Contrariando os dados, Guedes diz que queda do PIB é ”som distante”

Segundo o ministro de Bolsonaro, economia brasileira está ''voltando em V'' e que irá cair menos que 5% no fim de 2020

Reprodução

Jornal GGN – O ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, fez discurso nesta terça-feira, 1 de setembro, na tentativa de minimizar a queda histórica de 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no segundo trimestre deste ano. Guedes afirmou que o resultado era esperado e que reflete “o som de um passado distante”, em referência às marcas da pandemia da Covid-19. Sem apresentar dados, ele ainda disparou que a economia brasileira já está se recuperando da crise sanitária.

“É o que todo mundo previa, uma queda de 10% do PIB. Foi o impacto inicial, uma queda de aparentemente 10%. Mas é um som distante. Um som do impacto da pandemia lá atrás”, disse Guedes. “Chegou agora o som da queda inicial do PIB, só que a realidade já é outra. É o som de um passado distante”, acrescentou.

As declarações foram dadas em audiência pública do Congresso Nacional, logo após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar a situação da economia entre abril e junho, no auge da pandemia.

No entanto, segundo o ministro, o resultado reflete apenas uma queda brusca do início de abril e que o “o Brasil já está voltando em V”. Contrariando os dados, Guedes ainda garantiu que o país não ficou nesse nível deprimido de atividade, já que o governo se empenhou em medidas emergenciais.

“Mais importante que a média sobre a média é observar que abril foi o piso, como se fosse 85%, maio já é 90% e junho já é 95%. A economia já começa a retomada em V, mas o registro do segundo trimestre ainda é de queda de 10%”, afirmou Guedes.

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O ministro ainda rebateu análises econômicas, que preveem a queda do PIB em 10% no fim de 2020. “10% pode ser o impacto inicial, mas não quer dizer que o PIB brasileiro vai cair 10%. Hoje, todas as estimativas são de queda entre 4% e 5%, praticamente a metade desse som que está chegando agora de um passado distante”, disse.

Com informações do Correio Braziliense.

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5 comentários

  1. Meu comentário sobre isso também é em V: vil, vagabundo, verborragia, vácuo, venal, velhaco, vassalagem, vendilhão.

  2. Em um (des)governo como esse, o negacionismo se dá em todas as áreas. Na economia não poderia ser diferente.

  3. No artigo eu perdia conta de quantas vezes ele fala em passado. Ele flerta com ele, só pensa nele, vive em função dele. Deve morrer de saudades de Pinochet e olha para Bozo e pensa: É só o que temos, que merda!

  4. Ora…..uma dessas acabou de dizer que a saída para o país é concluir as “deformas”….. quando o assunto é manipular.são profissas……

  5. Mentiras são uma constante. Afinal, como defender exclusivamente os interesses do mercado financeiro parasita sem mentir para o povo, que paga a conta? O pior é que grande parte desse povo, inclusive ou sobretudo daquela classe que tem curso dito “superior” e até pós-graduação acredita e acha lindo acreditar. E defender perante a plebe rude.

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