Delfim Netto: Senado controlado pelas mídias sociais não aprovará Reforma da Previdência

Ex-ministro da Fazenda avalia que senadores não se comportam como líderes, mas como tuiteiros que cedem a pressões externas e transformam o Senado num "teatro"

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O economista e ex-ministro da Fazenda Delfim Netto publicou artigo na Folha de S. Paulo, nesta quarta (13), duvidando da capacidade do novo Senado em aprovar uma Reforma da Previdência. Ele lembrou do episódio turbulento – um “teatro” – da eleição da Mesa Diretora e avaliou que os senadores não se comportam como líderes perante a sociedade. Ao contrário disso, parecem influenciados demais pelas mídias sociais.

“A despeito da minha grande esperança na democracia representativa, tenho sérias dúvidas que ‘representantes’ controlados pelas mídias sociais possam dar conta de aprovar a reforma da Previdência”, escreveu.

Segundo o ex-ministro, um líder deve “convencer seus seguidores a enfrentarem a dura realidade da inevitável escassez de recursos diante de demandas infinitas. Deve domesticar a sua demagogia, esconder sua vaidade e ter presentes as consequências de suas ações.”

“Há alguma relação entre esse ser quase divino e o senador tuiteiro que espera a instrução de fora?”, disparou.

Para ele, a “solução talvez seja envolver o Senado numa gaiola de Faraday, que interromperá a comunicação dos celulares para testar se nele há vida inteligente”, ironizou.

Leia o artigo completo aqui.

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4 comentários

  1. Vamos ficar na mão dos aplicativos. Os americanos podem manipular os aplicativos e consequentemente nosso congresso.

  2. O Delfim quer solucionar a escassez de recursos com mais escassez de recursos. Ora, a reforma da previdência vai tornar os recursos ainda mais escassos para aposentados e pensionistas.

  3. Como concordar e ao mesmo tempo discordar tanto.
    Delfim tem toda razão do momento celular de nossos representantes. Mas Delfin não nos fala que este momento celular, ´e claramente manipulado com robots e criação de bolhas representativas de grupos de interesse. Assim foi feito um presidente. E portanto o meu receio maior é exatamente que estas bolhas estimulem os nossos representantes a votar a favor das tais reformas. E portanto nesta a minha discordância, eu pergunto quem comanda as mídias sociais. Não vi no entanto Delfim reclamar da campanha diária que a grande imprensa faz a favor de reformas que não vão reformar nada, mas sim jogar milhões de pessoas na mão dos fundos de pensão e mercado financeiro. As propostas de capitalização, são similares a de muitos planos de previdencia que surgiram e faliram como a CAPEMI. E sequer vou mencionar o que ocorreu com as aposentadorias de milhões de americanos, com a crise Economica que preservou os CEOs do Mercado. Tenho conhecidos, que na velhice ficaram sem absolutamente nada.
    Mas quanto ao papel da mídia, não social, vimos nos ´ultimos anos um ataque constante e total e uma campanha desenfreada para esconder o que é de fato a Reforma da Previdência. Delfim agora se refere a certas mídias como mídias sociais, um termo tucano para demonstrar o receio da população. O que parece incomodar Delfim é que os atingidos se manifestem. Mas como eu disse, o meu receio é que estas tais mídias não sejam de fato sociais.
    Delfim defende a ideologia, que deixa o bolo crescer que depois agente ( não ) divide. A população esta sendo alijada de qualquer debate e principalmente de informações. E estes senhores falam da reforma como se fosse a pedra fundamental. Disto Delfim não reclama.
    E para finalizar, eu me pergunto, o que uma reforma que a principio só vai ter efeitos a médio e longo prazo, tem a ver com investimentos e produção? Eu mesmo respondo: esta é a privatização que o capital financeiro tanto espera. Imaginem os bilhões destinados aos bancos e seus fundos de capitalização.
    Quem acredita em Delfim que o compre, mas ele me lembra a CoroaBrastel e seus pitacos economicos nunca mudaram a cara do Brasil. E afinal ele incorporou o adicional noturno em sua aposentadoria da USP. Ele de fato não confia na aposentadoria privada.

  4. Maldita Democracia: atrapalhando a privatização da previdência pública e os interesses do sistema financeiro. Onde já se viu uma coisa dessas?

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