
Agora de manhã assisto a uma das sessões da Semana de Economia da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas.
O tema foi a questão salarial.
Clemente Ganz Lúcio, do DIEESE, Nelson Marconi, da FGV, José Pastore, da USP, mostram a defasagem entre custo do salário e produtividade. São gráficos com metodologias convergentes
E aí vem a questão: o que faço com isso?
Clemente discute a equalização da taxa de lucros versus salário. Pastore aponta o custo adicional do salário, com as contribuições e os custos de gestão de recursos humanos. Em cima de sugestões de Luiz Carlos Bresser-Pereira, Marconi desenvolve análises mostrando que a taxa de câmbio de equilíbrio industrial deveria estar em R$ 3,00.
São discussões recorrentes, em cima de um mesmo modelo analítico dos anos 80.
Coube ao cientista social Cláudio Couto apontar o novo quadro
A Constituição de 1988 trouxe uma nova realidade sócio-econômica ao país. Nos últimos anos houve avanços econômicos, redução de desigualdades, colocando o país em uma nova realidade política. Trata-se de um processo irreversível.
Couto reporta às análises de Alexis Tocqueville sobre a democracia norte-americana no início do século 19. Há um novo quadro político, uma nova sociedade, com os novos cidadãos exigindo igualdade não apenas econômica, mas de status e de participação social.
O eixo das discussões vem para o campo correto: o dado da realidade é esse novo desenho. A análise econômica é que tem que se adaptar à essa nova realidade; e não o oposto
A partir dessa constatação, a busca de caminho é muito mais complexa e sofisticada que a questão do câmbio e juros.
Evidente que são preços essenciais, que precisam ser adequados a uma estratégia competitiva.
Mas o desenho é mais amplo, passa por diagnósticos de setores competitivos para inserir o país na economia global, passa por defesa comercial, passa por identificação de ganhos de escala, pelo aproveitamento das indústrias de bem estar.
Além disso, o quadro atual limita bastante o uso do câmbio.
Bresser-Pereira indaga, quem é contra a desvalorização do câmbio? Os trabalhadores, os empresários, os rentistas?
Como o próprio Bresser admite, para acertar o câmbio é preciso que os salários e as riquezas caiam, para permitir o próximo tempo. A maneira com que se dá esse processo chama-se inflação.
Obviamente, a resistência à inflação é muito maior do que a mera reação dos rentistas – aliás, os únicos que são defendidos com a política de metas inflacionarias, que tem por princípio aumentar a Selic bem acima da inflação esperada.
Para que a política seja bem sucedida, o câmbio tem que melhorar os preços (em reais) dos chamados produtos “tradebles” (que tem cotação internacional) em relação ao não-tradebles.
Obviamente, quando uma parte dos preços aumenta, há reação defensiva do segundo grupo.
Em troca desses distúrbios de curto prazo há a promessa de devolver a competitividade, os salários e renda a médio prazo. Quem compra?
Um economista, seguidor do uso do “supondo que…”, diria: supondo que tivéssemos estadistas, tanto na presidência quanto na elite empresarial e trabalhadora, um pacto seria bem sucedido.
Supondo que não temos isso, o buraco é muito mais em baixo.
Agora, nos debates, Ganz levanta a questão da fadiga de material da análise econômica e levanta a ideia do pacto. Com quem vamos fazer o pacto empresarial? Não há vinte empresários. Com os trabalhadores, qual a possibilidade de debate público sobre acordo?
Rodrigo Honório
16 de setembro de 2014 4:22 pmPIB-leigo
Um país cresce sem inflação?
Athos
16 de setembro de 2014 4:34 pmO problema é que não há mais
O problema é que não há mais indústria nacional, então, vc vai falar com quem?
Continuar assim só vai sobrar economia primária e rentistas.
Eric Voegelin
16 de setembro de 2014 6:11 pmAthos, e quem disse que não
Athos, e quem disse que não é este o “plano” .
Criar uma sociedade corporativista onde estado eas grandes empresas dominem a maioria pobre.
drigoeira
16 de setembro de 2014 6:52 pmE quando teve???
Quando teve indústria nacional no Brasil???
Ivanisa Teitelroit Martins
16 de setembro de 2014 4:39 pmas teorias econômicas estão defasadas
“Pour cause” caímos no discurso de pacto entre capital e trabalho. Se há uma inflexão à esquerda de fato e a urgência em investir na produção competitiva, quais serão as propostas do empresariado “vis à vis” as propostas dos trabalhadores? Senão o que se fará é uma mera administração das taxas de crescimento e das metas de inflação.
