e em outras formas para ajudar pesquisadores a desenvolverem suas habilidades e entenderem como fazer boas pesquisas em medicina clínica, como reportar e escrever de forma ética, completa e transparente. Queremos ajudar a criar capacidade no Brasil para que os pesquisadores saibam criar perguntas adequadas, usar a melhor metodologia e tenham noções de como lidar com os problemas práticos de pesquisas, como o financiamento e análise dos dados.

    CC – Como a senhora avalia a publicação científica brasileira?

    FG – Não tenho conhecimento específico sobre as pesquisas brasileiras, mas a forma como os estudos são avaliados é interessante. A maneira clássica de julgar a qualidade de uma pesquisa é o número de citações que ela recebe de outras pessoas. Em geral, as pesquisas brasileiras são publicadas em português, logo, pode ser um pouco difícil ranqueá-las em termos globais de pesquisas em inglês. Então é importante analisar as pesquisas brasileiras publicadas em inglês. Há sistemas de indexação na América Latina que estão tornando as pesquisas latino-americanas mais compartilháveis naquela região.

    CC – A editora BMJ tem uma parceria com o Ministério da Saúde para fornecer gratuitamente aos profissionais de saúde brasileiros informações do seu acervo. Como o acesso a esses dados pode ajudar na qualidade do atendimento médico?

    FG – Queremos garantir que os médicos do mundo tenham acesso a dados relevantes baseados nas melhores informações para que possam usar na prática ou para aprendizado na faculdade. Essas ferramentas poupam o tempo dos médicos e os ajudam a ser mais confiantes nos diagnósticos.

    CC – Como conciliar a rotina de médico com a de pesquisador, especialmente em países como o Brasil, onde faltam médicos?

    FG – Os melhores pesquisadores realizam prática clínica e veem pacientes. Mas se o médico precisa de uma carga pesada de trabalho para sustentar sua família, como terá tempo e motivação para pesquisa? É uma escolha difícil de fazer. Não há uma resposta fácil, mas trabalhar em colaboração, dividindo o peso das tarefas, ideias e experiências pode ser uma saída. Entretanto, seriam necessárias uma administração e uma estrutura neste sentido.

    CC – O que impede a pesquisa, especialmente em países em desenvolvimento?
    FG – Não se trata apenas de dinheiro. Mas ter uma cultura de questionar e desafiar o que é ensinado ao invés de aceitar os fatos como verdades absolutas. Também é importante não haver muita hierarquia para encorajar as pessoas a achar as suas próprias respostas. Trazer os pacientes mais para perto das pesquisas para que queriam participar e disponibilizar seus dados. É preciso também de treinamento de jovens pesquisadores para dar a eles as ferramentas, confiança e habilidades necessárias.

    CC – Como saber se um estudo não está comprometido por interesses da comerciais?

    FG – Pesquisas médicas e clinicas são baseadas em confiança. De vez em quando, essa confiança é quebrada e os cientistas agem da formas que não são no melhor interesse dos pacientes. Estão pressionados a publicar e fabricam os resultados, manipulam para parecerem melhores do que são, ou escondem alguns aspectos que não se encaixam com o que querem dizer. Há muitas formas de fazer uma pesquisa enviesada. A questão é se temos como prevenir isso com treinamentos e apoio aos pesquisadores. Temos formas de identificar quem agiu errado, mas o difícil é saber quão bom somos em prevenir o mal comportamento. Fraudes não são raras, nem os resultados repletos de erros. Uma função do jornal científico é educar os pesquisadores na forma correta de fazer as coisas, de reportar da maneira honesta e com todas as informações. Pesquisadores são humanos e estão sujeitos à pressão. A melhor abordagem é criar uma estrutura de treinamento e apoio para fazer com que as pesquisas sejam conduzidas da melhor forma possível.

    http://www.cartacapital.com.br/saude/as-pesquisas-e-o-poder-de-quem-paga-6297.html

  6. Assis Ribeiro

    13 de maio de 2014 8:50 am

    Pesquisa mostra que índice de

    Pesquisa mostra que índice de votos nulos, em branco e indecisos é recorde

    Maioria acredita que nenhum dos candidatos aparenta preparo para assumir presidência

    Se as eleições fossem neste momento, 16% dos eleitores votariam nulo ou em branco, de acordo com pesquisa do Datafolha realizada em 7 e 8 de maio. Foram ouvidas 2.888 pessoas para elaborar os índices, que representam um recorde para o período. O Jornal do Brasil já havia adiantado em artigo que esse comportamentos dos eleitores era esperado.

    Texto publicado pelo JB ressaltava que fatores como o envolvimento cada vez mais crescente de políticos em escândalos de corrupção e a descoberta cada vez mais frequente da promiscuidade na relação entre os poderes público e privado causariam impactos negativos no interesse nas eleições e nos candidatos.

    >> A crise da ética na política e a descrença dos eleitores

    Apesar de a disputa eleitoral dos candidatos aos cargos políticos ter começado relativamente cedo, os dados apontam que o interesse coletivo pelos políticos que já se apresentaram é o mais baixo em muito tempo. Analisado em regiões isoladas, o quadro geral ainda pode se mostrar ainda mais grave. Entre os eleitores da região Sudeste, a mais populosa do país, 21% declararam inclinação a votar em branco ou nulo. Entre os que possuem ensino superior, o número fica em 22%.

    Faltando cinco meses para o período das eleições, os dados indicam também que um total de 24% do eleitorado possui algum tipo de distanciamento dos nomes apresentados pelos partidos como candidatos. Questionados sobre os motivos de votar nulo ou em branco, 58% declarou que nenhum dos candidatos aparenta ser suficientemente preparado para assumir o cargo de Presidente. Outros 29% desse grupo disseram que o voto em branco ou nulo seria uma forma de protesto.

    O descontentamento com os candidatos também é claro. Entre os que votariam em Dilma Rousseff (PT), 39% o fariam pela falta de opção melhor. Entre os eleitores de Aécio Neves (PSDB), o número sobre para 52%. No caso de Eduardo Campos (PSB) é ainda maior: 62% votariam por falta de opção.

    Obrigatoriedade do voto

    De acordo com a pesquisa do Datafolha, 57% dos eleitores não votariam no próximo dia 5 de outubro se tivessem essa escolha. Essa pergunta relativa ao comparecimento é feita desde 1989 e representa outro recorde: pesquisas anteriores nunca superaram a marca de 50% nessa questão.

    Entre os mais jovens, entre 16 e 24 anos, a rejeição à obrigatoriedade é de 58%. Entre eleitores  de 45 a 59 anos, o número atinge 68%. A pesquisa mostrou também que a rejeição é maior nos grupos em que a escolaridade é alta: entre os que entrevistados que tem ensino superior, 71% rejeitam a obrigatoriedade do voto.

    Dilma, líder na pesquisa de intenção de voto, seria prejudicada caso o voto não fosse obrigatório. Entre os eleitores de Dilma, com 37% das intenções, 43% dizem que não compareceriam às urnas se a eleição não fosse obrigatória.

    Contudo, a proporção dos que não votariam é bem maior entre o eleitorado dos principais rivais de Dilma na disputa. Aécio concentra 20% das intenções de voto e, dentre eles, 58% deixariam de votar se não fosse obrigatório. Entre os eleitores de Eduardo Campos, com 10% das intenções, 62% não votariam.

    http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/05/11/pesquisa-mostra-que-indice-de-votos-nulos-em-branco-e-indecisos-e-recorde/

  7. Assis Ribeiro

    13 de maio de 2014 8:51 am

    As águas e os tucanos: Sabesp

    As águas e os tucanos: Sabesp segue Sanepar, privilegia os acionistas em detrimento dos consumidores

    Segundo especialista, a principal causa do racionamento é a falta de investimentos em novos mananciais porque o dinheiro foi repartido entre acionistas da empresa

    Por Lúcia Rodrigues, especial para o Viomundo

    A falta de água em São Paulo não pode ser atribuída à ausência de chuvas no último período. A principal causa para o esvaziamento do sistema Cantareira, maior reservatório da região metropolitana, se deve à falta de investimentos do governo do Estado na ampliação de novos mananciais. Essa é a conclusão do professor aposentado da Escola Politécnica da USP e engenheiro de hidráulica e saneamento Julio Cerqueira Cesar, um dos maiores especialistas na área.

    Ele explica que estiagens são comuns em outros países e nem por isso a população fica sem água potável nas torneiras. “O que está acontecendo em São Paulo, acontece em qualquer lugar do mundo. Faz parte do ciclo hidrológico. A chuva não é a culpada. O problema é que o sistema de abastecimento de água tem de ter a capacidade de suprir essa variação na precipitação, e isso não ocorreu aqui”, enfatiza.

    “O governo não investiu na ampliação de mananciais, são os mesmos de 30 anos atrás. Nesse período, a população cresceu em 10 milhões de pessoas (saltou de 12 milhões para 22 milhões). Os mananciais existentes não são capazes de atender a essa demanda. Essa é a grande causa da falta de água em São Paulo”, ressalta.

    A falta de investimento na ampliação de novos mananciais tem explicação. Segundo o professor Julio, até o início da década de 1990, o objetivo da companhia era atender a população com saneamento básico, para manter a saúde pública em níveis adequados. “Até 90, a companhia era comandada por engenheiros sanitaristas, depois disso a Sabesp aderiu ao lucro de corpo e alma. Deixou de se preocupar com seus usuários e passou a se preocupar com seus acionistas. Hoje quem comanda a Sabesp são economistas e advogados. O objetivo da empresa mudou. É para dar lucro para os acionistas.”

    Para o geólogo e deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), líder da minoria (PT – PSOL – PCdoB) na Assembleia Legislativa de São Paulo, a lógica do lucro na Sabesp é anterior à década de 90, e remonta à época da ditadura militar. “Vem desde o Maluf, mas os tucanos intensificaram a mercantilização da água ao abrir o capital da Sabesp em Bolsa. Isso agudizou o problema, porque os acionistas não querem abrir mão do lucro para se fazer os investimentos necessários, por exemplo, na ampliação dos mananciais.”

    Apesar de não ter sido privatizada nos moldes tradicionais, na prática a Sabesp deixou de ser pública. Em 2000, a companhia teve inclusive seu capital acionário aberto na Bolsa de Nova York. “Com a abertura do capital, a companhia deixou de ser uma empresa de saúde pública e virou um balcão de negócios. Só se preocupa com o lucro dos acionistas, que estão muito satisfeitos”, afirma o professor Julio.

    Com faturamento anual na casa dos R$ 10 bilhões e lucro líquido em torno de R$ 2 bilhões, a Sabesp tem repassado anualmente a seus acionistas aproximadamente R$ 500 milhões. “Os acionistas estão dando risada, enquanto os usuários choram”, ironiza o professor, ao se referir à falta de água que atinge os moradores da região metropolitana de São Paulo.

