O Congresso dos Estados Unidos deve analisar nesta semana um projeto de lei que visa exigir aos eleitores um documento de comprovação de cidadania estadunidense durante as eleições. Segundo informações do líder da minoria no Congresso, senador Chuck Schumer, a medida tende a “dificultar o acesso ao voto a mais de 21 milhões de cidadão”. Segundo o site lusitano Público, a tendência é o projeto passar na Câmara dos Representantes, restando ao Senado barrar a investida que interessa a Donald Trump.

Em um texto publicado nesta terça (10), o think tank Brennan Center os Justice, que alega lutar pelo “estado democrático de direito” nos EUA, explicou que, na prática, o projeto “exigiria que os americanos apresentassem passaporte ou certidão de nascimento para se registrarem e, consequentemente, votarem. Pesquisas do Brennan Center mostram que 21 milhões de pessoas não têm fácil acesso a esses documentos. Metade de todos os americanos não possui passaporte, por exemplo, e milhões de mulheres casadas que mudaram de nome podem precisar enfrentar dificuldades adicionais para votar.”
O think tank ainda relembrou que Trump tem feito discursos afirmando que haverá fraude nas eleições e demandando a aprovação de uma reforma eleitoral para “nacionalizar” a eleição, ou seja, aumentar o poder federal sobre o pleito. “A Constituição é inequívoca: os estados realizam as eleições. Os presidentes não têm qualquer participação nisso”, afirmou. Em paralelo, o FBI sob o governo Trump tem feito operações em diversos escritórios eleitorais pelo País, ação que o Brennan Center considera uma “intimidação” aos funcionários eleitorais. Assim como as ações judiciais movidas a mando de Trump para obter informações sensíveis sobre o eleitorado de vários estados.
Não suficiente, o guru político de Trump, Steve Bannon, tem pregado abertamente o uso do ICE para prender imigrantes nos redutos eleitorais onde eles ameaçam o Partido Republicano. No texto, o think tank afirma que “em 2026, o direito ao voto exigirá uma luta para ser conquistado” e aponta que os cidadãos terão de ter atenção redobrada e participação mais intensa para garantir a vontade popular.
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