Diogo Costa
16 de setembro de 2014 4:45 pmO tempo da economia não é o mesmo tempo da política
Bom texto.
Finalmente as pessoas começam a compreender que é impossível dissociar a economia da política. Não basta ter as melhores ideias do mundo se não há correlação de forças que permita que se implemente tais ideias. Mais do que isto, o Brasil atual é uma democracia que possuiu 32 partidos políticos (fora os que aguardam deferimento no TSE).
Na Câmara dos Deputados 22 partidos estão representados e no Senado são 16 os partidos representados. Essa fragmentação de forças no parlamento é um complicador imenso para qualquer governo implementar o seu projeto político, seja ele um governo de esquerda ou de direita.
E também é risível e absolutamente falso tentar estabelecer algum tipo de paralelo entre o Brasil atual e o Brasil de Getúlio Vargas (Revolução de 30 – entre 1930 e 1934 e o Estado Novo – entre 1937 e 1945) ou dos militares golpistas (1964 até 1985).
Uma coisa é implementar um projeto político a ferro e fogo. Outra, diametralmente diferente, é implementar um projeto político e econômico tendo que negociar com ”trocentos” atores no cenário social.
Jose de Almeida Bispo
16 de setembro de 2014 6:25 pmÉ preciso enganar ao diabo,
É preciso enganar ao diabo, caro Diogo!
Lucinei
16 de setembro de 2014 4:47 pmDa parte do empresariado o
Da parte do empresariado o Nicolau Jeha propunha isso desde o início da década de 90. Foi escanteado e esquecido. O setor financeiro acachapou o debate completamente. Ou seja, no mundo empresarial não há mais o que se falar sobre isso; já estão completamente tapados pra qualquer tipo de ideia nesse sentido; a obsessão de derrubar o pt mais as superstições liberais já fizeram de vez a cabeça dessa turma. Não adianta nem o Delfim Neto acender vela que a tça “confiança” não aparecer por geração espontânea. A não ser que o governo – sempre ele – escancare a caixa de favores. É isso que desejam.
A ideia do primeiro governo Lula de criar O Conselho Econômico foi boa mas não sei mais se é possível reeditá-la.
Enfim, o vetustoo reflexo condicionado de “conciliação”, que nada mais é do que ocultamento dos conflitos e injustiças socias profundas, está também se presentando diante de mais uma geração de economistas. É quase um tiique nervvoso, que se não passar por uma terapia não tem muito jeito, só se mascara os sintomas.
A questão é simples: os rentistas querem viver bem. E o povão também quer: e aí? Alguém terá que perder alguma coisa para outros ganharem. A única solução que de jogo de soma positiva é continuar apostando no mercado interno, na ampliação de direitos e ampliação e melhoria de serviços públicos. Fora disso é mais uma vez vitória dos primeiros. Não sei se o sistema político aguenta. E isso é outro problema do modelito ideal desses “liberais”. A “política” nunca entra no modelo. E quando ela insiste em dizer existe, eles a culpam; como se algo diabólico fosse.
Liberticidas! Republicidas!
Ivanisa Teitelroit Martins
16 de setembro de 2014 5:22 pmexatamente
“Alguém terá que perder alguma coisa para outros ganharem.” “Não sei se o sistema político aguenta.” É o que o Lula disse ultimamente: Estamos muito economicistas, o que falta é política. Aliás, esta é uma questão marxista: economia e política são inseparáveis.
Eric Voegelin
16 de setembro de 2014 6:07 pmE este o problema
E este o problema marxismo.
Economia não é uma conta de soma zero.(pelo menos em uma economia livre).
Jose de Almeida Bispo
16 de setembro de 2014 6:22 pm” Não sei se o sistema
” Não sei se o sistema político aguenta.”
Vai ter de aguentar!
É só a nova administração sair da sinuca de bico do planilhismo; que é uma situação de refém imposta pelos simplistas e interesseiros.