    O professor conta que dez anos após o capital da companhia ter sido aberto na Bolsa de Nova York, a Sabesp foi premiada nos Estados Unidos por ser a empresa que mais se valorizou no período. “Sucesso financeiro e fracasso completo em saúde pública…”, sentencia.

    Lucro X Investimento

    Para ele, a abertura das ações na Bolsa de Nova York é um dos principais motivos da falta de investimento na ampliação dos mananciais para o abastecimento de água da população de São Paulo. “Não investe porque só quer ter lucro para repassar aos acionistas. Estar na Bolsa de Nova York é sintomático. A Sabesp entrou na lógica do lucro, deixou de se preocupar com água e saneamento básico, para se preocupar com seus acionistas.”

    O deputado petista destaca que o comportamento da Sabesp é diametralmente oposto ao da Petrobras, que também tem ações em Bolsa, mas não abriu mão de investir. “A Petrobras não deixou de fazer os investimentos necessários, tanto é que descobriu o pré-sal”, alfineta. Adriano Diogo também é critico em relação ao valor da tarifa cobrada dos usuários pela Sabesp. “É uma das contas de água mais caras do mundo. Isso é para dar lucro para os acionistas.”

    Para o ex-governador do Paraná, senador Roberto Requião (PMDB-PR), “o aumento da tarifa e a fantástica distribuição dos lucros nas bolsas” são consequências da privatização do interesse público. “O objetivo não é mais o saneamento básico e a purificação da água, mas dar lucro aos acionistas. Transformaram a água numa commodity [mercadoria]”, critica.

    Requião afirma que o resultado de uma empresa de água deve ser medido pelo serviço que presta à população e não pelo lucro que gera a seus acionistas. Ele teme que seus adversários também abram o capital acionário da Sanepar, a companhia de água e saneamento do Paraná, em Bolsa. Parte dela já havia sido vendida por seu antecessor.

    “Empresa de água tem de ser pública. Quando saí do governo, deixei em caixa na Sanepar R$ 1 bilhão. O Beto Richa (atual governador do Estado) chegou e aumentou a participação (dos acionistas) de 25% para 50% e passou a não fazer mais investimentos. O Estado não tem de tirar dinheiro da empresa, tem de reinvestir.”

    O governador Beto Richa, do Paraná, é do mesmo partido de Geraldo Alckmin, seu colega paulista: PSDB.

    Medo da eleição

    Mas a falta de investimentos em novos mananciais devido à preponderância na valorização dos interesses dos acionistas em detrimento do bem-estar da população está se tornando o grande pesadelo do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB).

    A falta de água representa um risco real à sua reeleição. “O governador não assume o racionamento porque quer ser reeleito e acha que se fizer, não será. Está empurrando a crise da água em São Paulo, com a barriga, politicamente… É impressionante a desproporção entre o tamanho do problema e a pequenez das soluções adotadas pelo governo”, critica o professor.

    Além da crise que atinge os moradores da região metropolitana neste momento, três milhões de pessoas já sofriam com a falta de água antes desse problema. “A Sabesp faz ligação de rede pra todo mundo, porque assim cobra a tarifa, só que depois não leva a água até a casa das pessoas. Diz que o cano furou… Infelizmente são os pobres que pagam…”

    Ele revela que há um déficit de 13 milhões de metros cúbicos de água por segundo entre o que é oferecido pela Sabesp e o que é demandado pela população. Os reservatórios fornecem em torno de 72 milhões de metros cúbicos por segundo, quando deveriam liberar 85.

    A situação é gravíssima. Um técnico da companhia que não quer se identificar com medo de represálias, porque a Sabesp persegue quem aponta seus erros, reforça a preocupação do professor. “Este ano há o risco de um colapso.”

    “A Cantareira seca no próximo mês”, frisa Julio. “E o Alto Tietê deve secar até no máximo novembro, se as coisas continuarem do jeito que estão”, completa o funcionário.

    Desperdício

    Um dos problemas levantados pelo técnico para o agravamento da crise é o desperdício de água pela própria Sabesp, que hoje ultrapassa os 30% do volume produzido, segundo dados da Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp). Esse percentual de desperdício é suficiente para abastecer uma cidade como Campinas.

    Os vazamentos em grande medida são fruto da política adotada pela companhia, que optou por terceirizar parte de seus serviços. “Isso tem reflexo na qualidade do serviço prestado. Não dá pra comparar o trabalho de um funcionário da Sabesp com o de uma (empresa) terceirizada. Quem é terceirizado não recebe a mesma formação que nós, a rotatividade dessas empresas é muito grande. Por isso, não é raro que logo depois de se instalar uma rede, ela esteja vazando”, explica.

    Ele revela como essa política também pode aumentar drasticamente o valor da conta de água. “Quando falta água, entra ar nos canos e o hidrômetro começa a girar que nem louco. Isso faz com que a conta de água aumente muito, sem a pessoa saber o porquê. Se são técnicos da Sabesp, fazem ventosas no sistema para retirar esse ar, mas os terceirizados não fazem isso…”, lamenta.

    Racionamento vai perdurar

    Para o professor Julio, a população vai pagar pelo erro do governo do Estado de São Paulo. Ele considera inevitável o racionamento no curto e médio prazo. O próximo ano deve ser ainda mais difícil. Ele prevê que o racionamento dure em torno de dois anos.

    “Se (Alckmin) quisesse resolver tecnicamente o problema, já deveria ter começado o racionamento em dezembro do ano passado e tomado uma série de providências, mas não fez isso. O governador quer empurrar o problema para depois das eleições.”

    “A boa notícia é que temos água em condição de ser trazida para as cidades, o problema é que essas obras demoram muito para serem concluídas.”

    O professor se refere à bacia hidrográfica localizada no Vale do Ribeira. “Lá há pouca gente e uma quantidade enorme de água. Não vai afetar em nada a vida dos moradores.”

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/as-aguas-e-os-tucanos-sabesp-segue-sanepar-e-privilegia-acionistas-em-detrimento-dos-consumidores.html

  8. Antonio C.

    13 de maio de 2014 9:06 am

    A invenção da credibilidade

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1453404-arminio-fraga-foi-sugerido-para-obama-para-comandar-o-fed.shtml

    Armínio Fraga foi sugerido para Obama para comandar o Fed

    RAUL JUSTE LORES

    DE WASHINGTON

    13/05/2014 02h00

    O ex-secretário do Tesouro americano Timothy Geithner sugeriu ao presidente Barack Obama o nome de Armínio Fraga para presidir o banco central americano, conhecido como Federal Reserve.

    Geithner chama Armínio, ex-presidente do Banco Central durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, de “confiável e competente” e de líder “notável” em seu livro de memórias lançado ontem nos EUA.

    No livro “Stress Test -Reflexões sobre Crises Financeiras” [“teste de resistência”], Geithner rememora a crise financeira global de 1998, que levou à desvalorização do real, após um período de paridade com o dólar.

    “Após abandonar uma tentativa inicial de se manter a paridade do real com o dólar, uma liderança econômica soberba do Brasil conseguiu dar a volta por cima em poucos meses”, escreve.

    Ao explicar os pacotes de ajuda decididos pelo governo norte-americano, Geithner acrescenta que “só funcionaram quando lidamos com líderes competentes e confiáveis”.

    “O presidente do banco central brasileiro, Armínio Fraga, que também possui cidadania americana, foi tão notável que mais tarde eu o mencionei para o presidente Obama como um potencial presidente do Fed [o BC americano]”, escreve.

    O livro de 580 páginas só fala de Brasil no início, em relação às crises dos anos 1990 –o efeito tequila no México, a crise russa, a do Sudeste Asiático e a desvalorização do real em 1999.

    Em sua maior parte, Geithner foca a crise de 2008 e o polêmico plano de resgate aos bancos depois do colapso do Lehman Brothers.

    Naquele momento, o executivo era presidente da divisão do Fed em Nova York e participou, ao lado de Ben Bernanke (então presidente do BC americano) e Henry Paulson (que à época era secretário do Tesouro), das negociações envolvendo bancos e a crise financeira global.

    Meses depois, seria nomeado secretário do Tesouro pelo recém-empossado Obama.

    Ao deixar o governo no ano passado, Geithner virou presidente do Warburg Pincus, um fundo de “private equity” (fundo de compra de participação em empresas).

     

    Comentário

    Existe mais de um modo de convencer que alguém é “competente”. Sabendo que o Federal Reserve não tem semelhança com o Banco Central brasileiro – o sonho da banca é que o BC seja “independente” como o Fed, isto é, seja uma espécie de conglomerado de bancos privados -, eu só posso insinuar que a banca prefere o Armínio por estar mais condizente com os interesses da banca internacional.

    Tanto Armínio como “Tim” fazem parte do Think Tank Grupo dos Trinta. O mesmo Geithner que cita Armínio é aquele que apoiou o Plano de Alívio de Ativos Problemáticos (sic), mesmo que, em 2009, houvesse relatórios que constatavam fraudes contábeis, em hipotecas, em titulos. Programa de resgate similar ao Proer, mais conversão de investimento de títulos podres em PPPs incrementou lucros de bancos e fundos de investimento. A baixa regulação do Programa levou a que fundos de investimento servissem para lavagem de dinheiro. Tal parceria torraria dois trilhões de dólares para salvar um sistema bancário em colapso.

    Pra quem tiver alguma dúvida, sugiro ler a respeito em http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=57793.

    Além disso, Luiz Gonzaga Belluzo, em 2009, em um artigo para o Valor Econômico, demole Geithner. Fazendo referẽncia a uma reportagem do New York Times sobre o “Tim” (como é conhecido pelos amigos), este seria um dos representantes dos interesses privados dentro da máquina pública, sendo responsável pelo desmonte do Estado. Veja em http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-anteriores/21806-os-amigos-de-tim-geithner.

    Segundo o jornalista Greg Palast, Tim foi embaixador na OMC com o objetivo de negociar a ampliação do mercado de derivativos (que denomino de “mercado do pendura, do calote e do papelzinho de fiado”) em proveito do JP Morgan e do Citigroup. A questão vai além. Tal política envolveu interesses do Goldman Sachs, que, aliás, muitos de seus ex e atuais funcionários de alto escalão tem ou tiveram atuações em instituições governamentais mundiais.

    Para se ter uma ideia, vale reportar o seguinte acontecimento:

    “O mundo enfrentou duas das maiores crises das últimas décadas em quatro anos. E, tanto na crise financeira de 2008 como na tragédia grega, o Goldman Sachs foi alvo de acusações de actuações menos correctas.

    Começando por Atenas, o Goldman Sachs ajudou, a partir de 2002, a Grécia a encobrir os reais números do défice, através de ‘swaps’ cambiais com taxas de câmbio fictícias, o que na prática permitiu a Atenas aumentar a sua dívida sem reportar esses valores a Bruxelas. Segundo o “Der Spiegel”, o banco cobrou uma elevada comissão para fazer esta engenharia financeira e, em 2005, vendeu os ‘swaps’ a um banco grego, protegendo-se assim de um eventual incumprimento por parte de Atenas. No início de 2010, os analistas do Goldman recomendaram aos seus clientes a apostar em ‘credit-default swaps’ sobre dívida de bancos gregos, portugueses e espanhóis. Os CDS são instrumentos que permitem ganhar dinheiro com o agravamento das condições financeiras de determinado país. “É um escândalo se os mesmos bancos que nos trouxeram para a beira do abismo ajudaram a falsear as estatísticas”, referiu a chanceler alemã Angela Merkel.” Ver em http://economico.sapo.pt/noticias/afinal-o-goldman-sachs-manda-no-mundo_129099.html.

