Documento digital substituirá título de eleitor

Iniciativa em ano eleitoral chama a atenção com o crescimento do volume de abstenções registrados pelo TSE nos últimos anos de pleito
 
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(Foto Agência Brasil)
 
Jornal GGN – Em uma cerimônia realizada no Planalto nesta segunda-feira (05), que contou com a presença dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e Dias Tóffoli e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o presidente Michel Temer assinou um decreto para a criação de um documento nacional de identificação, o DNI. 
 
O dispositivo substituirá o título de eleitor, certidões de nascimento, casamento e o CPF. “O documento também será sinônimo de segurança. Em um país com as dimensões do Brasil, a implementação é complexa, mas estão todos empenhados em torná-la realidade”, disse Temer, durante a cerimônia, segundo informações da Folha de S.Paulo.
 
O DNI será válido em todo o território brasileiro e poderá ser obtido por meio de um aplicativo gratuito. Após baixá-lo, a pessoa deverá se cadastrar em um Tribunal Regional Eleitoral, onde também registrará a sua biometria, além de validar o novo documento. Uma versão piloto começou a funcionar nesta segunda entre servidores do Ministério do Planejamento e do Tribunal Superior Eleitoral. 
 
Ainda, segundo a Folha, o objetivo do governo é que todos os brasileiros tenham acesso ao documento digital a partir de julho. A identificação também será integrada ao banco de dados do Brasil Cidadão. 
 
Segurança nas eleições
 
A iniciativa em ano eleitoral chama a atenção com o crescimento do volume de abstenções registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral nos últimos anos de pleito. Em 2016, o índice bateu recorde com um total de 7,1 milhões de eleitores (ou 21,6% do total) que não foram votar. Em 2012, 6 milhões (19,11% do eleitores) evitaram as urnas. 
 
Portanto, quais serão as garantias de segurança da nova tecnologia não ser utilizada indevidamente? Muitos políticos foram vencedores nos pleitos passados com uma diferença muito pequena na margem de votos, logo o acesso a um percentual pequeno do banco de dados do eleitorado que faltar nas eleições poderá ser o suficiente para manipular resultados.  
 
 
 

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