Efeito da manipulação dos motores de busca nas eleições
Artigo apresenta evidência de 5 experimentos em dois países sobre o efeito da manipulação de motores de busca nas eleições. Imagine se alguém resolve fazer o mesmo experimento no Brasil, usando não apenas os motores de busca mas tb a mídia corporativa.
Significance
We present evidence from five experiments in two countries suggesting the power and robustness of the search engine manipulation effect (SEME). Specifically, we show that (i) biased search rankings can shift the voting preferences of undecided voters by 20% or more, (ii) the shift can be much higher in some demographic groups, and (iii) such rankings can be masked so that people show no awareness of the manipulation. Knowing the proportion of undecided voters in a population who have Internet access, along with the proportion of those voters who can be influenced using SEME, allows one to calculate the win margin below which SEME might be able to determine an election outcome.
DATA05/08/2015/DATA HORA17p7/HORA – Atualizado às 19p6
Ex-diretores do Banco Central em 1999 e o banco FonteCindam foram condenados a devolver pouco mais de R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos por causa de prejuízos causados em operações de compra e venda de dólares em 1999. Além disso, terão que pagar multas superiores a R$ 1 bilhão.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (5) pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e cabe recurso. O caso ficou conhecido como escândalo Marka-FonteCindam. Eles teriam sido beneficiados com a venda de dólares por valor mais barato que o preço de mercado. O dono do Marka, Salvatore Cacciola, foi condenado e preso por causa dessas operações.
Dezesseis anos depois, o TCU encerrou a primeira fase do processo que apura quem são os responsáveis e o valor do prejuízo aos cofres públicos com essa operação.
Os condenados são Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central; os ex-diretores do FonteCindam Roberto Jose Steinfeld (já falecido), Fernando Cesar Oliveira de Carvalho e Luiz Antonio Andrade Gonçalves; os ex-diretores do Banco Central Claudio Ness Mauch e Demosthenes Madureira de Pinho Neto; e o banco FonteCindam. Um outro processo julgará o caso do banco Marka.
Além de devolver o dinheiro considerado desviado, os ex-diretores terão que pagar multa individual de R$ 1 milhão. Já para o banco, a multa individual foi de R$ 1 bilhão. Os bens dos responsáveis foram bloqueados. Segundo dados do Banco Central, dois bancos já não operam mais no mercado financeiro.
A relatora do processo, ministra Ana Arraes, entendeu que não era legal e não teve qualquer justificativa o que ela chamou de “socorro personalíssimo” aos bancos, que foi superior a R$ 1,3 bilhão.
Em menos de um mês, o Banco Central teve que arcar com um prejuízo de R$ 522 milhões por essas operações. Os valores corrigidos pela inflação e com juros fazem com que o valor do prejuízo ultrapasse os R$ 3,7 bilhões. Esse prejuízo é dividido entre todos os responsáveis.
“Não foram observados os princípios da publicidade e da impessoalidade [nos atos do BC]”, disse a relatora classificando-os de “abusivos e ilegais”.
A advogada Evie Nogueira e Malafaia, que defende o banco FonteCindam e seus representantes, pediu para que o processo fosse reavaliado pela área técnica devido à falta de análise de documentos da defesa, o que não foi aceito pelos ministros do TCU.
A advogada defendeu que o banco não deveria ser condenado porque não “houve socorro financeiro” ao banco já que ele não estava em risco e a operação não causou prejuízo.
“A operação era regular e amparada pela legislação”, afirmou Evie lembrando que perícias apontaram que não houve prejuízo ao erário.
Artur Lima Guedes, que defende ex-diretores do BC, disse que as operações se justificaram pela crise porque o país passava e que as regras da época obrigava o BC a vender dólares pelos valores comprados pelos bancos. Ele também defendeu que não houve prejuízo ao erário.
“Eles buscaram nada mais que evitar o aprofundamento da crise”, disse Guedes dizendo que a ação dos servidores foi legítima.
O Banco Central informou que “embora não seja parte no processo, avaliará as conclusões tão logo seja publicado o acórdão”.
O CASO
O caso começou com a chamada crise cambial de 1999, quando o governo teve que desvalorizar o real para evitar que o país não tivesse recursos para pagar dívidas de curto prazo. O BC, então, elevou o teto da cotação do dólar de R$ 1,22 a R$ 1,32.
Naquele momento, o banco de Cacciola tinha 20 vezes seu patrimônio líquido aplicado em contratos de venda no mercado futuro de dólar. Com o revés, Cacciola não teve como honrar os compromissos e pediu ajuda ao BC.
Sob a alegação de evitar uma quebradeira no mercado — que acabou ocorrendo —, o BC vendeu dólar mais barato ao Marka e ao FonteCindam, ajuda que causou o prejuízo apontado agora ao TCU.
Em 2000, o Ministério Público pediu a prisão preventiva de Cacciola com receio de que o ex-banqueiro deixasse o país. Ele ficou na cadeia 37 dias, mas fugiu no mesmo ano, após receber liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello — revogada em seguida.
Pouco tempo depois de se descobrir o paradeiro do ex-banqueiro, o governo brasileiro teve o pedido negado pela Itália, que alegou o fato de ele ter a cidadania italiana.
Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.
O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois entraram com recurso e respondem o processo em liberdade.
Também foram condenados na mesma sentença outros dirigentes do BC: Cláudio Mauch, Demosthenes Madureira de Pinho Neto, Luiz Augusto Bragança (cinco anos em regime semi-aberto), Luiz Antonio Gonçalves (dez anos) e Roberto José Steinfeld (dez anos). Os recursos estão em análise no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O Banco Central também tem processos administrativos sobre os bancos, seus controladores e diretores por exposição indevida a riscos e gestão temerária.
Eu vim aqui relatar um episódio que aconteceu nos últimos dias. Tive uma amostra, embora essa não tenha sido a primeira, do que há de pior no jornalismo, que se manifesta quando alguns profissionais pensam que detêm a exclusividade da informação e da verdade. Este pensamento arrogante, aliado ao mau-caratismo e movido por interesses escusos, pode ter efeitos devastadores na vida de qualquer cidadão, especialmente, quando praticado por um grande veículo de comunicação.
Há duas semanas, os jornalistas Leslei Leitão e Thiago Prado – da revista Veja – me procuraram alegando ter em mãos o extrato de uma conta minha no Banco BSI, na Suíça, com o saldo de 7 milhões e meio de reais. Fui enfático ao responder. Disse que não tinha a conta mencionada e nenhuma relação com aquele banco, consequentemente, o extrato não poderia existir. Mas eles insistiram na veracidade do documento. Eu, então, ironizei: se o dinheiro for meu, eu vou buscar.
Mesmo diante da minha negativa, os jornalistas não tiveram a prudência de investigar e apurar com afinco a veracidade do documento. Eles resolveram publicar uma matéria mentirosa e difamatória, baseados unicamente num documento falso, sem nenhuma comprovação, intitulada: “O Mar não está para peixe!”
A publicação rapidamente se espalhou, foi reproduzida por inúmeros jornais no Brasil e no mundo. Recebi milhares de questionamentos – não pela origem do dinheiro, porque graças a Deus, tenho uma condição financeira confortável fruto do meu trabalho fora da política – mas pelo fato da quantia não ter sido declarada à Receita Federal. Diante da grande repercussão e do meu compromisso público com milhões de brasileiros, peguei um avião e viajei até a Suíça pra passar a limpo a história, obviamente, pagando todas as despesas do meu bolso.
Naquele país, constitui dois advogados em Genebra, onde cheguei acompanhado por minha ex-mulher Isabella, hoje amiga, que é fluente em francês e pode auxiliar com o idioma. Nessa reunião os representantes do BSI confirmaram que o extrato é falso e que eu não tenho nenhum vínculo com a instituição financeira, muito menos uma conta. Imediatamente comuniquei a todos, por minhas redes sociais, a veracidade dos fatos.
Hoje recebi do banco suíço BSI a confirmação definitiva de que o extrato da suposta conta bancária – com o saldo de R$ 7 milhões e meio de reais – em meu nome, é falso. Com essa constatação de grave delito penal, o banco também me comunicou que fez uma queixa penal no Ministério Público de Genebra para que eles possam apurar o crime.
Paralelo a isso, o Ministério Público Federal do Brasil também emitiu uma certidão comprovando que não há no órgão nenhuma apuração dessa suposta conta bancária mantida por mim na Suíça. Desmentindo, mais uma vez, a revista Veja.
Diante destes fatos, volto aqui a questionar os métodos de reportagem da revista. O jornalismo, quando exercido com responsabilidade e profissionalismo, é um dos mais importantes pilares da nossa democracia. Mas não podemos aceitar que crimes sejam cometidos, disfarçados de jornalismo.
Eu sou uma pessoa pública e graças a Deus tenho os recursos para me defender. Mas muita gente não tem. Esse tipo de irresponsabilidade não pode passar em branco. Estou processando a revista Veja e os jornalistas que escreveram a matéria, cobrando uma indenização por danos morais no valor de dez vezes o que eles disseram que eu tinha na Suíça.
Serei sempre a favor da liberdade de expressão, mas, neste caso, se trata de um fato criminoso, e por isso, eles terão que esclarecer à justiça brasileira e suíça quem falsificou esse extrato.