    Sobre a desvalorização do real… bem, acho que não necessita de comentário.Afinal, a solução fabulosa de gestão consistiu em ir de pires na mão para o FMI.

     

     

  9. IV AVATAR

    13 de maio de 2014 9:31 am

    Dirceu vai à OEA contra abuso de poder de Barbosa

    DIRCEU VAI À OEA CONTRA ABUSOS DE BARBOSA

    :

     

    Advogados do ex-ministro José Dirceu pedem que o Estado brasileiro seja investigado por desrespeito aos direitos humanos do petista no processo do chamado “mensalão”; “Não restou outra alternativa”, afirmam os advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua, “senão bater às portas dessa comissão”; condenado a regime semiaberto, ele vem sendo mantido em regime fechado por decisões atabalhoadas, monocráticas e persecutórias do presidente do Supremo Tribunal Federal, José Eduardo Cardozo; recurso de Dirceu representa um constrangimento também para o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, pois direitos humanos estão sendo pisoteados num governo do Partido dos Trabalhadores e réus vêm sendo impedidos de cumprir as penas a que foram condenados

     

    13 DE MAIO DE 2014 ÀS 05:38

     

    247 – A defesa do ex-ministro José Dirceu apresenta nesta terça-feira à Comissão Interamericana de Direitos Humanos denúncia contra a AP 470.

    Os advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua pedem que o Estado brasileiro seja investigado por desrespeito aos direitos humanos do petista no processo do chamado “mensalão”.

    Segundo a colunista Mônica Bergamo, eles alegam que Dirceu foi julgado em instância única (ou seja, só pelo Supremo Tribunal Federal), o que definem como “grave violação” à Convenção Americana de Direitos Humanos. “Não restou outra alternativa senão bater às portas dessa comissão”, afirmam.

    Eles alegam ainda que o tratamento aos réus do “mensalão do PT” foi diferente daquele dado pelo Supremo aos do “mensalão tucano”. Depois da renúncia de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o caso foi encaminhado à primeira instância, o que garantirá a ele o duplo grau de jurisdição.

    Na semana passada, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, cometeu mais uma irregularidade contra Dirceu ao negar seu pedido de deixar o Presídio da Papuda (DF) durante o dia para trabalhar em escritório de advocacia em Brasília.

    De forma monocrática, Barbosa entendeu que Dirceu não pode trabalhar fora do presídio por não ter cumprido um sexto da pena de sete anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, definida na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

    No entanto, o entendimento de diversos juristas, já pacificado nos tribunais superiores, é o de que não se pode aplicar a condenados ao regime semiaberto as mesmas regras do regime fechado. Depois de cometer sua ilegalidade em relação a Dirceu, Barbosa fez o mesmo em relação a outros réus que já haviam sido autorizados a trabalhar, como Delúbio Soares, numa decisão “estapafúrdia”, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil, que pode prejudicar dezenas de milhares de presos (leia mais aqui).

    Constrangimento para o PT

    A decisão de Dirceu representa também um constrangimento para o Partido dos Trabalhadores, uma vez que o atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não tem se pronunciado sobre o fato de direitos humanos estarem sendo pisoteados.

    Apenas relembrando, Dirceu foi condenado com base na teoria do domínio do fato, aplicada pela primeira vez na Ação Penal 470. A teoria foi renegada por seu criador, o alemão Claus Roxin. Segundo o jurista conservador Ives Gandra Martins, foi condenado sem provas.

    Também foi julgado em uma única instância, embora não tenha direito ao foro privilegiado – o que não se aplicou a Eduardo Azeredo.

    De todos os condenados da Ação Penal 470, foi o único que não teve seu pedido de trabalho externo avaliado pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, após uma série de medidas protelatórias, tomadas a partir de rumores publicados em jornais.

    Quando a situação da Vara de Execuções Penais se tornou insuportável, uma vez que o pedido de trabalho externo de Dirceu contava com parecer favorável da própria Procuradoria-Geral da República, o caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal.

    Foi então que Barbosa decidiu, de forma monocrática, sem qualquer consulta ao plenário, alterar uma jurisprudência já consolidada no Brasil. Como ele não quer permitir que Dirceu cumpra a pena à qual foi condenada pelo STF, decidiu que as regras do semiaberto devem ser as mesmas do regime fechado. Ou seja: agiu à margem da lei.

    Na sequência, como seria incoerente agir à margem da lei apenas no caso de José Dirceu, Barbosa decidiu aplicar a ilegalidade a outros réus da Ação Penal 470, como fez ontem em relação a Delúbio Soares.

    Como o ministro Cardozo assiste impassível ao fato de direitos humanos estarem sendo pisoteados no Brasil, não importa se por um juiz de primeira instância ou pelo chefe do Poder Judiciário, uma das principais lideranças do PT agora denuncia o governo do próprio PT na OEA.

    Chega a ser surreal, que num país democrático, e governado pelo PT, um réu não possa cumprir a pena à qual foi sentenciado.

     

       

     

  10. Pirão Perdido

    13 de maio de 2014 9:53 am

    Luis,em 1943 o grande e

    Luis,em 1943 o grande e saudoso Mario Lago lançava Atire a Primeira Pedra,talvez você ainda não tivesse nascido.Eu com certeza,não.No final na música,a frase lapidar”perdão foi feito para gente pedir” A frase em todo sua extensão,mede a capacidade do ser humano se estar acima de si mesmo.Voce eu tenho certeza,está.Garcia Marquez,para mim sempre viverá,em seu discurso histórico,quando do recebimento do Nobel de Literatura,entre outras coisas magistrais disse”O ser humano merece uma segunda oportunidade sobre a terra”.Postar comentário meu,não e meu objetivo.E sim,que aceite minhas desculpas.

  11. nilo

    13 de maio de 2014 10:01 am

    RECORDAR – BASE DO FUTURO –

    RECORDAR – BASE DO FUTURO – ELEIÇÃO – UNIÃO DE FORÇAS

     

    INFLAÇÃO

     

    1 – O FIM DA INFLAÇÃO FOI UM MOVIMENTO UNIVERSAL PROVOCADO PELA GRANDE LIQUIDEZ E AJUSTES DOS PAÍSE DE ALTA INFRAÇÃO.

     

    NESSE CONTEXTO MUNDIAL, O BRASIL NÃO MELHOU MUITO:

    DA MAIS ALTA INFRAÇÃO SUPERAMOS – AO FINAL DO GOVERNO DE FHC – APENAS A RÚSSSIA E A TURQUIA.

     

    em 2003 (FHC), com 9,301% só havíamos ultrapassado a Rússia (11,978%) e a Turquia (12,710);

     

    Todos os outros países continuaram a ter uma inflação menor que a do Brasil;

     

    PASSAMOS ENTÃO DO PAIS MAIS INFLACIONÁRIO PARA O ANTE PENÚLTIMO PAÍS MAIS INFLACIONÁRIO.

     

    –       em 2013 (DILMA), com uma inflação de 5,911% – melhoramos um pouquinho no quadro – ficamos ainda com menos inflação que a Rússia (11,719%) e a Turquia (9,355%) e ultrapassamos também a Indonésia (8,377%) e a Índia (9,113).

     

    JUROS

     

    2 – O PULO DO GATO DOS FINANCISTAS, FOI A INFLAÇÃO (25,14% TAXA SELIC) NO FINAL DO GOVERNO DE FCH, A MAIS ALTA DO MUNDO E A MANIPULAÇÃO CAMBIAL.

     

    A INFLAÇÃO REMUNERA A AGIOTÁGEM, A ESPECULAÇÃO, OS RENTISTAS, OS ARGENTÁRIO, O CAPITAL QUASE PARASITÁRIO, NÃO PRODUTIVO, VALORIZA O CÂMBIO E MATA A INDUSTRIA NACIONAL.

     

    3 – NO GOVERNO DE FHC, TRÊS VEZES QUEBRAMOS  E NOS SOCORREMOS DO FMI; QUEIMARAM-SE NOSSAS RESERVAS MONETÁRIAS; QUEBROU-SE DO BB (2X) E A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CONFESSADAS POR FHC OU MANOBRA/FARSA PARA PRIVATIZAÇÃO); A PRODUÇÃO CAIU; AUMENTAMOS AS TAXAS DE DESEMPREGO; O BRASIL RESTOU “QUASE ESTAGNADO” (BRESSER PEREIRA, Ministro de FHC)

     

    POLÍTICA ECONÔMICA

     

    4 – LULA NÃO SEGUIU A POLÍTICA ECONÔMICA DE FHC,

     

    BASTA RECORDAR AS POLÍTICAS ECONÔMICAS EXPANSIONISTA APLICADAS (AUMENTO DO CRÉDITO; REDUÇÃO DO JUROS; REDUÇÃO DO IR QUE PASSOU A TER MAIS BANDAS DE DESCONTO E PERMITINDO MAIS RECURSOS À CLASSE MEDIA BAIXA E INTERMEDIÁRIA; AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO ACIMA DA INFLAÇÃO; MAIOR DISTRIBUIÇÃO DE RENDAS; FORTALECIMENTO DO CONSUMO INTERNO; AUMENTO SUBSTANCIAL DO INVESTIMENTO PUBLICO, OBRAS ESTRUTURAIS, DE INFRAESTRUTURA; CAPITALIZAÇÃO DO ESTADO COM AUMENTO SUBSTANCIAL DAS RESERVAS, ETC)

     

    BEM AO CONTRÁRIO DAS CONTRACIONISTAS, DE FREIO, DE FHC (CÂMBIO VALORIZADO; AUMENTO DAS TAXAS DE JUROS; REDUÇÃO DE CRÉDITO; DIMINUIÇÃO DA DEMANDA E DO CONSUMO; BAIXAR AS TAXA DE CRESCIMENTO; ETC).

     

    ESTABILIDADE

     

    5 – SÓ O ÊXITO DAS ADMINISTRAÇÕES DE LULA – FOCADO NUM ESTADO FORTE, INDUTOR E SOBERANO, VOLTADO À POLÍTICAS SOCIAIS DE DESENVOLVIMENTO E DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDAS – AINDA QUE COM AMARRARAS DAS QUAIS NÃO É FÁCIL SE VER LIVRE – A CONTINUIDADE DA ESTABILIDADE FINANCEIRA TRAZIDA PELA URV, MOEDA VIRTUAL DE DESINDEXAÇÃO DO PLANO REAL. 

