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13 Comentários
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  1. Eduardo A. Palma

    8 de março de 2016 3:37 am

    PATÍBULOS VIRTUAIS, por Agualusa
    JOSÉ EDUARDO AGUALUSA
        
    Patíbulos virtuais

    A estupidez das multidões virtuais é tão concreta quanto a das multidões reais

     
    2016-03-07 07:08:35.0 | Atualizado: 2016-03-07 15:35:56.792

    Ainda não tinha doze anos quando assisti a um linchamento. Vi um rapaz a fugir de bicicleta. Um homem começou a persegui-lo, a pé, e de repente já eram cinco, dez, uma turba exaltada, correndo, gritando, jogando pedras. Lembro-me de estar inteiro, de coração, numa angústia enorme, com o rapaz que fugia. Não havia nada que pudesse fazer para o ajudar. Minutos antes eu lia, ao sol, numa varanda. Logo a seguir o rapaz pedalava para salvar a vida, lá embaixo, entre uma estradinha de terra vermelha e um vasto descampado coberto de capim.

    Desde então estou sempre do lado de quem, sozinho, se vê perseguido por uma multidão. Pouco me importa o que fez o rapaz que corre; o homem que ergue a mão para se proteger da pancada; a mulher que enfrenta, chorando, os insultos de um bando de predadores cobardes.

    O surgimento das redes sociais marcou a emergência de um novo patíbulo para os linchadores. Bem sei que a comparação será sempre abusiva. Palavras, por muito aguçadas, por muito duras e pesadas, não racham cabeças. Palavras, por muito venenosas, não são capazes de matar. Em contrapartida, este novo palco tem o poder de juntar em poucos minutos largos milhares de pessoas, todas aos gritos. A estupidez das multidões virtuais é tão concreta quanto a das multidões reais.

    Praticamente todas as semanas há alguma figura pública a sofrer perseguição nas redes sociais. Na última semana foi a vez de Gloria Pires, e, em Portugal, de um jovem escritor e comentador político por quem não nutro a menor simpatia, chamado Henrique Raposo. Gloria Pires foi atacada devido à economia narrativa, digamos assim, com que comentou a transmissão do Oscar 2016. A atriz deu a volta por cima, com inteligência e muito bom humor, criando uma coleção de camisetas com algumas das brevíssimas frases que estiveram na origem da polêmica: “Sou ruim de previsões”; “Eu não sou capaz de opinar”; “Curti, bacana”.

    Henrique Raposo está a ser perseguido por ter publicado um livro, “Alentejo prometido”, com uma visão muito negativa, e muito redutora, sobre aquela região de Portugal. Internautas apelaram à queima do livro. Outros, à morte do autor.

    Raposo tornou-se conhecido pela leviandade dos seus comentários, muitos dos quais xenófobos e racistas. Numa das entrevistas que deu recentemente, para divulgar o livro, defendeu que no Alentejo o suicídio é algo trivial, assim como a violação de mulheres: “As alentejanas antigas nem sequer têm a palavra violação para descrever muitos dos abusos que sofriam”.

    O lançamento do livro, no próximo dia oito, numa conhecida livraria de Lisboa, será feito com proteção policial.

    Discordo de tudo ou quase tudo o que Henrique Raposo pensa e escreve. Aliás, acho que ele escreve sem pensar. Uma coisa, contudo, é discordar do que Raposo escreve, e publicar essa discordância, outra é tentar impedi-lo de escrever e queimar os seus livros.

    Há alguns anos, em Luanda, afirmei, durante uma entrevista, não entender por que o governo insistia em promover a poesia de Agostinho Neto, primeiro presidente angolano, que a mim sempre me pareceu bastante medíocre. Um conhecido jurista e comentador político, João Pinto, deputado do partido no poder, assinou um artigo defendendo a minha prisão. Foi além: defendeu o restabelecimento da pena de morte e o meu fuzilamento. Segundo ele eu ofendera não apenas um antigo presidente e herói nacional mas também uma divindade, visto que Agostinho Neto seria um quilamba — ou seja, um intérprete de sereias. Nas semanas seguintes foram publicados muitos outros textos de ódio. Recebi telefonemas com ameaças. Contaram-me que havia pessoas queimando os meus livros. Na altura foi bastante assustador. Hoje olho para trás e rio-me. Recordo o quanto era difícil explicar a jornalistas europeus a acusação de que teria ofendido um intérprete de sereias.
    Naturalmente, acabei transformando o episódio em literatura. Os europeus e norte-americanos leem aquilo e chamam-lhe realismo mágico.

    Os queimadores de livros têm receio não das ideias que os mesmos defendem, mas da sua própria incapacidade para lhes dar resposta. Aqueles que se juntam a multidões virtuais para ameaçar ou troçar de alguém são quase tão perigosos quanto os que correm pelas ruas, jogando pedras — e ainda mais cobardes.

    Fecho os olhos e volto a ver o rapaz na bicicleta. Uma pedra atingiu-o na cabeça e ele caiu. A multidão mergulhou sobre ele. Naquele dia deixei de ser criança.

    http://m.oglobo.globo.com/cultura/patibulos-virtuais-18817824

  2. romério rômulo

    8 de março de 2016 5:23 am

    ecovoxtv entrevista o delegado da PF Armando Coelho Neto

    https://www.youtube.com/watch?v=jYUozI5gV8k

    romério

  3. Amarildo

    8 de março de 2016 10:08 am

    A PF destruiu o Instituto Lula. Quem decretará a prisão do Moro?

