Que tal compartilharmos dicas de leitura para esses dias de folga.
Sugestões para:
1. História do Brasil.
2. História Internacional.
3. Economia internacional e a crise.
4. Os novos tempos da mídia e das redes sociais.
5. A nova ordem econômica internacional.
cirena
27 de dezembro de 2013 6:40 pmHistoria do Brasil/Internacional
1-) ‘ A solidão segundo Solano Lopez –
de Carlos de Oliveira Gomes -(análise sob o ponto de vista das duas nações do conflito da Guerra do Paraguai)
2-) Madrugada Suja – de Miguel Tavares autor de EQUADOR.(Conflitors portugueses)
Luiz Eduardo Brandão
27 de dezembro de 2013 7:15 pmUm romance sobre os tempos da escravidão
Tive a mesma ideia da Cirene: em vez de livros “técnicos” sugerir 2 romances.
O primeiro, o esplêndido romance de estreia do Alberto A. Reis, no melhor estilo dos folhetins de Dumas, Em breve tudo será mistério e cinza. Narra a história de um jovem casal de franceses que vem para o Brasil em 1825 para garimpar no Distrito Diamantino. Como pano de fundo, a politicagem na Corte, nas oligarquias locais, e os horrores a que eram submetidos os escravos, tratados bem pior que bichos. Imperdível.
Imperdível também outro romance de estreia, A casa do silêncio, este do escritor turco e (merecidíssimo!) prêmio Nobel, Orhan Pamuk, sem dúvida um dos maiores autores dos nossos dias, um humanista como se tornou difícil encontrar. Só em fins de 2012 saiu no Brasil — e também em língua inglesa –, depois de publicadas várias outras. Com vários personagens-narradores, retrata duas Turquias, nas férias de verão dos anos 70 em um balneário: a da avó nonagenária, lembrando sua vida amarga ao lado do marido, um humanista sonhador; a de seus netos, envolvidos num ambiente de violenta luta política entre fascistas e esquerdistas e de mudança de costumes tradicionais. Pamuk faz nele aquilo de que só os grandes autores são capazes: tornar universal e atemporal os dramas locais de uma época precisa. Paralelos com nosso país, dos anos de chumbo e de hoje, é que não faltam.
Fernando Manoel Soares
27 de dezembro de 2013 6:48 pmJosé de Souza Martins
Apesar do Martins se bandear para o outro “lado”, sua obra O poder do atraso: ensaios de sociologia da história lenta
tem uma boa análise sobre o Brasil Colônia até hoje serve para ser noção da História do Brasil na perspectiva do clientelismo e outras.
Fica a sugestão…
Fábio de Oliveira Ribeiro
27 de dezembro de 2013 6:50 pmAprecio bastante História
Aprecio bastante História antiga, quer tenha sido escrita por historiadores antigos (Tito Lívio, Tácito, Heródoto, Polibio, Suetonio, Plutarco, etc) quer por modernos (Edward Gibbon, Michael Scott, Kulikowski, Jean Noel Robert, Paul Veyne, Tony Perrottet etc…). Creio que é impossível compreender as contradições do mundo atual sem recorrermos à Historia antiga, pois muito sobreviveu à sua suposta destruição pelos bárbaros e pela Idade Média.
Obelix
27 de dezembro de 2013 6:58 pmLá vão
Vargas I e II, de Lira Neto, Cia das Letras.
Ministério do Silêncio, Lucas Figueiredo, Ed. Record.
Enigmas do Capital e as crises do capitalismo, David Harvey, Boitempo Editorial.
Dresden, Frederik Taylor, Ed. Record.
Stálin, A corte do czar vermelho, Simon Sebag Montefiore, Cia das Letras.
O anjo da fidelidade, a história sincera de Gregório Fortunato, José Louzeiro, Ed. Francisco Alves.
Anarquista Lúcida
27 de dezembro de 2013 7:04 pmUm livro emocionante: “O Parente + Próximo” de Roger Fouts
É sobre chimps que aprenderam linguagem humana. Absolutamente emocionante.
Vou narrar uma das histórias, a mais incrível para mim. A Washoe, a principal chimp tratada no livro, tinha perdido 2 filhotes antes de que o Roger Fouts, preocupado com o desespero dela, tenha comprado um filhote de chimp para ela adotar (no início, ela negou, disse que nao era o filhote dela; mas ele a convenceu, usando língua de sinais, que o filhote era um filhote sem mae, e ela uma mae sem filhote; ela o adotou, e ela mesma lhe ensinou vários sinais da língua de sinais americana). Pois bem, o Roger tinha uma assistente de que a Washoe gostava muito. Mas a moça teve uma gravidez de risco, e teve que ficar fora do trabalho muito tempo, tendo perdido o filho. Quando ela voltou, a Washoe lhe cobrou o fato de ter ficado tanto tempo longe. A moça entao lhe contou que tinha ficado grávida, mas tinha perdido o filho. A Washo fez o sinal de chorar — usando linguagem, nao uma simples manifestaçao de afeto pelo comportamento — e abraçou a moça. Acho incrível essa história.
A dedicatória do livro é simbólica. Ele dedica o livro à Washoe, e a todos os outros chimps “que nao podem mais voltar para casa”. Nao tá falando da floresta… Nao sao mais chimps, nao chegam a humanos…
Gilberto Cruvinel
27 de dezembro de 2013 7:26 pmLivros de História
1) Daniel Aarão Reis Filho:
A Revolução Russa (1917-1921)
https://docs.google.com/file/d/0B46vjiRI8hGuR0FHNWdISUVNMFk/edit?usp=drive_web
2) Daniela Arbex
Holocausto Brasileiro
https://docs.google.com/file/d/0B46vjiRI8hGuajlUeUdTNVhZcWM/edit?usp=drive_web
3) Jacques Le Goff
A bolsa e a vida
https://docs.google.com/file/d/0B46vjiRI8hGuT2MzbkVnUkdBc28/edit?usp=drive_web
O homem medieval
https://docs.google.com/file/d/0B46vjiRI8hGuUWkyTHhwM2JKblE/edit?usp=drive_web
4) Jorn Rusel
Razão Histórica
https://docs.google.com/file/d/0B46vjiRI8hGuQk9ablpDcHphcjA/edit?usp=drive_web
5) Eric Hobsbawm
Sobre História
https://docs.google.com/file/d/0B46vjiRI8hGuY1psMzFkQjhIOUk/edit?usp=drive_web
História da Vida Privada
1. Da renascença ao século das luzes
https://docs.google.com/file/d/0B46vjiRI8hGuWDRPNWU3cXRiYTQ/edit?usp=drive_web
2. Da Europa feudal a renascença
https://docs.google.com/file/d/0B46vjiRI8hGuSFRDS253WUV6YlU/edit?usp=drive_web
3. Do Império Romano ao ano mil
https://docs.google.com/file/d/0B46vjiRI8hGuLW1JcWgyeGZzcGM/edit?usp=drive_web
6) Paulo Sérgio de Vasconcellos
Mitos gregos
https://docs.google.com/file/d/0B46vjiRI8hGuOHFzM2Vmb19pZms/edit?usp=drive_web
Gilberto Cruvinel
27 de dezembro de 2013 7:30 pmEric Hobsbawn
Clique no títulos
1) Nações e nacionalismo desde 1780
2) Ecos da Marselhesa
3) A era das revoluções
4) A era do capital
5) Era dos extremos
6) Era dos impérios
Luiz Antonio Antunes Machado
27 de dezembro de 2013 8:23 pmMestre
Hobsbawn foi um verdadeiro mestre da história, ótimas dicas. Na mesma linha recomendo “Linhagens do Estado Absolutista” do grande historiador Perry Anderson.
rosenvald flavio barbosa
27 de dezembro de 2013 7:35 pmRECOMENDA-SE POUCA LEITURA
segundo JB, o inquisidor e algum juíz de Brasília, não é recomendável mais que 1 hora e 59 minutos por dia…………..
lamentável…………………..