     

    6 – “A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL, O CÂMBIO LIVRE, AS METAS DE INFLAÇÃO E O SUPERÁVIT PRIMÁRIO, MEDIDAS DE FATO HERDADAS E ADOTADAS PELO GOVERNO LULA, NÃO FAZIAM PARTE DO PLANO REAL. FORAM MUDANÇAS IMPOSTAS AO GOVERNO FHC PELO FMI EM SUCESSIVAS OCASIÕES COMO CONDIÇÕES PARA EMPRESTAR AO BRASIL.

    AS “PERNAS” DO PLANO REAL, CÂMBIO FIXO COM PARIDADE A 1:1 (SEGUIDO DA BREVE FANTASIA DAS “BANDAS” CAMBIAIS), “CORTE DE GASTOS” E PIRATIZAÇÃO, CONDUZIRAM O PAÍS À QUASE-FALÊNCIA, E FORAM POLITICA E DEMAGOGICAMENTE MANTIDAS, COM EXCEÇÃO DO CÂMBIO, GRAÇAS À LIQUIDAÇÃO ACELERADA DO SERVIÇO PÚBLICO E DA INFRAESTRUTURA, EM NOME DO “CORTE DE GASTOS”, E AO AUMENTO GALOPANTE DA DÍVIDA PÚBLICA.

    O GOVERNO FHC LIQUIDOU O PATRIMÔNIO PÚBLICO POR CEM BILHÕES DE DÓLARES, E ENTREGOU O PAÍS COM UMA DÍVIDA MUITAS VEZES MAIOR DO QUE QUANDO COMEÇOU” (DUBEAUX, RAFAEL).  

     

    AMARRAS AO DESENVOLVIMENTO HERDADAS

     

    7 – AS METAS DE INFLAÇÃO E O SUPERÁVIT PRIMÁRIO GARANTIDO PELA ALTA TAXA SELIC SÃO AS AMARRAS IMPOSTAS A SEREM ROMPIDAS PARA UM DESENVOLVIMENTO SADIO, INDEPENDENTE, NACIONAL.

    8 – ESSE O VERDADEIRO LEGADO DE FHC

     

    NÃO PODEMOS RETROCEDER

     

    É HORA DAS ORÇAS PROGRESSISTA, DESENVOLVIMENTISTAS SE UNIREM PARA DEFENDER AS CONQUISTAS ALCANÇADAS E AVANÇAR MAIS AINDA

  12. Adir Tavares

    13 de maio de 2014 11:43 am

    Sacolas plásticas em São Paulo

    Ministro nega seguimento a processo contra suspensão de lei das sacolas plásticas em São Paulo

     

    O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento (julgou inviável) à Reclamação (RCL 13818) ajuizada pela Câmara de Vereadores de São Paulo contra a decisão que suspendeu os efeitos da lei municipal que proibiu a venda ou distribuição gratuita de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais da capital paulista.

    A Lei Municipal 15.374/2011, conhecida como Lei das Sacolas Plásticas, foi questionada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade. Na ação, o sindicato pedia a suspensão da lei das sacolas plásticas, alegando que regulação de matéria relativa a meio ambiente não é de competência municipal.

    O TJ-SP concedeu liminar em 2011 e suspendeu a eficácia da lei. Inconformada, a Câmara de Vereadores ajuizou a reclamação no STF, alegando que o TJ-SP teria usurpado competência da Suprema Corte para julgamento do caso. Para o Legislativo municipal, por envolver matéria constitucional sobre meio ambiente, a corte estadual não poderia ter deliberado sobre o caso e suspendido a eficácia da lei.

    Em maio de 2012, o ministro Ricardo Lewandowski indeferiu o pedido de liminar feito pela Câmara Municipal de São Paulo na reclamação e manteve a decisão do TJ-SP.

    Jurisprudência

    Após análise dos autos, o ministro entendeu que a pretensão “não merece ser acolhida” e citou parecer da Procuradoria Geral da República (PGR), segundo o qual não há usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal por parte do TJ-SP.

    Segundo o parecer da PGR, “a evolução jurisprudencial adveio, dentre outros fatores, da percepção de que grande parte das normas das constituições estaduais é de reprodução obrigatória, de modo que abolir o exercício do controle de constitucionalidade das leis municipais/estaduais pelas cortes locais, sempre que utilizado como parâmetro de controle norma de tal natureza, significaria restringir demasiadamente a jurisdição constitucional estadual, em ofensa, ao final, ao artigo 125, parágrafo 2º, da Constituição da República, fundamento para o exercício do controle ‘de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual’.”

    O ministro também citou precedente do STF (agravo regimental na Suspensão de Liminar 10) no qual se destaca a competência de Tribunal de Justiça para exercer controle concentrado de lei estadual ou municipal que reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos entes federados, bem como a possibilidade de interposição de recurso extraordinário ao Supremo “se a interpretação conferida à legislação contrariar o sentido e o alcance de dispositivo da Carta Federal”.
     
    Assim, o ministro Ricardo Lewandowski negou seguimento à reclamação, julgando, também, prejudicado o exame do agravo regimental contra sua decisão que indeferiu a liminar.

    AR/RD,AD

    Leia mais:

    25/5/2012 – Ministro nega liminar e mantém suspensão da lei da sacola plástica
    21/5/2012 – Câmara de SP pede suspensão de liminar contra lei da sacola plástica

    Ministro nega seguimento a processo contra suspensão de lei das sacolas plásticas em São Paulo  

     

  13. Caio Hostilio

    13 de maio de 2014 4:19 pm

    Atenção MPF, PF e MPE!!! Flávio Dino usa instalações da EMBRATUR

    Atenção MPF, PF e MPE!!! Flávio Dino usa instalações da EMBRATUR para fazer reuniões políticas e político/eleitoral!!!

    Publicado em maio 13, 2014 por Caio HostilioFlávio Dino sempre fez do gabinete da presidência da Embratur de seu escritório político/eleitoral

    Flávio Dino sempre fez do gabinete da presidência da Embratur de seu escritório político/eleitoral

    Em 2013, o então presidente da EMBRATUR, Flávio Dino, recebe em Brasília, nas dependências do órgão federal, policiais militares do Maranhão para falar de greve, de ações políticas no Estado, de práticas contra o atual vice-presidente da república, Michel Temer, na internet, além de obtenção de informações de práticas administrativas internas da Polícia Militar do Maranhão.

    O uso do prédio da EMBRATUR deixa clara a total irregularidade nas dependências das instituições públicas no que tange as práticas políticas e sindicais, em pleno horário de trabalho. O ilícito foi praticado por uma hora, nas dependências da presidência do órgão em Brasília.

    No áudio, Flávio Dino pede até para sua secretária trazer café, água e bater fotos da comitiva política que estava armando as ações grevistas dos policiais e seus acompanhantes, que tudo indica ter um deputado estadual, pelas risadas conhecidas.

    O ex-presidente da EMBRATUR, Flávio Dino, diante dessa gravação abaixo, comete diversos atos ilícitos, que vão de improbidade administrativa, uso indevido de prédio público federal para reuniões políticas e abuso de poder, além do incentivo a desordem pública.

    Espera-se que as providências sejam tomadas por esses órgãos citados acima, caso contrário veremos que esse país prima mesmo pela a impunidade.

    Abaixo, uma parte já transcrita e o áudio, para que seja apurado.

    – Nós somos 65% de negros no nosso estado do Maranhão e aqui dentro das ar(..) nós temos mais cor branca do que cor negra (…)

    -É verdade! Esse aqui é o Carioca, um companheiro que trabalha aqui conosco alguém que foi (…)

    – Esse aqui representa as rádios maranhenses (risos e palavras ininteligíveis) …

    – …querem mudar até a maneira do Maranhão…

    – .. .não

    – em que mudar até a “maneira do Maranhão..

    – e como é que ta a luta, lá? O que é que deu?

    – estamos lutando, hoje, hoje!

    – Vai votar hoje?

    – Não! Vamos pro segundo turno…

    – O dinheiro do Ministério, vocês já viram esse dinheiro?

    – Não!

    – Isso é que tem que olhar, ver se consegue pra gente!

    -É mesmo! Como é que ta o título?

    D- Tem mais de cinquenta mil acessos. Ta assim: dei um desconto pra ele porque é meu amigo, tá assim: Flávio Dino desmascara Michel Temer. É porque, na época, eu fiz uma questão de ordem que depois ele rejeitou, porque ele disse: ‘é, porque rola isso: presidente, questão de ordem’! Aí eu disse: ‘sobre a PEC 300, foi votado em primeiro turno e aí até não votou o segundo e aí não cumpre a Constituição. Pode até rejeitar, claro. Mas tem que ir pelo segundo turno… Porque o processo legislativo tem que andar pra frente’, e fundamentei lá, com o negócio de ‘juridiquês, constituição, sei lá o quê… E eu termino e na última frase e eu disse assim: ’vem cá: a PEC 300 não pode ficar no Limbo, que é pior do que o Inferno. Porque o Limbo é o Purgatório que é pior que o Inferno’. É a última frase. E tem o vídeo tem mais de cinquenta mil acessos. De todos os vídeos que eu tenho no Youtube, que são muitos, centenas, acho que esse é o que tem mais acessos.

    – como é que ta o título, lá?

    D – um colega de vocês, que botou lá, que não fui eu, botou lá: ‘Flávio Dino (risos) desmascara Michel Temer’, eu defendendo o segundo turno da PEC 300. Isso foi em 2009, ou 10, sei lá… Foi logo depois do primeiro turno e que deu aquela confusão se sai segundo turno , não sai e eles nunca fizeram .

    – e hoje o senhor ainda está a favor dela?

    – é claro! É aquilo que disse na televisão, que foi gravado lá na Mirante é verdade. Eu não disse?

    -certo!

    D- eu disse… se até lá a gente não construir… Primeiro, a gente precisa ganhar, claro. Em a gente ganhando, se até lá vocês não acharem uma saída nacional, a gente constrói uma lá na Assembléia.

    – hoje, um dos maiores empecilho, o presidente da Câmara, Henrique Alves falou pra nós, hoje que o empecilho maior são os governadores…

    D – é fato! É verdade…

    – Como o senhor entende são polícias grandes, o que não é o caso do Maranhão.

    D -Certo! Aliás, pelo contrário, é a menor, proporcionalmente…

    – tem o estado de Sergipe. Mas antes de entrar profissionalmente, o senhor, presidente, nós agradecemos o senhor ter sido eleitor, eu sou representante da Associação de Cabos e Soldados do Maranhão do Sul, agradecer pela sua atenção de nos receber aqui e dizer pro senhor que é uma honra poder estar aqui e dizer que seria falta de educação da nossa parte, do estado, somos representantes do estado, ter vindo visita-lo. Uma pessoa que vai governar nosso estado, é de lá, filho de quem é, lá de João Lisboa, que a gente conhece…

    D – você também é da região Tocantina?

    – e de (….) que o senhor foi no aniversário…

    D -ahh, sim, de 81 anos…

    – é de (… risos…..)