    PF destruiu o Instituto Lula!

    Foi como a SS fazia com as lojas dos judeus na Alemanha! [video:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/pf-destruiu-o-instituto-lula%5D  publicado 07/03/2016, no Conversa Afiada portaarombada_phixr.jpg

    Nem os torturadores do regime militar!

    No G1:

    Instituto Lula mostra caixas reviradas após operação da PF

    Segundo entidade, local não foi alterado desde sexta-feira (4).
    Sede, na Zona Sul de SP, foi um dos alvos da Operação Lava Jato.

    O Instituto Lula afirmou nesta segunda-feira (7) que sua sede teve caixas reviradas e uma porta arrombada na ação de policiais federais durante a 24ª fase da Operação Lava Jato, na sexta-feira. Localizado no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo, o imóvel foi aberto para jornalistas nesta tarde.

    De acordo com o Instituto Lula, a porta arrombada foi da sala do departamento administrativo financeiro. Nas caixas reviradas, havia troféus, prêmios e presentes que Lula recebeu durante a presidência. Estes objetos não foram levados.

    Os repórteres tiveram acesso à garagem do casarão anexo à sede, onde caixas do acervo referente ao período pós-presidência de Lula foram encontradas abertas e fora de ordem. No pavimento logo acima, foi possível encontrar escrivaninhas e mesas de escritório com papéis e livros revirados, capas de aparelho celular, cartões de visita espalhados, armários abertos e aparelhos de telefonia desconectados.

    No andar mais acima, a sala administrativa estava com a porta arrombada, com restos de madeira pelo chão. Lá dentro, mesas, armários e papéis em desordem.

    Embora outras salas, como a de comunicação e a do presidente do Instituto, Paulo Okamoto, nao tenham sido arrombadas, nesses ambientes também foram encontrados papéis, pastas e armários em desordem.

    O diretor do Instituto Lula, Celso Marcondes, disse que os agentes da PF chegaram às 6h e ficaram até por volta de 15 horas circulando entre as duas casas que compõem o Instituto.

    “Foi uma operação que nos deixou absolutamente indignados”, disse. “Cerca de 60 homens da PF cercaram o quarteirão e entraram nas duas casas do instituto. Reviraram tudo. Levaram os HDs dos computadores, mexeram em todos os arquivos.
    Foi uma ação desncessária porque o Instituto já tinha entregue para a Receita Federal em dezembro todos os dados de receitas, despesas e doações.”

    Marcondes disse que os agentes foram recebidos pelo caseiro que dorme no Instituto Lula. Em seguida, chegaram três fuincionários e uma advogada para acompanhar a busca e apreensão. “Durante esse tempo ficaram circulando entre as duas casas e revirando tudo o que poderia revirar. A porta arrombada é um absurdo. A chave estava com uma das moças que estava acompanhando, bastava ter pedido, mas ninguém pediu a chave.”

    (…)

    Na foto, a tropa do Moro age na Kristallnacht

  4. Cris K.

    8 de março de 2016 10:22 am

    Hora de decidir, por Marcos Coimbra

    Carta Capital

    Os golpistas intensificam os ataques, mas a proporção dos defensores da democracia aumentou

    A sociedade brasileira precisa decidir o que quer. Se acredita que devemos insistir na democracia ou se considera que não somos um país onde ela é possível. 

    São muitos os paralelismos entre o momento atual e o que antecedeu o golpe de Estado de 1964. Lá, como agora, as velhas classes dominantes, seus representantes e porta-vozes se convenceram de que, na democracia, não conseguiriam continuar impondo seus interesses ao conjunto da sociedade. No jogo eleitoral, perderiam.

    Mas não tinham força e legitimidade para virar a mesa na marra. Alguém, em seu nome, teria de fazê-lo.  O papel dos militares naqueles anos está sendo hoje desempenhado por outra aliança nascida dentro do aparelho de Estado. Seus agentes são juízes, policiais e promotores, imbuídos da mesma convicção da superioridade de propósitos que coronéis e generais compartilhavam. 

    Os militares abandonaram sua função moderadora em 1964, assim como os integrantes dessa nova aliança descartam hoje a função de equilíbrio típica do Judiciário. Os “jovens turcos” togados e seus satélites ignoram as hierarquias e encurralam aqueles que deveriam ser seus superiores. Assemelham-se aos tenentes enraivecidos que invadiram a política no início do século XX, impacientes com a democracia e convencidos de que eram melhores que qualquer um.  

    Essa nova aliança se inspira e é incentivada por instituições ideológicas internacionais, de maneira análoga ao que aconteceu com parte da liderança militar nos anos 1950. Só um tolo suporia que os ensinamentos que receberam nos EUA, assim como os acordos de cooperação que firmaram, eram os melhores para os interesses nacionais. Algo semelhante acontece hoje no treinamento e no estímulo que os integrantes dessa aliança recebem de fora. 

