5 de junho de 2026

“Delator” de Lulinha é ex-funcionário do Grupo Folha e fez chantagem antes de procurar mídia

Marco Aurélio Vitale começou a divulgar informações sobre Grupo Gol, do sócio de Lulinha, quando teve problemas pessoais com a Receita Federal

Jornal GGN – A Lava Jato em Curitiba tem contra Lulinha um delator informal, considerado a testemunha-chave da operação Mapa da Mina: Marco Aurélio Vitale, ex-sócio de Jonas Suassuna no Grupo Gol.

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Suassuna é um dos donos do sítio de Atibaia e sócio de Lulinha no Grupo Gamecorp. Vitale, depois que teve problemas com a Receita Federal, decidiu divulgar o que sabia dos bastidores da relação empresarial entre o filho do ex-presidente Lula e seus sócios.

Ele, então, escreveu um livro, chamou atenção da mídia, e de repente viu-se auxiliando a Lava Jato em Curitiba.

Vitale, segundo a Folha desta sexta (13), foi “quem ajudou os investigadores da Polícia Federal a levantar indícios contra o filho do presidente em negócio [do Gamecorp] com as empresas de telefonia Oi e Vivo.”

O delator informal, e dados levantados pela operação Aletheia, de março de 2016, são tudo o que a Lava Jato tem, até o momento, contra Lulinha.

Vitale fez carreira na imprensa. Foi “funcionário do Grupo Folha de 1992 a 2001 na área comercial, sem ligação com a Redação, e passou por outros veículos em funções semelhantes”. Essa trajetória, segundo o jornal, despertou “desconfiança” em Lula, que chamou Vitale de “capa preta” na única vez em que se viram pessoalmente, em 2011.

Como os negócios do Grupo Gol são privados, a Lava Jato não tinha condições de investigar algo que chegasse em Lulinha. Mas uma brecha foi aberta quando Vitale começou a falar de contratos que dariam cobertura aos repasses que os investigadores tacham de suspeitos.

Em 2017, Suassuna negou as suposições feitas por Vitale e o acusou de tentar “chantageá-lo antes de procurar a imprensa. Disse também que processaria o ex-funcionário.”

A testemunha, depois daquele espaço na mídia, mostrou aos investigadores “emails trocados entre executivos das empresas que indicavam que o resultado comercial para a Oi dos produtos feitos pelo Grupo Gol eram baixíssimos, comparados à contrapartida dada pela companhia telefônica.”

O delator só começou a falar sobre os negócios de Suassuna quando “após ser chamado pela Receita Federal para explicar uma operação financeira em seu nome com uma empresa de Suassuna.”

“Auditores fiscais passaram a perguntar sobre outras transações das firmas do ex-chefe e ele respondeu a todas. Foi quando, disse ele, decidiu expor os problemas que via na atuação do Grupo Gol. O caso que o levou ao Fisco foi arquivado.”

A Lava Jato diz hoje que R$ 130 milhões que o Grupo Gamecorp recebeu ao longo de mais de 10 anos da empresa Oi/Telemar, teriam relação com decisões tomadas por Lula no governo federal. E que parte desse dinheiro teria sido usado para a compra do sítio de Atibaia.

A operação Mapa da Mina, deflagrada nesta semana, tenta encontrar evidências que provem essa teoria criada pela turma de Curitiba.

Os assuntos da Gamecorp, com suposto envolvimento de Lula, já foi investigado em Brasília e São Paulo, e os inquéritos acabaram arquivados em 2012, por falta de provas.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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17 Comentários
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  1. Lâmpada