    – … então, os demais vão falar, também, então é só lhe agradecer…

    D- não, eu que agradeço…eu sou muito preciso… (….risos) … como é serviço público, ainda tem água e café… (risos)

    -Ei, Flávio, inclusive, eu falava com os colegas aqui, o que nós queríamos ouvir o senhor já falou , que era sobre a PEC 300, e o senhor já havia falado para a gente naquele , engraçado que a gente falava lá na Câmara de Presidente Sarney…

    D- foi na Assembléia?

    – não, foi no interior , tava eu o senhor, Bira… nós fomos almoçar naquele local muito agradável…

    D – foi em no Sul… em Tasso Fragoso, Alto Parnaíba…

    – não senhor!

    D- …foi lá pra cima, em Caratupera, não?

    – não, foi almoço, naquele local muito agradável que tem uma cachoeira, não, tem água corrente e tudo o mais… mas enfim…

    D – …tanto que eu não… Erlanes anda comigo (risos) ta armado… (risos) … mas nós temos esse compromisso porque a política de segurança pública, de todo o setor público, precisa de gente. Sem gente, não existe serviços público, não é? Porque não dá pra botar um computador. Governador vai botar computador no lugar do médico? Não. Vai botar um computador no lugar de um policial? Não vai! Vai botar no lugar de um professor? Não! A Roseana tá tentou… Não funciona. Se você não tiver um grupo de servidores públicos motivado, que querem participar, que queira fazer, não existe serviço público.

    – Hoje, em São Luís, nós já temos em nossa comunidade, onde eu trabalho, na 2ª Companhia de Pedrinhas, onde fui transferido por ordem do comandante geral…

    D – ele lhe adora! Eu nem conheço. Sei que fala mal de mim (risos)…

    – … gosta muito de mim, ele, me transferiu para a segunda Companhia, tem 96 comunidades, com duas viaturas. Se fosse só isso, já era um caos…

    D – e quantos policiais?

    – Quatro policiais para 24 horas. Eu posso lhe dizer que os quatro policiais estão desmotivados. O camarada ta desmotivado a tal ponto que diz: ‘rapaz , um policial de São Paulo, se ele for ferido mortalmente, a esposa vai ter R$ 200 mil para receber de indenização. As nossas esposas, se nós cairmos em combate, vão ficar três meses sem receber e, se a esposa do policial for bonitinha, ainda vai ser flertado pelo oficial que ta lá…

    – é mesmo? (perguntam vários ao mesmo tempo)

    – é complicado…

    – ta desse nível

    D – um absurdo isso! Eu não sabia disso

    – são três meses sem receber …

    D – que mais tinha?

    – a questão dos bombeiros e da estrada de Amarante. Eu sei que uma das coisas que mais tenho dito dentro da nossa instituição (aparentemente a associação de policiais do sul) é a questão da melhoria salarial e da valorização do policial no estado do Maranhão. Eu tenho dito no quartel, e aí eu falo em São Luís, falo em Imperatriz, que a gente precisa construir já, no Maranhão, uma nova segurança pública. Já falei isso pro cabo Nilson, já falei pra (…) Noleto, falei pro próprio Márcio Jerry, em São Luís, já falei lá em Imperatriz e Amarante, e agora to tendo a oportunidade de falar para o senhor pessoalmente … Porque, do jeito que o senhor -tem feito o ‘diálogos do maranhão… (risos, após alguém fazer uma observação incompreensível no áudio)

    D – rapaz (trecho incompreensível e risos)…

    – …eu já falei pra ele: deputado Weverton, aquele polícia ali, brincou ontem com o senhor. Ele brincou porque disse que tava passando fome. E o que eu fiquei com mais raiva foi ele dizer que tinha criança e mulher… Criança? É um comediante…

    D – faz uma gentileza, puxa aquela cadeira pra ele sentar aqui…

    – então, doutor Flávio Dino, a gente precisa construir essa segurança…

    D – eu vou dizer o que acontece hoje: eu to num município…quando eu, eventualmente vou de avião, eu desço, encontro a viatura lá, o pessoal me chama… como em Chapadinha, me chamam de deputado. ‘ei, deputado’, que coisa boa! Mas aí tem uma série de limites, legais, constitucionais… Por exemplo, é difícil pra gente reunir com vocês…

    – uma sugestão: o deputado Weverton Rocha teve outro dia com a gente em Imperatriz e conseguiu reunir lá com uns 20 militares (…) assim, num esforço da associação do estado no Maranhão do Sul e associação de bombeiros, e o Jean, o Jean Marie…

    D – certo!

    – … a gente poderia construir isso em Imperatriz e encaixaria um tempo, encontraria um tempo… Construir isto dentro de São Luís… o servidor, operador da segurança pública no Maranhão hoje não sabe da importância dela (….) Polícia Federal (…) a gente conhece, sabe das dificuldades dela, sabe da desmotivação, sabe do problema hoje e a gente está discutindo uma solução. E aí eu venho fazer esta exposição, porque é assim mesmo. (…) esse governo não tem nenhum respeito pela segurança pública e outras categorias do servidor público. O professor…

    D – … deixa eu te dizer… fizeram um acordo com o sindicato de pagar uma parte em tanto tempo e aí hoje fizeram (….)

    – … pagar uma progressão… O que acontece? Eu acho que a discussão não é só dos problemas do município, mas também da própria máquina administrativa do Maranhão que são os servidores. È isso! A gente conta com o senhor …

    D – eu sou a pessoa mais certa na vida pra falar de serviço público. Meu primeiro emprego (…)

    – eu gostei do senhor quando o senhor disse: eu era juiz federal e poderia ter permanecido . Mas hoje a gente pode dizer para os companheiros da segurança hoje e ontem aqui, no Choque, no Águia, no GTA… A máquina da segurança pública no Maranhão, da Polícia Militar do Bombeiro, hoje, estava aqui, porque a gente sabe que tem muito problema e o buraco é mais embaixo. A gente conhece, a gente sabe quem é oprimido. Agora mesmo, semana passada, eu tava transferido, viu, doutor Flávio Dino, eu tava transferido pra Pinheiro. Por quê? Porque eu falei a verdade numa reunião na Secretaria de Segurança Pública, ele quis ‘pagar mistério’ porque o Bombeiro recebeu uma viatura doada pela Susano, ele quis ‘pagar mistério’ com meias verdades. Recebeu, sim. E ele fala tanto em investimento, a boca dele é um investimento e eu me senti na ponta da corda. Eu disse a ele que, ali em Amarante, houve outro assalto a banco. E lá são quatro militares. Lá tinha acontecido arrastão a doido, que

    foram duas diligências feitas no mesmo dia, na mesma hora. Então, ele disse que tinha acontecido uma nova modalidade de crime, que não era assalto a banco, era arrastão a banco. Ai eu disse: ‘secretário’. Aí, o comandante geral, o Bombeiro, o comandante da Polícia se sentiu ofendido (…) e aí eu fiquei sabendo que estava transferido para Pinheiro…

    D – …eu vou fazer uma pergunta pra vocês, que, aparentemente, não tem nada a ver com o que a gente ta falando, porque não depende de mim, hoje… Já trabalham estratégia, já?

    – Já!

    D- …o nosso deputado estadual lá de Roraima que é o policial, que vocês conhecem… Outro dia encontrei com ele aqui no aeroporto. Aí ele falou comigo e me mandou um e-mail depois dizendo que assim: qual tua opinião sobre a desmilitarização da Polícia Militar? Aí ele mandou um e-mail dele assim se declarando a favor, que na ótica dele deveria ser um corpo assim (…) A Forças Armadas, pra coisas que exijam assim uma intervenção e você ter a polícia assim civis, na verdade, que é o caso dos Estados Unidos, da Europa, enfim. Claro que deve existir num outro país, mas eu não conheço uma estrutura , pelos menos nos países grandes, parecida com a que a gente tem no Brasil. Vocês têm uma opinião sobre isso?

    – (…) em 2011, eu tive aqui, a PEC 102, de autoria do senador Blairo Maggi… Eu sou a favor da desmilitarização… eu só tenho uma preocupação, porque eu não sou policial militar, eu sou bombeiro militar, que eu levantei na discussão com o senador e com aquele outro, que da orientação técnica pra ele, o coronel Nogueira, de São Paulo. Eu eu falei pra ele: o bombeiro se encaixa aonde? Nós, dos bombeiros, estamos mais próximos do que a Polícia Militar da Polícia Civil. Eu sou a favor que a Polícia Militar se aproxime da Polícia Civil e o bombeiro faça o papel da defesa civil. E se essa PEC passar da forma como ela ta, a única instituição militar é o bombeiro (…) Lá no Maranhão nós sé temos nove grupamentos e num estado precário, precário mesmo. Mas existem nove (…)

    – só quero dizer pro senhor que nós temos essa idéia do nosso apoio nas bases…

    – … e nas comunidades…

    D – bem, sou servidor público desde 89, quantos anos faz: 24 anos. Nunca deixei de ser servidor público. Então, é ir visitando, armar uma mesa como essa e, se Deus quiser, a gente chega lá, e vocês estão me visitando e a gente vai resgatando: ‘ahh, é adicional noturno. Ahh, é escala de plantão. Ahh, é promoção! Não ter uma carreira sem critério (…)que um passa por cima do outro e… Isso é o caos!

    – em 2011, tivemos uma proposição que trata de código de ética em substituição ao RDE (…) e fomos pelo fim da pena da privativa de liberdade, que o secretário de Segurança insiste em manter…

    D-… um absurdo total!

    – … a Lei de Promoção, que trata da valorização profissional. Por exemplo: em vinte anos de Polícia, o estado deveria possibilitar sair soldado, cabo, sargento, subtenente, segundo tenente..

    D – quando eu entrei pro governo federal, eu soube, no primeiro mês, assim, que tinha um monte de gente do Exército no corredor, na Justiça Federal em São Luís… eu soube que era um problema de ’um processo e o comandante quer falar com o senhor’, do 4º. BC. Eu disse: bem, claro! Aí entrou o comandante, entrou um (…) aquela história toda… e era o mandado de segurança de um cara que era sentinela da vila militar lá em São Luís. E aí teve um oficial que viajou e aí ele foi namorar com a mulher do oficial que viajou… (risos) Aí, namorando a mulher do oficial, né? Aí, descobriram a confusão e ele foi licenciado a bem do ofício. Aí o cara entrou com mandado de segurança. Aí tem um detalhe: ele não era efetivado naquela época, tem um termo militar que eles usam… Ele era guarda, fazia segurança lá e aí começou com a mulher do cara e não tava de serviço no dia. Aí descobriram, punição disciplinar, que p o RDE no caso, licença ex-ofício e vai embora e o cara entrou com o mandado e cai pra mim. Uma confusão (risos) Aí eu disse: isto aqui é um absurdo, isso aqui não pode, ele não tava de serviço e assinei. Mas aí tinha aquele negócio de pendor militar e tal. Aí eu disse: rapaz, que é que eu faço? Aí estudei e chamei o comandante de novo e disse: meu amigo, eu vou dar a ele uma reintegração do sujeito. Ele disse: ‘é um absurdo. Se a gente botar esse cara direto no quartel o cara vai matar ele’. Eu pensei: não correr esse risco, eu não quero esse ônus e tal e disse reintegre e tal e no outro dia o senhor transfere ele pra bem longe do senhor . Na época, 1994, eu declarei parcialmente inconstitucional o RDE, dizendo que o RDE não poderia entra na vida privada e etc. Sei que o RDE não se referia à vida privada e tal e reintegrei o cara e o comandante transferiu ele pra bem longe. Eu não sei pra onde ele foi. O primeiro processo que eu julguei na Justiça Federal foi o desse cara aí…

    – (…) nós corremos o risco, qualquer um de nós, de não dar satisfação aos nossos comandantes pelo fato de estarmos aqui e chegar lá e estar preso. A gente corre o risco (…) a gente tem que fazer um ofício, pedindo autorização e é o RDE… Eu vou passar, rapidinho, presidente… Esse momento aqui é histórico pra nós. Até porque a gente tem um respeito, um carinho muito grande, muito especial pelas suas convicções políticas para o nosso estado. O deputado, também, tem se apresentado muito bem o nosso deputado… (…) então, essa recepção, eu tenho certeza que os policiais militares dessa viatura queriam sair, dar um abraço no senhor, mas, a nossa categoria, o Maranhão todo, como o senhor tem assistido, nós assistimos diariamente, ta tão triste, ta sem esperança o povo, sofrendo aquela miséria toda… eu poderia estar muito bem, na minha unidade, no conforto, aqui em Brasília passei três anos na Força Nacional, no Rio mais quatro. Eu poderia estar na casa do presidente, trabalhando com ele,m se eu quiser. Mas abri mão disso, abdiquei para militar por minhas convicções para estar aqui com meus amigos neste momento com o senhor … Tenho certeza que a minha esposa vai ficar muito orgulhosa. Minha esposa, minha filha, minha mãe… E, presidente, nós acreditamos no senhor (…) pra nossa classe é o de menos, mas para o nosso estado. Pra acabar com aquela miséria, com aquela desgraça… Nós sofremos junto, nós choramos junto… Nós estamos aqui, sem vaidade nenhuma, pra lançar sobre o senhor, a nossa esperança de mudança. Nós abemos que não é fácil pro senhor, não é fácil pra nós… eu perguntei a pouco pro seu assessor se a gente podia registrar… isso aqui vai causar um espanto. Os senhores estão na foto sem autorizar. Isso vai causar um espanto, um rebuliço no meio político. Porque eles sabem da força que nós temos (…) e se for ver, aquela eleição de Jackson Lago, eu tava no Grupo Tático Aéreo, eu tirei serviço em frente ao hangar de Roseana, eu e a guarnição, sou bombeiro, mas eu tava lá, vendo, plantado, no lugar dela (…) nós estamos convictos que nós queremos

    mundança . E a nossa mudança nós fizemos, nós fizemos a nossa mudança na rua, deputado. Senhor presidente, nos fizemos a nossa mudança na rua e nós queremos a mudança. E essa mudança pra nós é o senhor. È a melhor opção pro maranhão. É claro que a gente fez essa aproximação com o senhor com a maior timidez. Mas nós vamos nos mobilizar. Essa equipe que ta aqui vai se mobilizar pra dar apoio pra o que for de melhor para nós porque a nossa prioridade é a nossa população, é a nossa população…

    -preocupado com isso que ele ta falando, o desespero do grupo atual foi de comprar uma pessoas, comprar umas pessoas… pra desarticular o movimento…

    – já comprou! A associação toda já ta lá, debaixo das asas deles…

    (trecho com vários vozes)

    -…mas o povão, o povão (…) esse que é o candidato declarado que eu to aqui, eu sou pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus, que ta crescendo no Maranão, já ta chegando aos 216 (…)

    D – … vamos só fazer uma oração pro pastor Edson aqui… O senhor mora onde?

    -moro em São Luís!

    -com relação a PEC, o seu apoio, o apoio dos magistrados com as relações que o senhor tem…

    – pra nos ajudar…

    ORAÇÃO

    ‘senhor nosso Deus, nosso Pai, nós te agradecemos por esse momento. Sabemos que a luta é grande, meu Pai. Mas nós contamos que na eleição que tudo vai dar certo. Abençoa meu pai, o presidente, o futuro governador do Maranhão… que o senhor possa fazer como fez com Moisés, o escolhido do senhor pra tirar aquele povo, meu Deus, da escravidão. Naquele estado, senhor, está passando por momentos difíceis. Abençoa, meu Pai, todas as autoridades, abençoa com trabalho . Meu deus, nós entregamos nas tuas mãos, meu pai, o estado. Abençoa, meu Deus, Brasília, abençoa, meu pai, essa repartição Embratur, que o senhor possa tomar direção, guarde a vida de todos. Determine, meu Pai, Toma nossas vidas em tuas mãos a nossa família, meu Deus, proteja o nosso lar, proteja nossas vidas, em nome do Pai, do filho e do espirito santo, amém’

    Todos: amém!

    – vamos bater uma foto aqui…

    (passos)

    – próximo !(voz feminina) mais uma!!

    – vamos bater mais uma!

    (risos)

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  14. jns

    13 de maio de 2014 6:41 pm

    Pagode na Ucrânia

    Hunter Biden na administração da maior empresa de gás da Ucrânia

    West Wire News  | 13 de maio de 2014

    Hunter Biden, filho do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi nomeado para o Conselho de Administração da Burisma Holdings ,  uma empresa de gás natural de propriedade privada, que  opera na Ucrânia desde o ano de 2002.

    Barack Obama, Joe Biden e Hunter Biden – em 2012

    A Burisma Holdings tornou-se um player importante dentro do mercado de gás natural e da indústria de petróleo da Ucrânia, com licenças que cobrem a região de Dnieper-Donets, Cárpatos e bacias Azov-Kuban. 

    A capacidade de produção atingiu mais de 10.500 barris de óleo equivalente por dia (boed), que deixou a empresa com reservas consideráveis ​​.

    “Os tambores de guerra das superpotências determinam  o ritmo do pagode ucraniano”

    Hunter Biden foi, recentemente nomeado para o conselho de administração, para  supervisionar a unidade jurídica da Burisma. 

    Hunter Biden foi especificamente citado pela Burisma como profissional de apoio para a empresa entre grupos internacionais, mas as suas qualificações para o trabalho podem ser muito ofuscadas pelo gabinete do vice-presidente dos Estados Unidos, ocupado por seu pai, Joe Biden. 

    relatório de imprensa da Burisma informou que:

    Biden tem experiência em serviço público e política externa. Ele é diretor para a Coalizão Global Leadership dos EUA, do Centro para a Política Nacional e Conselho Consultivo do Presidente para o Instituto Nacional Democrata. Tendo atuado como vice-presidente sênior do  banco MBNA, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton nomeou Hunter Biden para Diretor Executivo e Coordenação Política do E-Commerce sob a administração do secretário de Comércio William Daley. Biden serviu como Co-Presidente Honorario da Comissão Inaugural Obama-Biden 2008.

    Biden é membro da ‘Ordem dos Advogados’ do Estado de Connecticut e do Distrito de Columbia e do Tribunal de Ações Federais da Suprema Corte dos EUA. Ele recebeu um diploma de bacharel da Universidade de Georgetown e um JD da Yale Law School.

    R. Hunter Biden também é um homem público bem conhecido como o presidente do Conselho de Administração do Programa Alimentar Mundial dos EUA, juntamente com a maior organização humanitária do mundo, do The United Nations World Food Programme (Programa Alimentar Mundial dos Estados Unidos). Nesta função, ele oferece assistência aos pobres nos países em desenvolvimento, combate à fome e à pobreza e ajudar a fornecer comida e educação a 300 milhões de crianças desnutridas em todo o mundo.

    Independentemente de linhas de interesse borradas, parece que o papel da Casa Branca na atmosfera revolucionária atual da Ucrânia começou apenas complicar mais. Agora, com uma linha direta para o maior produtor de petróleo e gás privada na Ucrânia, o governo Obama pode ter assegurado uma nova sede para o seu poderio na mesa de negociação com a Rússia a respeito de qual direção a política e a soberania ucraniana deve se mover.

    Na desalinhada Ucrânia, onde os supostos disparos nazistas contra seu próprio povo, foram relatados como um mal menor e os tambores de guerra das superpotências estrangeiras determinam  o ritmo, ao que parece, os Estados Unidos podem ter apenas propositadamente feita a sua dinâmica tensionada com a Rússia, de Vladimir Putin, tornar-se ainda mais pessoal.

    Original fornecido pela The Wire Ocidente

  15. Assis Ribeiro

    13 de maio de 2014 8:20 pm

    Nassif, extra

    Renan indica nomes da oposição para CPI da Petrobras do Senado

    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou em plenário os últimos nomes dos membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras que será instalada na Casa. A CPI do Senado terá 13 membros titulares, 10 deles são governistas.

    Líderes da oposição não apresentaram seus nomes para pressionar a instalação da CPI mista, quando participam senadores e deputados. Por isso, Renan indicou os nomes com já ocorreu em outros casos de CPIs na Casa.

    Irão compor a comissão os senadores Cyro Miranda (PSDB-GO), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Wilder Morais (DEM-GO) como titulares. Os senadores  Jayme Campos (DEM-MT) e Vicentinho Alves (SDD-TO) foram indicados como suplentes.

    Para que a CPI comece seus trabalhos, o senador mais velho deve convocar os membros para instalar o colegiado e marcar a primeira reunião.

    A base aliada ao governo já anunciado na semana os membros titulares da CPI. São eles: João Alberto Souza (PMDB-MA), Valdir Raupp (PMDB-RO), Vital do Rêgo (PMDB-PB), Ciro Nogueira (PP-PI), José Pimentel (PT-CE), Aníbal Diniz (PT-AC), Humberto Costa (PT-PE), Acir Gurgacz (PDT-RO), Antonio Carlos Rodrigues  (PR-SP) e Gim Argelo (PTB-DF).

