CPI da Covid causa discórdia entre parlamentares governistas

Senador reclama de falta de articulação política do Planalto, enquanto ministra afirma que prioridade atual é a aprovação do Orçamento

Agência Brasil

Jornal GGN – O governo de Jair Bolsonaro tenta ganhar tempo e adiar a CPI da Covid ao máximo para negociar cargos e atender à pressão de parlamentares, que pedem a inclusão de emendas no Orçamento – atualmente, cinco deputados ocupam ministérios, e nenhum senador, levando senadores governistas a entenderem que o Planalto desprestigia a Casa.

A articulação política do governo Bolsonaro foi alvo de críticas do senador Marcos Rogério (DEM-RO), afirmando que o governo quer correr atrás do prejuízo ao deixar a CPI correr solta, e sequer procurou a base para conversar.

A ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, é a responsável pela articulação do Planalto com o Congresso e, segundo o jornal Correio Braziliense, afirmou que a CPI da Covid não é foco da sua pasta no momento – e sim a aprovação do Orçamento federal.

A expectativa é que a CPI seja instalada na próxima terça-feira, e um acordo entre a maioria dos participantes prevê que Omar Aziz (PSD-AM) seja o presidente; Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o vice; e Renan Calheiros (MDB-AL) atue como relator – o que tem levado bolsonaristas ao ataque, uma vez que Calheiros é crítico de Bolsonaro e visto como aliado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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