A tensão e pressão social gerada sob o presidente estadunidense Donald Trump por conta dos escândalo sexual envolvendo o magnata Jeffrey Epstein não deve render ao republicano um terceiro pedido de impeachment. Por outro lado, o Partido Democrata deve adotar como estratégia a exploração midiática do caso para tentar emplacar uma derrota ao trumpismo nas eleições de meio mandato, em 2026. É o que avalia o professor emérito de história do Brasil na Brown University, James N. Green, em entrevista à editora-chefe do Jornal GGN, Lourdes Nassif, na noite de quinta (13), para o programa TV GGN 20 Horas, no Youtube [assista abaixo].
Green analisou que Trump está desgastado pelas recentes revelações de que seu nome estaria envolvido nos documentos do caso Epstein. O escândalo sexual levou o magnata à prisão e, posteriormente, ao suposto suicídio. Dada a dimensão da história, Trump sempre prometeu que ajudaria a esclarecer e abrir os arquivos do caso, lembrou Green.
Porém, desde que seu nome passou a ser implicado, Trump recuou e tem recebido forte pressão até mesmo por parte de uma pequena ala do Partido Republicano, que quer abrir os arquivos. Trump teve de atuar pessoalmente nesta semana para tentar reverter votos de correligionários que tendem a aprovar no Congresso a abertura total dos documentos.
Segundo Green, a oposição democrata já tentou duas vezes levar Trump ao impeachment, sem sucesso. Uma terceira tentativa, a esta altura do campeonato, serviria apenas para reforçar a narrativa do republicano, de que seria “vítima de uma caça às bruxas”. Por isso, o professor descarta a possibilidade de pedido de impeachment para Trump agora, e aposta na exploração do caso Epstein, fazendo o trumpismo sangrar nas urnas.
Para Green, tudo que Trump quer neste momento é ver esta pauta sumir do noticiário. A Casa Branca não tem comentado pedidos da imprensa a respeito do escândalo. A escalada da tensão com a Venezuela ajuda Trump a desviar o assunto, mas Green ressalta que os interesses dos EUA no país comandado por Nicolás Maduro independem de qualquer outra questão.
Na entrevista, James N. Green ainda comentou sobre a posição dos Estados Unidos sobre o aquecimento global e sua ausência – assim como a da China – na COP30; o fim do Shutdown e o debate em torno do financiamento da saúde pública nos EUA; a aliança da extrema-direita brasileira com os EUA, incluindo o papel de Eduardo Bolsonaro e aliados na defesa de Jair Bolsonaro junto aos norte-americanos, entre outras questões. Assista abaixo:
Paulo Dantas
14 de novembro de 2025 10:36 amSerá que os seguidores do Trump ligam para isto ?
Rui Ribeiro
14 de novembro de 2025 10:40 am“O melhor negócio no Brasil é roubar, pois o sujeito arruma a vida da família por três gerações e sai da prisão em um ano”. – Max Ribas (Miracatu, SP), sobre a prisão do ex-presidente do INSS pela PF
Não é bem assim. Isso vai depender do valor do roubo. Se o valor roubado for muito alto, o barão nem sequer chega a ser preso. Se o valor do roubo for um tostão, nunca mais o ladrão sairá da prisão e sua família ficará ao Deus dará, principalmente depois que a extrema-direita e o Derrite eliminarem benefícios às famílias dos condenados.
grevista
14 de novembro de 2025 3:26 pmComplicado. Primeiro, não seria nada estranho se surgissem ligações entre Epstein e próceres democratas, como Clinton e Obama. Segundo, os democratas perderam em 2024 porque a cúpula do partido não tem respostas para a crise estadunidense. Quem tem é afastado e boicotado. Obama trabalhou fortemente para derrotar Sanders em 2020 e impedir alternativas em 2024. Participou do saque à candidatura Sanders em 2016. Nanci Pellosi enm se fala. Na maioria das questões econômicas e políticas importantes, os dois partidos pouco diferem. Em política externa e América Latina, pode parecer estranho, mas a onda progressista do início do século XXI se instalou no poder durante o governo Bush. Obama derrotou e/ou derrubou praticamente todos os governos progressistas, entregando a Trump em 2017 a região completamente adocicada aos interesses estadunidenses. Restaram o México, com AMLO, e a Bolívia, com Evo, além de Maduro. Mas Obama já tinha cuidado de isolar Maduro cada vez mais, deixando pronto o caminho para intervenções golpistas, como Guaidó.
Paulo Dantas
14 de novembro de 2025 9:59 pmVerdade , seu Bill que foi a julgamento de “impixa” por canta de um rabo de saia estava na lista do cabloco, mas os democratas são canonizados pela mídia.