Hans Bintje
27 de dezembro de 2013 7:39 pmA Espera do Ano Passado
“À Espera do Ano Passado” – autor : Philip K. Dick
Sinopse:
“O livro, publicado em 1966, acompanha os problemas do Dr. Eric Sweetscent em um futuro não muito distante. A Terra se encontra em uma guerra interminável, sua esposa está viciada em uma droga que joga seus usuários de um lado para o outro no tempo e seu novo paciente é o homem mais importante do planeta. A doença do Secretário Gino Molinari, contudo, se tornou um instrumento político e o médico não sabe se seu trabalho é curá-lo ou mantê-lo estável apenas para adiar sua morte.” ( fonte: http://omelete.uol.com.br/cinema/now-wait-last-year-produtoras-anunciam-adaptacao-do-livro-de-philip-k-dick/ )
crisbr
27 de dezembro de 2013 7:44 pmEstou lendo no momento
Estou lendo no momento “Tiradentes um Presídio da Ditadura” o livro é antigo de 1998 mas é interessante.
Sobre a Ditadura militar ou Luta Armada recomendo :”Mulheres que foram a luta Armada” de Luiz Maklouf Carvalho (para mim um dos 3 melhores livros já escritos sobre luta armada que merecia uma 2 edição)
tem ainda do Marcelo Ridenti ‘Fantasma da Revolção Brasileira 2 edição” ótimo estudo histórico da esquerda armada dos anos 70.
Sobre outros assuntos:”A Chegada do Terceiro Reich” de Richard J Evans esse historiador inglês fez um grande trabalho contando o clima da Republica de Weimar e como o Partido Nazista de minúsculo e radical foi ganhando espaço com a crise política e economica que assolava a Alemanha. Também possui informações sobre os outros Partidos durante a República de Weimar.
e Poesia : Ana Cristina César “A teus Pés”
Jairo Batista dos Santos
27 de dezembro de 2013 7:53 pmPode ser lido na Papuda?
Das dicas, quais podem ser lidos na Papuda pelos petistas presos?
Ulisses s
27 de dezembro de 2013 8:05 pm2º guerra, Guerra Cívil Espanhola e Guerra do Paraguai
Fiquei fã do historiador Inglês, ex assistente de John Keegan, Antony Beevor. Comprie quase todos os seus livros. Já li “A Batalha da Normandia”, “Stalingrado” e “Creta”. Vou começar a ler “Berlim1945″ e depois ” A Batalha pela Espanha. De história brasileira, li recentemente “Maldita Guerra” do Francisco Doratioto. Recomento quem tem interesse nestes assuntos.
Vania Cury
27 de dezembro de 2013 8:13 pmNesses tempos amargos de
Nesses tempos amargos de condenações estapafúrdias, recomendo a leitura de Recordações da Casa dos Mortos, do grande Fiódor Dostoiévski. As reflexões que ele faz sobre os presídios e os presidiários são simplesmente magníficas. Acho que permanecem atemporais, e podem instigar qualquer ser humano em qualquer tempo histórico. Vale a pena. Sei que foge um pouco das linhas sugeridas acima, mas é uma leitura inesquecível.
Luiz Antonio Antunes Machado
27 de dezembro de 2013 8:14 pmA cozinha venenosa
Experimentem “A cozinha venenosa” de Silvia Bittencourt. Uma pesquisa bem interessante sobre um jornal (Münchner Post) que ousou se opor ao crescimento de Hitler e do Partido Nazista nas décadas de 20 e 30 na Alemanha do século passado .
Ulisses s
27 de dezembro de 2013 8:19 pmDois livros muito bons de história
O primeiro é de rolar de rir! “Fora de controle” como o acaso e a estupidez mudaram a história do mundo, de Eric Durschmird. A história do como um barril de bebida alcoolica ocasionou o maior desastre militar da Áustria é muito bom. Outro bem despretencioso, por autores brasileiros, almirantes e historiadores civis, chamado “Guerra no Mar” batalhas e campanhas navais que mudaram a história, com organização de Armando Vidigal. os relatos da batalha de Lepanto e da Invencível Armada são os melhores pela sua ironia.
Luiz Antonio Antunes Machado
27 de dezembro de 2013 8:41 pmPetiscos para a petizada.
Quem tiver fôlego para história, recomendo “O Declínio e queda do Império Otomano”, de Alan Palmer, é muita informação mas dá muitas dicas para entendermos as mudanças que se aceleraram no Oriente Médio a partir do século 20.
Uma pena que ainda não traduziram, mas é instigante o “Murder in the métro”, de Gayle Brunelle e Annette Finley-Crosswhite, sobre o assassinato de uma mulher no metrô de Paris, na década de trinta, que estava envolvida na luta entre os grupos de esquerda e direita na França, Itália e na Espanha, durante sua Guerra Civil. Surpreendente.
mcn
27 de dezembro de 2013 8:49 pmPixinguinha
Para quem gosta de música brasileira:
A escuta singular de Pixinguinha. História e música popular no Brasil dos anos 1920 e 1930. De Virginia de Almeida Bessa, 2010.
Excelente.
Anna Ludmilla F Ramos
27 de dezembro de 2013 9:06 pmComunicação Social
Dênis de Moraes, Ignacio Ramonet e Pascual Serrano assinam a seis mãos os ensaios que integram o livro
“Mídia, Poder e Contrapoder: da Concentração Monopólica à Democratização da Informação”
lançado pela Boitempo Editorial.
-Charlie-
27 de dezembro de 2013 9:29 pmNassif, havia sugerido algum
Nassif, havia sugerido algum tempo atrás que vc criasse um tópico periódico, poderia ser aos domingos por exemplo, com sugestões de leitura.
Reitero a sugestão.
Walker
27 de dezembro de 2013 9:54 pmLeitura obrigatoria para esse
Leitura obrigatoria para esse final de ano e’ A Esquera Caviar de Rodrigo Constantino. Imperdivel, muitos aqui acharao que estao diante do espelho…
Jorge Moraes
28 de dezembro de 2013 3:05 pmQuá quá
Rodrigo Constantino é realmente um grande escritor. Sugiro-o, inclusive, para o Nobel de Literatura.
Patativa
27 de dezembro de 2013 10:08 pmSimon Singh
Estou lendo a Era dos Extremos, Eric Hobsbawn.
Como foi sugerido acima, me permito sugerir três livros de Simon Singh:
– O livro dos códigos (história da criptografia)
– O último teorema de Fermat (só ‘recentemente’demonstrado)
– Big Bang (as ideias fisicas da origem do universo e os personagens que as criaram)
Sorano
27 de dezembro de 2013 10:29 pmA história de uma farsa: os
A história de uma farsa: os autos da AP 470.