    Na vida social, os pontos de contato entre ontem e agora são muitos. Os que marchavam em defesa da ordem e da propriedade em 1963 e 1964 são tão caricatos e ridículos como seus filhos e netos. Acreditavam em bobagens igualmente toscas e professavam a mesma religiosidade primitiva.

    O proscênio é parecido: um setor da burocracia rebelado e se achando capaz de reformar o País, um pedaço da sociedade “nas ruas” fazendo coro para reivindicar uma intervenção “saneadora”. Também é igual o ingrediente midiático, uma imprensa dedicada a escandalizar o noticiário e a amplificar as insatisfações. São exatamente os mesmos os órgãos de imprensa que patrocinaram o golpe de 1964 e os que hoje atuam. A estratégia é igual, de amontoar denúncias e atacar no plano pessoal a liderança trabalhista.   

    A elite política conservadora de então tem muito a ensinar a seus sucessores. Os que ficaram na retaguarda, espicaçando os militares, orientando jornais e revistas a incendiar a opinião pública e rindo dos tolos que foram às ruas, mas encorajando-os, se surpreenderam com o tamanho da serpente cujos ovos chocaram. Nada mais exemplar que a trajetória de Carlos Lacerda, de líder maior do golpismo a vítima de banimento da vida política.

    Tucanos, demistas e associados precisam se lembrar que nada garante que a aliança golpista se limitaria a lhes transferir o poder. Eliminados petistas e trabalhistas, quem asseguraria que seus integrantes voltariam pacificamente à normalidade? Como ter certeza de que a imprensa não os rifaria na hora em que se tornassem alvo? 

    Mas não há apenas semelhanças entre 1964 e hoje. Trinta e tantos anos de democracia fizeram com que aumentasse a proporção de pessoas avessas a aventuras golpistas. O desenvolvimento das últimas décadas e o conjunto de políticas de ampliação da cidadania produziram um povo mais disposto a ser ator e não apenas espectador da vida brasileira.  

    Consolidou-se a primeira liderança popular de expressão nacional. Lula, apesar da incessante campanha para desmoralizá-lo, continua a merecer o respeito e o carinho de uma parcela da sociedade maior que qualquer político jamais teve em nossa história. Atacá-lo é atacar esses milhões de pessoas. Ninguém sabe como reagiriam. 

    Quem não se alinha com o oportunismo de alguns políticos, quem aprendeu que é no respeito à democracia que podemos mais facilmente e melhor resolver nossos problemas, quem acreditou e acredita na capacidade do povo escolher seu caminho sem tutela, precisa refletir a respeito da conjuntura que atravessamos. Deixados soltos, os aventureiros do golpe não se deterão, até porque se acham perfeitos. Há que pará-los.

  5. Assis Ribeiro

    8 de março de 2016 10:22 am

    Direção de Realidade!
    Direção de Realidade!

    Por Ivana Bentes, ex-diretora da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Facebook.

    O que está acontecendo no Brasil é uma precipitação do futuro, aqueles momentos em que um fato arbitrário, uma gota d’água, deixa a nu todo um processo que surge no seu escândalo! A campanha preventiva para destruir um futuro possivel, em que Lula se mantém como a maior liderança politica do país.

    Vai entrar para história do Brasil e dos estudos de mídia a construção de um dos mais violentos casos de “bullying político” da nossa frágil democracia. O que o judiciário brasileiro está fazendo, o nível de arbitrariedade na coação ao presidente Lula, o nível de construção e direção de realidade e manipulação psicológica, emocional dos fatos pela mídia (suspeições, criminalizações, induções, omissões), a construção de um tribunal das reputações é, por incrivel que pareça, um espelho do que fizeram nesses 500 anos com os pobres no Brasil!

    Escravizaram, prenderam, mataram, construindo condições mentais, emocionais, psicológicas para coagir, humilhar, destruir a reputação e colocar sobre suspeição um grande contigente de brasileiros negros, pobres, sem sobrenome, os Silva do Brasil. Estamos vendo isso: um lider político, não por acaso, vindo dessa classe social dos batalhadores sofrer a violência do Estado de Exceção e o arbitrário da “lei”, dos “donos do Brasil”, dos que nunca aceitaram o processo democrático e o fim dos privilégios de classe.

    O momento em que a mídia deixa de fazer jornalismo para se tronar o maior Partido de Oposição ao governo, oposição a um Partido e a uma liderança, algo definitivamente se rompeu!

    Mas vendo a reação imediata e numerosa de apoio a Lula, parece que o tiro está saindo pela culatra! Como diz Wanderley Guilherme dos Santos: “Com a coação física e moral do ex-presidente Lula os responsáveis pela Lava-Jato talvez venham a se revelar indignos dos privilégios que desfrutam. O ex-presidente é um dos mais importantes recursos políticos dos miseráveis deste País, líder de governos capazes de provocar justamente esse ódio amparado em toga. Destrui-lo, seria uma derrota imensurável para os pobres e humilhados; destruí-lo injustamente, aproveitando os privilégios de classe e corporação, é inaceitável. Se for comprovada a precipitação e o infundado da coação ao ex-presidente, o insulto não poderá passar em branco. Juízes e procuradores deverão pagar pela ameaça em que se constituíram aos pobres do Brasil. Pedidos de desculpa serão insuficientes.”

