Editor do Valor diz que “elites” elegeram Bolsonaro e devem fazer mea culpa

A mídia, a classe política e outros setores que ajudaram Bolsonaro também deveriam se juntar no mea culpa

Jornal GGN – Pedro Cafardo, editor-executivo e um dos fundadores do jornal Valor Econômico, publicou artigo nesta terça (16) afirmando que “está claro que a escolha do presidente foi responsabilidade das elites brasileiras, do agronegócio à indústria, passando evidentemente pelo setor financeiro.” A mídia, a classe política e outros setores que ajudaram deveriam igualmente fazer um grande mea culpa.

“Foram, sim, os mais ricos e teoricamente bem informados que elegeram ou trabalharam com mãos e mentes pela eleição do atual presidente. Precisam agora fazer mea culpa”, escreveu.

Para ele, as elites sabiam exatamente quem era Bolsonaro. “As elites só não sabiam, mas poderiam desconfiar, que ele adotaria uma política tão desastrosa na área da saúde. Nem que o país enfrentaria a infeliz coincidência de ser liderado por alguém que despreza a ciência e promove a morte em meio a uma pandemia nunca vista em cinco gerações.”

“Ao escolher Bolsonaro”, continuou, “a classe dominante sabia que ele se juntaria ao conservadorismo de Trump, que adotaria comportamento hostil em relação à China, maior parceiro comercial do Brasil, que daria uma banana para as causas ambientais, que desprezaria os povos indígenas, que poria ideologia conservadora nas escolas, que incentivaria a homofobia e o uso de armas pela população, que tiraria recursos da cultura, que a contragosto apoiaria o arrocho fiscal recessivo, que flertaria com o autoritarismo antidemocrático.”

Com Bolsonaro, muitos “oportunistas” se elegeram governadores e deputados e “agora viraram casaca como se nunca o tivessem apoiado, sem uma palavra de arrependimento e desculpas”.

Empresários, igrejas, juízes e procuradores, jornalistas. Todos influenciaram o voto em Bolsonaro e agora fingem que nada tiveram com isso.

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