Ser vítima de injustiça é muito ruim, mas, por outro lado, isso serviu para mostrar a falta de ética da Veja, uma revista sem credibilidade, que já sofreu diversos processos e, mesmo assim, não deixa de fazer publicações sem provas. O que ficou bem claro, pela repercussão do assunto, é que as pessoas não consomem mais mentiras sem reagir.
Não posso dizer que fiquei totalmente surpreso com esse ataque, porque eu sabia que isso iria começar. Assumi recentemente a presidência da CPI do Futebol e, ao mesmo tempo, as pesquisas de opinião mostram meu nome à frente na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. A partir do momento em que se mexe com interesses de pessoas poderosas e corruptas, passamos a sofrer intimidação e difamação, uma prática comum dessa galera.
No entanto, se acharam que a matéria me intimidaria, se enganaram completamente. Não fujo de briga e sempre cresci nas guerras. Vamos moralizar o futebol brasileiro, com a ajuda de todo mundo que quer ver transparência e honestidade na condução do esporte preferido do nosso país.
Pra terminar, Sr. Presidente, queria dizer que fizemos ontem a segunda reunião da CPI do Futebol, onde aprovamos alguns requerimentos importantes nesse começo de trabalho. Também tivemos uma reunião com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para solicitar que a CPI do Futebol tenha acesso às informações que serão recebidas da justiça norte-americana, nos processos que correm contra brasileiros e empresas brasileiras naquele país. Estamos avançando a passos largos. Este foi o primeiro gol da CPI.
Aos que estão me vigiando, peço que continuem o trabalho. Porque estou servidor público e devo satisfação aos cariocas e brasileiros. Como bem disse Thomas Jefferson: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. E eu prezo muito pela minha.
Diferente do que disse a revista Veja, o mar sempre esteve, está e continuará para peixe.
Romário mostra os documentos: extrato da Veja é falso e dará processo aqui e na Suíça
5 de agosto de 2015 | 22:38 Autor: Fernando Brito no Tijolaço
Romário prometeu mostrou e mostrou, literalmente, suas cartas.
Publicou hoje em seu site a carta do banco BSI, da Suíça, informando oficialmente que é falso o extrato publicado pela Veja, atribuindo a ele depósitos ilegais de R$ 7,5 milhões.
“Nós estabelecemos como certo que este extrato bancário é falso e que o Sr. Romário de Souza Faria não é o titular desta conta em nosso banco na Suíça. Os fatos que precedem nos parecem constituir diversos delitos penais graves, em particular o “falso nos títulos” (art. 251CP). Diante dos fatos, a BSI SA solicita a abertura imediata de um procedimento penal”.
“A BSI SA lamenta ter que levar ao seu conhecimento os seguintes fatos, que constituem delito penal grave cometido por desconhecido. No dia 24 de julho de 2015, a revista brasileira Veja publicou um artigo, em anexo, sobre o Senador da República Sr. Romário de Souza Faria, ex-jogador de futebol conhecido internacionalmente. A dita revista menciona que o Sr. Romário é titular de uma conta no banco BSI Suíça e publica um extrato bancário de número 032254AA de 1º de janeiro 2015 a 30 de junho 2015. Nós estabelecemos como certo que este extrato bancário é falso e que o Sr. Romário de Souza Faria não é o titular desta conta em nosso banco na Suíça.”
Mais ainda: obteve uma certidão do Ministério Público Federal, onde a Veja disse ter obtido o extrato falso, dizendo que não existe nenhuma investigação contra ele ou sobre a tal contano âmbito da Procuradoria-Geral da República, que é o nível competente para qualquer investigação para senadores, como ele.
O que quer dizer que ou não há este extrato no MP ou ele é obra de algum procurador bandido em conluio com a Veja.
Na tribuna do Senado, Romário anunciou a abertura de processo contra a revista.
Traduzindo: Romário não tinha estes R$ 7,5 milhões.
Mas vai tê-los daqui a algum tempo, se houve Justiça no Brasil, como indenização de uma revista que só não fica desmoralizada porque já está, há muito tempo, pelo tipo de jornalismo bandido que faz, em situações como esta.
Um amigo me manda, por zap, imagem de trecho final da coluna de hoje de Merval Pereira, no Globo.
Merval Pereira se refere, naturalmente, ao Cafezinho e a um post recente, em que revelo a presença de Eduardo Cunha na sede do Jornal O Globo, na Rua Irineu Marinho.
A informação me chegou por fonte de dentro do Globo. Inicialmente eu havia escrito Jardim Botânico, porque pensava ser a sede da TV, mas depois a minha fonte me deu mais detalhes e eu corrigi para rua Irineu Marinho, no centro, onde fica a sede do jornal.
Merval confirma a notícia do Cafezinho e tenta disfarçar, dizendo que não era uma reunião secreta porque foi noticiada no jornal.
Ora, foi noticiada depois que o Cafezinho divulgou, não? E de qualquer forma, o fato de ser secreta não era o mais importante, tanto que, no meu texto, eu ponho secreta entre parênteses e seguido de ponto de interrogação.
Merval me chama de “suposto jornalista”.
Suposto por que, Merval?
Eu tenho registro profissional no Ministério do Trabalho, sou jornalista há mais de quinze anos, e fui eu que divulguei o escândalo de sonegação da Globo.
Merval, covarde e sem caráter, não cita o nome do Cafezinho nem o meu.
O qualificativo “chapa branca” é a babaquice de sempre. O Globo sempre foi o jornal mais chapa branca da história, e dos piores governos: apoiou a ditadura militar, fez a campanha de Collor e sustentou o neoliberalismo tucano.
Eu critico o governo em muitas coisas, a começar pela verba dada à Globo, e por não fazer o necessário enfrentamento político ao principal partido de oposição no país, a própria mídia.
Mas nunca fui nem nunca serei golpista. O povo elegeu, ponto. Tem que esperar outra eleição.
A calhordice de Merval não tem limites. Fala em “um desses blogs que a operação Lava Jato está rastreando”.
Como é que é?
E ainda vem me chamar de “suposto jornalista”?
Eu dou uma notícia verídica, confirmada por ele mesmo, e ele calunia um colega jornalista na maior cara de pau, e eu que sou “suposto jornalista”?
Merval, se eu sou um “suposto jornalista”, você é um bandido!
O meu post, pelo jeito, incomodou.
Eduardo Cunha – obrigado pela confirmação, Merval – foi se encontrar com o próprio Merval Pereira, e foi sim tramar o golpe paraguaio, em conluio com o/a Globo.
Se você entrar no blog do Merval (que aliás fica às moscas) verá que ele tem se dedicado diuturnamente a pregar o golpe.
E aí faz reuniãozinha secreta com Eduardo Cunha?
A menção à Lava Jato mostra a loucura desses caras. Eles querem usar Lava Jato para tudo: para detonar a Petrobrás, a Eletrobrás, nosso projeto nuclear, as grandes empresas de engenharia, e agora, de lambuja, querem usar até mesmo para manchar o trabalho dos únicos que fazem o contraponto à mídia bandida e golpista.
Merval, não tenho orgulho de ser pobre. Também não tenho vergonha. Se eu fosse mais competente, poderia estar melhor de vida, mas tentar associar a Lava Jato a um blogueiro duro como eu, que mora num apartamento de 37 metros quadrados na Lapa, que às duras penas tem levado sozinho um trabalho que as pessoas acham que é feito por dezenas, é muita muita muita! falta de caráter, leviandade e irresponsabilidade jornalística!
Por outro lado, ver o principal colunista de um império midiático atacando um simples blog, me enche de uma saudável e quase alegre indignação, porque mostra que o meu trabalho tem feito a diferença.
Obrigado por isso, Merval.
(Repito a figura abaixo, para os internautas que acessam o blog pelo celular).
As cidades e a cultura: uma reflexão a partir do Movimento Ocupe Estelita
por Juca Ferreira — publicado 05/08/2015Movimentos como esse traduzem uma mudança de comportamento dos movimentos sociais no Brasil: não há salvação sem outra mentalidade, sem uma outra atitude com relação ao meio ambiente urbano
Ocupação cultural do cais Estelita, no Recife
Minha Terra
Saí menino de minha terra. Passei trinta anos longe dela. De vez em quando me diziam: Sua terra está completamente mudada, Tem avenidas, arranha-céus… É hoje uma bonita cidade!
Meu coração ficava pequenino. Revi afinal o meu Recife. Está de fato completamente mudado. Tem avenidas, arranha-céus. É hoje uma cidade bonita. Diabo leve quem pôs bonita a minha terra!
(Manuel Bandeira In Belo Belo, 1948)
*
Os movimentos sociais urbanos vêm, nos últimos anos, em todo o território nacional, extrapolando segmentos sociais, territórios e contextos para articularem-se em torno da agenda do direito à cidade.
Mais do que ter acesso aos recursos do meio ambiente urbano, há nesses movimentos uma mudança de perspectiva: há neles um desejo coletivo de transformar a cidade, remodelando os processos de urbanização, tendo a qualidade de vida como centro articulador, organizando reivindicações que demandam mobilidade, energia, moradia, saúde, educação.