Fábio de O. Ribeiro
16 de setembro de 2014 4:55 pmOs salários pagos ao
Os salários pagos ao empregados (que produzem bens e serviços) são vistos como custo. A propaganda (dinheiro gasto para dar visibilidade aos produtos e serviços comercializados) é encarada como investimento. Suponho que algumas empresas, especialmente aquelas que não usam mão de obra intensiva ou que informatizaram e mecanizaram parcial ou totalmente sua atividade, gastam mais com propaganda do que com salário. Felizmente, não sou economista. Para mim é difícil entender como um empresário pode querer tratar tão mal os consumidores em potencial dos seus produtos e serviços. Até mesmo Henry Ford (industrial conhecido por ser um grande sovina) foi capaz de pagar salários elevados aos seus empregados. Aqueles que se dizem herdeiros do capitalismo não querem fazer isto, preferem gastar mais com publicitários.
As distorções produzidas pelo neoliberalismo parecem indicar que os empresários não querem mais ter empregados/consumidores. O que eles querem é ter servos da gleba ligados pelo medo do desemprego aos seus feudos empresariais. Outras parecem mesmo estar querendo neo-escravos de micro-impérios industriais e/ou financeiros. Nesta remedievalização da sociedade ocidental, publicitários e artistas que anunciam produtos/serviços aparecem como uma nova nobreza (e isto explica porque eles vivem como nababos desdenhando a sorte da massa de trabalhadores mal remunerada).
Fábio de Oliveira Ribeiro
16 de setembro de 2014 5:13 pmOs salários pagos ao
Os salários pagos ao empregados (que produzem bens e serviços) são vistos como custo. A propaganda (dinheiro gasto para dar visibilidade aos produtos e serviços comercializados) é encarada como investimento. Suponho que algumas empresas, especialmente aquelas que não usam mão de obra intensiva ou que informatizaram e mecanizaram parcial ou totalmente sua atividade, gastam mais com propaganda do que com salário. Felizmente, não sou economista. Para mim é difícil entender como um empresário pode querer tratar tão mal os consumidores em potencial dos seus produtos e serviços. Até mesmo Henry Ford (industrial conhecido por ser um grande sovina) foi capaz de pagar salários elevados aos seus empregados. Aqueles que se dizem herdeiros do capitalismo não querem fazer isto, preferem gastar mais com publicitários.
As distorções produzidas pelo neoliberalismo parecem indicar que os empresários não querem mais ter empregados/consumidores. O que eles querem é ter servos da gleba ligados pelo medo do desemprego aos seus feudos empresariais. Outras parecem mesmo estar querendo neo-escravos de micro-impérios industriais e/ou financeiros. Nesta remedievalização da sociedade ocidental, publicitários e artistas que anunciam produtos/serviços aparecem como uma nova nobreza (e isto explica porque eles vivem como nababos desdenhando a sorte da massa de trabalhadores mal remunerada).
DanielQuireza
16 de setembro de 2014 6:43 pmDepende muito.
O conceito não
Depende muito.
O conceito não é estático.
Geralmente é tratado como custo quanto é gasto corrente. Ex, em uma empresa com 20 funcionários fixos, todos são custos. Se ela for expandir terá que fazer investimentos em barração, máquinas, pessoal, etc….ai esse aumento de funcionários seriam considerados investimentos.
Da mesma maneira, um investimento em publicidade tanto pode ser gasto corrente, mensal ou anual, quanto investimento, geralmente quando é não-recorrente.
De toda forma, tudo é dispendio financeiro, então tudo é custo. Mesmo investimento é custo. A diferença é que quando se faz um investimento se espera um incremento nos lucros. E quando só são despendidos gastos correntes, não se espera um incremento de lucros.
Mas sempre haverá a dualidade nas relações dono/empregado. Ora, é claro que o dono de uma empresa vai querer pagar menos, pois cada cent que ele economizar servirá para aumentar seus lucros. Isso é ainda muito mais visível em pequenas empresas. E o empregado sempre quererá ganhar mais.
Luciano GM
16 de setembro de 2014 5:52 pmE quanto é que eu levo nisso?
Pois é. Na hora em que o problema do desemprogo se resolve, o problema aparece.
Simples. O pessoal quer salário. Existe o turma que nem estuda, nem trabalha. Está na casa dos pais. Qual o motivo de não sair? Falta de perspectiva salarial, em especial nas camadas com mais renda.
Conheço um jovem que formou-se em Ciência da Computação, foi para uma empresa dessas de Auditoria e recebe R$ 8 mil por mês. É muito? Pra ele não. Cansou. Depois de 10 anos de trabalho recebe isso. E trabalha feito um camelo.