    E a ofensa a Lula não é só aos pobres, é um ataque para destruir e desqualificar todo um projeto de Brasil que certa elite e classe média não suporta!

    http://assisprocura.blogspot.com.br/2016/03/direcao-de-realidade.html?m=1

    1. Marly

      8 de março de 2016 2:46 pm

      Merece ser elevado a post.

      Gostaria de compartilhar.

  6. Assis Ribeiro

    8 de março de 2016 10:42 am

    As Forças Armadas reafirmaram sua
    As Forças Armadas reafirmaram sua lealdade à presidência de Dilma Rousseff, em nota divulgada pelo general Otávio do Rêgo Barros, do Centro de Comunicação do Exército. No documento, ele nega que oficiais militares teriam oferecido “reforços” para governadores, a fim de garantir a paz e a ordem durante os protestos marcados para o dia 13 de março.

    “Quando empregamos tropas em eventos de pacificação ou de garantia da lei e da ordem, a determinação nos é dada por meio da Presidência da República. Se algum governador desejar a participação das tropas para qualquer coisa, tem que pedir à Presidência, esse é o fluxo”, disse o general Otávio Rêgo Barros, do Centro de Comunicação Social do Exército.

    Ele afirmou ainda: “É essencial que as Forças Armadas, até pela credibilidade que têm, tenham papel completamente institucional e de Estado. Consideramos muito importante que a instituição fique pairando acima de qualquer viés ideológico”

    Entrevista completa :

    http://mobile.valor.com.br/politica/4470232/exercito-acompanha-crise-com-atencao

  7. Cris K.

    8 de março de 2016 11:18 am

    UNE confirma mobilização em defesa de Lula

    Da Rede Brasil Atual

    Para a presidenta da União Nacional dos Estudantes, Carina Vitral, defesa da democracia e da soberania seguem como principais pautas estudantis

    São Paulo – Movimentos organizados da sociedade civil, entre eles a União Nacional dos Estudantes (UNE), prometem reunir 100 mil pessoas em uma marcha para Brasília no próximo dia 31. Entre as principais pautas está a defesa do ex-presidente Lula, do governo Dilma Rousseff e a expansão do diálogo entre sociedade, juventude, movimentos sociais, organizações políticas, sindicatos e Planalto. “Temos que realizar projetos progressistas em meio a uma conjuntura difícil”, diz a presidenta da UNE, Carina Vitral.

    A UNE também estará presente em ato convocados pela Frente Brasil Popular, no próximo dia 18, em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo da 24ª fase da Lava Jato. “Ficou claro para a sociedade brasileira que aquilo foi autoritarismo e desvio de função, extrapolando as responsabilidades e os deveres dos envolvidos. Lula nunca tinha se negado a depor. Aquilo foi um circo midiático”, afirma, em relação à condução coercitiva do ex-presidente para depor na última sexta-feira (4).

    Carina avalia que a condução coercitiva foi um “tiro no pé dos golpistas”. “Foi importante, na verdade, para unir a militância. Se quiseram dar um golpe de morte, na verdade, reavivaram um sentimento que não é só de Lula, é de toda a base social que não deve ser subestimada, pois está viva e muito forte”, afirma.

    A UNE também participa amanhã (8), Dia Internacional da Mulher, de um ato na Avenida Paulista, com o mote: Mulheres nas ruas por liberdade, autonomia e democracia pra lutar: pela legalização do aborto, contra a reforma da previdência, contra o ajuste fiscal e pelo fim da violência contra a mulher. “Também está presente, entre as pautas, a defesa da democracia e críticas a políticas públicas, como a reforma da Previdência, que tenta igualar a idade de aposentadoria entre homens e mulheres”, diz Carina, ao lembrar que tais temas estão presentes no documento aprovado em assembleia da UNE no último dia 29.

    “O momento político que o Brasil vive nos exige coragem e disposição para lutar”, afirma a UNE em ata de conjuntura, assinada pelos 86 representantes da entidade presentes ao encontro.

    O texto da entidade ainda afirma que “a mídia e as forças conservadoras tentam desestabilizar o governo a todo custo, e com o auxílio da Polícia Federal criaram a espetacularização da corrupção, desmoralizando figuras como Lula para fazer avançar ainda mais as forças conservadoras”. Para Carina, existe a tentativa de antecipar a eleição de 2018 por meio desses instrumentos. “Fazer a disputa política fora do período eleitoral é antidemocrático. Nosso campo não tem acesso à grande imprensa e não detém essa audiência. Isso acaba impedindo até o direito de resposta”, afirma.

    A UNE considera que a democracia estabelecida no país corre riscos por “aprovações de projetos a portas fechadas no Congresso”. Para a entidade, além da questão do impeachment da presidenta, considerado ilegítimo, o Projeto de Lei (PL) 2.016/15 – que tipifica diferentes formas de terrorismo na legislação brasileira – precisa ser vetado pelo Executivo.

    A entidade aprovou uma moção contra o PL, sob argumento de que sua aprovação no Congresso ocorreu por pressões internacionais e sob a alegação de ‘mais segurança nas Olimpíadas’. “Sabemos que, na prática, esse PL representa mais uma forma de chancelar a repressão do poder público aos movimentos sociais”, diz o documento. A proposta é classificada como “demasiadamente ampla e vaga”. A ONU recentemente publicou uma nota reforçando esse posicionamento, afirmando que brechas podem ser utilizadas contra defensores dos direitos humanos.

