Sugerido por Antonio C.
Da Folha
Manifesto do PSB preocupa pré-campanha de Campos
Coordenador de comunicação sugere alteração de documento do partido
Em convenção, sigla defendeu ‘socialização dos meios de produção’ e imposição de limite à propriedade privada
ITALO NOGUEIRA
DANIEL MARENCO
DO RIO
A coordenação da pré-campanha do presidenciável Eduardo Campos demonstra preocupação com trechos do manifesto do Partido Socialista Brasileiro (PSB) que defendem a “socialização dos meios de produção” e limites à propriedade privada.
Para tentar anular ataques, a coordenação propõe alterar o documento de fundação do partido. Uma mensagem já circula na internet com críticas ao manifesto do PSB, a fim de atingir Campos.
O tema foi exposto em e-mail enviado ontem pelo coordenador de comunicação da pré-campanha, Alon Feuerwerker, ao próprio Campos. A mensagem foi flagrada pela Folha durante evento do pessebista com a Juventude do PPL (Partido Pátria Livre), no Rio.
No e-mail, Feuerwerker reencaminha uma mensagem enviada por um colaborador que descreve o ataque ao partido que circula na internet. O coordenador questiona Campos, presidente nacional do PSB, se é possível alterar o manifesto do partido na convenção em junho.
“Tem como mexer nisso na convenção de junho?”, diz o e-mail do coordenador.
O evento será o mesmo em que Campos será oficializado candidato à Presidência, tendo como vice Marina Silva.
A sequência de fotos não mostra a resposta de Campos.
Feuerwerker confirmou o envio do e-mail, mas não quis se estender em relação à preocupação da campanha com o documento. “Apenas reencaminhei um e-mail que recebi. Ele não respondeu.”
Procurada, a assessoria de Campos não respondeu às ligações da reportagem.
O manifesto do PSB –partido extinto pela ditadura militar em 1965– é datado de abril de 1947. Em seu item 7, afirma: “O objetivo do Partido no terreno econômico é a transformação da estrutura da sociedade, incluída a gradual e progressiva socialização dos meios de produção, que procurará realizar na medida em que as condições do país a exigirem”.
O programa diz que “a socialização realizar-se-á gradativamente, até a transferência, ao domínio social, de todos os bens passíveis de criar riquezas, mantida a propriedade privada nos limites da possibilidade de sua utilização pessoal, sem prejuízo do interesse coletivo”.
Após a refundação da legenda, em 1985, o manifesto foi mantido.
DISCURSO PADRÃO
A troca de e-mails também traz um texto classificado de “discurso padrão” de Campos, de ataque à política econômica do governo federal. O mote é mostrar que “o Brasil vinha melhorando, e parou de melhorar”.
O documento expõe a estratégia do pessebista em apontar o que considera retrocessos da gestão Dilma Roussef no combate à inflação, à desigualdade social e no crescimento do país.
“Achávamos que tínhamos derrotado a inflação, e vemos a inflação bater à porta dos assalariados. É um Brasil que achava que havia terminado o tempo de crescer pouco, e o país volta a crescer menos que a América Latina e o mundo”, disse Campos à Juventude do PPL, reproduzindo roteiro. O pessebista afirmou que o país perdeu “o rumo estratégico”.
“Em 2010, saímos da crise usando os remédios keynesianos clássicos que animaram a economia. Talvez ali não fizemos um debate de profundidade, de ter uma pauta estratégica além de ganhar a eleição. Parecia que a presidenta ia fazer isso em 2011, mas não fez. Houve o contrário. Cresceu a sensação de que as mudanças para melhor foram interrompidas”, disse Campos. Ele criticou o controle do preço da gasolina para segurar a inflação.
Assis Ribeiro
5 de maio de 2014 1:22 pmrsrsrsrsrsrsrs
Eduardo Campos e sua campanha perdidões, até com os princípios do próprio partido.
Consequências de vender a sua alma a um grupo oposto ao que o partido sempre pregou.
No mais, está recebendo bombardeio subliminar de Aécio.