    O Planalto tenta evitar a comissão mista por avaliar que uma CPI só de senadores é mais fácil de controlar.

    http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/05/13/renan-indica-os-membros-da-oposicao-para-cpi-da-petrobras-do-senado.htm

     

  16. RGodinho

    14 de maio de 2014 12:05 pm

    Estudante negra é barrada em prédio da USP por seguranças
    Estudante negra é barrada em prédio da USP por seguranças LEANDRO MACHADODE SÃO PAULO  14/05/2014 02h00   Mais opções Facebook Enviar por e-mail Copiar url curta Imprimir Comunicar erros Maior | Menor RSS Publicidade A estudante da USP Mônica Gonçalves, 28, diz que foi impedida de entrar na Faculdade de Medicina da universidade por ser negra.  O caso ocorreu no dia 30 de abril, na portaria da campus na avenida Doutor Arnaldo, zona oeste de São Paulo.  A universidade afirma que abriu uma sindicância interna para apurar o episódio.  Mônica, aluna do primeiro ano de saúde pública, diz que iria encontrar amigos em uma sala do centro acadêmico da Faculdade de Medicina.  Quando passava pela portaria foi barrada por dois vigilantes, que lhe pediram o crachá de estudante.  “Mostrei o crachá e a resposta foi que eu não poderia entrar”, afirma Mônica.  A universitária, então, enviou mensagens aos amigos que estavam no prédio. Eles responderam que outras pessoas estavam entrando normalmente no campus.  “Nesse momento, um homem branco passou pela guarita de segurança e nem sequer foi abordado. Não pediram o crachá dele”, afirma.  Outro funcionário, que disse ser responsável pela segurança, afirmou que a aluna não poderia entrar porque, naquela hora, ocorria uma festa de estudantes no centro acadêmico, o que é proibido.  “Eu não iria participar de nenhuma festa e argumentei que eles estavam impedindo um direito meu de circular pelo campus”, conta.  Mônica relata que só conseguiu acessar o prédio escoltada por um segurança. Ao chegar ao centro acadêmico, porém, não havia festa. Amigos ainda lhe disseram que só ela havia sido barrada.  “Questionei o segurança sobre isso. Ele disse que eu estava sendo arrogante e que ele poderia me tirar de lá a hora que ele quisesse.”  REPÚDIO  O Centro Acadêmico Emílio Ribas, da Faculdade de Saúde Pública da USP, divulgou uma nota em repúdio ao episódio. Ontem à tarde, estudantes do curso fizeram um protesto em frente à Faculdade de Medicina.  Em nota, a USP afirma que os funcionários da segurança são terceirizados e que “repudia o racismo e qualquer outra forma de discriminação com base em etnia, religião, orientação sexual, social.”  Mônica afirma ter certeza de que só foi barrada na entrada da faculdade porque é negra. “Sei em qual país e universidade estou. Sei que os comportamentos e as condutas são diferentes para pessoas pretas e negras”, diz.  

  17. Pedro Penido dos Anjos

    14 de maio de 2014 3:25 pm

    Lula bate duro no Financial

    Lula bate duro no Financial Times e na Economist

    Ex-presidente critica postura da “mídia econômica do Reino Unido”: “Quanto mais distante, mais erram. Não posso entender como classificam de frágil uma economia com reservas de US$ 338 bilhões e com pleno emprego. Gostaria que fossem estudar economia antes de repetirem previsões que não se concretizam”

    14 de Maio de 2014 às 07:07

     

    247 – Em homenagem da Associação de Diários do Interior (ADI), o ex-presidente Lula criticou os jornais de grande circulação e a “mídia econômica do Reino Unido”, em referência ao jornal “Financial Times” e a revista “The Economist”. Publicações tem atacado a gestão da presidente Dilma Rousseff.

    “Quanto mais distante, mais erram. Não posso entender como classificam de frágil uma economia com reservas de US$ 338 bilhões e com pleno emprego, no momento em que o mundo destruiu, desde 2008, 62 milhões de empregos. E ficam repetindo aqui como papagaios. Gostaria que fossem estudar economia antes de repetirem previsões que não se concretizam”, afirmou.

    Ele também destacou o papel da mídia regional: “Nunca antes o governo investiu tanto em desenvolvimento regional quanto nos últimos 11 anos e é a imprensa local que traduz essas realidade. Quando anunciamos um plano recorde de safra, é a mídia local que detalha as condições de financiamento e como ele pode ser obtido. Nos grandes jornais, o que sai é que a inflação vai aumentar porque o governo está expandindo o crédito”, disse.

  18. Pedro Penido dos Anjos

    14 de maio de 2014 3:31 pm

     Estadão ALSTOM, Robson
    Fausto Macedo Estadão ALSTOM, Robson Marinho14.maio.2014 12:15:48

    “Vou permanecer nesta cadeira”, diz Robson Marinho sobre investigação no caso Alstom

    Acusado de favorecer multinacional francesa, ex-chefe da Casa Civil de Covas e conselheiro do TCE-SP manda mensagem a promotores de Justiça

    por Fausto Macedo

    Acuado pela investigação do Ministério Público que lhe atribui recebimento de propinas no caso Alstom, o conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado, reagiu enfaticamente nesta quarta-feira, 14, e partiu para o confronto com os promotores que o acusam de favorecer a multinacional francesa em contrato de 1998 com a Eletropaulo, antiga estatal de energia de São Paulo.

    “Vou permanecer nesta cadeira”, disse Marinho em mensagem indireta para os investigadores antes da abertura da sessão da Corte de Contas do Estado.

    É o mais contundente pronunciamento de Marinho desde que se tornou alvo da investigação no caso Alstom. Segundo a Promotoria, ele teria recebido em uma conta de uma offshore constituída nas Ilhas Virgens Britânica US$ 2,7 milhões de uma conta em genebra.

    Na abertura da sessão plenária do TCE, que reúne todos os conselheiros, Robson Marinho disse que o promotor de Justiça Silvio Marques o persegue. Segundo o ex-chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB) há pelo menos seis anos ele é alvo de investigação pelo Ministério Público que, segundo seu pronunciamento, atá agora não mostrou provas.

    Segundo Marinho, o promotor Silvio Marques está usando a imprensa para fazer pré-julgamento. Ele disse que, na condição de conselheiro, jamais recebeu um centavo da Alstom, nem na Suíça, nem no Brasil.

    Ele afirmou que, como conselheiro, não tem nenhum desvio de conduta que o desabone.

    Sobre o polêmico contrato aditivo XX Gisel, da Eletropaulo, o conselheiro afirmou que seu voto pela regularidade seguiu parecer favorável dos órgãos técnicos da Corte de Contas.

    Robson Marinho disse que nos anos da repressão lutou pela democracia, como vereador e prefeito do município de São José dos Campos (SP), entre 1970 e 1980. Disse que foi preso na ocasião e reclamou das seguidas publicações na imprensa.

    Em seguida, aberta a sessão plenária, Marinho julgou contratos e examinou edtais de licitação das prefeituras de Rancharia, Canameia e Guarulhos.

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  19. Pedro Penido dos Anjos

    14 de maio de 2014 3:34 pm

    Putin quer indústria de

    Putin quer indústria de defesa da Rússia autossuficiente

    14 de maio de 2014 | 12h 05 Reuters

    O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que a indústria de defesa da Rússia vai deixar de depender de componentes estrangeiros e tornar-se autossuficiente, depois das sanções ocidentais impostas a Moscou devido à crise na Ucrânia.

    “Precisamos fazer o possível para que qualquer coisa usada em nosso setor de defesa seja produzida em nosso território, de modo que não sejamos dependentes de ninguém”, disse Putin em reunião de autoridades de defesa em sua residência no mar Negro.

    “Tenho certeza que a nossa indústria de defesa será beneficiada com isso, e é preciso ajustar os nossos centros científicos para isso”, disse.

    Washington ameaçou restringir a exportação de itens de alta tecnologia para a Rússia como parte das sanções, além da proibição de vistos e congelamento de bens de cidadãos russos que já estão em vigor.

    Putin disse anteriormente que a substituição dos componentes utilizados na indústria da Defesa exigiria financiamento e que levaria até 2 anos e meio para utilizar apenas produtos de fabricação inteiramente nacional.

    A Rússia é o segundo maior exportador de armas do mundo e sua indústria de defesa tem laços estreitos com a Ucrânia.

    Os contatos entre as duas ex-repúblicas soviéticas foram afetados pela anexação da Crimeia pela Rússia e por acusações de países ocidentais de que governo russo está orquestrando os separatistas pró-Rússia, no leste do país, perto da fronteira com a Rússia. Moscou nega as acusações.

    A crise levou ao pior impasse Leste-Oeste desde a Guerra Fria, com Washington e Bruxelas ameaçando novas sanções se Rússia tentar interferir em uma eleição presidencial na Ucrânia marcada para 25 de maio.

    (Reportagem de Denis Dyomkin)

     

  20. Pedro Penido dos Anjos

    14 de maio de 2014 3:38 pm

    Maluf quer acordo contra

    Maluf quer acordo contra prisão no exterior

    Advogados do deputado sugerem à Promotoria de Nova York pagar US$ 1 mi para retirar ordem que o coloca em lista da Interpol

    07 de maio de 2014 | 21h 17 O Estado de S. Paulo

    São Paulo – Os advogados do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) sugeriram um acordo à Promotoria de Nova York para que ele se livre de uma ordem de prisão preventiva decretada em 200

    Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira, 7, no jornal Folha de S.Paulo, o parlamentar e ex-governador paulista sugeriu pagar US$ 1 milhão (R$ 2,2 milhões) em troca do benefício. Com isso, Maluf poderia voltar a viajar para o exterior sem correr o risco de ser preso.

    No dia 18 de abril, o blog do jornalista Fausto Macedo no portal Estadão.com.br revelou que a Suprema Corte de Nova York rejeitou outro pedido do deputado federal de anulação do processo pelo qual foi decretada a prisão de Maluf e de um de seus filhos, o empresário Flávio Maluf.

    Interpol. Eles são réus desde 2007 nos Estados Unidos sob a acusação de roubo, fraude e lavagem de dinheiro. Os recursos teriam sido desviados de obras da Prefeitura de São Paulo quando Maluf era prefeito da capital, entre 1993 e 1996.

    O dinheiro depositado nos Estados Unidos, segundo a acusação, seria apenas uma parte de um montante relativo a fraudes em obras viárias de grande porte por ele contratadas durante o seu governo, como a construção da Avenida Água Espraiada, na zona sul da cidade, que atualmente é chamada de Avenida Jornalista Roberto Marinho. Maluf é acusado por promotores brasileiros de ter desviado US$ 340 milhões, o que seria equivalente a R$ 758 milhões.

    Em função da ação, o nome de Maluf faz parte desde 2009 da lista de procurados da Interpol, rede policial que reúne agentes de 190 países.

    Indenização. Em fevereiro, o Deutsche Bank fechou um acordo com o Ministério Público estadual e aceitou pagar uma indenização de US$ 20 milhões – cerca de R$ 50 milhões – para evitar ser alvo de uma ação judicial por ter abrigado em suas contas o dinheiro que, segundo a promotoria, foi desviado na prefeitura de São Paulo na gestão Paulo Maluf.

    O Deutsche foi um dos bancos pelos quais circulou o dinheiro do esquema de desvio da construção da Avenida Espraiadas. No total, US$ 200 milhões transitaram pela instituição financeira.

    O banco poderia ser acusado judicialmente de negligência. O acordo teve aval da Prefeitura de São Paulo, hoje comandada por Fernando Haddad (PT). Apesar da decisão, o petista é aliado político do ex-prefeito paulistano.