A irmã dele foi pra AUstrália e começou como atendente de “pub” no mesmo período. Virou gerente de “pub”, casou-se com um filandês, tem uma filha australiana e está esperando outra criança. O pai – e a mãe também- sentiu muito a ida da filha.
Hoje o irmão está pensendo em ir para Austrália, pra ser melhor remunerado. E de trabalhar menos. Pode até trabalha tanto quanto aqui, mas receberá mais por isoo.
E o pai e a mãe irão pra Austrália já que o pai aposentou-se. Na Austrália não se trabalha sábado nem domingo. E nos dias da semana, raro ocorre trablaoh extra. Deu a hora, todos vão embora. Falta gente pra trabalhar na Austrália.
No Brasil, trabalha-se muito e ganha-se pouco.
A falta de trabalhadores em estoque está pressionando o empresariado. Tem empresa abrindo vaga mas não encontra trabaslhador. Padaria, supermercado, shopping center tem dificuldades. A geração Y não quer mais trabalhar aos fins de semana.
Os “mestres” tem de entender de Sociologia do Trabalho.
Sábado fui comprar uns móveis “planejados” pra casa. Encommendas pra entrega em 30 dias úteis. A fábrica, segundo conta o gerente da loja, contou com 10 mil empregados, hoje tem 150. Máquinas modernas substituíram os trabalhadores. Mas nsa loja o projeto sai ‘pronto” – com as medidas – para o corte. Rapidinho conceberam os móveis. E da tela do computador, o desenho foi para um arquivo com as medidas das peças, e esse arquivo foi transmitido para a fábrica.
Um vendedor mais tradicional – assmi como eu – não conseguia mexer no programa, mas era bom de ideias, e lábia. Mas não estava adaptado à nova realidade. Era do tempo da prancheta.
Resumo: novos tempos. o trabalhador de hoje não se sujeita mais ao antigo padrão da comportamental da empresas. As empresas devem entender isso. E nem todos os negócios vão prosperar. Seremos bons em alguns, e o resto deve ser importado, pois não temos mais mão-de-obra pra isso. Ninguém quer fiar costurando sapato ou roupa por 9, 10 h dia. A mulher, outrora operária da costura, trabalhga 2 anos, aprende, compra uma máquina, e faz reparos ou ajustes numa oficina em casa. Na hora dela. E ganha até mais por isso. Com horário flexível. Por isso há os bolivianos em trabalho análogo escravo em São Paulo. Vi uma reportagem de haitianos em padarias, saiu na Globonews, em que o “patrão” foi ajudar uns 2 e agora tem uns 20 na padaria, pois não reclamam de trabalhar aos fins de semana e feriados. Na CBN, uns meses atrás, na crise dos haitianos entre o Acre e São Paulo, ouvi que havia uma contratada de empresa de telefonia terceirizada querendo uns 200 hatianos pra trabalhar em instalação de fibras óticas em São Paulo. Outra queria uns 100 haitianos pra trabalhar na limpeza e conservação de shoppings. Vejam, empregos na área de serviços.
Acreditem nisso, senhores. Um pãozinho francês em breve será um luxo. Há dificuldades pra se arranjar padeiros, pois não se formam. O mesmo queixume vale pra área da sáude, com enfermeiros. A população envelhece e não há profissionais da saúde pra atender em hospitais. Atentem para isso.
Em suma, o trabalho que for “mais atrativo” – salário, benefícios, condições de vida, etc. – vai ter mais interessados. Regra de mercado. Na oferta de trabalho, o poder de escolha do trabalhador prevalece. O trabalhador teta o emprega na atividade e não se compromete em continuar trabalhar naquela atividade. E hoje ele valoriza estudar, concluir um curso técnico, uma faculdade, e quer ser remunerado por isso. Se não tiver necessidade de trabalhar – puder ser sustentado pela família – ela não vai trabalhar.
Acordem “mestres”. A realidade mudou. Estudem o fenômeno antes de elocubrarem teorias econômicas. A pergunta deveria ser: qual o preço pro seu trabalho em certas atividades diante de certas circunstâncias?
A indústria do petróleo terá boa atratividade, assim como a automobilística. Hoje um pedreiro, um mestre de obras, está valorizado, pois a construção civil está em alta. As atividades “mais atrativas” sobreviverão, as menos atrativas morerram. A não ser que haja um novo fluxo migratório para o Brasil.
Mas se a política for a do desemprego?… Aí vai sobrar mão-de-obra.