Perdidão, no meio, sem rumo, sem apoio.
Empresários temem Marina, população teme Campos.
Para ter mínima chance de não passar vergonha terá que voltar as suas baterias contra Aécio.
Já começou com a necessidade que Campos teve de afirmar que seus princípios econômicos e sociais diferem do de Aécio.
Perdidão.
W K
5 de maio de 2014 1:38 pmEsse Campos é um político …
… tão competente como o Tancredo Neves:
arrumou como aliados uns barriga-verdes que, só de pensarem na palavra “socialização de meios de produção”, já têm urticária !
E ainda busca apoio de ruralistas do mesmo jeito.
Ou então, esses aliados são preguiçosos demais para lerem o programa desse partido.
Ronaldo Souza
5 de maio de 2014 1:41 pmEduardo Campos, a bala perdida
Nassif, postei esse texto no meu site em 05/04, exatamente um mês atrás. Acho que cabe aqui neste momento.
Pernambuco nunca teve tanto apoio de um presidente da república como teve de Lula.
Mesmo quando teve um pernambucano como vice-presidente do Brasil, Marco Maciel (vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso nos seus oito anos de presidência, de 1995 a 2002). Registre-se que como vice-presidente Marco Maciel nada fez pelo país. Pelo seu estado… menos ainda.
Com Lula, o estado deu um salto de desenvolvimento econômico como jamais tinha acontecido. Tinha como governador, Eduardo Campos.
Lula fez Eduardo Campos. Na sequência, Dilma continuou dando grande apoio a ele.
Havia uma possibilidade concreta de Eduardo Campos ser candidato a presidente da república em 2018 com o apoio de Lula.
Governador com índices de aceitação nas alturas, potencial candidato à presidência da república em 2018 com o apoio do maior político do Brasil e melhor presidente que o país já teve, Campos dormia com as estrelas.
O homem é movido por sentimentos, nem sempre nobres. E há entre eles aqueles que podem leva-lo por caminhos que nem sempre deseja seguir.
Foi na armadilha dos sentimentos que caiu Eduardo Campos. Viu-se um predestinado. Foi nesse momento que a vaidade e ambição, até então escondidas nos recantos mais profundos da alma, afloraram com uma intensidade inimaginável.
Fez-se candidato à presidente da república. Contra aquele que o fizera alguém na política.
O poder não corrompe o homem; mostra o homem.
Mais cruel é quando a possibilidade do poder já faz o homem se mostrar. Perder-se na possibilidade é fatal para um político ambicioso.
Leio no Brasil 247 que Campos disse que o Bolsa Família é uma conquista importante da democracia e que teria sido criado por Fernando Henrique Cardoso e adotado e melhorado por Lula.
A matéria diz ainda que os elogios foram seguidos de críticas acerca da conduta federal na administração do Bolsa Família. “Agora, o que me preocupa é que tem gente precisando, mas que está fora do programa”, criticou o gestor. “Nosso compromisso é universalizar o Bolsa Família, que é um direito das pessoas, para que ninguém vá para as portas das prefeituras, atrás de inscrição como se isso fosse um favor. Isso é um direito legal da cidadania”, acrescentou, já em tom presidencial.
Sigamos com a matéria. “O governador aproveitou também para alfinetar mais uma vez a ‘velha política’, que será um dos temas presentes na campanha presidencial do PSB… Os brasileiros querem escolher seus caminhos com alguém que se coloque como servidor do povo. Pessoas que saibam fazer o bem e que não se entreguem às conveniências de compor com alguns que a gente sabe que não têm compromisso com nada”, disparou.
Meu Deus. Atacar a “velha política” e dizer que “os brasileiros querem escolher seus caminhos com alguém que se coloque como servidor do povo. Pessoas que saibam fazer o bem e que não se entreguem às conveniências de compor com alguns que a gente sabe que não têm compromisso com nada” é de um cinismo absoluto.
