O governo de São Paulo anunciou um plano de contingência para evitar uma nova crise hídrica na Grande São Paulo. Este é o terceiro ano seguido de chuvas abaixo da média, e o nível das represas caiu para 28,7% da capacidade, o menor desde 2015.
O plano prevê redução de pressão na rede de abastecimento por até 16 horas, uso do volume morto e, em casos extremos, rodízio no fornecimento de água.
Foram definidas sete faixas de operação, que indicam o grau de criticidade e as medidas adotadas em cada cenário. Atualmente, a região metropolitana está na faixa 3, com redução de pressão por 10 horas.
As restrições serão aplicadas somente após sete dias consecutivos em um mesmo nível e poderão ser flexibilizadas se o sistema se recuperar por 14 dias seguidos.
Durante as restrições, o fornecimento será priorizado para serviços essenciais e famílias em situação de vulnerabilidade, como hospitais, escolas, abrigos e unidades de segurança pública.
O rodízio de água, considerado medida extrema, dependerá de autorização da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado (Arsesp).
Restrições por faixa
Faixa 1 (abaixo de 43,8%): Início das ações de revisão das transposições de bacia e reforço das campanhas de uso consciente da água;
Faixa 2 (abaixo de 37,8%): Diminuição da pressão na rede de abastecimento por 8 horas noturnas;
Faixa 3 (abaixo de 31,8%): Redução de pressão por 10 horas e economia de 8 mil litros por segundo;
Faixa 4 (abaixo de 25,8%): Pressão limitada na tubulação por 12 horas;
Faixa 5 (abaixo de 19,8%): Restrições mais intensas, com 14 horas de contenção no sistema;
Faixa 6 (abaixo de 9,8%): Contenção ampliada para 16 horas noturnas, com início da instalação de bombas para captar o volume morto e ligações emergenciais em locais essenciais, como hospitais, clínicas de hemodiálise, presídios e postos de bombeiros;
Faixa 7 (nível zero): Implantação do rodízio no abastecimento, com alternância diária entre as áreas que terão e as que não terão água.
Prioridade de abastecimento
- Beneficiários de tarifa social
- Hospitais
- Unidades de Pronto Atendimento
- Escolas
- Abrigos
- Instituições de longa permanência
- Defesa Civil
- Corpo de Bombeiros
- Defesa Civil
- Delegacias de polícia
- Unidades prisionais
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Fábio de Oliveira Ribeiro
26 de outubro de 2025 11:43 amNão vai demorar muito paraesse governador vagabundo que privatizou totalmente a Sabesp pedir dinheiro ao governo federal para fazer obras que a empresa deveria ter feito e não fez porque o lucro dela foi todo embolsado pelos acionistas e pelo CEO.