DanielQuireza
16 de setembro de 2014 7:09 pmTem razão, mas é um pouco
Tem razão, mas é um pouco complicado isso daí. A pessoa largar o emprego e voltar para casa ela só consegue se não tiver a família dela – filhos principalmente – para sustentar. E outra, quando ela vai se aposentar ? Não está preocupada com isso ? Muita gente reclama do inss e coisa e tal, mas muito pior é ficar sem ele ou mesmo postergar e muito a aposentadoria.
Mogisenio
16 de setembro de 2014 6:08 pmNada se cria… tudo se transforma… às vezes desmancha no ar..
(…)”E aí vem a questão: o que faço com isso?”
Resposta: quase nada, a não ser, buscar mais uma forma de manter ou aumentar os “ganhos” daqueles que sempre ganham. Aquela relação perde-ganha que sempre encontra dezenas de “argumentos” para justificar-se, travestindo-se de “ganha-ganha”.
(…)”Como o próprio Bresser admite, para acertar o câmbio é preciso que os salários e as riquezas caiam, para permitir o próximo tempo.”
Resposta: hoje ou ontem elogiei o reformador administrativo. Agora já estou sentido o cheiro do bolo no forno. Bolo , de novo? Ah não… de novo não, r. ministro. Vou acabar retirando o meu elogio.
Essa conversa de colocar SALÁRIOS e RIQUEZA no mesmo barco já não cola mais.Muda a fita.
A remuneração dos fatores de produção no Brasil SEMPRE resultou em CONCENTRAÇÃO DE RENDA. É certo que no últimos anos alguma coisa foi feita para amenizar a aberração. Porém, ainda estamos muito longe, bem distante da possibilidade de se colocar os dois no mesmo barco. Riqueza é riqueza e precisa ser tratada como riqueza. Salário é salário e precisa ser tratado como salário.
Riqueza
Salário
Renda
Salário
Todos somos iguais perante a lei, razão pela qual, iguais = iguais e desiguais = desiguais! Portanto, IGUAL
DESIGUAL!
Sem essa de querer igualar igual à desigual. Isso é papo furado de economistas !
E quanto ao trabalho hein? CLT facista? Atrasada? Daí, a necessidade de atualizá-la?
Ora, se há representante nessa mesa ai que defende tal “reforma”, em busca de “produtividade” e ganhos de “escala” para possibilitar, não apenas por isso, mas, também por isso, o tal de “desenvolvimento” econômico ( no futuro, como de hábito) então eu sou muito a favor, desde que:
Antes façamos as reformas TRIBUTÁRIAS. As sérias. As que tributam paraísos fiscais! As que tributam “grandes fortunas” e as que impactam no PATRIMÔNIO e não no salário, isto é, não nos tributos indiretos.
Reforma do DIREITO DE FAMÍLIA. Sucessão? Só com mérito. Não há mais necessidade de “sobrenome”! Prenome!
Reforma política! Já e séria! Representantes do POVO E PARA O POVO.
Reforma AGRÁRIA sem NECESSIDADE DE UM NOVO GOLPE EMPRESARIAL MILITAR!
República com democracia!
Após essas “reformas” acima podemos aprovar o projeto 4330. Só acrescentaria um detalhe: responsabilidade SOLIDÁRIA? Topa Jose Pastore? Sem problemas?
E quanto ao Alexis Tocqueville citado naquela habitual cantiga de ninar para boi dormir, o que dizer?
Ah! Deixemos que o próprio Tocqueville mumificado na “conserva” fale:
(…)”Oprimido, pode queixar-se, mas só encontra brancos entre os seus juízes” Não obstante, celebra que a “américa” é o único país no mundo em que vigora a “democracia” viva , ativa e triunfante” Discurso à Assembleia Constituinte de 12/09/1848.
Caro Nassif, nessa mesa de bar, senti falta das ideias do ilustre Hayek…
Saudações
Assis Ribeiro
16 de setembro de 2014 6:17 pmExcelente. Sem politica não há solução
Fim do “It’s the economy, stupid”?
O economês dominou governos e pessoas
Então o lema é salve-se quem puder
Salários, preços e lucros, altos
Quem cede?
Estadistas no mundo?
Onde?
Não temos referências sequer na literatura
Onde andam os pensadores?
Polianas?
O artigo no final responde
Agora, nos debates, Ganz levanta a questão da fadiga de material da análise econômica e levanta a ideia do pacto. Com quem vamos fazer o pacto empresarial? Não há vinte empresários. Com os trabalhadores, qual a possibilidade de debate público sobre acordo?