     

  21. Pedro Penido dos Anjos

    14 de maio de 2014 3:44 pm

    Funcionária da Padaria

    Funcionária da Padaria Ipanema vai algemada para DP depois de confusão

    Cleo Guimarães e Isabela Bastos 14.05.2014 06h06m      

    O Globo

    Uma funcionária da Padaria Ipanema saiu algemada da lanchonete anteontem (veja o vídeo acima), depois de se desentender com uma cliente, que chamou a polícia. Funcionária da casa há 26 anos, ela foi retirada do caixa por um PM e levada, ainda uniformizada, para a 14ª DP (Leblon), sob protesto dos clientes.

    “Foi um desrespeito, um absurdo. Fiquei indignada”, diz a atriz Aparecida Petrowky, que estava na padaria, na esquina da Joana Angélica com Visconde de Pirajá, no coração do bairro. Ela gravou um vídeo, veja no blog Gente Boa, no site de O GLOBO.

    O desentendimento começou quando a cliente reclamou do preço do café, R$ 3. Ela pediu um “café normal”, e teria se sentido desrespeitada quando a funcionária retrucou, dizendo que na casa só tinha café expresso.

    Aparecida lembra que, quando chegou à padaria, a cliente reclamava da funcionária, aos berros. “É um absurdo deixarem trabalhar gente assim aqui!”. Logo depois, conta, “um policial desceu do carro e foi na direção da caixa, que, claro, ficou muito nervosa”.

    A atriz prossegue, dizendo que o PM teria mandado a caixa se levantar e pedir desculpas à cliente, no que ela se recusou. “Eu estou trabalhando! Não vou pedir desculpas nem sair daqui. Não vou!” Aparecida conta que, nesta hora, o policial anunciou: “É desacato à autoridade” e a pegou pelo braço, virando-o para trás, para algemá-la.

    “Nesta hora, ficou todo mundo assistindo a tudo como se fosse um filme. O gerente não fez nada”, conta. Minutos depois, já havia cerca de 50 pessoas na porta da padaria. Foi então que antigos clientes tomaram partido da funcionária. “Quero ir junto! Conheço ela há anos”, gritou, em vão, uma mulher. A caixa foi levada, sozinha e algemada, no carro.

    Na delegacia, a funcionária admitiu à coluna ter gritado com o PM, mas garantiu não ter xingado ninguém. “Falei alto sim, mas já pedi desculpas”, disse, enquanto esperava para prestar depoimento. Ao seu lado, uma cliente da padaria dava apoio e pedia que ela se acalmasse. “Vim em solidariedade. O que fizeram foi absurdo. Queriam prendê-la. É claro que ficou acuada”.

    O gerente da padaria, Abel Alves, contou que a funcionária realmente não xingou ninguém e nunca deu problema. “O sargento é que não gostou de ela ter falado alto com ele”. A cliente, que não quis se identificar, esperava para depor. “Só falo em juízo. É meu direito”. Gente Boa também tentou, em vão, falar com os PMs.

     

     

  22. Pedro Penido dos Anjos

    14 de maio de 2014 3:45 pm

    Putin quer indústria de

    Putin quer indústria de defesa da Rússia autossuficiente

    14 de maio de 2014 | 12h 05 Reuters

    O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que a indústria de defesa da Rússia vai deixar de depender de componentes estrangeiros e tornar-se autossuficiente, depois das sanções ocidentais impostas a Moscou devido à crise na Ucrânia.

    “Precisamos fazer o possível para que qualquer coisa usada em nosso setor de defesa seja produzida em nosso território, de modo que não sejamos dependentes de ninguém”, disse Putin em reunião de autoridades de defesa em sua residência no mar Negro.

    “Tenho certeza que a nossa indústria de defesa será beneficiada com isso, e é preciso ajustar os nossos centros científicos para isso”, disse.

    Washington ameaçou restringir a exportação de itens de alta tecnologia para a Rússia como parte das sanções, além da proibição de vistos e congelamento de bens de cidadãos russos que já estão em vigor.

    Putin disse anteriormente que a substituição dos componentes utilizados na indústria da Defesa exigiria financiamento e que levaria até 2 anos e meio para utilizar apenas produtos de fabricação inteiramente nacional.

    A Rússia é o segundo maior exportador de armas do mundo e sua indústria de defesa tem laços estreitos com a Ucrânia.

    Os contatos entre as duas ex-repúblicas soviéticas foram afetados pela anexação da Crimeia pela Rússia e por acusações de países ocidentais de que governo russo está orquestrando os separatistas pró-Rússia, no leste do país, perto da fronteira com a Rússia. Moscou nega as acusações.

    A crise levou ao pior impasse Leste-Oeste desde a Guerra Fria, com Washington e Bruxelas ameaçando novas sanções se Rússia tentar interferir em uma eleição presidencial na Ucrânia marcada para 25 de maio.

    (Reportagem de Denis Dyomkin)

     

  23. RGodinho

    14 de maio de 2014 4:40 pm

    UE/Ucrânia: não há almoços grátis
    Aleksander Medvedovsky – Voz da Rússia18 Abril Várias dúvidas vêm à cabeça quando se observa o crescente interesse do Ocidente pela “liberdade” do povo ucraniano. Entre as respostas que surgem para explicar este fenômeno, em último lugar se coloca, sem dúvida, o real interesse pela tal liberdade.E entre os primeiros aparecem pelo menos duas. Uma delas, segundo as afirmações de Friedman e Kaplan – analistas da Agência de Inteligência dos Estados Unidos Stratfor (www.stratfor.com), baseia-se nos princípios geopolíticos dos EUA.De maneira ao mesmo tempo bem convincente e cínica se fala sobre a principal estratégia dos EUA de “garantir a segurança do país a qualquer custo”, mesmo se para isso for necessário dividir, destruir ou mesmo acabar com o inimigo.Em segundo lugar (apesar de que com toda a propriedade poderia fazer parte do primeiro) está a vital necessidade de aumentar ao máximo e a qualquer custo a quantidade de mercados capazes e interessados em absorver os seus produtos de exportação.Para os Estados Unidos essas ações se tornam duplamente importantes, tendo em vista a recente decisão do seu governo de reindustrializar o país, trazendo para o seu próprio território as indústrias localizadas no exterior e consequentemente diminuir as importações. Por outro lado, o sucesso com a produção do gás de xisto leva a pensar na necessidade de uma procura urgente de clientes no exterior. Não é por acaso que durante a visita a Tallinn, a capital estoniana, o senador McCain falou claramente sobre a necessidade de novos mercados para a exportação de excessos de gás. Neste caso, junto com os países da Europa, a Ucrânia, com a sua população de 40 milhões, pode se tornar um cliente cativo. A Ucrânia talvez fosse uma presa fácil se não houvesse um problema: o país está em estado de pré-falência e precisa de ajuda imediata.A Ucrânia, segundo os cálculos dos seus próprios dirigentes, precisa em curto prazo de 35 bilhões de dólares para iniciar a saída da situação atual. O Fundo Monetário Internacional está preparando um empréstimo de 12 a 14 bilhões de dólares, exigindo em troca maiores sacrifícios. Impossível imaginar que o já tão sofrido povo que convive com a desvalorização da moeda nacional acima de 60%, o aumento de preços e o caos administrativo será capaz de aguentar isso por muito tempo. Tanto que as primeiras manifestações na própria Kiev, na mesma praça da Liberdade, estão surgindo contra a nova política econômica dos atuais governantes.E a ajuda ocidental? Isso, nas atuais circunstâncias, já é outra história. Não é segredo para ninguém que as economias dos Estados Unidos e dos países da zona do euro estão se complicando cada vez mais, ao ponto de que alguns analistas, como, por exemplo, Gerard Dumenil, consideram a situação cada vez mais crítica. Na opinião de Dumenil, a principal razão disso é a crescente dívida pública americana, que representa 101% em relação ao PIB do país, e a europeia (da zona do euro). Se a dívida dos Estados Unidos sobrevive por conta do resto do mundo, que continua comprando seus papéis do Tesouro, a europeia é inutilmente enfrentada com as tentativas de diminuir as despesas na área social, que não oferece muita alternativa por causa das convulsões sociais.Nesta situação não será fácil aos governos dos países do Ocidente prestar apoio financeiro à Ucrânia. O governo da França, por exemplo, que junto com a Alemanha está assumindo os riscos financeiros da Ucrânia em relação ao pagamento do gás, será seguramente questionado pelos próprios contribuintes, que não estão satisfeitos com a situação econômica do país. Da mesma forma, os 300 mil trabalhadores alemães envolvidos na fabricação de produtos destinados à Rússia, e prestes a perder o emprego por conta das sanções contra o país-cliente, não ficarão nada satisfeitos com as decisões do seu governo.Mas a Ucrânia continua pedindo apoio. O que se vê atualmente é basicamente “apoio moral”.Como não lembrar neste caso o mesmo “apoio moral” (outro nunca ocorreu) e “a enorme simpatia” do Ocidente pelos primeiros fracos governos russos na época da Perestroika. Esse apoio, junto com as grandes vendas, muitas vezes de produtos estocados durante anos, foram enviados a preço salgado para Moscou e permitiram melhorar consideravelmente a situação econômica de vários países do Ocidente naquela época, mas quase acabaram com a indústria russa.Este caminho foi percorrido por vários novos membros e candidatos a membros da União Europeia: a ex-Iugoslávia, a Romênia, a Bulgária e a Moldávia.O desfecho dessa situação é bem conhecido. A dificuldade de obtenção de créditos leva os países do Ocidente a oferecer com juros altos os créditos destinados somente à compra de produtos dos seus próprios países. Sem capacidade financeira de absorver parte desses empréstimos, a conta salgada de custo dos produtos importados vai cair no colo da população. O próximo passo será a compra por preço de banana das melhores indústrias nacionais, o que transformará de vez o país em produtor agrícola e importador, no longo prazo. As perspectivas são pouco atraentes.Situação muito parecida se observa hoje na Ucrânia, cujo povo – depois da frustrante experiência de vinte anos de “liberdade” e constantes promessas de “doce vida” depois da “europeização”, feitas por todos os quatro anteriores governos da Ucrânia – hoje é liderado pelas mesmas pessoas do passado, fantasiadas pelo Ocidente de governo “pró-democrático”.Obviamente, com “toda a liberdade de informação” que domina a mídia de Kiev, não se trata de consultar os povos da Grécia, Portugal, Itália e vários outros sobre a brilhante situação da União Europeia.Olhando desta maneira, torna-se ainda mais simples de entender a cegueira e surdez dos governos do Ocidente para os gritantes casos de xenofobia, ultranacionalismo e recentes ações do exército ucraniano contra o povo do seu próprio país.Por que será?A resposta parece bem simples. Precisam de novos clientes.E continuam como sempre com muitas promessas, que não estão sendo concretizadas.E por quê?O mercado financeiro é sábio. De fato, não há almoços grátis.Enquanto isso, a “inimiga” Rússia permitiu à Ucrânia uma economia de 35,4 bilhões de dólares somente na compra do gás. 

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