    Com a participação da integrante do coletivo de mulheres da Federação Única dos Petroleiros (FUP) Cibele Vieira, a UNE aprovou um texto coletivo que repudia o PLS 131. “O projeto (tira a exclusividade da Petrobras na operação do pré-sal e, exclui a obrigatoriedade de 30% da estatal na exploração dos campos de petróleo) fere a soberania do nosso país)”, diz o documento. Agora, o PLS deve passar por discussão e votação na Câmara dos Deputados.

    “É importante perceber que a Câmara pode piorar muito o projeto (…) Eduardo Cunha (presidente da Câmara, PMDB-RJ) já disse que quer avançar sobre os temas recuperando projetos que visam a acabar com o regime de partilha”, diz Carina.

    Para a presidenta da UNE, a atual legislatura federal é “a mais conservadora desde a ditadura militar”. A entidade encara Cunha como o representante maior de pautas que atacam democracia, soberania, direitos das mulheres, da juventude, de negros e negras e LGBT. “Cunha representa uma política atrasada, carregada de preconceitos e intolerância (…) Exigimos o imediato afastamento do deputado da presidência da Câmara”, afirma a UNE.

    Leia a íntegra da entrevista com Carina Vitral:

    Como a UNE avalia o avanço de pautas conservadoras no país?

    O ano de 2016 retoma a pauta do golpe de forma bastante clara. Derrubada através da definição do STF do rito do impeachment, eles tentam agora reavivar a tese via TSE (Tribunal Superior Eleitoral)com a prisão do marqueteiro João Santana e com acusações específicas contra Lula. Eles visam a atingir uma figura que, apesar de fora do governo, sustenta índice de popularidade, além de projetos políticos. Vejo que essa segue como a principal batalha do semestre, evitar golpes à democracia.

    A UNE vê os ataques direcionados ao ex-presidente Lula como forma de antecipar o pleito de 2018?

    Com certeza, acho que tentam adiantar a batalha de 2018. Por isso, é tão antidemocrático. Você fazer a disputa política no período de eleições é justo, porque existe uma igualdade em relação ao tempo de televisão, arrecadação etc. Durante a campanha, existe um mecanismo minimamente democrático. Porém, realizar isso fora do horário eleitoral… Nosso campo, que não tem acesso à grande imprensa e não detém esta audiência, acaba prejudicado, pois não consegue direito de resposta, ou mesmo liberdade de expressão para contrapor tais práticas.

    Como a UNE recebeu as notícias relacionadas à Lava Jato na última sexta-feira?

    Vejo que foi um tiro no pé. Ficou claro para a sociedade brasileira que aquilo era um autoritarismo, um desvio de função, extrapolando as responsabilidades e os deveres do Judiciário. Lula nunca tinha se negado a ir depor, então, aquilo foi um circo midiático. Teve até editor de revista que ficou sabendo na madrugada anterior. O vazamento seletivo deixa clara a intenção do circo para criminalizar o presidente Lula.

    Mas isso foi um tiro no pé. Foi importante isso para unir a militância. Se queriam dar um golpe de morte, na verdade, reavivaram um sentimento que não é só de Lula. Claro que a militância dele é muito forte, como toda militância, toda a base social que não pode ser subestimada, pois ainda está viva e forte.

    A UNE vê alguma perspectiva de destravar a máquina política e econômica, emperrada por embates entre Legislativo e Executivo?

    Acho que as máquinas devem se manter travadas. A Lava Jato é pensada para boicotar duas saídas da crise: a saída política, de conseguir apresentar uma pauta eleita pela maioria nas urnas; e a saída econômica, pois a Lava Jato boicota dois setores econômicos importantes que sustentaram o desenvolvimento econômico até aqui, que é a construção civil e a indústria do petróleo. Então, a elite do país que patrocina tais campanhas, seja contra o governo, seja contra Lula, quer boicotar o país, paralisar o país. Não se preocupam em melhorar a situação do desemprego, não se importam com o desenvolvimento da indústria, apenas com interesses pessoais.

    Como superar essa pauta?

    Existe em toda a América Latina uma mudança na correlação de forças, fruto da crise econômica, que coloca uma série de contradições nos projetos de avanços em todo o continente. Percebemos um esgotamento de um ciclo. Para abrir um novo ciclo, não só no Brasil, mas em toda a América Latina, é preciso muita mobilização social para dar força aos governos para implementar políticas aprovadas pelo povo, para dar força aos dirigentes políticos serem mais ousados e dar forças às instituições políticas que formulam as propostas. A saída, não tem outra, senão muita mobilização nas ruas.

    Como a UNE avalia a postura do Planalto ante o PLS 131, que revê o regime de exploração do pré-sal?

    É positivo que o governo firme posição contrária ao PLS. É importante perceber que a Câmara pode piorar muito o projeto, pois trata de temas específicos sobre a exclusividade da Petrobras na operação pré-sal, e o Eduardo Cunha já disse que quer avançar sobre os temas, recuperando projetos que visam a acabar com o regime de partilha, que foi uma grande vitória. Acho que o governo faz um acordo com o Senado para ter um projeto menos ruim. Mas, politicamente, é negativo realizar parcerias nesse sentido, pois o governo precisa acenar para sua base com firmeza.