Utopia? Sim, se vista na perspectiva de Boaventura de Sousa Santos, como “oposição da imaginação à necessidade do que existe só porque existe, em nome de algo radicalmente melhor que a humanidade tem o direito de desejar e pelo que vale a pena lutar”.
Foi por não reconhecer a utopia nos arranha-céus e nas novas avenidas de Recife que, lá em 1948, Manuel Bandeira recusou a transformação da sua cidade em favor de um aparentemente novo e aparentemente belo. O mesmo nos diz, quase setenta anos depois, o Ocupe Estelita: “nem tudo que é novo é bom e nem tudo que é novo é novo”, um movimento social por direitos urbanos dos mais perseverantes, ruidosos e desafiadores dos últimos tempos, surgido em 2011 em Recife como reação a um empreendimento imobiliário de grande envergadura.
Não por acaso este movimento ganhou projeção nacional. Ele é resultado de um ponto de saturação de um modelo que atinge todo o Brasil, de uma história de descaso, comum a todas as cidades brasileiras. Há décadas, nossas cidades estão decadentes e colapsadas por um desenvolvimento urbano caótico. Este é um fato. Nossas cidades estão a nos exigir soluções inteligentes para um convívio harmonioso no espaço urbano. Responsabilidade de todos: dos entes federados, de todos os setores socioeconômicos e da cidadania em geral.
Devemos reconhecer que foi a democratização de nosso país, em certa medida, a grande responsável pela gradual mudança de paradigma no urbanismo brasileiro. Vivemos uma cultura política que ao menos nos tem feito ver o tamanho do desafio que temos pela frente.
Aos poucos estamos formando um novo entendimento a respeito da relação entre cidade, cultura e democracia. Depois de décadas de equívocos urbanísticos passamos a ter Planos Diretores, Estatuto para nossas cidades e Plano Nacional de Saneamento, que inclui água, esgotamento, destinação de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais.
Mas ainda são gigantescas as mazelas a extinguir. Temos que admitir. Este é o primeiro passo para a mudança que se deseja. O Ocupe Estelita nos indica que, a partir da participação e do diálogo, podemos ter esperança de ver nascer uma outra cidadania, uma outra relação com a cidade, outro direito a ela. Sinaliza para a possibilidade de conquistarmos um outro nível de pactuação, capaz de requalificar radicalmente o planejamento e os usos de nossos espaços públicos.
Movimentos como o Estelita, que se multiplicam pelo país, traduzem uma mudança de comportamento dos movimentos sociais no Brasil contemporâneo. Há um desejo coletivo de barrar a degradação de nosso tecido urbano. Não há salvação sem outra mentalidade e visão de mundo, sem uma outra atitude com relação ao meio ambiente urbano.
A essa altura, parece óbvia e até mesmo tardia a correlação entre a agenda do Ministério da Cultura e a agenda do direito à cidade, ou entre a política cultural e a política urbana. O Ocupe Estelita mostra a força da cultura como instrumento que dá liga à cidadania.
As cidades, é fato, ainda que com incontáveis problemas, triunfaram sobre o catastrofismo de alguns urbanistas do século passado e hoje aproximam bilhões de pessoas em todo o mundo, não apenas espacialmente, mas sob a forma de práticas culturais, expressões e comportamentos que transitam ativados pelos fluxos globais da comunicação e da economia.
Mesmo com tanta diversidade, múltiplas identidades e distantes realidades, mesmo com distintas utopias e desejo de qualidade de vida, é possível se falar de uma “cultura urbana” em larga escala, ou de uma “condição urbana” em cuja base estão linguagens e ritos de convivência em um espaço público comum que é o espaço da cidadania.
Para além do contexto global, o discurso da política urbana, incluindo a cultura, é hoje mais necessário do que nunca entre nós que estamos vivendo uma crise com raízes profundas. O estado brasileiro dos últimos anos foi capaz de distribuir renda, de universalizar o acesso a muitas das políticas públicas, de realizar maiores investimentos em infraestrutura.
Mas essas transformações ainda não redundaram em uma reconfiguração democrática do nosso território, nem funcional, nem ética e muito menos esteticamente. Ainda mantemos os velhos e mesmos modos de produção e reprodução do espaço urbano.
Quando o lucro imobiliário é parâmetro decisório exclusivo, desaparecem as possibilidades de interlocução e de conciliação da cidade existente com a dinâmica da cidade que se renova. Não podemos perder a chance de que novos padrões de urbanidade se estabeleçam, que sejam democráticos e inclusivos. O que se vê num país que tanto alardeia sua diversidade cultural é, de norte a sul, de leste a oeste, a homogeneização radical de nossas cidades.
Uma homogeneização do tecido urbano, bom que se diga, sempre associada à hegemonia quase unilateral do capital, e que vem resultando em progressiva perda da nossa qualidade de vida. Atributos como escala e proporções, espaço público amigável, e receptivo à multiplicidades de usos e de práticas, vão ficando definitivamente esquecidos, retidos apenas como fragmentos na nossa memória, a partir de umas poucas cidades tradicionais ou de esparsas áreas tombadas.
Não podemos ficar reféns dos interesses exclusivistas do capital imobiliário. O problema, por todos os ângulos que se olha, é complexo e a abordagem cultural está longe de ser a única capaz de decifrá-lo e de oferecer instrumentos para enfrentá-lo.
O Ocupe Estelita eleva o debate político e cultural no contexto urbano brasileiro, evidencia uma cidade exaurida, uma Recife encurralada por leis urbanísticas que não se apropriam dos instrumentos compensatórios previstos pelo Estatuto da Cidade e que permitem um adensamento e verticalização incompatíveis com uma urbanidade sustentável.
A falta de cumprimento dos marcos legais existentes – atropelados pela lógica do lucro, além da insuficiência dos mesmos para dar conta de uma nova cidadania e da falta de eco sobre as lideranças e instituições locais fizeram com que esse movimento social recorresse ao Ministério da Cultura e ao Iphan, buscando ancorar seu desejo de alcançar uma melhor solução para a área, de início propondo o tombamento do Cais Estelita como sítio histórico da memória ferroviária.
O Iphan vem analisando a argumentação apresentada, mas sabe que dificilmente encontrará elementos para rever análises sobre o acervo ferroviário remanescente, ao que tudo indica, insuficiente para ser considerado como um patrimônio cultural e também para dar sustentação a um tombamento federal.
Prossegue o clamor por uma solução que, à luz da competência concorrente dos entes federativos sobre o patrimônio, não pode prescindir de um pacto que envolva um amplo conjunto de atores no ambiente local, sobretudo o executivo e a câmara de vereadores municipal, principais gestores desse vasto território. Somente instrumentos compartilhados poderão ser efetivos de fato e permitir que a municipalidade também assimile os princípios de proteção da paisagem, alargando o campo de ação dos instrumentos de política urbana e do planejamento da ocupação de seus espaços.
É preciso reconhecer que os movimentos sociais explicitam o apreço coletivo pelos valores da cidade, que há neles vigor criativo e desejo genuíno de influir nos destinos do lugar onde se vive. É a sociedade assumindo o protagonismo do lugar. Mais do que um incômodo, esse deveria ser o caminho para se construir algo efetivamente novo.
É mesmo imprescindível a participação cidadã. Os caminhos da democracia, enfim, passam inevitavelmente pelo diálogo entre os movimentos sociais e as diversas instituições públicas e privadas, sobretudo com o governo municipal e sua câmara de vereadores, a quem constitucionalmente cabe a gestão do território.
A angústia de uma Recife enclausurada, cinza e claustrofóbica, que se tornou tema recorrente no cinema da nova geração pernambucana, precisa dar lugar à cidade reconciliada com o ambiente de diversidade e fertilidade que a envolve pelo mangue, pelos rios, pelos arrecifes e pelos séculos de riqueza cultural acumulada.
O Ministério da Cultura tem olhos e ouvidos presentes na construção desse projeto.
Que os clubes de futebol precisavam ser cobrados pelas suas enormes dívidas, ninguém discute. E que deveria ser feito um trabalho para facilitar essa dívida sem fim, muito menos.
São milhões e milhões de dívidas tributárias e trabalhistas só nas mãos dos 12 maiores – só os 4 grandes do RJ devem dever hoje mais de 1,7 BIlhão.
Agora…criar uma MP para isentar 70% das multas, 40% dos juros e 100% dos encargos legais é chamar de idiota os times que pagaram em dia suas obrigações!
Por que abrir mão de tanto dinheiro? Por que beneficiar esses clubes e arcar com o prejuízo?
Paulo Pimenta lembra que Polícia Federal pediu prisão de 26 pessoas, mas magistrado responsável pela condução do caso negou prisões e diligências, como se o Brasil tivesse “duas justiças”
São Paulo – A substituição do juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, que conduzia a Operação Zelotes, pela magistrada Marianne Borré, na semana passada, pode apontar para importante mudança no processo e na “rede de proteção e de abafa” em torno das investigações relativas ao caso. A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, aceitou a denúncia contida em representação do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), no Conselho Nacional de Justiça, questionando as recorrentes decisões do juiz Leite na Zelotes.
