Coronavírus: Bolsonaro volta a criticar adoção do lockdown

Jornal GGN – A política de lockdown adotada por prefeitos e governadores para conter a pandemia de covid-19 voltou a ser alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a insinuar a adoção de medidas, e aguarda “o povo dar uma sinalização”.

“Vai ter escassez, o que é comum quando tem escassez? O preço sobe, inflação. Vão culpar quem? O Brasil está no limite. Pessoal fala que eu devo tomar providência. Estou aguardando o povo dar uma sinalização. Porque a fome, a miséria, o desemprego, está aí. Só não vê quem não quer. Ou quem não está na rua. Eu sempre tive na rua”, disse, segundo o jornal Correio Braziliense.

“Olha São Paulo como está. Não justifica o que está sendo feito e continuam fazendo. Deram poderes a prefeitos mais amplos do que eu poderia junto com o parlamento que é o estado de sítio. O artigo 5º deixou de existir para alguns governadores e prefeitos. Isso não é viver numa democracia, numa situação de tranquilidade. Como a (situação) da fome está batendo agora, vai sobrar daqui a pouco consequência desses atos arbitrários”, acrescentou.

Bolsonaro também criticou o Supremo Tribunal Federal, devido ao pedido feito pela ministra Cármen Lúcia ao presidente da Corte, ministro Luiz Fux, a respeito da marcação do julgamento de notícia-crime apresentada contra o presidente por suspeita de genocídio contra indígenas na pandemia de coronavírus.

Jogando a culpa nos governadores e prefeitos, Bolsonaro insinuou a criação de uma crise por conta de tal pedido. “Esse pessoal, amigos do STF, daqui a pouco vamos ter uma crise enorme aqui. Eu vi que um ministro baixou lá um processo para me julgar por genocídio. Olha, quem fechou tudo, quem está com a política na mão, não sou eu. Não quero brigar com ninguém, mas estamos na iminência de ter um problema sério no Brasil”, declarou.

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