O Centrão colocou em andamento um plano para blindar Jair Bolsonaro de responder a processos judiciais após eventual derrota para Lula na eleição de outubro de 2022.
Segundo informações do blog da jornalista Andreia Sadi, no G1, representantes do Centrão já conversam com outros parlamentares e membros dos tribunais superiores para construir o clima necessário à aprovação de uma PEC que vai transformar todo ex-presidente da República em “senador vitalício”.
O objetivo é dar a Bolsonaro garantia de foro privilegiado mesmo que ele venha a perder a reeleição, conforme indicam todas as pesquisas eleitorais até aqui.
O medo de ser preso ao fim de sua presidência é um tema recorrente nos discursos de Bolsonaro, que tem feito, impunemente, uma escalada golpista contra as urnas eletrônicas.
O tal “pacto pela tranquilidade institucional”, como a proposta à Constituição tem sido chamada nos bastidores de Brasília, não é bem uma novidade na América Latina.
A saída hoje pensada para Bolsonaro é exatamente a mesma usada pelo ditador Augusto Pinochet.
O CASO PINOCHET
Sete anos após assumir o poder no Chile, em 1973, o general Pinochet deu um golpe e ditou a Constituição de 1980, dando super poderes às Forças Armadas. Quando a ditadura chilena acabou, em 1990, Pichonet virou comandante-em-chefe dos militares e, assim, manteve o foro privilegiado até 1998, quando encerrou a carreira militar para virar senador vitalício, conforme previsto na Constituição. Naquele mesmo ano, Pinochet foi preso em Londres, por 503 dias.
Em 2000, dois meses após o retorno de Pinochet ao Chile, a Corte de Apelações de Santiago aprovou sua destituição do cargo de senador vitalício. O ex-ditador pôde ser investigado e processado pela Justiça local.
Mas em 2002, Pinochet renunciou do cargo vitalício no Senado após a Justiça isentá-lo definitivamente de responder a qualquer processo por crimes contra a humanidade. Naquele ano, a Suprema Corte chilena entendeu que Pinochet não tinha condições mentais de ser julgado.
Pinochet foi condenado, mais tarde, no caso Riggs, por desviar recursos públicos para o exterior. A vaga de senador vitalício foi revista no Chile em 2005, durante o governo Lugo.
Edivaldo Dias de Oliveira
26 de julho de 2022 3:21 pmAssumiu a derrota e confessou o crime.
Esse é o golpe do capitão Brancaleone.
E os demais militares, como ficam?
E os filhos também serão contemplados com a benesse do pai?
Esse é o Jair que todos deveriam conhecer, só tem olhos para sí.
MARCIO ANDRÉ TRINTIN
26 de julho de 2022 3:36 pmBolsonaro, senador vitalício??? Era só o que faltava para avacalhar de vez essa república tropical sul-americana! Se essa proposta for apresentada, votada e aprovada, aí sim, acredito que estamos no fim dos tempos!
ULISSES
26 de julho de 2022 3:53 pmÉ dar carta branca para vagabundo aprontar e não ser responsabilizado por nada. Típica república bananeira. Mas um país que FHC, Collor, Serra, Aécio e muitos outros, com todas as provas de corrupção nunca foram sequer investigados, tal coisa nem é necessária. Justiça no Brazil com Z só vale para pobre e PT
Paulo Dantas
26 de julho de 2022 6:50 pmTeria direito a voto ? Seria para todos os ex-presidentes (uma armadilha) ? No STF em tese seu Jair teria um 2 x 5 , seria alguma garantia ? Sugiro estender para todos os laterais-esquerdos que já jogaram Copa , volantes não , seria demais … País e sua vocação para terceiro-mundo ….
Eduardo
26 de julho de 2022 7:14 pmGoverno Lugo ?
AMBAR
26 de julho de 2022 9:01 pmÈ ruim, hein?
Vladimir
27 de julho de 2022 9:06 amNão acredito nisso. A vagabundagem milico miliciana sequer pensa nessa possibilidade.
Os vagabundos pensam em continuar com seu golpe,dado lá em 2015.
Se algo der errado,já tem um KC 390 esperando para levar essa turma toda para fora do país.
Omeg
31 de julho de 2022 6:18 pmPagando royalties pro Renan Calheiros minha proposta para nome da PEC é Incitatus.