Pimenta, relator da subcomissão da Câmara que monitora as investigações sobre a corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), afirma esperar que o afastamento e substituição do juiz Leite e o acatamento, pelo CNJ, da representação “revelem uma mudança de postura” em relação à Zelotes.
“Quando a operação foi desencadeada, a Polícia Federal pediu a prisão de 26 pessoas. Mas o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília (Ricardo Leite) negou as prisões e também as diligências solicitadas. É um comportamento distinto do que a Justiça tem adotado no Brasil em outros casos”, diz Paulo Pimenta.
Ele lembra que, depois, o juiz negou pedido de reconsideração da PF, com apoio do Ministério Público Federal, mesmo com o argumento de que as prisões eram essenciais para o sucesso da investigação. “E apesar de ter sido pedida a quebra de sigilos na investigação, como tem sido feito em várias operações em curso no país, o juiz manteve o sigilo.”
Leite foi objeto de outra representação (além da apresentada pelo deputado), do Ministério Público Federal na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Para Pimenta, o fato de a corregedora ter acatado a representação é revelador. “Não é comum o CNJ aceitar uma denúncia. Isso revela que existem indícios. Se tivéssemos aceitado essa rede de abafa, isso tudo estaria fadado ao arquivamento, como outros casos, que quando não interessam às elites não ganham repercussão.”
Deflagrada em março deste ano, a Operação Zelotes investiga a manipulação de processos e julgamentos de pessoas jurídicas autuadas pela Receita Federal. As organizações (empresas, escritórios de advocacia e contabilidade) supostamente corrompiam ou tinham grande influência sobre membros do Carf, responsáveis pelos processos.
A operação Zelotes apura um esquema de corrupção avaliado atualmente em R$ 20 bilhões, relativos a 74 julgamentos do Carf que o Ministério Público e a PF consideram suspeitos. O Carf tem atualmente mais de R$ 500 bilhões pendentes de julgamento. Espera-se que a denúncia de entre 20 e 30 pessoas seja feita em agosto, incluindo membros de grandes empresas.
“Existe uma conduta absolutamente distinta entre o caso da Zelotes e outros, como a Lava Jato, como se estivéssemos vivendo em dois países, com duas Justiças”, diz Pimenta. “Todos os procedimentos que foram adotados na Lava Jato foram negados pela 10ª Vara (caso Zelotes). Ficou tão evidente, que o próprio Ministério Público fez uma representação na Corregedoria da Justiça Federal.”
O preço da cesta básica caiu em 11 das 18 capitais pesquisadas em julho pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores quedas ocorreram em Belém (-4,76%), Manaus (-3,27%), Natal (-3,03%) e no Recife (-2,87%). Nos últimos 12 meses, todas as cidades registram alta no valor do conjunto de alimentos básicos – com destaque para Aracaju, Campo Grande e Brasília –, assim como no acumulado dos sete primeiros meses de 2015, com altas variando entre 6,28%, em Manaus, e 18,70%, em Fortaleza e Salvador.
São Paulo continua com a cesta mais cara, no valor de R$ 395,83. Em seguida, estão Porto Alegre (R$ 383,22), Florianópolis (R$ 376,69) e o Rio de Janeiro (R$ 372,24). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 285,44), Natal (R$ 293,58) e João Pessoa (R$ 306,53). Os itens pão francês, açúcar, leite e carne bovina tiveram predominância de alta. Em contrapartida, os preços do óleo de soja e do tomate recuaram na maioria das capitais.
O pão francês continuou em alta em 16 das 18 capitais pesquisadasArquivo/Agência Brasil
O pão francês, por exemplo, continuou em alta no último mês em 16 cidades, com percentuais que variam entre 0,09%, no Rio de Janeiro, e 4,24%, em Belo Horizonte. Houve diminuição apenas em Aracaju (-1,96%) e Goiânia (-0,11%). A alta resulta, segundo o Dieese, das chuvas na Região Sul que destruíram parte da lavoura de trigo, diminuindo a oferta do produto nacionalmente. Por outro lado, o trigo importado ficou mais caro por causa da elevação do dólar.
O óleo de soja, por outro lado, teve o preço reduzido em 17 cidades. Apenas Aracaju apresentou alta, de 5,21%. As quedas variaram entre 3,15%, em Campo Grande, e 0,28%, em João Pessoa. Em 12 meses, o valor do óleo caiu em 13 cidades. O custo do tomate também diminui. Doze cidades apresentaram retração, com destaque para Natal (-21,49%), o Recife (-20,88%), João Pessoa (-18,60%) e Belém (-16,49%).
Segundo a Constituição, o salário mínimo deve suprir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência. Para o Dieese, em julho, o mínimo ideal deveria ser R$ 3.325,37. O valor equivale a 4,22 vezes o mínimo atual, de R$ 788. Esse cálculo é feito considerando o valor da cesta mais cara (São Paulo) para uma família de quatro pessoas.
Em junho, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.299,66, o que equivalia a 4,19 vezes o piso vigente. Em julho do ano passado, o valor necessário para cobrir as despesas de uma família era R$ 2.915,07 ou 4,03 vezes o salário mínimo da época (R$ 724).
Vinte e uma térmicas serão desligadas a partir da zero hora de sábado. Decisão trará uma economia ao País de R$ 5,5 bilhões
O Ministério de Minas e Energia informou nesta quarta-feira (5) que a partir da zero hora de sábado (8) serão desligadas as usinas térmicas com custo variável único (CVU) acima de R$ 600/MWh. A medida afasta o risco de déficit de energia e representa uma redução de R$ 5,5 bilhões ao custo mensal de operação (CMO) em 2015.
A medida pode significar uma redução nas tarifas de energia elétrica para o consumidor. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá fazer análises para indicar se haverá mudança da bandeira vermelha para a amarela. “A Aneel tomou a decisão correta da bandeira para agosto. Nos próximos dias, a Aneel vai estudar para apontar qual será a conduta para as bandeiras”, disse o ministro.
De acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), serão desligadas 21 usinas, o que corresponde a uma redução de geração da ordem de 2.000 MW médios de energia – quantidade suficiente para abastecer 2,7 milhões de domicílios.
A medida foi proposta pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), devido à evolução das condições hidroenergéticas do Sistema Interligado Nacional (SIN), com a expectativa de se atingir níveis de armazenamento da ordem de 30% nas Regiões Sudeste/ Centro-Oeste, ao final de novembro de 2015.
O CMSE decidiu que o ONS deverá continuar acompanhando as condições hidroenergéticas do SIN, para propor ao comitê a definição da geração térmica necessária para a garantia do atendimento energético do sistema.
Serão desligadas as Usinas Térmicas Igarapé, Termonorte 2, Bahia I, Sepé Tiaraju, Palmeiras do Goiás, Enguias, Araucária, Muricy, Arembepe, Nutepa, Daia, Petrolina, Goiânia 2, Camaçari, Carioba, Brasília, Potiguar, Potiguar III, Pau Ferro, Termomanaus e Xavantes.
Segundo a nota informativa divulgada pelo colegiado, o risco de qualquer déficit de energia, considerando o despacho das térmicas pela ordem de mérito, é de 1,2% para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, e de 0% no Nordeste. Considerando o despacho das térmicas com o CVU até R$ 600/MWh, os valores de risco seguem em 0% nessas regiões.
Bandeiras tarifárias
Bandeira verde: a tarifa não sofre nenhum acréscimo; Bandeira amarela: a tarifa sofre acréscimo de R$ 0,025 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos; Bandeira vermelha: a tarifa sobre acréscimo de R$ 0,055 para cada quilowatt-hora kWh consumidos.
ejcs
6 de agosto de 2015 3:29 amEfeito da manipulação dos motores de busca nas eleições
Artigo apresenta evidência de 5 experimentos em dois países sobre o efeito da manipulação de motores de busca nas eleições. Imagine se alguém resolve fazer o mesmo experimento no Brasil, usando não apenas os motores de busca mas tb a mídia corporativa.
Significance
We present evidence from five experiments in two countries suggesting the power and robustness of the search engine manipulation effect (SEME). Specifically, we show that (i) biased search rankings can shift the voting preferences of undecided voters by 20% or more, (ii) the shift can be much higher in some demographic groups, and (iii) such rankings can be masked so that people show no awareness of the manipulation. Knowing the proportion of undecided voters in a population who have Internet access, along with the proportion of those voters who can be influenced using SEME, allows one to calculate the win margin below which SEME might be able to determine an election outcome.
http://www.pnas.org/content/early/2015/08/03/1419828112.abstract
romério rômulo
6 de agosto de 2015 3:33 amabraço.
http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/191798/Contra-%C3%B3dio-Instituto-Lula-ter%C3%A1-abra%C3%A7o-simb%C3%B3lico.htm
romério
romério rômulo
6 de agosto de 2015 4:10 amo trambique bilionário da turma do FHC: 5 bilhões de reais
câmbio de 1999:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/08/1664893-ex-diretores-do-bc-sao-condenados-a-pagar-quase-r-5-bilhoes.shtml
romério
ps. encontrar esta notícia na Folha exigiu fervor e orações. eles não gostam de chatear o príncipe.
nilo
6 de agosto de 2015 4:25 am16 anos depois,
EX-DIRETORES
16 anos depois,
EX-DIRETORES DO BANCO CENTRAL SÃO CONDENADOS A PAGAR QUASE R$ 5 BILHÕES
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/08/1664893-ex-diretores-do-bc-sao-condenados-a-pagar-quase-r-5-bilhoes.shtml
/TITULO
// BEGIN
Paula Giolito/Folhapress
DE BRASÍLIA
DATA05/08/2015/DATA HORA17p7/HORA – Atualizado às 19p6
Ex-diretores do Banco Central em 1999 e o banco FonteCindam foram condenados a devolver pouco mais de R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos por causa de prejuízos causados em operações de compra e venda de dólares em 1999. Além disso, terão que pagar multas superiores a R$ 1 bilhão.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (5) pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e cabe recurso. O caso ficou conhecido como escândalo Marka-FonteCindam. Eles teriam sido beneficiados com a venda de dólares por valor mais barato que o preço de mercado. O dono do Marka, Salvatore Cacciola, foi condenado e preso por causa dessas operações.