Eder Luiz Martins
27 de dezembro de 2013 10:37 pmDicas de leitura para esses dias de folga
Acho interessante revisitar Oliveira Vianna, conservador político, e seu melhor livro: Instituições Políticas Brasileiras e Populações Meridionais do Brasil;
Sobre a crise da mídia sugiro o clássico As Ilusões Perdidas, de Balzac.
E Para finalizar: Os demônios de Dostoiévski.
José Robson
27 de dezembro de 2013 11:05 pmDescanso é descanso!
Na boa, seu Nassif, mas essas indicações são para o dia-a-dia da lubata; nesse período de “instrospecção” estou mais para “reler” “Kama Sutra” e quejandos! Não por ter perdido o “time”, mas para o aperfeiçoamento da performance justamente para esse porvir cruel que é a sempre nova batalha pela sobrevivência do ano seguinte! O ser “razão” está “dando um tempo” para o ser “emoção”!
Bom ano para todos!
Sérgio T.
27 de dezembro de 2013 11:08 pmRecomendações
Estou lendo “A Era Vargas” com ensaios de vários autores e organizado por Pedro Paulo Zahluth Bastos e Pedro Cezar Dutra Fonseca.
Recomendo mais dois:
– “Toda Poesia” coletânea da maior parte das poesias de Paulo Leminsky.
– “Imperio” uma boa “pincelada” nos séculos de domínio do imperio britânico, o autor Niall Ferguson.
E EU SÓ ESTAREI DE FOLGA NA NOITE DA PASSAGEM DO ANO!
Um abraço.
Sérgio T.
27 de dezembro de 2013 11:08 pmLivros
Franklin Caetano de Freitas
27 de dezembro de 2013 11:19 pmPra relaxar.
Indico o Best-seller nº1 do New York Times ZELOTA de Reza Aslan(A VIDA E A ÉPOCA DE JESUS DE NAZARÉ).
Antonio C.
27 de dezembro de 2013 11:32 pmComentários.
Reli há pouco “J’Accuse”, de Emile Zola, carta sobre o caso Dreyfuss. Em tempos de imprensalão, imperdível (merecia post): http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/marcos/hdh_zola_eu_acuso.pdf (traduzida).
Como não estou mergulhado nas novidades, recomendo:
1. Raymundo Faoro, “Os Donos do Poder”.
2. André Gunder Frank, “Acumulação Mundial: 1492-1789”.
3. Paul Krugman, “A Crise de 2008 e a Economia da Depressão”.
4. Daniel Bell, “La Sociedad Post-Industrial”.
5. René Villareal, “A Contra-Revolução Monetarista”.
No mais, desopile com os “Contos” de Voltaire e os “Panfletos Satíricos” de Swift.
Ricardo Moura
27 de dezembro de 2013 11:32 pmSugestão de livro
Se me permitem a ousadia, por menos de 9,00 vocês podem adquirir a obra Utopias do século XX – uma análise critica das revoluções russa, chinesa e cubana.
Onde encontrar (não está à venda em livrarias) –
https://clubedeautores.com.br/book/150925–Utopias_do_Seculo_XX
UTOPIAS DO SÉCULO XX tem o objetivo de realizar um inventário histórico e crítico das principais revoluções socialistas que ocorreram no século XX.
A instituição – ou não – do socialismo na URSS, na China e em Cuba é o pano de fundo para a discussão sobre as utopias políticas que foram geradas no decorrer do século passado.
O livro não aborda o momento das revoluções em um recorte desvinculado de conteúdo; antes, fundamenta e refaz os processos revolucionários de sua origem aos dias atuais.
Luiz Antonio Antunes Machado
27 de dezembro de 2013 11:37 pmPetiscos para a petizada 2
Mais um pitaco: “O deserto dos tártaros”, de Dino Buzatti. E de tirar o fôlego conforme avançamos na leitura e começamos a reconhecer (e identificar assustadoras semelhanças com nossas vidas) os fracassos, dúvidas, desesperos silenciosos que os personagens começam a enfrentar , e tudo aquilo que esperavam fazer com suas vidas vai virando, virando, bem, não vou estragar a leitura dos que ainda não conhecem. Fica a referência. Bons livros a todos !
marcosomag
27 de dezembro de 2013 11:54 pmSugiro
Em tempos de perseguição dos EUA a dissidentes como Edward Snowden, sugiro “Estado de Exceção”, do filósofo Giorgio Agamben. Como os EUA retiraram das proteções constitucionais todos os dissidentes. Doravante, chamados de “terroristas” por aquele regime totalitário.
“1964: a conquista do Estado”, de Reneé Dreyfuss, obrigatório da historiografia brasileira. Um estudo acadêmico muito aprofundado sobre a longa gestação do Golpe de 64 por forças externas de doutrinação na Escola Superior de Guerra e uma elite reacionária, subordinada aos EUA. Muito oportuno para os dias que correm. É só trocarmos ESG por estes movimentos reacionários que tentam tumultuar o Brasil (MPL, Black Bloc, #changebrazil, Millenium…) e elite reacionária pelo PIG, e veremos o tamanho da encrenca que teremos que enfrentar em 2014.
Alvaro Cesar W guimaraes
28 de dezembro de 2013 12:07 amNassif,
O livro mais
Nassif,
O livro mais instigante que li neste ano foi “A Doutrina do Choque” da canadense Naomi Klein, o qual me fez compreender o nascimento do neoliberalisma sua ascensão e atual perpetuação, tendo como seu principal mentor o falecido economista Milton Friedman (Escola da Chicago). A partir deste livro compreendi o porquê da ” Carta aos Brasileiros’ ter sido elaborado pelo PT para conseguir atingir o poder. Da mesma forma, teve de se valer o CNA de Mandela na Africa do Sul. Só posso dizer que é um livro fantástico e assustador, visto que não há nenhuma humanidade, solidariedade ou ética no neoliberalismo de Friedman.
atenir
28 de dezembro de 2013 1:06 am” Os tambores de São Luis” de
” Os tambores de São Luis” de Josué Montello. Um dos maiores romances da literatura brasileira.
Marcos Chiapas
28 de dezembro de 2013 1:20 amEstou lendo Notas do Subsolo,
Estou lendo Notas do Subsolo, de Dostoiévski.
Roberto
28 de dezembro de 2013 1:27 amRecomento o livro de Anthony
Recomento o livro de Anthony Robbyns. Desperte o gigante interior, PNL pura.
http://www.teresacoutinho.com/ebooks/desperteogiganteinterior.pdf
Ps: o link é seguro.
Emengarda
28 de dezembro de 2013 2:40 amEstou lendo O homem que amava
Estou lendo O homem que amava os cachorros – estou amando, muito bom, meio épico, saga – qualquer coisa assim. Excelente – leitura super agradável! eu recomendo!
Ed Döer
28 de dezembro de 2013 3:52 amComo China é um tema
Como China é um tema significativo no momento histórico atual e provavelmente será mais ainda no futuro, vou deixar minha dica também:
Comecei a ler nos últimos dias o livro Romance dos Três Reinos (Romance of the Three Kingdoms, versão em inglês pois não existe tradução para português), escrito por Luo Guanzhong (no século XIV), que é um romance histórico chinês que cobre mais de 100 anos de história da região, indo de 169 até 280, pegando os anos finais da dinastia Han, mais todo período histórico conhecido como Três Reinos e terminando com a reunificação do território.