Onde estão os líderes sindicais?
E os grandes líderes dos partidos?
E os líderes empresariais?
Sociedade fragmentada, líquida e amorfa
Triunfo (momentâneo) do neoliberalismo
Lucinei
16 de setembro de 2014 8:01 pm…Só tem a mídia botando o
…Só tem, Assis, a mídia botando o dedo no nariz de qualquer um e se achando a palmatória do mundo. Como é possível construir algum consenso mínimo diante de tal potencial destrutivo e irresponsabilidade sem nenhum freio institucional eu não sei.
Pra mim está claro: são os grupos de mídia que concentram os principais recursos econômicos e políticos do bloco conservador. Os partidos e lideranças já eram. São meros atores que se prestam a um script do qual pouco entendem (veja um Alvaro Dias, por exemplo).
Sem que esses grupos sejam chamados a assumir responsabilidades; se continuarem, como fazem, tacando pedra e escondendo a mão não será possível nenhum tipo de pacto; só o enfrentamento políico aberto.
PS: pras crianças grandes eu esclareço que isso não tem nada a ver com revolução ou guerra civil (a não ser que queiram, por ignorância e preconceito, nisso transformar), mas o jogo jogado da política.
Alexandre Weber - Santos -SP
16 de setembro de 2014 6:24 pmNassif, pegaste o Bresser de frente logo de manhã?
Espero que ele tenha jogo de cintura e finesse, depois do post de ontém aqui a barra deve estar pesada rsrsrsrs…
Alexandre Weber - Santos -SP
16 de setembro de 2014 6:31 pmFalando sério e no binômio câmbio<>inflação eu e o Clever debate
Eu o Cléver debatemos sobre isto estes dias, na verdade o Clever defende pontos muito parecidos com o do Bresser, mas ficou sem resposta e imagino que não irá responder, não pertence ao universo deles.
Aqui:
https://jornalggn.com.br/comment/432532#comment-432532
jc.pompeu
16 de setembro de 2014 6:25 pmRevisor posto no olho da rua… (e muito muito) REVOLTADO!
“Economia: a fadiga de material na análise econômica“
Erramos, por favor, queiram ler:
Economia: a fadiga mental na análise econômica
Eric Voegelin
16 de setembro de 2014 6:32 pmOs fascistas dominam este
Os fascistas dominam este país.
O dirigismo reina no establishment acadêmico economico, a luta é para saber como controlar a economia.
Conceitos como tempo,ou seja preferência temporal, ordem espontânea são conceitos negados, desconsiderados.
A lei de Say e não compreendida pelos economistas dai seu “engano” com os conceitos economicos.
Quem vem primeiro o consumo ou a produção, a poupança ou o investimento.
A produção gera o consumo, e por consequência a produtividade gera a riqueza , não o consumo.
Para se consumir antes deve se ter produzido algo, a não ser se seja por empréstimo que de qualquer forma antes deve se ter produzido algo para emprestar.
drigoeira
16 de setembro de 2014 6:53 pmTradução…
O problema é que os rentistas não estão satisfeitos…
Lineu Ignacio
16 de setembro de 2014 8:24 pmquestão da fadiga de material da análise econômica
Nassif ;
Voce sabe que a realidade é maior que qualquer teoria.
A ateoria economica partre do pressuposto de que há racionalidade.
Quando voce considera como variavael endogena a existencia setores econmicos distintos e concorrentes voce entra numa parate espcifica da economia : a economia politica.
o c onceito de economia poliatica passou a ser utilizado para o estudo das relações de produção, especialmente entre as três classes principais da sociedade capitalista ou burguesa: capitalistas, proletários e latifundiários. Em contraposição com as teorias do mercantilismo, e, posteriormente, da fisiocracia, nas quais o comércio e a terra, respectivamente, eram vistos como a origem de toda a riqueza, a economia política propôs (primeiro com Adam Smith) a teoria do valor-trabalho, segundo a qual o trabalho é a fonte real do valor.
No final do século XIX, o termo economia política foi paulatinamente trocado pelo economia, usado por aqueles que buscavam abandonar a visão classista da sociedade, repensando-a pelo enfoque matemático, axiomático e valorizador dos estudos econômicos atuais e que concebiam o valor originado na utilidade que o bem gerava no indivíduo. .