Dezesseis anos depois, o TCU encerrou a primeira fase do processo que apura quem são os responsáveis e o valor do prejuízo aos cofres públicos com essa operação.
Os condenados são Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central; os ex-diretores do FonteCindam Roberto Jose Steinfeld (já falecido), Fernando Cesar Oliveira de Carvalho e Luiz Antonio Andrade Gonçalves; os ex-diretores do Banco Central Claudio Ness Mauch e Demosthenes Madureira de Pinho Neto; e o banco FonteCindam. Um outro processo julgará o caso do banco Marka.
Além de devolver o dinheiro considerado desviado, os ex-diretores terão que pagar multa individual de R$ 1 milhão. Já para o banco, a multa individual foi de R$ 1 bilhão. Os bens dos responsáveis foram bloqueados. Segundo dados do Banco Central, dois bancos já não operam mais no mercado financeiro.
A relatora do processo, ministra Ana Arraes, entendeu que não era legal e não teve qualquer justificativa o que ela chamou de “socorro personalíssimo” aos bancos, que foi superior a R$ 1,3 bilhão.
Em menos de um mês, o Banco Central teve que arcar com um prejuízo de R$ 522 milhões por essas operações. Os valores corrigidos pela inflação e com juros fazem com que o valor do prejuízo ultrapasse os R$ 3,7 bilhões. Esse prejuízo é dividido entre todos os responsáveis.
“Não foram observados os princípios da publicidade e da impessoalidade [nos atos do BC]”, disse a relatora classificando-os de “abusivos e ilegais”.
A advogada Evie Nogueira e Malafaia, que defende o banco FonteCindam e seus representantes, pediu para que o processo fosse reavaliado pela área técnica devido à falta de análise de documentos da defesa, o que não foi aceito pelos ministros do TCU.
A advogada defendeu que o banco não deveria ser condenado porque não “houve socorro financeiro” ao banco já que ele não estava em risco e a operação não causou prejuízo.
“A operação era regular e amparada pela legislação”, afirmou Evie lembrando que perícias apontaram que não houve prejuízo ao erário.
Artur Lima Guedes, que defende ex-diretores do BC, disse que as operações se justificaram pela crise porque o país passava e que as regras da época obrigava o BC a vender dólares pelos valores comprados pelos bancos. Ele também defendeu que não houve prejuízo ao erário.
“Eles buscaram nada mais que evitar o aprofundamento da crise”, disse Guedes dizendo que a ação dos servidores foi legítima.
O Banco Central informou que “embora não seja parte no processo, avaliará as conclusões tão logo seja publicado o acórdão”.
O CASO
O caso começou com a chamada crise cambial de 1999, quando o governo teve que desvalorizar o real para evitar que o país não tivesse recursos para pagar dívidas de curto prazo. O BC, então, elevou o teto da cotação do dólar de R$ 1,22 a R$ 1,32.
Naquele momento, o banco de Cacciola tinha 20 vezes seu patrimônio líquido aplicado em contratos de venda no mercado futuro de dólar. Com o revés, Cacciola não teve como honrar os compromissos e pediu ajuda ao BC.
Sob a alegação de evitar uma quebradeira no mercado — que acabou ocorrendo —, o BC vendeu dólar mais barato ao Marka e ao FonteCindam, ajuda que causou o prejuízo apontado agora ao TCU.
Em 2000, o Ministério Público pediu a prisão preventiva de Cacciola com receio de que o ex-banqueiro deixasse o país. Ele ficou na cadeia 37 dias, mas fugiu no mesmo ano, após receber liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello — revogada em seguida.
Pouco tempo depois de se descobrir o paradeiro do ex-banqueiro, o governo brasileiro teve o pedido negado pela Itália, que alegou o fato de ele ter a cidadania italiana.
Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.
O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois entraram com recurso e respondem o processo em liberdade.
Também foram condenados na mesma sentença outros dirigentes do BC: Cláudio Mauch, Demosthenes Madureira de Pinho Neto, Luiz Augusto Bragança (cinco anos em regime semi-aberto), Luiz Antonio Gonçalves (dez anos) e Roberto José Steinfeld (dez anos). Os recursos estão em análise no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O Banco Central também tem processos administrativos sobre os bancos, seus controladores e diretores por exposição indevida a riscos e gestão temerária.
basílio
6 de agosto de 2015 4:52 amBoimate, e falso extrato, retrato de um jornalismo rasteiro
DO FALSO EXTRATO BANCARIO
Fonte: Site do Romario
http://www.romario.org/news/all/discurso-em-resposta-a-revista-veja/
Discurso: Romário desmente Veja no Senado
Senhor Presidente, Senhoras Senadoras, Senhores Senadores,
Eu vim aqui relatar um episódio que aconteceu nos últimos dias. Tive uma amostra, embora essa não tenha sido a primeira, do que há de pior no jornalismo, que se manifesta quando alguns profissionais pensam que detêm a exclusividade da informação e da verdade. Este pensamento arrogante, aliado ao mau-caratismo e movido por interesses escusos, pode ter efeitos devastadores na vida de qualquer cidadão, especialmente, quando praticado por um grande veículo de comunicação.
Há duas semanas, os jornalistas Leslei Leitão e Thiago Prado – da revista Veja – me procuraram alegando ter em mãos o extrato de uma conta minha no Banco BSI, na Suíça, com o saldo de 7 milhões e meio de reais. Fui enfático ao responder. Disse que não tinha a conta mencionada e nenhuma relação com aquele banco, consequentemente, o extrato não poderia existir. Mas eles insistiram na veracidade do documento. Eu, então, ironizei: se o dinheiro for meu, eu vou buscar.
Mesmo diante da minha negativa, os jornalistas não tiveram a prudência de investigar e apurar com afinco a veracidade do documento. Eles resolveram publicar uma matéria mentirosa e difamatória, baseados unicamente num documento falso, sem nenhuma comprovação, intitulada: “O Mar não está para peixe!”
A publicação rapidamente se espalhou, foi reproduzida por inúmeros jornais no Brasil e no mundo. Recebi milhares de questionamentos – não pela origem do dinheiro, porque graças a Deus, tenho uma condição financeira confortável fruto do meu trabalho fora da política – mas pelo fato da quantia não ter sido declarada à Receita Federal. Diante da grande repercussão e do meu compromisso público com milhões de brasileiros, peguei um avião e viajei até a Suíça pra passar a limpo a história, obviamente, pagando todas as despesas do meu bolso.
Naquele país, constitui dois advogados em Genebra, onde cheguei acompanhado por minha ex-mulher Isabella, hoje amiga, que é fluente em francês e pode auxiliar com o idioma. Nessa reunião os representantes do BSI confirmaram que o extrato é falso e que eu não tenho nenhum vínculo com a instituição financeira, muito menos uma conta. Imediatamente comuniquei a todos, por minhas redes sociais, a veracidade dos fatos.
Hoje recebi do banco suíço BSI a confirmação definitiva de que o extrato da suposta conta bancária – com o saldo de R$ 7 milhões e meio de reais – em meu nome, é falso. Com essa constatação de grave delito penal, o banco também me comunicou que fez uma queixa penal no Ministério Público de Genebra para que eles possam apurar o crime.
Paralelo a isso, o Ministério Público Federal do Brasil também emitiu uma certidão comprovando que não há no órgão nenhuma apuração dessa suposta conta bancária mantida por mim na Suíça. Desmentindo, mais uma vez, a revista Veja.
Diante destes fatos, volto aqui a questionar os métodos de reportagem da revista. O jornalismo, quando exercido com responsabilidade e profissionalismo, é um dos mais importantes pilares da nossa democracia. Mas não podemos aceitar que crimes sejam cometidos, disfarçados de jornalismo.
Eu sou uma pessoa pública e graças a Deus tenho os recursos para me defender. Mas muita gente não tem. Esse tipo de irresponsabilidade não pode passar em branco. Estou processando a revista Veja e os jornalistas que escreveram a matéria, cobrando uma indenização por danos morais no valor de dez vezes o que eles disseram que eu tinha na Suíça.
Serei sempre a favor da liberdade de expressão, mas, neste caso, se trata de um fato criminoso, e por isso, eles terão que esclarecer à justiça brasileira e suíça quem falsificou esse extrato.