    13 de dezembro de 2019 12:36 pm

    Lula está sendo perseguido e foi injustamente condenado? Sim, não se respeita o devido processo legal, os juízes não são imparciais e estão em conluio com os acusadores, o direito de defesa não é respeitado, advogados foram espionados, “provas” inadmissíveis, tortura de testemunhas, … Um processo político digno de Stalin.
    Lula cometeu crime, segundo as definições das leis? Quase certamente, não. Senão, por que o processo político?
    Lula agiu eticamente, enquanto homem publico? Provavelmente, não. Seria muita ingenuidade achar que os benefícios ao Lulinha não estão relacionados ao Lula. Receber como presente das grandes empreiteiras reformas num sítio (mesmo não sendo o proprietário) também não poderia ser considerado ético.
    Tal conduta, em desacordo com a ética, é comum entre os políticos brasileiros? Sim, infelizmente. Os políticos, enquanto estão em harmonia com os poderosos, são incomodados, de alguma forma, por essa conduta? Definitivamente não.
    Que os políticos que estejam dispostos a enfrentar os poderosos aprendam a lição.

    1. josa

      13 de dezembro de 2019 2:14 pm

      Entre os politicos não,na sociedade é comum você presentear todos que lhe prestam bons serviços

    2. josa

      13 de dezembro de 2019 2:14 pm

      Entre os politicos não,na sociedade é comum você presentear todos que lhe prestam bons serviços

    3. Anônimo

      13 de dezembro de 2019 2:22 pm

      Convicção você tem de sobra. Pena (para você) que não exista nenhuma prova para embasá-la).

      1. Lâmpada

        13 de dezembro de 2019 5:45 pm

        Desculpe, poderia explicar melhor?
        Quais das minhas convicções estão sem base?
        A de que o Lula foi condenado injustamente?
        A de que ele quase certamente não cometeu crime?
        Para opinar e criticar uma personagem pública, quanto a fatos públicos, um “comum do povo” precisa exibir provas?

      2. Lâmpada

        13 de dezembro de 2019 5:47 pm

        Desculpe, poderia explicar melhor?
        Quais das minhas convicções estão sem base?
        A de que o Lula foi condenado injustamente?
        A de que ele quase certamente não cometeu crime?
        Para opinar e criticar uma personagem pública, quanto a fatos públicos, um “comum do povo” precisa exibir provas?
        Você conhece o conceito amplo de democracia?

        1. Saulo de Tarso Luiz

          13 de dezembro de 2019 11:05 pm

          Infelizmente, tenho que concordar. Até aqui, eu vinha defendendo o Lula, mas com essa nova etapa da lava jato tudo muda. Cento e setenta milhões é muito dinheiro. Ainda que não tenha havido corrupção, e até agora a força tarefa não a provou, no mínimo houve conduta antiética imperdoável. É inadmissível um líder de esquerda com tamanha ganância por dinheiro. Não adianta mais falar em perseguição, tem que vir a público para esclarecer onde foi parar tanto dinheiro; afinal, nós, que o apoiamos a ponto de brigarmos com familiares e amigos, em que lugar vamos enfiar a cara? Nego-me a ser gado, como os bolsonaristas. PS. sem prejuízo do que eu disse acima, continuo achando que a força tarefa é uma organização com viés claro de perseguição política e com interesses pessoais dos seus integrantes detectáveis desde o seu começo e evidenciados pela Vaza-jato.

    4. Ulisses

      13 de dezembro de 2019 6:54 pm

      Quando acusa Lula de provavelmente ser corrupto, aonde ele enfiou a grana? Moro notadamente envelheceu tentando destrinchar este dilema! Serra, FHC, Aécio e muitos da pajelança direitista, qualquer investigaçãozinha e aparece provas aos montes! Lula é realmente fenomenal não? Ou você é o laranja dele e está tudo no seu nome lamparina de Aladim? Abre-te Sezamo!

      1. Lâmpada

        13 de dezembro de 2019 8:32 pm

        Leia novamente.
        Pode ser que você seja mais um com déficit cognitivo.

  2. Anônimo

    13 de dezembro de 2019 12:54 pm

    Esta frase deve ser colocada em relevo:

    “Os assuntos da Gamecorp, com suposto envolvimento de Lula, já foi investigado em Brasília e São Paulo, e os inquéritos acabaram arquivados em 2012, por falta de provas.”

    Se isto já foi investigado e se houve um processo que foi arquivado. Não me parece legal iniciar um novo processo. Isto é insegurança jurídica. Alguém é acusado , absolvido e depois volta a ser acusado da mesma coisa numa outra comarca. Isto é litigancia de má fé.