O livro (parte histórico, parte lenda e parte mito) romantiza e dramatiza as vidas dos lordes feudais e seus seguidores que tentavam substituir ou restaurar a, já em decadência, dinastia Han. E embora a história cubra algumas centenas de personagens, na sua grande maioria, reais, pode-se dizer que o foco principal é nos 3 blocos de poder regionais que eventualmente formam os Estados de Cao Wei, Shu Han e Sun Wu. Até porque, em 111 anos de história seria pouco provável algum sobrevivente do início até o fim da obra. Então, seja devido aos fatores idade e saúde, como as intrigas e batalhas da época, personagens vão morrendo, mas vão abrindo espaço para as novas gerações deixarem sua marca na História do que hoje é a China. Alguns, inclusive, foram elevados ao status de divindade ao longo dos séculos por gerações posteriores.
A obra não só é reconhecida como um dos 4 grandes clássicos da literatura chinesa, como também seria popular e influente em outros países do leste asiático (Japão, Coreia, Vietnã, etc). E existem diversas adaptações para outras mídias e formatos, ópera, teatro, cinema, TV, games, etc.
Recentemente terminei de assistir uma adaptação (série com 95 episódios) para a TV chinesa de 2010, que embora pegue só o “miolo” (+/- uns 50 anos centrais) do livro, vale a pena pela qualidade da produção e da história, uma das melhores coisas que já vi em termos de série, e para ter algum contato com o que a China anda produzindo na TV. Na época eu consegui via torrents, mas aparentemente tem a série toda (legendada em inglês) no Youtube. Pra facilitar, deixo o link para o primeiro episódio caso alguém tenha curiosidade dar uma olhada, já que o livro é mais difícil de obter, além de ter mais de 2 mil páginas.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=oTax6-DUsM8%5D
Cláudio Souza
28 de dezembro de 2013 4:01 amSugestão de leitura – Hist do Brasil
Um ótimo lançamento neste segundo semestre foi “História do Brasil para Ocupados”, que reúne dezenas de professores e pesquisadores que escrevem textos breves sobre inúmeros episódios e problemas da história do Brasil, passando bem longe dos anacronismos cometidos pelos historialistas e principalmente, inovando no tom leve da linguagem. O autor, Luciano Figueiredo foi editor da Revista de História da Bilblioteca Nacional e os textos são quase um painel dos cerca de dez anos da revista. Excelente.
Marcelo godoy
28 de dezembro de 2013 4:17 amSandor Marai
O legado de ezter.
as brasas.
Romulo Cabral de Sá
28 de dezembro de 2013 4:52 amLivros de História do Brasil
1. O Trato dos Viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul, séculos XVI e XVII”, Companhia das Letras, São Paulo, 2000;
2. Olinda Restaurada: guerra e açúcar no Nordeste. 1620-1654. Cabral de Mello, Evaldo. Editora 34, São Paulo, 2007;
3. Os negros da terra: Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. Monteiro, John Manuel. Cia. das Letras, São Paulo, 2013.
Artaud
28 de dezembro de 2013 5:42 amDicas de leitura não necessariamente literárias.
Já achei as indicações de leituras do post principal bem esquisitona. Esquisitona por se propor “leitura para dias de folga”.
Li todas as outras dicas aqui. Fora uma dica sobre livro do Paulo Leminsky, quase todas são livros sobre política, economia, história e movimentos políticos históricos. E ainda alguns sobre guerras históricas. E mais alguns sobre regimes políticos. Nenhum romance. Nenhuma aventura. Nenhuma ficção. Nenhum de contos. Nenhum laser. Pra não destoar e pra seguir o figurino politizado, vão minhas dicas de livros pra ler e se comprazer nesses feriadões prolongados:
Reparo & Manutenção de Máquinas – tornos, frisas, guilhotinas e plainas.
Manual de Análise Ergonômica do Trabalho
Guia Geral da Construção Civil- aprendendo a orçar, planejar e executar
Pilates Moderno – A perfeita forma física ao seu alcance.
Sérgio T.
28 de dezembro de 2013 8:08 amBem observado
Também observei isto Artaud, mas no meu caso me defendo dizendo que as dicas de leitura que o pessoal deu, são justamente as que me divertem. Este ano li “As Pirâmides de Napoleão” e a “Chave da Roseta” de Willian Dietrich (ficção em sequência com os mesmos personagens) só por diversão, e no final das contas pouco me diverti.
Gosto mais dos livos sobre história, sociedade e seus personagens reais… Pois é… Dentro desse espírito, recomendo “A miserável revolução das classes infames” de Decio Freitas, uma dica que o próprio Nassif deu, um livro que me agradou muito, mas pode ser chato para o pessoal da ficção, rs.
Um abraço.
PS: sabe que o teu “Manual de Análise Ergonômica do Trabalho” me interessou? KKK.
Luiz Antonio Antunes Machado
28 de dezembro de 2013 12:41 pmBuzatti
Artaud: Mais ou menos. Explico, “O deserto dos tártaros ” é um romance do famoso contista e romancista italiano Dino Buzzatti, que escreveu ainda “Noites difíceis”, “No exato momento”, e outros que ainda não tive acesso. Vale a pena, entendia como poucos das angústias de nosso dia a dia.
Mario Siqueira
28 de dezembro de 2013 2:55 pmPô, Artaud
Para distrair mesmo, sugiro o “Manual Pirelli de Instalações Elétricas”. É cheio de figuras !!!
Celso_51
29 de dezembro de 2013 2:04 amKKKKKK !!!!
Muito bom !
Este
KKKKKK !!!!
Muito bom !
Este tenho na minha biblioteca.
YRD
28 de dezembro de 2013 6:19 amA Segunda Guerra Fria – Moniz
A Segunda Guerra Fria – Moniz Bandeira
Gilberto Cruvinel
28 de dezembro de 2013 9:51 amCinco séculos de sonetos portugueses de Camões a Fernando Pessoa
Nassif, permita-me fugir um pouco dos textos monumentais da história e da complexidade da economia, para uma outra perspectiva da história humana, mais poética. Neste fim de ano, dei-me de presente uma colheita de flores portuguesas: “Cinco séculos de sonetos portugueses de Camões a Fernando Pessoa”, organização, apresentação e ensaios de Cleonice Berardinelli.
Quem nos dá a imagem perfeita do livro é a própria Cleonice, na apresentação da professora Teresa Cristina Cerdeira da UFRJ:
“Uma antologia, diz-nos a autora com apoio da etimologia, é uma colheita de flores. Bela metáfora para justificar a ousadia de apresentar uma amostragem de cinco séculos de poesia portuguesa: colher belas flores foi uma opção pela beleza e pelo gozo, sem que isso signifique, por parte da autora, nossa grande mestra de literatura portuguesa, uma inocência de completude. Ao contrário, ela bem sabe que o recorte que aqui vai passa por uma confessada eleição pessoal. É este o seu buquê de muitas cores oferecido generosamente ao público brasileiro.”
E a delimitação da antologia em Camões e Pessoa é assim explicada pela autora:
— Camões é tão grande, mas tão grande que avassala tudo. O outro extremo é Fernando Pessoa. Pode-se dizer que são os dois extremos temporais e espaciais da literatura em língua portuguesa.
— Fernando Pessoa é um monstro, é uma centopeia, para todo lado há um pé. Resolvi delimitar os poemas pelo meu gosto, pelo impacto que me causam. Não fiz nada técnico.
“E, como se não bastasse o perfume das flores recolhidas, brinda-nos a autora com alguns dos seus inteligentes ensaios de literatura. Um buquê, afinal, dentro do outro, para o nosso gozo duplo.”
