
Jornal GGN – Diante de uma plateia de advogados e integrantes de departamento jurídicos de grandes empresas, o ex-ministro e economista Antônio Delfim Netto disse que o próximo presidente será “impichado”. Os relatos foram feitos pelo Conjur nesta tera (19).
Segundo Delfim, o “sistema foi feito para manter o poder dos donos dos partidos” e os presidentes da República continuarão sujeitos às demandas e negociações impostas por esses “poderosos”.
A previsão de Delfim é menor alarmista do que parece, já que há dados que corroboram. Em “228 anos de eleições, os Estados Unidos tiveram 45 presidentes. Em pouco mais de 90 anos, o Brasil teve 43. Some-se esse dado à observação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de que nesse tempo somente cinco presidentes terminaram seus mandatos, e é fácil entender a conclusão de Delfim”, apontou o Conjur.
O cientista político Antonio Lavareda concordou com Delfim. “Terá condições de governar quem tiver uma relação civilizada com o Legislativo e com o Judiciário e autoridade moral para conversar com a população”, disse.
jose antonio santos
19 de junho de 2018 8:49 pmbom post.
Em tese tem razão mas só em tese.
Vou dar minha humilde opinião.
Vai governar o presidente que se dobrar ao congresso e ao judiciario.
Há quem diga que o congresso vai ser ainda mais conservador ( será possivel?!). Vai ter que dançar conforme a musica.
E um presidente que se submeter não vai poder mudar nada.
Talvez a população se canse e parta para a ignorancia.
Penso que há grandes possibilidades!
JB Costa
19 de junho de 2018 9:35 pmBastante razoável o
Bastante razoável o pessimismo do ex-ministro. A conjuntura é por demais gravosa. O sistema político totalmente desconjuntado e desmoralizado. A economia em suspense permanente tanto por fatores internos como externos. O Estado em vias de pedir falência(se isso fosse possível). O quadro social em ebulição e em vias de deteriorização total face ao cisma político-ideológico nunca dantes visto. A institucionalidade esgarçada no nível da quase anarquia. A imprenscindível hierarquia virou de cabeça para baixo. O Legislativo desmoralizado, O Executivo impotente e o Judiciário desqualificado. Só falta mesmo a seleção ser eliminada na primeira fase.
Eis o belo quadro que espera o novo governante para o quadriênio 2019-2022.
A instabilidade alcançou uma dimensão tal que se torna impossível antecipar qualquer coisa. Até mesmo se haverá clima para uma eleição tranquila. Vamos imaginar que o STF solte Lula e que este consiga sair candidato. Alguém em sã consciência imagina o que poderá advir disso?
Parece que passaremos por fortes emoções até o final do ano.
Francisco Vieira
19 de junho de 2018 10:11 pmNão se trata apenas de uma
Não se trata apenas de uma questão institucional. Ela se relaciona com a disputa pela riqueza nacional. Ademais o impedimento de um presidente eleito pelo povo precisa acabar. Não podemos mais deixar essa manobra que usurpa a soberania popular. As formas de controle do executivo precisam ser democratizadas.
Bruno Cabral
20 de junho de 2018 2:23 amDestruicao Mútua Assegurada
A lei do impeachment deve ser mudada para caso caia o presidente sejam convocadas eleições gerais em 30 dias tanto para o governante como para a Câmara
Assim saberão que o peso de tirar um presidente também caira sobre eles
E que o Presidente também possa dar voto de desconfiança ao congresso dissolvendo-o e também convocar eleições gerais
Andre Luiz RRR
19 de junho de 2018 10:39 pmRelação civilizada com o
Relação civilizada com o judiciário que temos e defender interesses nacionais se tornaram incompatíveis. Ou seja, ou o presidente se ajoelha diante do rentismo e da entrega do país a estrangeiros, ou será empichado mesmo.