Ser vítima de injustiça é muito ruim, mas, por outro lado, isso serviu para mostrar a falta de ética da Veja, uma revista sem credibilidade, que já sofreu diversos processos e, mesmo assim, não deixa de fazer publicações sem provas. O que ficou bem claro, pela repercussão do assunto, é que as pessoas não consomem mais mentiras sem reagir.
Não posso dizer que fiquei totalmente surpreso com esse ataque, porque eu sabia que isso iria começar. Assumi recentemente a presidência da CPI do Futebol e, ao mesmo tempo, as pesquisas de opinião mostram meu nome à frente na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. A partir do momento em que se mexe com interesses de pessoas poderosas e corruptas, passamos a sofrer intimidação e difamação, uma prática comum dessa galera.
No entanto, se acharam que a matéria me intimidaria, se enganaram completamente. Não fujo de briga e sempre cresci nas guerras. Vamos moralizar o futebol brasileiro, com a ajuda de todo mundo que quer ver transparência e honestidade na condução do esporte preferido do nosso país.
Pra terminar, Sr. Presidente, queria dizer que fizemos ontem a segunda reunião da CPI do Futebol, onde aprovamos alguns requerimentos importantes nesse começo de trabalho. Também tivemos uma reunião com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para solicitar que a CPI do Futebol tenha acesso às informações que serão recebidas da justiça norte-americana, nos processos que correm contra brasileiros e empresas brasileiras naquele país. Estamos avançando a passos largos. Este foi o primeiro gol da CPI.
Aos que estão me vigiando, peço que continuem o trabalho. Porque estou servidor público e devo satisfação aos cariocas e brasileiros. Como bem disse Thomas Jefferson: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. E eu prezo muito pela minha.
Diferente do que disse a revista Veja, o mar sempre esteve, está e continuará para peixe.
Era isso o que tinha a dizer.
Muito obrigado.
Mailson
6 de agosto de 2015 6:22 amRomário detona a revista Veja
Romário mostra os documentos: extrato da Veja é falso e dará processo aqui e na Suíça
5 de agosto de 2015 | 22:38 Autor: Fernando Brito no Tijolaço
Romário prometeu mostrou e mostrou, literalmente, suas cartas.
Publicou hoje em seu site a carta do banco BSI, da Suíça, informando oficialmente que é falso o extrato publicado pela Veja, atribuindo a ele depósitos ilegais de R$ 7,5 milhões.
“Nós estabelecemos como certo que este extrato bancário é falso e que o Sr. Romário de Souza Faria não é o titular desta conta em nosso banco na Suíça. Os fatos que precedem nos parecem constituir diversos delitos penais graves, em particular o “falso nos títulos” (art. 251CP). Diante dos fatos, a BSI SA solicita a abertura imediata de um procedimento penal”.
Mais: publicou também a comunicação do banco a Olivier Jornot, Procurador-Geral do Ministério Público daquele país, pedindo a abertura de investigação criminal sobre a falsificação:
“A BSI SA lamenta ter que levar ao seu conhecimento os seguintes fatos, que constituem delito penal grave cometido por desconhecido.
No dia 24 de julho de 2015, a revista brasileira Veja publicou um artigo, em anexo, sobre o Senador da República Sr. Romário de Souza Faria, ex-jogador de futebol conhecido internacionalmente. A dita revista menciona que o Sr. Romário é titular de uma conta no banco BSI Suíça e publica um extrato bancário de número 032254AA de 1º de janeiro 2015 a 30 de junho 2015.
Nós estabelecemos como certo que este extrato bancário é falso e que o Sr. Romário de Souza Faria não é o titular desta conta em nosso banco na Suíça.”
Mais ainda: obteve uma certidão do Ministério Público Federal, onde a Veja disse ter obtido o extrato falso, dizendo que não existe nenhuma investigação contra ele ou sobre a tal contano âmbito da Procuradoria-Geral da República, que é o nível competente para qualquer investigação para senadores, como ele.
O que quer dizer que ou não há este extrato no MP ou ele é obra de algum procurador bandido em conluio com a Veja.
Na tribuna do Senado, Romário anunciou a abertura de processo contra a revista.
Traduzindo: Romário não tinha estes R$ 7,5 milhões.
Mas vai tê-los daqui a algum tempo, se houve Justiça no Brasil, como indenização de uma revista que só não fica desmoralizada porque já está, há muito tempo, pelo tipo de jornalismo bandido que faz, em situações como esta.
Gilberto Cruvinel
6 de agosto de 2015 7:19 amValeu pela confirmação, Merval!
do blog O Cafezinho – 05/08/2015
Um amigo me manda, por zap, imagem de trecho final da coluna de hoje de Merval Pereira, no Globo.
Merval Pereira se refere, naturalmente, ao Cafezinho e a um post recente, em que revelo a presença de Eduardo Cunha na sede do Jornal O Globo, na Rua Irineu Marinho.
A informação me chegou por fonte de dentro do Globo. Inicialmente eu havia escrito Jardim Botânico, porque pensava ser a sede da TV, mas depois a minha fonte me deu mais detalhes e eu corrigi para rua Irineu Marinho, no centro, onde fica a sede do jornal.
Merval confirma a notícia do Cafezinho e tenta disfarçar, dizendo que não era uma reunião secreta porque foi noticiada no jornal.
Ora, foi noticiada depois que o Cafezinho divulgou, não? E de qualquer forma, o fato de ser secreta não era o mais importante, tanto que, no meu texto, eu ponho secreta entre parênteses e seguido de ponto de interrogação.
Merval me chama de “suposto jornalista”.
Suposto por que, Merval?
Eu tenho registro profissional no Ministério do Trabalho, sou jornalista há mais de quinze anos, e fui eu que divulguei o escândalo de sonegação da Globo.
Merval, covarde e sem caráter, não cita o nome do Cafezinho nem o meu.
O qualificativo “chapa branca” é a babaquice de sempre. O Globo sempre foi o jornal mais chapa branca da história, e dos piores governos: apoiou a ditadura militar, fez a campanha de Collor e sustentou o neoliberalismo tucano.
Eu critico o governo em muitas coisas, a começar pela verba dada à Globo, e por não fazer o necessário enfrentamento político ao principal partido de oposição no país, a própria mídia.
Mas nunca fui nem nunca serei golpista. O povo elegeu, ponto. Tem que esperar outra eleição.
A calhordice de Merval não tem limites. Fala em “um desses blogs que a operação Lava Jato está rastreando”.
Como é que é?
E ainda vem me chamar de “suposto jornalista”?
Eu dou uma notícia verídica, confirmada por ele mesmo, e ele calunia um colega jornalista na maior cara de pau, e eu que sou “suposto jornalista”?
Merval, se eu sou um “suposto jornalista”, você é um bandido!
O meu post, pelo jeito, incomodou.
Eduardo Cunha – obrigado pela confirmação, Merval – foi se encontrar com o próprio Merval Pereira, e foi sim tramar o golpe paraguaio, em conluio com o/a Globo.
Se você entrar no blog do Merval (que aliás fica às moscas) verá que ele tem se dedicado diuturnamente a pregar o golpe.
E aí faz reuniãozinha secreta com Eduardo Cunha?
A menção à Lava Jato mostra a loucura desses caras. Eles querem usar Lava Jato para tudo: para detonar a Petrobrás, a Eletrobrás, nosso projeto nuclear, as grandes empresas de engenharia, e agora, de lambuja, querem usar até mesmo para manchar o trabalho dos únicos que fazem o contraponto à mídia bandida e golpista.
Merval, não tenho orgulho de ser pobre. Também não tenho vergonha. Se eu fosse mais competente, poderia estar melhor de vida, mas tentar associar a Lava Jato a um blogueiro duro como eu, que mora num apartamento de 37 metros quadrados na Lapa, que às duras penas tem levado sozinho um trabalho que as pessoas acham que é feito por dezenas, é muita muita muita! falta de caráter, leviandade e irresponsabilidade jornalística!
Por outro lado, ver o principal colunista de um império midiático atacando um simples blog, me enche de uma saudável e quase alegre indignação, porque mostra que o meu trabalho tem feito a diferença.
Obrigado por isso, Merval.
(Repito a figura abaixo, para os internautas que acessam o blog pelo celular).
Odonir Oliveira
6 de agosto de 2015 7:26 amDa Carta Capital
As cidades e
Da Carta Capital
As cidades e a cultura: uma reflexão a partir do Movimento Ocupe Estelita
por Juca Ferreira — publicado 05/08/2015Movimentos como esse traduzem uma mudança de comportamento dos movimentos sociais no Brasil: não há salvação sem outra mentalidade, sem uma outra atitude com relação ao meio ambiente urbano
Ocupação cultural do cais Estelita, no Recife
Minha Terra
Saí menino de minha terra.
Passei trinta anos longe dela.
De vez em quando me diziam:
Sua terra está completamente mudada,
Tem avenidas, arranha-céus…
É hoje uma bonita cidade!
Meu coração ficava pequenino.
Revi afinal o meu Recife.
Está de fato completamente mudado.
Tem avenidas, arranha-céus.
É hoje uma cidade bonita.
Diabo leve quem pôs bonita a minha terra!