Assis Ribeiro
28 de dezembro de 2013 11:14 amO livro que apresentarei não
O livro que apresentarei não se trata especificamente de uma indicação de leitura, mesmo porque o tema que nele se encontra tem sido exaustivamente debatido aqui no blog. A intenção de citá-lo é demonstrar a importância da internet e deste blog de Nassif no processo democrático brasileiro, e o apelo que farei ao final.
A abordagem do autor está no partidarismo da Folha de São Paulo e a sua tentativa articulada com os outros veículos da grande mídia de desqualificar o governo do PT e levar a eleição de 2010 para o segundo turno. A importância está na compilação de fatos que este blog exaustivamente noticiou e debateu, o passo a passo no encadeamento das notícias, demonstrando de forma clara, objetiva e factual, a intenção sórdida da nossa imprensa tradicional.
Estou falando do livro ” A Ditadura Continuada”, de Jackson Ferreira de Alencar, que está dividido em três capítulos; “O caso da ficha falsa de Dilma Rousseff e seus desdobramentos”, “A pré – campanha”, e ” Operação segundo turno”; e o epílogo “Que imprensa sai das eleições de 2010?”
No primeiro capítulo o autor traça a linha do tempo sobre a forma maquiavélica que a Folha de São Paulo preparou e publicou a reportagem, e as várias tentativas frustradas, sobretudo de Antônio Roberto Espinosa e Dilma Rousseff, baseadas em laudos periciais e outras provas irrefutáveis, para que o jornal corrigisse as falsas informações. O segundo e terceiro capítulo o autor compila as várias reportagens favoráveis à Serra e desfavoráveis à Dilma.
Feita a apresentação do livro, entro no tema que quero aqui abordar e que venho mencionando ao longo dos meus recentes comentários neste blog, e faço isso por que o autor cita exaustivamente o blog de Nassif, e outros chamados progressistas, na coleta de dados iniciais para as suas pesquisas para o livro. Cita que foi aqui no blog o local onde Dilma escolheu para que as provas da “ficha falsa” fossem inicialmente divulgadas, após as várias tentativas sem exito de que a própria Folha corrigisse o seu erro. Cita também que foi aqui que ele encontrou as informações técnicas da falsidade da “ficha” escritas por André Lopes Borges das quais os laudos técnicos da perícia oficial confirmaram.
Diz o autor: “A blogosfera progressista constituiu – se , ao longo deste caso, em permanente contraponto às informações da Folha e dos outros órgão da imprensa hegemônica, dando outras versões, publicando desmentidos, criticando a forma como os fatos eram noticiados ou ocultados, com viés partidário, e apontando ligações entre a cobertura das eleições e a campanha de José Serra”.
Diz ainda: “A diversidade de pensamento e capacidade de reflexão e informação consistentes que se esvaem no jornal tende a ganhar espaço na blogosfera, e um bom contingente de leitores migrou para esses novos meios de informação por esses motivos, e não apenas devido às novas tecnologias. Deste modo, o jornal descarta setores do público e abre espaço para o fortalecimento de blogues e sites de informação que apresentem maior consistência e diversidade.
Os sites e blogs citados desempenharam, (…). o papel de apresentar o necessário contraditório que não tinha espaço no jornal e na maior parte da imprensa, demonstrando as inconsistências das matérias – o que dificultou e diminuiu a força das estratégias políticas da mídia hegemônica (Lima, 2007)”
Portanto, é nítida a importância da blogosfera alternativa como contraponto e necessário contraditório, bem como o sucesso deste novo nicho está na posição de suas linhas editoriais claras e independentes da grande mídia.
É preciso que o blog reconheça essas situações para que mantenha a sua linha editorial de forma clara, e não pendular, como vem acontecendo, e que provavelmente foi a causa de uma grande perda de excelentes comentaristas que já tivemos por aqui.
É o apelo que faço ao blog.
Um forte abraço e um feliz 2014 aos colegas do blog.
Tamára Baranov
28 de dezembro de 2013 11:35 am20 livros fundamentais para conhecer o Brasil
Por Antonio Cândido, sociólogo, crítico literário e ensaísta
Quando nos pedem para indicar um número muito limitado de livros importantes para conhecer o Brasil, oscilamos entre dois extremos possíveis: de um lado, tentar uma lista dos melhores, os que no consenso geral se situam acima dos demais; de outro lado, indicar os que nos agradam e, por isso, dependem sobretudo do nosso arbítrio e das nossas limitações. Ficarei mais perto da segunda hipótese.
Como sabemos, o efeito de um livro sobre nós, mesmo no que se refere à simples informação, depende de muita coisa além do valor que ele possa ter. Depende do momento da vida em que o lemos, do grau do nosso conhecimento, da finalidade que temos pela frente. Para quem pouco leu e pouco sabe, um compêndio de ginásio pode ser a fonte reveladora. Para quem sabe muito, um livro importante não passa de chuva no molhado. Além disso, há as afinidades profundas, que nos fazem afinar com certo autor (e portanto aproveitá-lo ao máximo) e não com outro, independente da valia de ambos.
Por isso, é sempre complicado propor listas reduzidas de leituras fundamentais. Na elaboração da que vou sugerir (a pedido) adotei um critério simples: já que é impossível enumerar todos os livros importantes no caso, e já que as avaliações variam muito, indicarei alguns que abordam pontos a meu ver fundamentais, segundo o meu limitado ângulo de visão. Imagino que esses pontos fundamentais correspondem à curiosidade de um jovem que pretende adquirir boa informação a fim de poder fazer reflexões pertinentes, mas sabendo que se trata de amostra e que, portanto, muita coisa boa fica de fora.
São fundamentais tópicos como os seguintes: os europeus que fundaram o Brasil; os povos que encontraram aqui; os escravos importados sobre os quais recaiu o peso maior do trabalho; o tipo de sociedade que se organizou nos séculos de formação; a natureza da independência que nos separou da metrópole; o funcionamento do regime estabelecido pela independência; o isolamento de muitas populações, geralmente mestiças; o funcionamento da oligarquia republicana; a natureza da burguesia que domina o país. É claro que estes tópicos não esgotam a matéria, e basta enunciar um deles para ver surgirem ao seu lado muitos outros. Mas penso que, tomados no conjunto, servem para dar uma ideia básica.
Entre parênteses: desobedeço o limite de dez obras que me foi proposto para incluir de contrabando mais uma, porque acho indispensável uma introdução geral, que não se concentre em nenhum dos tópicos enumerados acima, mas abranja em síntese todos eles, ou quase. E como introdução geral não vejo nenhum melhor do que O povo brasileiro (1995), de Darcy Ribeiro, livro trepidante, cheio de ideias originais, que esclarece num estilo movimentado e atraente o objetivo expresso no subtítulo: “A formação e o sentido do Brasil”.
Quanto à caracterização do português, parece-me adequado o clássico Raízes do Brasil (1936), de Sérgio Buarque de Holanda, análise inspirada e profunda do que se poderia chamar a natureza do brasileiro e da sociedade brasileira a partir da herança portuguesa, indo desde o traçado das cidades e a atitude em face do trabalho até a organização política e o modo de ser. Nele, temos um estudo de transfusão social e cultural, mostrando como o colonizador esteve presente em nosso destino e não esquecendo a transformação que fez do Brasil contemporâneo uma realidade não mais luso-brasileira, mas, como diz ele, “americana”.