joel lima
19 de junho de 2018 10:41 pmNão entendi o que o Lavareda
Não entendi o que o Lavareda quis dizer no trecho ” vai governar quem tiver uma relação civilizada com o judiciário”. O PT em 13 anos não mexeu em um privilégio do judiciário, e o que ele recebeu em troca foi ver todo o nome de peso político eleitoral na cadeia – Lula e Dirceu – além de Dilma sofrer um golpe que foi aprovado pelo STF. O Brasil, do jeito que é estruturalmente, mostrou-se ingovernável. É que nem aquele carro que só tendo um motorista-mecânico muito bom consegue andar bem – que foi o caso de Lula. Nas mãos de gente só acostumado a câmbio automático – FHC e Dilma – o carro nem consegue fazer a curva e sai da estrada. Se o líder mais popular na história da repúbica está preso sem provas cabais pra tal (enquanto vemos milhões nas mãos de gedeis e aécios da vida ) – e nem se pode dizer que Lula foi preso porque ousou roçar nos calcanhares de aquiles dos que mandam no país ( Globo, bancos e judiciário ) – então chegamos ao ponto em que só uma ruptura pode dar alguma chance do país não virar uma colônia da China de vez ( como aliás declarou Delfim ) , em que todo o patrimônio estatal fundamental pro país competir será vendido a preço de banana nas às empresas estatais de países de verdade, como China e Noruega.
Eleni Moreno
19 de junho de 2018 10:46 pmconversa civilizada
Gostaria de saber como se estabeleceria uma conversa civilizada com o legislativo e, principalmente, com o judiciário?
Jofran Oliva
20 de junho de 2018 12:22 amO próximo presidente só não será. . .
O próximo presidente só não será impichado se ganhar alguém da direita, que continue com a política neo liberal e entreguista de Temer, alguém que destrua a economia nacional, que continue retirando direitos do trabalhador (pondo o pobre no seu lugar) e que se apoie no judiciário para terminar de destruir os partidos de esquerda no Brasil, principalmente o PT. O país continuará péssimo, mas pelo menos tiramos o PT do poder dirão a elite e seus escudeiros os pobres de direita.
Ze Guimarães
20 de junho de 2018 12:58 amÉ o que tenho dito
Qualquer governo fraco que entrar lá, será o mesmo que entregarem o poder diretamente para os golpistas. Qualquer governo ” republicanista ” ou ” muito democrático ” será apenas questão de tempo para ser derrubado.
Por isto, Lula, ou boulos não teriam nem chance, diante de um congresso destes.
E Alckimin, já nem tentaria nada contra o congresso, pois seu partido é socio do Temer.
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Os únicos aqui com autoridade suficiente para enfrentarem o congresso, seriam Ciro, ou Bolsonaro. Em qualquer outro que o eleitor votar, estará votando indiretamente no impeachment e por conseguinte na manutenção da quadrilha que nos governa.
Lister Duarte
20 de junho de 2018 2:28 amese tal de Zé Guima é um Mané
ese tal de Zé Guima é um Mané da Gema…!!!
Ze Guimarães
21 de junho de 2018 1:55 amCom um argumento destes…
Com um argumento democrático destes, nem sei o que te dizer. Atualmente todos que não concordam com a corrente de pensamento xiita dos petistas acabam sendo considerados manés, por isto não me envergonho de ser chamado assim . Para eu ser bem considerado entre os petistas, eu teria de estar postando ” Lula ou nada “, ou seja, defender o voto em branco inútil, ou defendendo Boulos, que nunca foi eleito para cargo político nenhum ( como Dilma) , ao contrário de Ciro e Bolsonaro, que tem carreiras políticas de décadas.
O tempo dirá se meu conselho é certo.