A velha política está nele e com ele. Só para citar alguns, os Bornhausen estão com quem? Roberto Freire e o seu PPS estão com quem? Ronaldo Caiado estava com quem (foi Marina, a velha política que foi, não é mais, mas continua sendo, que afastou os dois, pelo menos por enquanto)?
Desde quando Jorge Bornhausen tem qualquer compromisso que não seja o de “extirpar essa raça”, (claro, o PT), aliás, objetivo e ponto de união que explica a paixão repentina de Marina pelos Bornhausen?
Bobagem em cima de bobagem. Tudo perdoável.
Imperdoável, governador, é tentar tirar de um homem o mérito do maior feito social do Brasil em todos os tempos, o Bolsa Família, feito que já passou para a História.
Imperdoável, governador, é tentar negar a um homem o reconhecimento pela obra maior que um político pode fazer, dar um pouco mais de condições e dignidade a milhões de seres humanos, por acaso brasileiros, que até então só conheciam a miséria.
Imperdoável, governador, é que, movido pelo desejo de agradar a grupos que são a negação de tudo que você parecia defender, você traiu a quem só lhe fez o bem. Governador, permita-me corrigir essa última frase; traiu a quem lhe fez.
Eduardo Campos se perdeu na possibilidade. Não é incomum a ambição ter como parceira a falta de visão.
Fatal para um político.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=IfZare-Dxkk%5D
Flavio Martinho
5 de maio de 2014 3:15 pmLula tanto fez por Pernambuco
Lula tanto fez por Pernambuco que até o Dudu está acho que é um grande administrador ou político. Que Deus nós livre e guarde de tamanha competência. No campo político Marina vai vai dá um nó no rapaz e no campo político seus aliados conservadores juntamente com o PSOL – kkk – vão inviabilizar a administração. Grande político! Que fique em PE.
Lucinei
5 de maio de 2014 1:52 pmUm fracote.
Isso é só uma pequena amostra do que pode acontecer se ele, eduardo campos, for eleito. “Radicais do pt” significa a “tensão com o grupo de marina”.
Em outras palavras: em dez dias de jornal nacional ele entrega tudo; o “centrão” vai comê-lo com farinha depois de ele “tirar” votos do pt, do lula e da dilma.
DUDE
5 de maio de 2014 2:42 pmJUVENTUDE É MAIS INTELIGENTE DO QUE CAMPOS
A Juventude do PSB está surfando mais para Marina do que para Campos. E logo irão perceber isto. Será que irão continuar neste barco furado?
Socializar a produção não quer dizer acabar com o capitalismo, mas fazer maior a participação do povo nos meios de produção. Isto é pecado? Ora bolas….Pretender que o povo possa participar, um dia de toda a produção, que iria se socializar é legítimo. Claro que ficará apenas na intenção, mas progredir neste espaço é importante, máxime com a reforma agrária. Ora, os agropecuários, se souberem disto, irão vaiar Campos, como fizeram com a Dilma?
Limitar a propriedade, isto a CF já determina, pois não é novidade que a a propriedade não tem mais contornos do código civil de 1916, onde os poderes do propriedade não tinham quaisquer restriçõres. Hoje a propriedade tem o caráter de social, são limitados os poderes dos proprietários. Basta lembrar, exemplificativamente, as normas de direito ambiental….
Então, qual é a novidade. Nenhuma. Os jovens estão certos. Temos que buscar uma melhoria para o mundo que vivemos, para toda a população, e não para apenas um grupo de privilegiados.
Sou Dilma, mas reconheço como legítimas as pretensões dos jovens do PSB.
DUDE
5 de maio de 2014 3:04 pmFRIBOI OU REFORMA AGRÁRIA, COM A PALAVRA O BNDES
E digo mais: por que financiar o FRIBOI e não a projetos de reforma agrária?
Penso que a juventude do PSB é muito inteligente. O PT deveria trazê-la para seu barco e surfar juntos O BNDES deve, sim, financiar projetos de participação popular na produção. Sei que faz isto com micro empreenderoes, mas não conheço nenhum em favor da reforma agrária.