(Manuel Bandeira In Belo Belo, 1948)
*
Os movimentos sociais urbanos vêm, nos últimos anos, em todo o território nacional, extrapolando segmentos sociais, territórios e contextos para articularem-se em torno da agenda do direito à cidade.
Mais do que ter acesso aos recursos do meio ambiente urbano, há nesses movimentos uma mudança de perspectiva: há neles um desejo coletivo de transformar a cidade, remodelando os processos de urbanização, tendo a qualidade de vida como centro articulador, organizando reivindicações que demandam mobilidade, energia, moradia, saúde, educação.
Utopia? Sim, se vista na perspectiva de Boaventura de Sousa Santos, como “oposição da imaginação à necessidade do que existe só porque existe, em nome de algo radicalmente melhor que a humanidade tem o direito de desejar e pelo que vale a pena lutar”.
Foi por não reconhecer a utopia nos arranha-céus e nas novas avenidas de Recife que, lá em 1948, Manuel Bandeira recusou a transformação da sua cidade em favor de um aparentemente novo e aparentemente belo. O mesmo nos diz, quase setenta anos depois, o Ocupe Estelita: “nem tudo que é novo é bom e nem tudo que é novo é novo”, um movimento social por direitos urbanos dos mais perseverantes, ruidosos e desafiadores dos últimos tempos, surgido em 2011 em Recife como reação a um empreendimento imobiliário de grande envergadura.
Não por acaso este movimento ganhou projeção nacional. Ele é resultado de um ponto de saturação de um modelo que atinge todo o Brasil, de uma história de descaso, comum a todas as cidades brasileiras. Há décadas, nossas cidades estão decadentes e colapsadas por um desenvolvimento urbano caótico. Este é um fato. Nossas cidades estão a nos exigir soluções inteligentes para um convívio harmonioso no espaço urbano. Responsabilidade de todos: dos entes federados, de todos os setores socioeconômicos e da cidadania em geral.
Devemos reconhecer que foi a democratização de nosso país, em certa medida, a grande responsável pela gradual mudança de paradigma no urbanismo brasileiro. Vivemos uma cultura política que ao menos nos tem feito ver o tamanho do desafio que temos pela frente.
Aos poucos estamos formando um novo entendimento a respeito da relação entre cidade, cultura e democracia. Depois de décadas de equívocos urbanísticos passamos a ter Planos Diretores, Estatuto para nossas cidades e Plano Nacional de Saneamento, que inclui água, esgotamento, destinação de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais.
Mas ainda são gigantescas as mazelas a extinguir. Temos que admitir. Este é o primeiro passo para a mudança que se deseja. O Ocupe Estelita nos indica que, a partir da participação e do diálogo, podemos ter esperança de ver nascer uma outra cidadania, uma outra relação com a cidade, outro direito a ela. Sinaliza para a possibilidade de conquistarmos um outro nível de pactuação, capaz de requalificar radicalmente o planejamento e os usos de nossos espaços públicos.
Movimentos como o Estelita, que se multiplicam pelo país, traduzem uma mudança de comportamento dos movimentos sociais no Brasil contemporâneo. Há um desejo coletivo de barrar a degradação de nosso tecido urbano. Não há salvação sem outra mentalidade e visão de mundo, sem uma outra atitude com relação ao meio ambiente urbano.
A essa altura, parece óbvia e até mesmo tardia a correlação entre a agenda do Ministério da Cultura e a agenda do direito à cidade, ou entre a política cultural e a política urbana. O Ocupe Estelita mostra a força da cultura como instrumento que dá liga à cidadania.
As cidades, é fato, ainda que com incontáveis problemas, triunfaram sobre o catastrofismo de alguns urbanistas do século passado e hoje aproximam bilhões de pessoas em todo o mundo, não apenas espacialmente, mas sob a forma de práticas culturais, expressões e comportamentos que transitam ativados pelos fluxos globais da comunicação e da economia.
Mesmo com tanta diversidade, múltiplas identidades e distantes realidades, mesmo com distintas utopias e desejo de qualidade de vida, é possível se falar de uma “cultura urbana” em larga escala, ou de uma “condição urbana” em cuja base estão linguagens e ritos de convivência em um espaço público comum que é o espaço da cidadania.
Para além do contexto global, o discurso da política urbana, incluindo a cultura, é hoje mais necessário do que nunca entre nós que estamos vivendo uma crise com raízes profundas. O estado brasileiro dos últimos anos foi capaz de distribuir renda, de universalizar o acesso a muitas das políticas públicas, de realizar maiores investimentos em infraestrutura.
Mas essas transformações ainda não redundaram em uma reconfiguração democrática do nosso território, nem funcional, nem ética e muito menos esteticamente. Ainda mantemos os velhos e mesmos modos de produção e reprodução do espaço urbano.
Quando o lucro imobiliário é parâmetro decisório exclusivo, desaparecem as possibilidades de interlocução e de conciliação da cidade existente com a dinâmica da cidade que se renova. Não podemos perder a chance de que novos padrões de urbanidade se estabeleçam, que sejam democráticos e inclusivos. O que se vê num país que tanto alardeia sua diversidade cultural é, de norte a sul, de leste a oeste, a homogeneização radical de nossas cidades.
Uma homogeneização do tecido urbano, bom que se diga, sempre associada à hegemonia quase unilateral do capital, e que vem resultando em progressiva perda da nossa qualidade de vida. Atributos como escala e proporções, espaço público amigável, e receptivo à multiplicidades de usos e de práticas, vão ficando definitivamente esquecidos, retidos apenas como fragmentos na nossa memória, a partir de umas poucas cidades tradicionais ou de esparsas áreas tombadas.
Não podemos ficar reféns dos interesses exclusivistas do capital imobiliário. O problema, por todos os ângulos que se olha, é complexo e a abordagem cultural está longe de ser a única capaz de decifrá-lo e de oferecer instrumentos para enfrentá-lo.
O Ocupe Estelita eleva o debate político e cultural no contexto urbano brasileiro, evidencia uma cidade exaurida, uma Recife encurralada por leis urbanísticas que não se apropriam dos instrumentos compensatórios previstos pelo Estatuto da Cidade e que permitem um adensamento e verticalização incompatíveis com uma urbanidade sustentável.
A falta de cumprimento dos marcos legais existentes – atropelados pela lógica do lucro, além da insuficiência dos mesmos para dar conta de uma nova cidadania e da falta de eco sobre as lideranças e instituições locais fizeram com que esse movimento social recorresse ao Ministério da Cultura e ao Iphan, buscando ancorar seu desejo de alcançar uma melhor solução para a área, de início propondo o tombamento do Cais Estelita como sítio histórico da memória ferroviária.
O Iphan vem analisando a argumentação apresentada, mas sabe que dificilmente encontrará elementos para rever análises sobre o acervo ferroviário remanescente, ao que tudo indica, insuficiente para ser considerado como um patrimônio cultural e também para dar sustentação a um tombamento federal.
Prossegue o clamor por uma solução que, à luz da competência concorrente dos entes federativos sobre o patrimônio, não pode prescindir de um pacto que envolva um amplo conjunto de atores no ambiente local, sobretudo o executivo e a câmara de vereadores municipal, principais gestores desse vasto território. Somente instrumentos compartilhados poderão ser efetivos de fato e permitir que a municipalidade também assimile os princípios de proteção da paisagem, alargando o campo de ação dos instrumentos de política urbana e do planejamento da ocupação de seus espaços.
É preciso reconhecer que os movimentos sociais explicitam o apreço coletivo pelos valores da cidade, que há neles vigor criativo e desejo genuíno de influir nos destinos do lugar onde se vive. É a sociedade assumindo o protagonismo do lugar. Mais do que um incômodo, esse deveria ser o caminho para se construir algo efetivamente novo.
É mesmo imprescindível a participação cidadã. Os caminhos da democracia, enfim, passam inevitavelmente pelo diálogo entre os movimentos sociais e as diversas instituições públicas e privadas, sobretudo com o governo municipal e sua câmara de vereadores, a quem constitucionalmente cabe a gestão do território.
A angústia de uma Recife enclausurada, cinza e claustrofóbica, que se tornou tema recorrente no cinema da nova geração pernambucana, precisa dar lugar à cidade reconciliada com o ambiente de diversidade e fertilidade que a envolve pelo mangue, pelos rios, pelos arrecifes e pelos séculos de riqueza cultural acumulada.
O Ministério da Cultura tem olhos e ouvidos presentes na construção desse projeto.
E viva Chico Science!
*Juca Ferreira é ministro da Cultura
GODPLAYER
6 de agosto de 2015 11:11 amMP do futebol
Que os clubes de futebol precisavam ser cobrados pelas suas enormes dívidas, ninguém discute. E que deveria ser feito um trabalho para facilitar essa dívida sem fim, muito menos.
São milhões e milhões de dívidas tributárias e trabalhistas só nas mãos dos 12 maiores – só os 4 grandes do RJ devem dever hoje mais de 1,7 BIlhão.
Agora…criar uma MP para isentar 70% das multas, 40% dos juros e 100% dos encargos legais é chamar de idiota os times que pagaram em dia suas obrigações!