  3. Luis Gazal

    13 de dezembro de 2019 12:55 pm

    Processo penal tradicional: há suspeita de delito; a polícia investiga; tendo indícios e/ou provas, o ministério público apresenta acusação contra o/os suspeito/s e o juiz condena, tendo plena consciência do delito, das provas concretas, da culpa ou dolo do/s acusado/s. Então e somente então a imprensa noticia a condenação. Já não se trata do/s suposto/s culpado/s mas de fato claro e transparente plenamente provado.
    Processo penal tipo lavajato: a imprensa noticia insistentemente em função de vazamentos ou simplesmente a declaração de reu que faz delação premiada ganhando benefícios; a opinião pública condena; a polícia tenta juntar provas, se não dá fica por isso mesmo; o ministério público denuncia e o juiz condena, com provas ou sem provas, em função da “convicção”.
    Não há como coadunar esta aberração com a Constituição Federal, o Código Penal e o Código de Processo Penal. Direito é Direito. Aberração é aberração.

  4. Jossimar

    13 de dezembro de 2019 1:04 pm

    Disse e repito: a lava jato é quma quadrilha de facínoras a serviços de interesses externos ao Brasil.
    Deveriam ser todos demitidos, processados, presos e fuzilados por crime de lesa pátria e de terem arruinado o país.

  5. peregrino

    13 de dezembro de 2019 2:34 pm

    Lava jato sempre fez justiça de charlatão…
    podem reparar que toda suspeita vem acompanhada do esbanjamento interpretativo ( Lula foi condenado por aí e Lulinha poderá ser vítima da mesma enganação )

    isso é coisa de charlatão; de quem fabrica remédio que pode combater qualquer tipo de doença, mas sempre com a mesma fórmula ou sem alterar qualquer um dos seus componentes

    No popular dos grandes corruptos de verdade, todos eles ainda livres, leves e soltos, isto pode significar que o verdadeiro e único resultado positivo do combate à corrupção foi a lava jato gastar todo o seu tempo e dinheiro a perseguir os que realmente desejaram combater

    né mesmo, Globo!? um dia serás revelada como um dos principais componentes que originaram a fórmula desse remédio milagroso para tucanos

  6. Luiz Alberto Franco

    13 de dezembro de 2019 2:45 pm

    O leitor “Lâmpada” ilumina um dos pontos menos falados envolvendo os processos contra o ex-presidente Lula: a INIQUIDADE! Não consigo acreditar na inocência auto-apregoada por Lula. No mínimo ele foi omisso em relação a comportamentos de sua mulher (pedidos de reformas) e às benesses recebidas por Lulinha.
    O que é inaceitável é que os procedimentos jurídicos foram atípicos em termos de prazo, de consistência em relação às “provas” e de rigor quanto às penas. Basta comparar com a lentidão dada a processos de tucanos e com a leniência para com bandidos históricos como Quercia, sem falar de alguns antecessores na Presidência.

  7. Rui Ribeiro

    13 de dezembro de 2019 4:06 pm

    “Os assuntos da Gamecorp, com suposto envolvimento de Lula, já foi investigado em Brasília e São Paulo, e os inquéritos acabaram arquivados em 2012, por falta de provas”.

    Tente outra
    (Raul Seixas)

    Tente, não diga que a INVESTIGAÇÃO está perdida
    Tenha fé na grana, não tenha fé nas investigações anteriores
    Investigue de novo

  8. Anônimo

    13 de dezembro de 2019 6:52 pm

    alguém fslou em má fé… concordo tb.
    mas convenhamos,é uma afirmação elegAnte,mas não deixa de ser um eufemismo….

  9. João Carlos

    14 de dezembro de 2019 11:41 am

    Minha opinião, pessoas entram na política com interesses, lá dentro no poder algumas coisas mudam. Não existe graduação para ética. Ou é ou não se é ético. Lembrem -se que houve mensalão. O PT se vendeu para governar. Está pagando o preço agora.

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