Em relação às populações autóctones, ponho de lado qualquer clássico para indicar uma obra recente que me parece exemplar como concepção e execução: História dos índios do Brasil (1992), organizada por Manuela Carneiro da Cunha e redigida por numerosos especialistas, que nos iniciam no passado remoto por meio da arqueologia, discriminam os grupos linguísticos, mostram o índio ao longo da sua história e em nossos dias, resultando uma introdução sólida e abrangente.
Seria bom se houvesse obra semelhante sobre o negro, e espero que ela apareça quanto antes. Os estudos específicos sobre ele começaram pela etnografia e o folclore, o que é importante, mas limitado. Surgiram depois estudos de valor sobre a escravidão e seus vários aspectos, e só mais recentemente se vem destacando algo essencial: o estudo do negro como agente ativo do processo histórico, inclusive do ângulo da resistência e da rebeldia, ignorado quase sempre pela historiografia tradicional. Nesse tópico resisto à tentação de indicar o clássico O abolicionismo (1883), de Joaquim Nabuco, e deixo de lado alguns estudos contemporâneos, para ficar com a síntese penetrante e clara de Kátia de Queirós Mattoso, Ser escravo no Brasil (1982), publicado originariamente em francês. Feito para público estrangeiro, é uma excelente visão geral desprovida de aparato erudito, que começa pela raiz africana, passa à escravização e ao tráfico para terminar pelas reações do escravo, desde as tentativas de alforria até a fuga e a rebelião. Naturalmente valeria a pena acrescentar estudos mais especializados, como A escravidão africana no Brasil (1949), de Maurício Goulart ou A integração do negro na sociedade de classes (1964), de Florestan Fernandes, que estuda em profundidade a exclusão social e econômica do antigo escravo depois da Abolição, o que constitui um dos maiores dramas da história brasileira e um fator permanente de desequilíbrio em nossa sociedade.
Esses três elementos formadores (português, índio, negro) aparecem inter-relacionados em obras que abordam o tópico seguinte, isto é, quais foram as características da sociedade que eles constituíram no Brasil, sob a liderança absoluta do português. A primeira que indicarei é Casa grande e senzala (1933), de Gilberto Freyre. O tempo passou (quase setenta anos), as críticas se acumularam, as pesquisas se renovaram e este livro continua vivíssimo, com os seus golpes de gênio e a sua escrita admirável – livre, sem vínculos acadêmicos, inspirada como a de um romance de alto voo. Verdadeiro acontecimento na história da cultura brasileira, ele veio revolucionar a visão predominante, completando a noção de raça (que vinha norteando até então os estudos sobre a nossa sociedade) pela de cultura; mostrando o papel do negro no tecido mais íntimo da vida familiar e do caráter do brasileiro; dissecando o relacionamento das três raças e dando ao fato da mestiçagem uma significação inédita. Cheio de pontos de vista originais, sugeriu entre outras coisas que o Brasil é uma espécie de prefiguração do mundo futuro, que será marcado pela fusão inevitável de raças e culturas.
Sobre o mesmo tópico (a sociedade colonial fundadora) é preciso ler também Formação do Brasil contemporâneo, Colônia (1942), de Caio Prado Júnior, que focaliza a realidade de um ângulo mais econômico do que cultural. É admirável, neste outro clássico, o estudo da expansão demográfica que foi configurando o perfil do território – estudo feito com percepção de geógrafo, que serve de base física para a análise das atividades econômicas (regidas pelo fornecimento de gêneros requeridos pela Europa), sobre as quais Caio Prado Júnior engasta a organização política e social, com articulação muito coerente, que privilegia a dimensão material.
Caracterizada a sociedade colonial, o tema imediato é a independência política, que leva a pensar em dois livros de Oliveira Lima: D. João VI no Brasil (1909) e O movimento da Independência (1922), sendo que o primeiro é das maiores obras da nossa historiografia. No entanto, prefiro indicar um outro, aparentemente fora do assunto: A América Latina, Males de origem (1905), de Manuel Bonfim. Nele a independência é de fato o eixo, porque, depois de analisar a brutalidade das classes dominantes, parasitas do trabalho escravo, mostra como elas promoveram a separação política para conservar as coisas como eram e prolongar o seu domínio. Daí (é a maior contribuição do livro) decorre o conservadorismo, marca da política e do pensamento brasileiro, que se multiplica insidiosamente de várias formas e impede a marcha da justiça social. Manuel Bonfim não tinha a envergadura de Oliveira Lima, monarquista e conservador, mas tinha pendores socialistas que lhe permitiram desmascarar o panorama da desigualdade e da opressão no Brasil (e em toda a América Latina).
Instalada a monarquia pelos conservadores, desdobra-se o período imperial, que faz pensar no grande clássico de Joaquim Nabuco: Um estadista do Império (1897). No entanto, este livro gira demais em torno de um só personagem, o pai do autor, de maneira que prefiro indicar outro que tem inclusive a vantagem de traçar o caminho que levou à mudança de regime: Do Império à República (1972), de Sérgio Buarque de Holanda, volume que faz parte da História geral da civilização brasileira, dirigida por ele. Abrangendo a fase 1868-1889, expõe o funcionamento da administração e da vida política, com os dilemas do poder e a natureza peculiar do parlamentarismo brasileiro, regido pela figura-chave de Pedro II.
A seguir, abre-se ante o leitor o período republicano, que tem sido estudado sob diversos aspectos, tornando mais difícil a escolha restrita. Mas penso que três livros são importantes no caso, inclusive como ponto de partida para alargar as leituras.
Um tópico de grande relevo é o isolamento geográfico e cultural que segregava boa parte das populações sertanejas, separando-as da civilização urbana ao ponto de se poder falar em “dois Brasis”, quase alheios um ao outro. As consequências podiam ser dramáticas, traduzindo-se em exclusão econômico-social, com agravamento da miséria, podendo gerar a violência e o conflito. O estudo dessa situação lamentável foi feito a propósito do extermínio do arraial de Canudos por Euclides da Cunha n’Os sertões (1902), livro que se impôs desde a publicação e revelou ao homem das cidades um Brasil desconhecido, que Euclides tornou presente à consciência do leitor graças à ênfase do seu estilo e à imaginação ardente com que acentuou os traços da realidade, lendo-a, por assim dizer, na craveira da tragédia. Misturando observação e indignação social, ele deu um exemplo duradouro de estudo que não evita as avaliações morais e abre caminho para as reivindicações políticas.
Da Proclamação da República até 1930 nas zonas adiantadas, e praticamente até hoje em algumas mais distantes, reinou a oligarquia dos proprietários rurais, assentada sobre a manipulação da política municipal de acordo com as diretrizes de um governo feito para atender aos seus interesses. A velha hipertrofia da ordem privada, de origem colonial, pesava sobre a esfera do interesse coletivo, definindo uma sociedade de privilégio e favor que tinha expressão nítida na atuação dos chefes políticos locais, os “coronéis”. Um livro que se recomenda por estudar esse estado de coisas (inclusive analisando o lado positivo da atuação dos líderes municipais, à luz do que era possível no estado do país) é Coronelismo, enxada e voto (1949), de Vitor Nunes Leal, análise e interpretação muito segura dos mecanismos políticos da chamada República Velha (1889-1930).