    A UNE esteve no dia da votação no Senado se manifestando contra o PLS 131 e foi impedida de entrar nas galerias pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Então, contra isso tudo, é preciso que o governo seja habilidoso ao dialogar com sua base para não cair em riscos de sair como traidor. Precisa ser claro em sua orientação política, com sua base parlamentar, através do diálogo e de respostas às demandas sociais.

    A batalha deve ser dura, pois vamos enfrentar uma discussão pior na Câmara dos Deputados. Então, é preciso que governo e movimentos sociais estejam unidos para derrotar tal projeto.

    A defesa da Petrobras faz parte da pauta da UNE aprovada no último dia 29?

    Temos uma história muito grande de ligação com a Petrobras, desde a campanha “O Petróleo é Nosso”, na nossa criação, passando pela aprovação dos recursos do pré-sal para a educação. Então, é um tema com o qual sempre tivemos ligação, e agora, essa é nossa responsabilidade, defender a Petrobras.

    Você vê alguma perspectiva de o governo reagir às propostas neoliberais atuantes sobre a Petrobras?

    Esperamos que sim, pois o debate lá vai ser muito mais complicado. Nós vamos precisar segurar todo tipo de retrocessos. Pode ser que tenhamos de dialogar para conseguir algo menos pior, porque a chance do retrocesso ser gigante é muito grande.

    Qual caminho o governo deve seguir em relação à Lei Antiterrorismo recém-aprovada? Veto?

    Acho difícil o veto. Vamos lutar para que a Dilma vete. Precisamos lutar para que o veto atue sobre a lei como um todo, mas possivelmente ela deva vetar partes. Isso porque o projeto em si foi proposto pelo governo, ele é o autor do projeto. É difícil o veto como um todo, mas nós vamos continuar criticando de forma enfática para que ela vete. É muito inoportuna essa política, pois não existe tradição de terrorismo no país, é um projeto descabido que abre margem para uma série de repressões.

    Qual o calendário de mobilizações da UNE?

    O principal desafio atualmente é conseguir dialogar de forma clara com a sociedade sobre os desafios que temos pela frente. Temos que fazer projetos progressistas avançarem em meio a uma conjuntura tão difícil. A chave disso é muita mobilização. A participação do dia 31 de março, quando vamos até Brasília com 100 mil integrantes de movimentos sociais para lutar contra o impeachment e pelos avanços sociais, em defesa dos trabalhadores, é a principal ordem do semestre. Além disso, vamos retomar a gestão da UNE no centro de nossas atividades, que é a universidade. Ela é um instrumento de diálogo com a juventude. A composição social da universidade mudou, e é preciso que consigamos dialogar sobre os desafios do país e mobilizar os estudantes para que o país avance, para que eles estejam do lado certo nesta disputa política em curso. Por isso, vamos fazer uma caravana pelas universidades para dizermos que existe uma nova agenda de direitos. Precisamos avaliar o que já foi feito e propor mais avanços. Esta é nossa forma de dialogar para ampliar avanços na educação.

  8. alfeu

    8 de março de 2016 1:14 pm

    *

    Grampo foi encontrado na casa de Lula depois de operação da PF

     

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/grampo-foi-encontrado-na-casa-de-lula-apos-operacao-da-policia-federal-por-kiko-nogueira/

  9. Cris K.

    8 de março de 2016 1:16 pm

    Discriminação ainda dificulta carreira de gestantes e mães

    De O Tempo

    Se fosse só padecer no paraíso, como diz o ditado popular, a maternidade teria sido mais fácil para a costureira Suyany Palhares. Antes, porém, ela, como tantas outras mães, teve que padecer nas mãos do chefe e enfrentar um mercado de trabalho que vê a gestação e os filhos pequenos como obstáculos à carreira da mulher.

    A rotina de trabalhar em uma indústria onde ela não podia conversar, nem rir e, ainda, tinha as idas ao banheiro controladas, já era penosa demais. Quando ela engravidou, ficou ainda pior. Nem o pedido de uma cadeira, recomendada pela médica para tornar o trabalho mais confortável após um princípio de aborto, foi atendido pelo empregador.

    Na época, em 2006, ela já tinha outra filha e a necessidade de ter o salário no fim do mês fez com que ela suportasse a pressão.

    Assédio moral e maus tratos a grávidas e mães são muito comuns, mesmo que não aconteçam de forma tão ostensiva como no caso de Suyany. “É uma discriminação velada, que vai desde a não contratação de mulheres que têm filhos pequenos ou estão em idade fértil, passa pela não promoção e vai até a demissão, além do tratamento discriminatório”, diz a pós-doutora em direito trabalhista e professora da Puc Minas, Maria Cecilia Teodoro.

    Como exemplos de desrespeitos à lei, ela explica que o empregador não pode pedir exames de gravidez para a funcionária, procurar médicos para saber detalhes do estado clínico da gestante, nem mudá-la de função ou afastá-la do trabalho durante a gestação, a não ser por recomendação médica. O chefe também não pode fazer “piada” com a condição da gestante, nem dizer que ela atrapalha a produtividade.