Por que abrir mão de tanto dinheiro? Por que beneficiar esses clubes e arcar com o prejuízo?
https://esportes.yahoo.com/noticias/dilma-rousseff-sanciona-a-mp-do-futebol-que-vira-lei-no-pa%C3%ADs-223316151.html
alfeu
6 de agosto de 2015 5:28 pm*
Deputado espera que Operação Zelotes mude condução após afastamento de juiz
Rede Brasil Atual
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2015/08/deputado-espera-mudanca-na-conducao-da-operacao-zelotes-com-afastamento-de-juiz-3786.html
Paulo Pimenta lembra que Polícia Federal pediu prisão de 26 pessoas, mas magistrado responsável pela condução do caso negou prisões e diligências, como se o Brasil tivesse “duas justiças”
São Paulo – A substituição do juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, que conduzia a Operação Zelotes, pela magistrada Marianne Borré, na semana passada, pode apontar para importante mudança no processo e na “rede de proteção e de abafa” em torno das investigações relativas ao caso. A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, aceitou a denúncia contida em representação do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), no Conselho Nacional de Justiça, questionando as recorrentes decisões do juiz Leite na Zelotes.
Pimenta, relator da subcomissão da Câmara que monitora as investigações sobre a corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), afirma esperar que o afastamento e substituição do juiz Leite e o acatamento, pelo CNJ, da representação “revelem uma mudança de postura” em relação à Zelotes.
“Quando a operação foi desencadeada, a Polícia Federal pediu a prisão de 26 pessoas. Mas o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília (Ricardo Leite) negou as prisões e também as diligências solicitadas. É um comportamento distinto do que a Justiça tem adotado no Brasil em outros casos”, diz Paulo Pimenta.
Ele lembra que, depois, o juiz negou pedido de reconsideração da PF, com apoio do Ministério Público Federal, mesmo com o argumento de que as prisões eram essenciais para o sucesso da investigação. “E apesar de ter sido pedida a quebra de sigilos na investigação, como tem sido feito em várias operações em curso no país, o juiz manteve o sigilo.”
Leite foi objeto de outra representação (além da apresentada pelo deputado), do Ministério Público Federal na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Para Pimenta, o fato de a corregedora ter acatado a representação é revelador. “Não é comum o CNJ aceitar uma denúncia. Isso revela que existem indícios. Se tivéssemos aceitado essa rede de abafa, isso tudo estaria fadado ao arquivamento, como outros casos, que quando não interessam às elites não ganham repercussão.”
Deflagrada em março deste ano, a Operação Zelotes investiga a manipulação de processos e julgamentos de pessoas jurídicas autuadas pela Receita Federal. As organizações (empresas, escritórios de advocacia e contabilidade) supostamente corrompiam ou tinham grande influência sobre membros do Carf, responsáveis pelos processos.
A operação Zelotes apura um esquema de corrupção avaliado atualmente em R$ 20 bilhões, relativos a 74 julgamentos do Carf que o Ministério Público e a PF consideram suspeitos. O Carf tem atualmente mais de R$ 500 bilhões pendentes de julgamento. Espera-se que a denúncia de entre 20 e 30 pessoas seja feita em agosto, incluindo membros de grandes empresas.
“Existe uma conduta absolutamente distinta entre o caso da Zelotes e outros, como a Lava Jato, como se estivéssemos vivendo em dois países, com duas Justiças”, diz Pimenta. “Todos os procedimentos que foram adotados na Lava Jato foram negados pela 10ª Vara (caso Zelotes). Ficou tão evidente, que o próprio Ministério Público fez uma representação na Corregedoria da Justiça Federal.”
alfeu
6 de agosto de 2015 10:39 pm*
Preço da cesta básica cai em 11 das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese
Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2015-08/preco-da-cesta-basica-cai-em-11-das-18-capitais-pesquisadas-pelo-dieese
O preço da cesta básica caiu em 11 das 18 capitais pesquisadas em julho pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores quedas ocorreram em Belém (-4,76%), Manaus (-3,27%), Natal (-3,03%) e no Recife (-2,87%). Nos últimos 12 meses, todas as cidades registram alta no valor do conjunto de alimentos básicos – com destaque para Aracaju, Campo Grande e Brasília –, assim como no acumulado dos sete primeiros meses de 2015, com altas variando entre 6,28%, em Manaus, e 18,70%, em Fortaleza e Salvador.
São Paulo continua com a cesta mais cara, no valor de R$ 395,83. Em seguida, estão Porto Alegre (R$ 383,22), Florianópolis (R$ 376,69) e o Rio de Janeiro (R$ 372,24). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 285,44), Natal (R$ 293,58) e João Pessoa (R$ 306,53). Os itens pão francês, açúcar, leite e carne bovina tiveram predominância de alta. Em contrapartida, os preços do óleo de soja e do tomate recuaram na maioria das capitais.
O pão francês continuou em alta em 16 das 18 capitais pesquisadasArquivo/Agência Brasil
O pão francês, por exemplo, continuou em alta no último mês em 16 cidades, com percentuais que variam entre 0,09%, no Rio de Janeiro, e 4,24%, em Belo Horizonte. Houve diminuição apenas em Aracaju (-1,96%) e Goiânia (-0,11%). A alta resulta, segundo o Dieese, das chuvas na Região Sul que destruíram parte da lavoura de trigo, diminuindo a oferta do produto nacionalmente. Por outro lado, o trigo importado ficou mais caro por causa da elevação do dólar.
O óleo de soja, por outro lado, teve o preço reduzido em 17 cidades. Apenas Aracaju apresentou alta, de 5,21%. As quedas variaram entre 3,15%, em Campo Grande, e 0,28%, em João Pessoa. Em 12 meses, o valor do óleo caiu em 13 cidades. O custo do tomate também diminui. Doze cidades apresentaram retração, com destaque para Natal (-21,49%), o Recife (-20,88%), João Pessoa (-18,60%) e Belém (-16,49%).
Segundo a Constituição, o salário mínimo deve suprir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência. Para o Dieese, em julho, o mínimo ideal deveria ser R$ 3.325,37. O valor equivale a 4,22 vezes o mínimo atual, de R$ 788. Esse cálculo é feito considerando o valor da cesta mais cara (São Paulo) para uma família de quatro pessoas.
Em junho, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.299,66, o que equivalia a 4,19 vezes o piso vigente. Em julho do ano passado, o valor necessário para cobrir as despesas de uma família era R$ 2.915,07 ou 4,03 vezes o salário mínimo da época (R$ 724).
Edição: Juliana Andrade
alfeu
7 de agosto de 2015 1:24 am*
Desligamento de térmicas afasta risco de déficit de energia
por Portal Brasil
http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2015/08/desligamento-de-termicas-afasta-risco-de-deficit-de-energia
Vinte e uma térmicas serão desligadas a partir da zero hora de sábado. Decisão trará uma economia ao País de R$ 5,5 bilhões
O Ministério de Minas e Energia informou nesta quarta-feira (5) que a partir da zero hora de sábado (8) serão desligadas as usinas térmicas com custo variável único (CVU) acima de R$ 600/MWh. A medida afasta o risco de déficit de energia e representa uma redução de R$ 5,5 bilhões ao custo mensal de operação (CMO) em 2015.
A medida pode significar uma redução nas tarifas de energia elétrica para o consumidor. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá fazer análises para indicar se haverá mudança da bandeira vermelha para a amarela. “A Aneel tomou a decisão correta da bandeira para agosto. Nos próximos dias, a Aneel vai estudar para apontar qual será a conduta para as bandeiras”, disse o ministro.
De acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), serão desligadas 21 usinas, o que corresponde a uma redução de geração da ordem de 2.000 MW médios de energia – quantidade suficiente para abastecer 2,7 milhões de domicílios.
A medida foi proposta pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), devido à evolução das condições hidroenergéticas do Sistema Interligado Nacional (SIN), com a expectativa de se atingir níveis de armazenamento da ordem de 30% nas Regiões Sudeste/ Centro-Oeste, ao final de novembro de 2015.
O CMSE decidiu que o ONS deverá continuar acompanhando as condições hidroenergéticas do SIN, para propor ao comitê a definição da geração térmica necessária para a garantia do atendimento energético do sistema.
Serão desligadas as Usinas Térmicas Igarapé, Termonorte 2, Bahia I, Sepé Tiaraju, Palmeiras do Goiás, Enguias, Araucária, Muricy, Arembepe, Nutepa, Daia, Petrolina, Goiânia 2, Camaçari, Carioba, Brasília, Potiguar, Potiguar III, Pau Ferro, Termomanaus e Xavantes.
Segundo a nota informativa divulgada pelo colegiado, o risco de qualquer déficit de energia, considerando o despacho das térmicas pela ordem de mérito, é de 1,2% para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, e de 0% no Nordeste. Considerando o despacho das térmicas com o CVU até R$ 600/MWh, os valores de risco seguem em 0% nessas regiões.
Bandeiras tarifárias
Bandeira verde: a tarifa não sofre nenhum acréscimo;
Bandeira amarela: a tarifa sofre acréscimo de R$ 0,025 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
Bandeira vermelha: a tarifa sobre acréscimo de R$ 0,055 para cada quilowatt-hora kWh consumidos.