Nelsonz
20 de junho de 2018 2:38 amEsses doi seriam impitimados
Esses doi seriam impitimados em 30 dias, porque os peixes morrem pela boca e eles não aceitam ser contrariados, bateriam na mesa e bateriam em retirada. Ciro já demonstrou descontrole hj em minas, Bolsonaro foge de debates como o diabo da cruz e eles terminariam mandatos??? kkkkk
Harry Heart
20 de junho de 2018 12:21 pmOu não…
Provavelmente fechariam o congresso com amplo apoio da população… Ou vc tem alguma dúvida de que a população não sabe que os maiores ladrões estão justamente no congresso ?
Ze Guimarães
21 de junho de 2018 2:04 amIsto mesmo
Exatamente
Sem alguém desautorizar o congresso, mudança nenhuma será feita neste país . Se alguém ainda tem esperanças de que por via democratica poderemos mudar a composição deste congresso que se elege por eleições fraudadas, vai ficar imensamente decepcionado. Ciro, ou Bolsonaro seriam corajosos o suficiente para fazer isto.
Ze Guimarães
21 de junho de 2018 2:01 amSeriam mesmo?
Será que seriam mesmo?
Ciro tem ampla experiência política, foi reeleito várias vezes em seu estado, entende de economia como ninguém, e tem pulso. E Bolsonaro tem o respaldo do Exército e dos EUA, além de ter treinamento de oficial das Forças Armadas em logistica e estratégia, como os Generais tem. . No mínimo quem quisesse derrubá-los teria uma batalha temível.
Ciro tem descontrole, ou pulso forte? Por certo os petistas gostariam que Ciro fosse como Dilma, que apanhava de todos e nunca abria a boca pra se defender.
Bolsonaro foge dos debates aonde ele sabe que não domina bem o tema, e isto é força, não fraqueza. Se ele participasse de um debate e passasse vergonha, como Dilma fazia frequentemente, aí sim, seria um fraco. O ser humano não consegue dominar bem todos os temas, mas saber quais ele não domina isto é sinal de força.
Marcos Antônio
20 de junho de 2018 1:12 amAté onde poderão
Até onde poderão chegar?
Estamos começando a entrar na fase em que o governo começa a vender o almoço para comprar a janta!
Então este governo começa a tirar verba de uma coisa e passar para outra coisa visualmente mais atrativa para os eleitores!
Não importa se são vacinas para crianças ou medicamentos!
E graças aos petistas que deixaram gordura dentro das estruturas do governo, o que permite que mesmo sem investir as coisas ainda andem…
Mas vai ter a hora em que não haverão jeitinhos, as estradas ficarão esburacadas, a saúde precária e educação com pires nas mãos!
Este será o cenário para o novo presidente!
Além, é claro, das atuais instituições que com muito desgosto digo que permanecerão, por isso teremos que conviver com rede globo, com o STF com tudo por aqui…
Os candidatos da direita, se vencerem na base da maracutaia, vão vender tudo e buscar tirar o povo do orçamento!
Essa é condição básica da direita governar, terá que a haver a reforma da previdência e muitos mais ajustes…
Ai vão ter que combinar com o povo e aí de fato veremos o que farão as forças armadas…
Então qualquer um que não seja o LULA terá de seguir esta turma, por que só o LULA conseguirá alcançar o povo, nenhum outro terá esse apoio capaz de soportar ataques da mídia, não sendo ele lutará contra a mídia e sofrerá impeachment…
Não sei o que poderá fazer o LULA junto com tudo isso que está ai…
Não consigo ver isso…
Roberto de Araujo
20 de junho de 2018 1:47 amrelação civilizada?
Estamos tendo uma derrama de nossas riquezas maiores do que houve no Ciclo da Mineração do Ouro, com a diferença que eramos uma colônia, dois séculos depois, estes maus brasileiros sabotam nossa Democracia, Soberania e futuro e temos que ouvir isto:
“Terá condições de governar quem tiver uma relação civilizada com o Legislativo e com o Judiciário e autoridade moral para conversar com a população”, Relação civilizada com quem está traindo nossa soberania e entregando nossas riquezas e futuro?