    “O certo é respeitar a limitação das gestantes, mas qualquer mudança, principalmente para uma função menos valorizada, só por recomendação médica”, diz o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT), Paulo Crestana.

    Impunidade. Os dois especialistas dizem que a quantidade de casos que chegam à Justiça é mínima diante do número de ocorrências. “Só chegam casos extremos e os de demissão de grávidas”, diz Maria Cecília.

    O caso de Suyany chegou aos tribunais e ela recebeu R$ 5.000 de indenização por danos morais. “Eu não entrei na Justiça pelo dinheiro. Tudo que passei foi muito duro e essa foi uma forma de mostrar que essas maldades não podem ficar impunes”, diz.

    A controladora de contas Letícia Telles não teve coragem de ir à Justiça, mas se arrepende. “Eu tive medo de denunciar um chefe e não conseguir outro emprego”, lembra. Quando engravidou do seu segundo filho, ela foi simplesmente afastada do trabalho. “Com três meses de gravidez ele me mandou ficar em casa”, conta. De lá, ela só saiu no fim da licença-maternidade, para ser demitida.

    Empresa tinha fila para engravidar

    Discriminar qualquer pessoa é proibido mas, em Pouso Alegre, no Sul de Minas, a Justiça teve que proibir, via liminar, a discriminação de grávidas em duas empresas de telemarketing, sob pena de multa de R$ 20 mil. As funcionárias que engravidavam eram “castigadas” com a mudança de setor. “Elas eram transferidas da área de vendas para o atendimento, e isso era prejudicial porque elas não recebiam mais as comissões, que eram parte importante do salário”, diz o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT), Paulo Crestana.

    O quadro de assédio moral tinha ainda a proibição de comer fora do horário de lanche e limitava as idas ao banheiro.

    Embora o medo das mulheres de perder seus empregos restrinja denúncias, muitos casos chegam à Justiça. Em 2011, um grupo econômico foi condenado a indenizar uma funcionária por danos morais por submeter todas as empregadas a um programa de controle gestacional, com uma espécie de escala que organizava uma fila para as funcionárias engravidarem. Por e-mail, receberam as regras que deviam seguir e só valiam para quem era casada. As funcionárias tinham que avisar com seis meses de antecedência o início da gestação pretendida. A juíza caracterizou como discriminação e determinou indenização de R$ 20 mil.

    Em outro caso, em 2013, a Justiça fixou indenização de R$ 10 mil para uma grávida que pediu para operar uma outra máquina no trabalho, que demandasse menos esforço físico. Mas só conseguiu a transferência depois passar mal e sofrer uma hemorragia.

     Ler mais >>>  http://www.otempo.com.br/polopoly_fs/1.1252520.1457398960!/index.html

     

  10. Henrique O

    8 de março de 2016 1:30 pm

    RBS VENDE EM SANTA CATARINA, TV, RÁDIOS E JORNAIS

    RBS anuncia venda integral de sua operação em Santa Catarina

    https://www.acontecendoaqui.com.br/comunicacao/confirmado-rbs-anuncia-venda-integral-de-sua-operacao-em-santa-catarina

      07 de Março de 2016  

    Comunicado Oficial do Grupo RBS diz que operação ainda está sujeita à aprovação do CADE

    “Foi anunciado nesta segunda-feira, dia 7 de março, o acordo entre os acionistas da RBS e os empresários Lírio Parisotto e Carlos Sanchez, do Grupo NC, juntamente com outros investidores, para a compra das operações de televisão, rádio e jornal que atuam sob a marca RBS em Santa Catarina. A conclusão do negócio está sujeita à condição suspensiva de aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dos demais órgãos regulatórios do setor, bem como ao cumprimento de determinadas condições precedentes usuais para estes tipos de transações.

    Os investidores
    A aquisição parte de uma associação dos empresários para o desenvolvimento de negócios de mídia no Estado de Santa Catarina.Lírio Parisotto atua na área de mídia por meio de sua empresa Videolar e no setor de petroquímica a partir da Innova. Carlos Sanchez amplia o processo de diversificação de seus negócios, a partir do Grupo NC, um dos maiores conglomerados econômicos do país.

    Presidente
    Durante reunião com colaboradores, na sede da empresa, em Florianópolis, foi anunciado que o atual diretor-geral de Televisão em Santa Catarina, Mário Neves, será o presidente da empresa. Os investidores destacaram que a gestão dos negócios seguirá normalmente e a independência editorial será mantida. Ressaltaram, ainda, que a decisão é resultado da crença de ambos no enorme potencial do Estado de Santa Catarina e na indústria da comunicação. Todos os investimentos de comunicação dos empresários serão centrados no Estado.

    O processo de transição será gerido a partir de comitês com o objetivo de garantir a continuidade e a excelência das operações. A sinergia entre as empresas em Santa Catarina será mantida a partir de parcerias operacionais e comerciais.

    Com o movimento, a RBS foca seus esforços de mídia no Rio Grande do Sul, onde o grupo empresarial foi fundado em 1957, com marcas jornalísticas como Zero HoraRádio Gaúcha e RBS TV. Além dos negócios de comunicação, o grupo é proprietário da e.Bricks, empresa de investimento digital com atuação no Brasil e nos Estados Unidos.

