Coronavírus: Ex-economista-chefe do FMI defende cuidado com as pessoas

Em entrevista, Kenneth Rogoff afirma que retração global será a maior já vista, mas que é preciso deixar endividamento em segundo plano no momento

Kenneth Rogoff, professor da Universidade Harvard e ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI). Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – A única certeza existente no momento é que a economia mundial sofrerá um forte ciclo de recessão devido aos efeitos da pandemia do coronavírus, afirma Kenneth Rogoff, professor da Universidade Harvard e ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em entrevista ao jornal O Globo, Rogoff diz que os governos precisam fazer tudo o que for preciso para reduzir os efeitos do coronavírus. “Estamos vendo a pior crise de saúde pública em cem anos. É hora de atacar o problema, deixando a questão do endividamento para um plano secundário”.

Para ele, “o principal agora é cuidar da vida das pessoas e, depois, tratar de criar as condições para que elas voltem a trabalhar. Acho também que deveria haver atenção com as pessoas que estão endividadas e ajuda para pequenas empresas”. Para isso, Rogoff defende a adoção da política de renda mínima para ajudar os pobres.

Ao olhar a conjuntura econômica, Rogoff fiz que a recessão global será a pior desde a década de 1930, sendo que alguns países emergentes poderão sentir o baque com mais intensidade.

“Para a maior parte do mundo, pode ser uma longa recessão. Um certo número de países emergentes deve sentir mais. Quando um país vê seu sistema financeiro sob muita pressão, passa por uma crise bancária e uma crise da dívida, a recessão dura mais”, pontua o economista, ressaltando que emergentes como Brasil e México ainda não sentiram o impacto, mas que a situação será “bastante desafiadora” caso a crise seja prolongada.

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