Ah, com certeza, Campos, se os agropecuários souberem das idéias da juventude do PSB, irão vaiá-lo tambm. Mas só depois que conseguir tirar votos da Dilma, para levar o Aecim para o segundo turno. Portanto, Campos trai os ideais da esquerda e certamente os de Marina e da juentude inteligente do PSB.
Princípios? Dudu? Piada....
5 de maio de 2014 2:56 pmConversa pra boi dormir
Esquenta não. Ninguém dá crédito a carta de princípios, a carta de meios, nem a carta de fim de dudu fields. Socializar os meios de produção? Essa conversa fiada vem desde antes do golpe de primeiro de abril de 1964. Todo o pessoal da direita que queria ganhar vortos de desavisados “esquerdistas” falava isso. Os “socializadores” ganharam, passaram mais de 3 décadas no poder e nada fizeram nesse sentido. Nem Dudu Fields vai fazer. Os amigos dele, os caiados, bornhausen, j francisco e o resto, todos podem ficar tranquilos. É conversa para as boiadas dos grandes pecuaristas dormir.
alfredo machado
5 de maio de 2014 3:03 pmPSB
Antonio C.,
Eduado Campos já é carta fora do baralho, portanto, não precisará radicalizar o discurso em momento nenhum.
Ele poderá voltar lentamente ao seu discurso original, sem prolemas, e como eu disse ontem, ganhou de brinde a visibilidade de seu nome para a maioria da sociedade brasileira, já que não passava de um ilustre desconhecido fora de seu reduto e vizinhança.
Lionel Rupaud
5 de maio de 2014 3:51 pmA folha chama o texto de
“jornalismo”, eu chamo de “extorsão- chantagem”, mas de fato é só uma questão de vocabulário.
morallis
5 de maio de 2014 5:41 pmO PSB tem futuro !
Só não
O PSB tem futuro !
Só não acrescentar o “D”.
Maria Luisa
5 de maio de 2014 6:07 pmQue tal PDG ?
“A coordenação da pré-campanha do presidenciável Eduardo Campos demonstra preocupação com trechos do manifesto do Partido Socialista Brasileiro (PSB) que defendem a “socialização dos meios de produção” e limites à propriedade privada.”
Por que não criam um novo partido ? Ficaria muito melhor para eles, que ficar tentando esconder do povo qual a ideologia de um Partido Socialista real, e não esse ai, coptado pelos patrões.
Eu sugiro o PDG – Partido dos Oligarcas Gerais ? Que tal ? Ficarão bem instalados e a vontade para montar o programa de governo que sempre defenderam.
E a Folha fazendo escola. Parace que vai virar de vez um “jornal Gossip”.
Roberto Luiz
22 de maio de 2014 9:31 pmJá temos um Partido
Já temos um Partido Trabalhista que apoia a mais antiga oligarquia do pais!
Juan Ponce
6 de maio de 2014 12:36 amInst. von mises e Campos com o mesmo discurso ?
Ao ler o artigo a seguir fiquei com a impressão que vem desse “think tank” o recente discurso do Eduardo Campos – A ênfase na crítica à inflação e a proposta de BC independente.
.
Quem realmente está causando a carestia no Brasil
No início de abril de 2013, a taxa SELIC estava em 7,25%. Um ano depois, ela já está em 11%. Mas a inflação de preços segue impávida.
Esse fenômeno açulou uma controvérsia que até então estava razoavelmente adormecida: afinal, o Banco Central elevar a taxa básica de juros funciona ou não para combater a inflação?
continua:
http://mises.jusbrasil.com.br/noticias/118299677/quem-realmente-esta-causando-a-carestia-no-brasil?utm_campaign=newsletter&utm_medium=email&utm_source=newsletter
Doney
6 de maio de 2014 3:44 pmAlém do teor do manifesto, o
Além do teor do manifesto, o PSB e Eduardo Campos deveriam também se preocupar em retirar o nome “socialista” do título do partido, pois enxovalham tal ideologia com a atitude que possuem.