    37 anos em Santa Catarina
    Desde que chegou a Santa Catarina, a RBS construiu mais do que um investimento empresarial. Foram 37 anos de compromisso e amizade com catarinenses. A empresa e seus acionistas sentem-se honrados em ter participado do desenvolvimento do Estado, levantando bandeiras como a duplicação da BR-101, o projeto Viver SC e movimentos como Floripa Te Quero Bem, Joinville Faz Bem, Viva Blumenau e Chapecó Tudo Acontece, entre outros.

    A RBS orgulha-se de ter criado milhares de empregos no Estado e dos investimentos para levar informação e entretenimento de qualidade ao público. A atuação em rede promoveu Santa Catarina para o país e deixou gaúchos e catarinenses ainda mais próximos. A empresa, seus colaboradores e acionistas são muito gratos por tudo que aprenderam com os catarinenses. Uma relação fraterna que jamais será rompida.”

    COMUNICADO ENVIADO AOS COLABORADORES DO GRUPO RBS EM SANTA CATARINA E RIO GRANDE DO SUL

    Caros colaboradores da RBS em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul,

    Hoje é um dia importante para todos nós.

    Anunciamos há pouco, em Florianópolis, que estamos vendendo todas as operações de rádio, jornal e televisão que atuam sob a marca RBS em Santa Catarina. 

    Quem chega são alguns dos maiores empresários do país, Lírio Parisotto e Carlos Sanchez, juntamente com outros investidores. 

    Há cerca de três anos, fomos procurados por esses empresários, que tinham o interesse em investir na indústria da comunicação no Estado de Santa Catarina.

    Recentemente, recebemos deles uma excelente oportunidade de negócio, o que mais uma vez comprova a qualidade dos serviços que prestamos à sociedade em Santa Catarina e a valorização de cada um de vocês, que fazem nossa empresa ser reconhecida. O acordo ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores do setor.

    É importante destacar que nossa relação com Santa Catarina vai muito além de um investimento empresarial. Aqui chegamos, em 1979, com a vinda de Nelson Sirotsky como diretor-geral, ainda sob a liderança do fundador da RBS, Maurício Sirotsky Sobrinho, e de seu irmão, o presidente emérito Jayme Sirotsky.  Crescemos e nos consolidamos a partir do envolvimento direto de diferentes gerações da nossa família. Ao longo das últimas três décadas, além de Nelson, Pedro Sirotsky e Sérgio Sirotsky transferiram-se, juntamente com suas famílias, em diferentes momentos, para Santa Catarina, gerando um vínculo que transcende a empresa e que durará para sempre.

    Aprendemos muito com os catarinenses. Também temos a convicção de que, junto com os catarinenses, construímos grandes projetos. 

    Iniciamos e apoiamos causas relevantes, mostramos Santa Catarina para todos os catarinenses, integrando-os mais. Ajudamos a formar importantes profissionais, alguns dos quais se destacam no cenário nacional. 

    Levamos Santa Catarina para fora das suas fronteiras. Estreitamos a relação entre os gaúchos e os catarinenses.

    Por isso, no momento em que nos afastamos do dia a dia desse importante Estado, estamos orgulhosos em saber que o atual diretor-geral de Televisão em Santa Catarina, Mário Neves, foi escolhido pelos novos proprietários para presidir a empresa, dando continuidade ao excelente trabalho já desenvolvido. Essa decisão simboliza a qualidade e o reconhecimento de todos os milhares de profissionais que formam e já formaram o nosso grupo em Santa Catarina.

    Ao Mário e a toda a equipe de Santa Catarina, desejamos muito sucesso nesse novo desafio.

    Para assegurar uma transição tranquila entre a RBS e o novo grupo, estão sendo criados comitês setoriais que trabalharão para garantir a continuidade das operações.

    A todos os colaboradores que participaram da construção dessa história de sucesso, o nosso muito obrigado!

    A partir de agora, o foco da RBS em comunicação volta-se integralmente para o Rio Grande do Sul, onde nossa história começou.

    Aos nossos colaboradores do Rio Grande do Sul, a certeza de que continuaremos crescendo, inovando e trabalhando guiados pelos princípios éticos e pelos valores da família, que sempre estiveram presentes nos 58 anos da nossa história. Nossa missão é entregar ao público jornalismo e entretenimento cada vez de maior de qualidade e comprometido com as comunidades onde atuamos, visando alcançar dias sempre melhores para todos.

    Um abraço, 

    Jayme, Nelson e Eduardo

     

  11. Gilberto Cruvinel

    8 de março de 2016 4:09 pm

    Mino Carta: Lula deve ter cuidado com a “alcateia feroz”

    Para o diretor de Redação de CartaCapital, a campanha eleitoral das eleições de 2018 já começou. Diante disso, diz ele, Lula deve ter cuidado com a “alcateia feroz”

    [video:https://youtu.be/5J7rLi_0Gec%5D

  12. alfeu

    8 de março de 2016 5:55 pm

    *

    Declaração do Ministério da Relações Exteriores

    A indignante manipulação de luta contra a corrupção tem o propósito de desacreditar e criminalizar Lula da Silva, um líder emblemático de Nossa América

     

    http://pt.granma.cu/cuba/2016-03-07/declaracao-do-ministerio-das-relacoes-exteriores

     

     

     

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