Juízes, Promotores e Congressistas deveriam ser os primeiros a defenderem nossa Soberania. Este pessoal merece apenas o Devido Processo Legal, mas antes temos que votar nos juízes que vão conduzir este processo.
A relação civilizada tanto com Congresso e Judiciário, é uma ampla reforma política, fim da vitaliciedade dos Ministros dos Tribunais Superiores, eleições com mandatos de 4 anos,com direito a apenas uma re-eleição para Ministros do TSF, TSE, STJ e PGR, aprovação do Projeto-Lei Cancelier contra abusos dos agentes do Judiciário e pra ante-ontem Regulamentação da Mídia, quem fizer isto, terá autoridade moral com a população.
Bruno Cabral
20 de junho de 2018 2:19 amPelo fim das coligações
Por isso a esquerda nao devia fazer coligações pois ao votar nela podemos estar elegendo golpistas
Cito como exemplo Renan. Podia ter engavetado o golpe e agora procura os votos de Lula.
Sandro Pavezzi
20 de junho de 2018 9:49 amA responsabilidade do povo
1 eleitor é 1 voto.
Nesta eleição mais do que nunca o eleitor brasileiro terá que ter coerencia na escolha de seus candidatos a presidente, senador e deputado federal e igualmente em seus estados para governador e deputado estadual.
Somente desta forma, formando a maioria que apoia o presidente ou governador, é que teremos um governo autentico.
Não adianta querer que patrões defendam direitos trabalhistas.
O povo somente irá colhaer o que plantar.
Jorge Luis
20 de junho de 2018 9:51 amMais uma razão para não
Mais uma razão para não reeleger nenhum deputado ou senador golpista.
andre2110
20 de junho de 2018 11:29 amO fato é que o Brasil precisa
O fato é que o Brasil precisa se livrar do dna português.
Setores burocratas em conluio com o judiciário estão afundando o país.
Hoje demoraram anos para discutir um projeto, outros para aprovar, outros para iniciar as obras, que quase sempre são paralisadas. No final as obras são questionadas…
Para cada ano de trabalho real, 9 anos de burocracia.
No exterior, para cada 9 de trabalho 1 de burocracia.
Harry Heart
20 de junho de 2018 12:17 pmCivilizada
“Relação civilizada com o legislativo”
Traduzindo: Estar propenso a negociatas ou fazer vista grossa para a roubalheira continuar…
jVicente
20 de junho de 2018 12:47 pmO sistema que ele auxiliou a fazer
…Segundo Delfim, o “sistema foi feito para manter o poder dos donos dos partidos” e os presidentes da República continuarão sujeitos às demandas e negociações impostas por esses “poderosos”.
Agora ele está sentindo na pele.
Manuel FERRINHO
20 de junho de 2018 1:10 pm10%
Delfim Netto, ministro dos 10% , no tempo da Ditadura.
Vicente galdino
20 de junho de 2018 8:11 pmO cientista político Antonio
O cientista político Antonio Lavareda concordou com Delfim. “Terá condições de governar quem tiver uma relação civilizada com o Legislativo e com o Judiciário e autoridade moral para conversar com a população”
Ou seja! Lula tem capital para governar!
cesarcardoso
21 de junho de 2018 1:56 amDelfim está certo, e isto é triste e alarmante
Delfim, raposa velha, já entendeu como funciona o sistema político pós-golpe de 2016: o presidente vai precisar fazer acordos com diversos senhores feudais do Legislativo, e dado o nível de fragmentação do sistema político brasileiro (que vai aumentar nesta eleição, caso ocorra), daí a montar uma frente que derrube o presidente é um pulo.
Junte-se a isso o Judiciário como um partido não-eleito e temos a situação do que restou do sistema político da Constituição de 1988: o caos.
E sabemos muito bem o que acontece quando o sistema político mergulha no caos.