Seu comentario a respeito da fadiga da analise economica não temn respaldo cientifico nem teorico.
Estamos entrando no campo de estudo da economia politica.
Com isso quero comentar que voce est sinatonizndo o canal errado. Procure as personalidades de economia politica.
A dificuldade é que há uma mistura ideologica. Ou seja, estamos num mato sem cachorro.
Caetano.
17 de setembro de 2014 1:34 amBresser é um perigo, causa
Bresser é um perigo, causa arrepio. Só nos traz más recordações (plano Bresser), quando ele queria ludibriar-nos, engolindo inflação passada para não repassar a correção monetária nos índices e na poupança.
Vem ele de novo querer impingir-nos inflação, em troco de improvável benefício futuro? Certamente vai querer “apagá-la” mais adiante, com alguma desculpa esfarrapada (“sazonal”, “inercial”, “ajuste localizado em determinados produtos”, etc….).
Que vá pregar em outra freguesia…
Heldo Siqueira
17 de setembro de 2014 4:07 amA discussão sobre a
A discussão sobre a produtividade x a remuneração dos fatores é uma questão antiga no debate econômico. Não pensem que os economistas não conseguem refletir sobre a realidade. Acontece que alguns economistas são formados em escala industrial e não tem tempo para estudar teorias alternativas. Esse debate remete à controvérsia de Cambrige: A escola de Cambridge inglesa, reconhecidamente keynesiana, e a mesma escola nos Estados Unidos, equilibrista, já tratavam do tema na na década de 1960. O que a escola inglesa argumentava é que a suposição de que a taxa de remuneração do capital e do trabalho é igual à sua produtividade é um truismo. Em economias modernas, onde há excedente econômico permanente, a distribuição entre lucro e salários é apenas a repartição desse excedente.
A questão é que a taxa de lucro deveria ser determinada pelo nível de utilização do estoque de capital. Acontece, que a decisão de investir é determinada pela expectativa de lucro. Mas nesse caso, como a taxa de lucro poderia ser determinada pelo nível de utilização do estoque de capital se é ela mesma que o determina? Ou seja, a taxa de lucro determinaria o nível de utilização do estoque de capital e seria determinada por ele ao mesmo tempo! Os keynesianos argumentavam que os equilibristas americanos ao achar que estavam medindo a produtividade, estavam, na verdade, medindo o aumento do excedente econômico, fruto do excedente crescente em relação à escala observado em economias industriais.
Há duas consequências graves dessa análise equilibrista: i) implica em dizer (tacitamente) que todo o excedente econômico deve ficar com os capitalistas, o que é um juizo de valor intrínseco à teoria, que ela não admite; ii) como não se pode diferenciar o aumento da produtividade do excedente econômico, a relação entre taxa de lucro e salários é apenas a taxa de distribuição do excedente (que os economistas chamam de aumento de produtividade).
A questão é que capital não é um conceito único. Não há uma unidade para medir o capital, pode ser um carro, uma aplicação financeira e um alto forno de uma siderúrgica ao mesmo tempo, e cada um tem uma taxa de remuneração diferente. Dá até para tirar a média, mas essa não vai servir pra nada, já que assim que se fizer um novo investimento ela irá, necessariamente, variar. Assim, não dá para determinar a sua taxa de remuneração de maneira abstrata. A solução é medir a remuneração da força de trabalho e determinar a taxa de lucro a partir daí.
O que parece que está acontecendo é que há uma reversão da distribuição do excedente econômico em favor dos trabalhadores e em detrimento do lucro e deve ter sido isso que os economistas mostraram em seus estudos.
altamiro souza
17 de setembro de 2014 5:14 amagora,, imagine se haverá
agora,, imagine se haverá pacto
com a radicalização à direita
do programa extremista neonliberal ds
candidata marina silva,
prejucando os alários e o emprego,
aiumentando os juros,
dimuindo o rtimo da economia, vislumbrando o caos.
quando me disserm que o lula era genio e um
dos maiores estadistas deste país
eu até achei um pouco de exagerado,
mas parece que há sentio…
com um a direita dessas, se o cara não tentar dialogar, ferrou-se…..
Calvin
17 de setembro de 2014 6:08 pmPor que a censura?
Só por falar de Friedrich Hayek, que explicou em 2 obras os problemas colaterais que o pleno emprego (que não temos, diga-se de passagem, vide estouro de jovens nem-nem e do auxílio desemprego) induzidos pelo Estado?