Dias Toffoli comprova acessos ilegais ao sistema do COAF, por Luis Nassif

Tendo a informação do COAF, procuradores buscavam depois as provas por outros meios para trazer aos autos

De meus leitores especiais

Segundo o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, em três anos, a UIF (Unidade de Inteligência Financeira) enviou ao Ministério Público 972 RIFs (Relatório de Inteligência Financeira) espontaneamente. Nenhum deles teria sido solicitado pelo próprio órgão. Se os membros do MP quiserem dados novos, segundo o procurador-geral, “precisam preencher, assinar e submeter à UIF formulário próprio antes de ter acesso a qualquer informação”.

Partindo da premissa de que o PGR não está faltando com a verdade, o que isso quer dizer?

1 – que o MPF apenas recebeu RIFs do COAF e não pediu nenhum, nem para ter novas informações.

2 – como, evidentemente, não é assim, pois é comum as autoridades investigativas pedirem novas e mais detalhadas informações, a solução desse imbróglio só pode ser resolvido de uma das duas formas, ou com as duas formas utilizadas simultaneamente:

O MPF pedia que essas novos pedidos fossem feitos por Auditores Fiscais da Receita Federal, que depois passariam as informações ao MPF, informalmente, como noticiou o The Intercept.

Ou os próprios procuradores do MPF acessavam as informações diretamente, tentando não deixar rastro nos autos dos processos. Tendo a informação do COAF, buscavam depois as provas por outros meios para trazer aos autos.

De qualquer forma, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, conseguiu as informações que queria, sobre os acessos informais (e ilegais) às informações do COAF.

É mais um ponto de peso, no julgamento sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro.

Leia também:  2019, o ano do Pibinho do Guedes, por Paulo Kliass

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

7 comentários

  1. Quando o Pedro Taques, então senador, procurador de carreira do MPF lutou com unhas e dentes pelo “direito” do MPF proceder a investigações (invadindo a competência das polícias), iniciou-se o sequestro da liberdade do cidadão.
    Dizia ele que ” se até cachorro investiga” – referindo-se aos cães da polícia que farejavam drogas – “por que o MP não pode investigar?”
    Mas, quando o órgão encarregado de acusar também procede às investigações, por mais isento que ele seja, seus membros não resistirão ao apelo do poder de acusar os seus desafetos e nem de criar “provas” para “convencer” algum renitente a fazer ou deixar de fazer alguma coisa de seu interesse.
    Mais que isso, enquanto órgão independente e de natureza estratégica na administração da justiça, presta-se como uma luva às manipulações políticas, e pelas duas vias: tanto pode ser pressionado a punir e poupar a quem interessa ao poder quanto pode pressionar a punir ou poupar a quem seus próprios componentes acharem conveniente, usando e abusando da extorsão sofisticada.
    Assim foram criados os monstros moros e dalanhóis, que se reproduziram em cadeia e num efeito dominó.
    Reconheça-se no FHC a inteligência estratégica de não aparelhar, sob nenhum aspecto, a polícia federal, o ministério público e os órgãos de justiça em todos os níveis, ainda que devesse faze-lo com as devidas cautelas.
    O “combate à corrupção”, peixe podre vendido numa embalagem fechada para a esquerda, trouxe para dentro da estrutura do estado a corrupção institucional que destruiu o próprio estado e da qual não sabemos como nos livrar,

    10
  2. Nassif,
    Esta quadrilha entreguista foi peça fundamental para o sucesso na destruição de vários setores da economia nacional, cuja natural consequência foi PGuedes, marionete da banca que acelerou ainda mais o desmonte generalizado dos direitos sociais, uma enorme crueldade que ainda permanece invisível para a sociedade.
    Se a tal reforma da Previdência era tão necessária(para a banca, com certeza), teria que ter ocorrido há anos, mas ninguém falava nisto por uma singela razão, não havia a menor necessidade da tal reforma.
    O ministro mercadista se tornou um mestre em arrancar, sob as mais variadas formas, $$$ de quem mais precisa, e como não existe protestos, muitos outros cortes covardes ainda virão pela frente.
    O mercadista só não encosta o dedo mindinho nos interesses da banca, que está aplaudindo de pé o desgoverno deste miliciano sem noção que, depois de dez meses no trono, não conseguiu mostrar nenhum plano de governo. E a grande mídia, por onde anda a tal grande mídia e também o bloco de oposição que não são capazes de questionar seriamente nenhuma atitude deste desgoverno repleto de ministros mais sujos que pau de galinheiro?
    Em minha opinião, o presidente de viés fascista estaria reeleito caso a eleição fosse hoje.

  3. Calma pessoal,a dobradinha Toffoli/Gilmar funciona azeitadinha.Mendes não jogou o processo de suspeição de Moro para 2020 à toa.Mendes assina,Toffoli carimba.O Marreco é um perfeito e acabado idiota,manipulado pela Globo e teleguiado pela inteligência americana.O que esse imbecil deixou de rabo por onde passou,não está em nenhum gibi e deve leva-lo ao xilindró assim que o efeito da anestesia passar.Entendo que falta o batom na cueca,que atende pelo nome “grana”.Ela vai aparecer,basta aguardar.Dele e muita gente boa,não é Dr.Carvalhosa o maior laranja de umbigo que tem nesse terra deserdada de Deus.

    8
    1
  4. Toffoli, ao final de seu voto, depois de tanto dizer, dá o seu “jeitinho” costumeiro (nem lá, nem aqui) : órgãos de controle que monitoram dados fiscais e bancários podem compartilhar dados sigilosos com órgãos de investigação sem a necessidade de autorização judicial, desde que estes últimos abram investigações imediatas e informem o juiz competente

  5. Pelo retorno do MPF à sua origem ou extinção. Os meninos e os velhinhos safados não sabem viver em democracia. Esta esbórnia não pode continuar.

  6. – TOFFOLI, ao final de seu voto, depois de tanto dizer, dá o seu “jeitinho” costumeiro (nem lá, nem aqui) : órgãos de controle que monitoram dados fiscais e bancários podem compartilhar dados sigilosos com órgãos de investigação sem a necessidade de autorização judicial, desde que estes últimos abram investigações imediatas e informem o juiz competente

    – como VELHO DITADO popular diz : “QUEM muito fala, pouco sabe”

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome