Com insumos totalmente processados, capacidade de produção da Coronavac está esgotada

Presidente do Butantan cobrou ações de Bolsonaro e do Itamaraty para viabilizar a vinda de matérias-primas para a produção nacional de mais doses da vacina contra a Covid-19

© REUTERS / Anton Vaganov

Jornal GGN – O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, apelou nesta quarta-feira, 20, para que Jair Bolsonaro (sem partido) e o Itamaraty se manifestem para viabilizar a vinda de matérias-primas para a produção nacional de mais doses da Coronavac, a vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. Segundo Covas, a carga de  insumos recebidos “já foi quase que totalmente processado”. Com isso, a capacidade de fabricação do imunizante está esgotada.

“Se a vacina agora é do Brasil, o nosso presidente tenha a dignidade de defendê-la e de solicitar, inclusive, apoio, pro seu Ministério de Relações Exteriores na conversa com o governo da China. É o que nós esperamos”, disse Covas, durante coletiva de imprensa promovida pelo governo de São Paulo, para tratar de ações de combate à pandemia.

O Butantan chegou a anunciar que tem a  capacidade de finalizar e distribuir cerca de 1 milhão de doses da Coronavac por dia, mas essa produção depende do recebimento dos insumos. Além disso, até que a produção atinja essa capacidade, é preciso um período de até seis dias para ajustes na fábrica do instituto, informou o presidente.

Na coletiva, o Butantan afirmou que há 46 milhões de doses de vacina garantidas até o mês de abril. Após esse período, caso haja os insumos para produção do imunizante da farmacêutica AstraZeneca pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), previstos para chegar em março, o País poderá contar com mais 100 milhões de doses. Esse total de doses vacinaria 73 milhões de pessoas.

Com informações do Estadão e O Globo.

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