Jornal GGN – A pastora Damares Alves, ministra da Família do governo Bolsonaro, usou uma “epidemia de sífilis” para justificar sua ideia de pregar a abstinência sexual entre os jovens, como forma de prevenir não só a doença sexualmente transmissível, mas também a gravidez precoce.
Damares argumentou na Rádio Gaúcha, na manhã desta sexta (24), que a pílula do dia seguinte pode até impedir uma gravidez, mas não livra os adolescentes da sífilis.
A ministra, que afirma conversar com “especialistas”, ignorou o fato de que a sífilis pode ser evitada se a relação sexual ocorrer com uso de preservativo.
“Use camisinha em todas as relações sexuais. Essa é a maneira mais segura de prevenir a doença”, diz o site do médico Drauzio Varella, por exemplo.
A sífilis também pode ser transmitida nas relações anais e orais. Além disso, mulheres infectadas podem transmitir a doença para o bebê, durante a gravidez. Ao defender a abstinência do sexo “convencional”, Damares não entrou no mérito de nenhuma dessas questões.
Para a ministra, a abstinência como política pública é viável, e só tem gerado polêmica porque ela é pastora. “Eu acho que essa resistência toda é porque a ministra é pastora. Estão achando que quero impor conduta moral. Não, estou conversando há um ano com especialistas sobre o tema”, afirmou.
“ESPERA AMAR DE VERDADE”
Na entrevista, Damares ainda defendeu que “sexo não é só corpo, exige maturidade emocional”, e que os adolescentes precisam ouvir sobre “afeto”.
“Relação sexual tem que estar ligada ao afeto. Conversar com esses meninos para esperar um pouco a mais, esperar amar de verdade” para ter a relação, disse Damares.
A ministra explicou que a campanha está em elaboração, e que deverá focar nas escolas, não na televisão. “Não vamos usar a palavra abstinência, vamos falar sobre retardamento da vida sexual. ‘Pense duas vezes’.”
Fábio de Oliveira Ribeiro
24 de janeiro de 2020 12:15 pmA bruxa virgem Damares Alves proibiu o sexo. Qual será o próximo passo da teocracia evanjegue do vagabundo JairBolsonaro? Implantar microchips nas vaginas das meninas para registrar os espasmos causados por penetrações enviando os dados por Wifi à Central Federal de Orgasmos? Qual será a pena para a menina que foder sem autorização governamental?
Carlos Elisio
24 de janeiro de 2020 1:33 pmNum país onde o chefe tem a “capacidade” de registrar que:
https://www.jb.com.br/pais/politica/2020/01/1021793–cada-vez-mais-o-indio-e-um-ser-humano-igual-a-nos—diz-bolsonaro.html
O que esperar dos de baixo?