4 de junho de 2026

Documento digital substituirá título de eleitor

Iniciativa em ano eleitoral chama a atenção com o crescimento do volume de abstenções registrados pelo TSE nos últimos anos de pleito
 
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(Foto Agência Brasil)
 
Jornal GGN – Em uma cerimônia realizada no Planalto nesta segunda-feira (05), que contou com a presença dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e Dias Tóffoli e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o presidente Michel Temer assinou um decreto para a criação de um documento nacional de identificação, o DNI. 
 
O dispositivo substituirá o título de eleitor, certidões de nascimento, casamento e o CPF. “O documento também será sinônimo de segurança. Em um país com as dimensões do Brasil, a implementação é complexa, mas estão todos empenhados em torná-la realidade”, disse Temer, durante a cerimônia, segundo informações da Folha de S.Paulo.
 
O DNI será válido em todo o território brasileiro e poderá ser obtido por meio de um aplicativo gratuito. Após baixá-lo, a pessoa deverá se cadastrar em um Tribunal Regional Eleitoral, onde também registrará a sua biometria, além de validar o novo documento. Uma versão piloto começou a funcionar nesta segunda entre servidores do Ministério do Planejamento e do Tribunal Superior Eleitoral. 
 
Ainda, segundo a Folha, o objetivo do governo é que todos os brasileiros tenham acesso ao documento digital a partir de julho. A identificação também será integrada ao banco de dados do Brasil Cidadão. 
 
Segurança nas eleições
 
A iniciativa em ano eleitoral chama a atenção com o crescimento do volume de abstenções registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral nos últimos anos de pleito. Em 2016, o índice bateu recorde com um total de 7,1 milhões de eleitores (ou 21,6% do total) que não foram votar. Em 2012, 6 milhões (19,11% do eleitores) evitaram as urnas. 
 
Portanto, quais serão as garantias de segurança da nova tecnologia não ser utilizada indevidamente? Muitos políticos foram vencedores nos pleitos passados com uma diferença muito pequena na margem de votos, logo o acesso a um percentual pequeno do banco de dados do eleitorado que faltar nas eleições poderá ser o suficiente para manipular resultados.  
 
 
 

Redação

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4 Comentários
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  1. MarFig

    5 de fevereiro de 2018 5:58 pm

    Eu quero saber é quando o

    Eu quero saber é quando o voto deixará de ser obrigatório.

    1. GalileoGalilei

      5 de fevereiro de 2018 6:28 pm

      Talvez em breve, dependendo das sondagens.

      Se for necessária para impedir uma vitória de Lula, é uma medida a ser pensada pelos adeptos das reformas casuísticas.

  2. Paulo F.

    5 de fevereiro de 2018 7:20 pm

    Documento é

    Passaporte!

    O título de eleitor esta valendo tanto quanto na música do Ivan Lins!

    https://www.youtube.com/watch?v=FOUD3esfqDw

    Forró do Largo

    Ivan Lins

      

    No forró do largo
    Foi dançar o xote
    Foi cheirar cangote
    Foi olhar decote
    No forró do largo
    Foi usar a força
    Foi roubar a moça
    Missa do bate-coxa

    Era a melindrosa
    De andar forçado
    Cabelo dourado
    E um riso no rosto
    E pelo fricote
    Parecia trote
    Pela resistência
    Ela foi por gosto

    Do forró do largo
    Foram prá arruaça
    Ver como mistura
    Batom e cachaça
    Do forró do largo
    Foram para o mato
    Se grudaram tanto
    Feito carrapato

    Se amaram tanto
    Que acordou sem boca
    Se assaltaram tanto
    Que acordou sem roupa
    Acordou na praça
    Com um vira-lata
    Preparando o banho
    Levantando a pata

    Do forró do largo
    O que lhe restou
    Foi o “tito” d’eleitor
    Que ninguém quis lhe roubar
    E que naquela hora
    Lhe valeu o que vale agora.

     

  3. alexis

    5 de fevereiro de 2018 7:21 pm

    Tudo na última hora…

    Para deixar de fora os eleitores mais pobres, distantes de centros urbanos e menos preparados civicamente, ou seja, grande parte dos eleitores do Lula.

    Vai acontecer como está ocorrendo em Salvador, com fileiras de gente tentando se adaptar à “novidade” golpista.

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