O último tópico é decisivo para nós, hoje em dia, porque se refere à modernização do Brasil, mediante a transferência de liderança da oligarquia de base rural para a burguesia de base industrial, o que corresponde à industrialização e tem como eixo a Revolução de 1930. A partir desta viu-se o operariado assumir a iniciativa política em ritmo cada vez mais intenso (embora tutelado em grande parte pelo governo) e o empresário vir a primeiro plano, mas de modo especial, porque a sua ação se misturou à mentalidade e às práticas da oligarquia. A bibliografia a respeito é vasta e engloba o problema do populismo como mecanismo de ajustamento entre arcaísmo e modernidade. Mas já que é preciso fazer uma escolha, opto pelo livro fundamental de Florestan Fernandes, A revolução burguesa no Brasil (1974). É uma obra de escrita densa e raciocínio cerrado, construída sobre o cruzamento da dimensão histórica com os tipos sociais, para caracterizar uma nova modalidade de liderança econômica e política.
Chegando aqui, verifico que essas sugestões sofrem a limitação das minhas limitações. E verifico, sobretudo, a ausência grave de um tópico: o imigrante. De fato, dei atenção aos três elementos formadores (português, índio, negro), mas não mencionei esse grande elemento transformador, responsável em grande parte pela inflexão que Sérgio Buarque de Holanda denominou “americana” da nossa história contemporânea. Mas não conheço obra geral sobre o assunto, se é que existe, e não as há sobre todos os contingentes. Seria possível mencionar, quanto a dois deles, A aculturação dos alemães no Brasil (1946), de Emílio Willems; Italianos no Brasil (1959), de Franco Cenni, ou Do outro lado do Atlântico (1989), de Ângelo Trento – mas isso ultrapassaria o limite que me foi dado.
No fim de tudo, fica o remorso, não apenas por ter excluído entre os autores do passado Oliveira Viana, Alcântara Machado, Fernando de Azevedo, Nestor Duarte e outros, mas também por não ter podido mencionar gente mais nova, como Raimundo Faoro, Celso Furtado, Fernando Novais, José Murilo de Carvalho, Evaldo Cabral de Melo etc. etc. etc. etc.
Tamára Baranov
28 de dezembro de 2013 11:46 am‘Regarding the Pain of Others’ (‘Diante da dor dos outros’)
‘Regarding the Pain of Others’ (‘Diante da dor dos outros’) da escritora, ensaísta, ativista norte-americana, jornalista, fotógrafa e feminista convicta Susan Sontag.
Pouco antes de morrer, vítima de um câncer, Susan deixou seu recado sobre a força da fotografia em ‘Regarding the Pain of Others’. Nele ela fala do impacto que as imagens da 1ª Guerra Mundial trouxeram para os leitores de jornal no começo do século XX que não conseguiam imaginar o que era o horror nos campos de batalha. A morte ao vivo pela primeira vez era fotografada quase simultaneamente às informações que chegavam ao público. No livro, Susan evoca a dor dos outros nas fotos da Guerra Civil Americana, da Primeira Guerra Mundial, dos campos nazistas de extermínio, além de imagens contemporâneas de Serra Leoa, Ruanda, Israel, Palestina e de Nova York no 11 de setembro de 2001.
Ex-combatente
28 de dezembro de 2013 11:51 amCem Anos de Solidão e Holocausto Brasileiro
Minha paixão sempre foi “Cem Anos de Solidão” de garcia Marquez. Mas recomendo também o que acabei de ler: “Holocausto Brasileiro” de Daniela Arbex, sobre o afamado hospício de Barbacena. Narrativa simples e ao mesmo tempo impactante e emocionante.
Marcello Esteves
28 de dezembro de 2013 1:33 pmHolocausto Brasileiro , nota
Holocausto Brasileiro , nota 10 . Leitura envolvente , acaba-se rápido a leitura do livro .
Marco Antonio L.
28 de dezembro de 2013 12:13 pm“A sombra do vento” , de
“A sombra do vento” , de Zafon e o “11° mandamento” . Duas obras para sair da rotina dos assuntos de sempre !
lilith
28 de dezembro de 2013 12:40 pmHistória
Eu estou acabando de ler o livro do Prof. Amílcar Torrão Filho, “Tríbades galentes, fanchonos militantes”, que aborda o homossexualidade desde a Grécia até o período da repressão ( Idade Média) citando personagens importantes da História. Muito bom para quem não conhece o tema e mesmo para os que acham que “sabem tudo” Literalmente, uma aula.
C. Khosta y Alzamendi
28 de dezembro de 2013 12:51 pmBiblioteca básica
“O Povo Brasileiro”, Darcy Ribeiro.
RodrigoP
28 de dezembro de 2013 1:26 pmIndicação de leitura por Antonio Candido
http://blogdaboitempo.com.br/2013/05/17/antonio-candido-indica-10-livros-para-conhecer-o-brasil/
jns
28 de dezembro de 2013 2:43 pmBom de ler
Pedro Costa
28 de dezembro de 2013 2:44 pmCHANG, Ha-Joon – Chutando a
CHANG, Ha-Joon – Chutando a Escada – A história do desenvolvimento em perspectiva história. São Paulo; Unesp, 2004.
Nesse livro o autor, economista sul-coreano, demonstra como os países ditos desenvolvidos se utilizaram de todos os instrumentos e instituições para atingirem o atual estágio de desenvolvimento e bem-estar social que hoje negam aos países “em desenvolvimento”, através de pressões via FMI, OMC e outros organismos internacionais.
Leila Teixeira
28 de dezembro de 2013 2:46 pmSugestão de leitura
Recomendo que leiam:
http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/2013/12/o-capitao-do-mato-e-um-cagao.html
É o que muitos gostariam de dizer a Joaquim Barbosa e (alguns) não tem coragem (outros) não tem oportunidade de dizer diretamente a ele.
JB Costa
28 de dezembro de 2013 3:07 pmLivros que indico porque a
Livros que indico porque a meu ver são imprescindíveis para o entendimento dos temas. Não são novidades, mas presumo que muitos ainda não os leram:
-Formação Econômica do Brasil, de Celso Furtado: O melhor livro do melhor economista brasileiro. Fantástico e leve, Dá para ler de um fôlego só.
-O Nada que existe(Uma história natural do Zero), de Robert Kaplan – estupenda reflexão dobre o conceito do zero, numa narrativa bem-humorada e erudita que nos leva até os maias, os babilônios, os gregos, os egípcios, os arábes e os primeiros homens da Era Moderna se suas tentativas de entender os segredos desse número tão estranho.
-A Mente Nova do Rei(Computadores Mentes e as Leias da Física), de Roger Penrose – O autor, matemático catedrático da Universidade de Oxford, nos leva numa longa viagem através da natureza do pensamento e da física a fim de entendermos e apreciarmos a relação entre a lei física, a natureza da matemática e a natureza da consciência humana.
-O Aleph,de Jorge Luis Borges: fininho(só 131 páginas), essa coletânea de um dos maiores expoentes da literatura em lingu espanhola do século XX nos apresenta o melhor de Borges, incluindo o conto Aleph que dá título ao livro.
–
ruyacquaviva
28 de dezembro de 2013 3:26 pmMinha indicação é o livro
Minha indicação é o livro abaixo. Trata-se de um livro antigo e só é possível encontrar em sebos, mas é ainda hoje o melhor livro que eu lí sobre o assunto, abordando a autogestão dentro do contexto histórico. Merecia uma atualização com os acontecimentos dos últimos 38 anos.
Fulvia
28 de dezembro de 2013 9:49 pmEstes livros estão esgotados,
Estes livros estão esgotados, porém encontram-se na net para baixar, eis:
A nova ordem mundial de Jose William Visentini
A capital da geo política de Jose William Visentini
Nova ordem, imperialismo e geo política de Jose William Visentini
As sociedades secretas Jan van Helsig
História secreta do Brasil de Gustavo Barroso em vários volumes
Vaticano S.A. de Gianluigi Nuzzi
Mistérios sombrios do Vaticano de H. Paul Jeffers
p.s. … e o senhor falou dai a luz, e fez-se a luz, o pior cego é aquele que não quer enxergar.
oscar2
28 de dezembro de 2013 10:28 pm” Joseph Fouché” de
” Joseph Fouché” de Stefan Zweig. Recomendável para ser lido lembrando de Joaquim Barbosa.
Conforme Zweig no prefácio ” Apresento, poi, a históriade Joseph Fouché, como uma útil e atual
contribuição para a psicologia do homem político.” Digo eu, é mesmo. Vale a pena
Cafu
28 de dezembro de 2013 11:54 pmEstou descobrindo a literatura africana
e com ela um pouquinho da África. Adorei o angolano Pepetela, especialmente A sul, o Sombreiro.. Recomendo, também, Niketche, da moçambicana Paulina Chiziane. Pilhas de Mia Couto, José Eduardo Agualusa, José Luandino Vieira e Ondjaki me aguardam nestas férias. Ôba!!
Waldy Kopezky
29 de dezembro de 2013 1:27 amSeguem minhas nove sugestões para livros (com resenhas)…
Históricos:
1. “Enterrem meu coração na curva do rio”, de Dee Brown – É a descrição feita por um índio norte-americano do processo de “conquista” (leia-se extermínio) e “supressão” (leia-se erradicação) dos povos indígenas feita pelos Estados Unidos. Processo de uma brutalidade e velocidade absurda, pois durou pouco menos de 40 anos (entre 1855 e 1890) e reduziu neste curtíssimo espaço de tempo uma população indígena de 25 milhões para os meros dois milhões da virada do século XX. Pior: sob o pretexto de ocupar território e eliminar a “fronteira oeste”, os EUA implementaram políticas de Estado que extinguiram tribos inteiras, suas línguas e a cultura das pradarias”. Lembrem-se que sioux, cheyennes, apaches, pawnees e etc. eram monoteístas (criam num Grande Espírito que, em todo ser, derramava manitu – ou vida) e eram, em sua grande maioria, monógamos – ou seja: mesmo que bem diferentes da cultura branca/européia/cristã, ainda assim eram mais “compatíveis” do que muitos povos asiáticos (chineses, mongóis e indianos) assimilados por belgas, franceses e britânicos. A única diferença – como aponta o livro – é que os estadunidenses foram muito mais bárbaros e brutais nesse processo.
2. “Declínio e Queda do Império Romano”, de Edward Gibbon – Se você acha que sabe muito sobre Roma e suas “transfomações ocorridas em mais de mil anos de história, leia esta obra. É um exercício de humildade, pois nos mostra o quão pouco sabemos sobre a civilização que foi um dos alicerces da nossa sociedade moderna (estado, leis e pensamento), da nossa atual fé monoteísta (islamo-judaico-cristã) e mesmo da nossa própria noção de humanidade e cidadania. Vale a pena.
3. “Alexandre e César”, de Plutarco – e “As vidas dos Doze Césares”, de Suetônio – Se o livro acima (pela grossura) parecer um desafio “impossível”, ao menos leia estas duas obras menores – mas que mantém a densidade de conhecimento (e a capacidade de surpreender o leitor) da obra de Gibbon.
Ficcionais:
4. “Volta a Matusalém”, de Bernard Shaw – Uma peça (como poucas já concebidas) que trata do homem e da sua relação com a Divindade na busca eterna da imortalidade, desde Adão no Paraíso até o ano 31.000 D.C.
5. “Ficções” e “O Aleph”, de Jorge Luís Borges – Essenciais, essas duas obras mostram o quanto o escritor argentino está (em minha opinião) à frente de qualquer outro escritor mundial em riqueza, abrangência, diversidade, e imaginação em contos e crônicas. Ideal para leitores-relâmpago (eventuais); destaco os contos “A Casa de Asterion”, “Três Versões de Judas” (a conclusão desse conto é monstruosa!), “A Escrita do Deus” e “O Homem no Umbral”.
Religiosos:
6. “O Testamento de São João”, de J.J. Benítez – Não se engane: o autor espanhol que assina o livro declara ainda em seu prefácio que não o redigiu, apenas assinou sua publicação. Este seria mais um daqueles textos bíblicos apócrifos (proscritos pela Igreja) e pouco conhecidos dos fiéis. Mas bem surpreendente.
7. “O Livro de Urantia”, autor desconhecido – Minha sugestão pessoal para quem se vê como um “buscador da verdade”. Me abriu os olhos, embora desde já advirta que não é uma leitura fácil (tampouco adequada) para férias. São 2.100 páginas de texto vasto e complexo (com fonte/tipo minúsculo em papel-bíblia) sobre Deus, o universo, as origens e razões da Criação e do homem. É impresso por uma organização chamada “Fundação Urantia” que custodia a obra e não divulga sua autoria (mas ela fica óbvia durante a leitura – para mais informações, digite no Google “A História dos Documentos de Urântia”).
8. O Corão (Al Quran) – O quão próxima está a fé islãmica da fé cristã, você só sabe lendo a obra de Muhammad ibn Abdullah al-Qasim ibn Mutlib ibn Hashem (Maomé, pros íntimos). Pra se ter uma idéia dessa proximidade, duas coisas: a obra foi ditada ao Profeta pelos anjos Gabriel e Rafael (Djibril e Rafail, em árabe) e as duas palavras que mais se lêem no texto são “judeus” e “cristãos”.
Filosóficos:
9. “Os Analectos”, de Kung Futzu (Confúcio) – Acha que acabou? Então “guenta” essa obra que tem uma introdução preparatória (para o razoável entendimento da sua tradução eseus conceitos milenares) de nada menos do que 65 PÁGINAS! Isso antes da íntegra da obra em si! Aí, então, venham me falar de “entender” a China! Qué isso…
Ufa, cabou! Descansem, se puderem. Abs.
johnnygo
29 de dezembro de 2013 3:09 amDicas
Encomendei ontem alguns livros que fogem à linha proposta pelo post (não-ficção), mas passo a lista adiante mesmo assim. São autores que já li e apreciei muito. Recomendo para dias de folga e dias nem tanto.
Mário Benedetti – A Borra do Café – Record
Cormac Mccarthy – Cidades da Planície – Companhia das Letras
Don Delillo – Ruído Branco – Companhia das Letras
Dulce Maria Cardoso – Campo de Sangue – Companhia das Letras
J. M. Coetzee – Verão – Companhia das Letras
valter hugo mãe – a máquina de fazer espanhóis – Cosac e Naify
Miguel Sousa Tavares – Madrugada Suja – Companhia das Letras
Philip Roth – O Animal Agonizante – Companhia das Letras
Philip Roth – Casei Com um Comunista – Companhia das Letras
Sándor Márai – Divórcio Em Buda – Companhia das Letras
Yu Hua – Viver – Companhia das Letras
Ninguém
5 de março de 2018 2:17 pm.
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