4 de junho de 2026

Cometa Siding Spring pode se chocar com Marte em 2014

Um cometa descoberto em janeiro de 2013 passará tão perto do planeta vermelho em outubro de 2014, que as chances de uma colisão não são desprezíveis.

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O cometa C/2013 A1 Siding Spring foi descoberto em 3 janeiro de 2013 por Robert McNaught, no Observatório Siding Spring, em Nova Gales do Sul, Austrália. Seria mais um cometa a figurar nos catálogos astronômicos, não fosse o fato de sua órbita estar em rota de colisão com Marte. As estimativas iniciais davam conta de uma probabilidade de 1 em 600 para uma colisão direta. Em termos comparativos, 99942 Apophis, um asteroide constantemente monitorado por poder vir a colidir com a Terra em 2068, apresenta uma risco de impacto de 1 em 256000.

Quando as probabilidades de colisão são assim tão altas, é preciso acompanhar o cometa com maior regularidade, pois os pequenos e inevitáveis erros na medida de sua posição introduzem no cálculo da órbita uma incerteza de alguns milhares de quilômetros. Essa incerteza faz com que, no momento, não se possa afirmar com segurança se Siding Spring irá atingir Marte em cheio ou passar rasante acima da atmosfera.

Astrônomos da NASA não descartam ainda uma possível colisão, mas os dados orbitais disponíveis em abril de 2013 já diminuíram consideravelmente a probabilidade de impacto para 1 em 120000.

Siding Spring segue uma órbita parabólica. Isso significa que é um cometa “virgem”, recém-saído da gigantesca Nuvem de Oort, berçário de cometas que se situa nos confins do Sistema Solar. Esta será sua primeira e única passagem pelo Sistema Solar interno.

Se o cometa atingir Marte, o efeito no planeta vizinho pode ser monumental, dado que o núcleo do cometa parece ter entre 15 a 50 km de diâmetro. A explosão poderia liberar bilhões de megatons de energia, algo incomparavelmente maior do que a energia de uma única bomba nuclear. Seria, também, o segundo evento do tipo observado na história humana: em 1994, o Cometa Shoemaker-Levy 9 atingiu Júpiter.

Uma colisão desse tipo poderia adiar por longas décadas os futuros planos de colonização de Marte. A nuvem de detritos gerada pela colisão bloquearia a luz solar, diminuindo ainda mais a temperatura na superfície do planeta.

Se o cometa não atingir Marte, poderá ser observado daqui da Terra, a partir de setembro, com pequenos telescópios e binóculos. E também poderá ser observado de Marte! Atualmente há oito espaçonaves ao redor de Marte e dois veículos automatizados em sua superfície. Eventualmente, a NASA pode instruir algum desses artefatos a capturar belas imagens da passagem deste cometa.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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