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Da RBA
Um anúncio do empreendimento residencial ADG-83, condomínio com apartamentos de 34 a 54 metros quadrados lançado recentemente na Rua Antônio de Godói, traz uma “premonição” sobre a tragédia com o prédio ocupado na mesma rua, que pegou fogo e desabou no último dia 1º.
O prédio fica na esquina com a Rua Santa Ifigênia, no mesmo quarteirão em que ficava a ocupação do antigo edifício da Polícia Federal, em esquina oposta. O folheto de propagando eliminou digitalmente o prédio, “limpando” a vista da região onde fica o ADG-83, anunciado como o “metro quadrado mais vantajoso do centro”, com o custo em torno de R$ 5.500 por metro quadrado.
Diante das especulações sobre a causa das chamas, o folheto do empreendimento causa espanto pela coincidência de excluir o prédio ocupado, e outro vizinho a ele, dias antes da tragédia.
As investigações sobre as causas do incêndio e desabamento ainda estão em aberto. O secretário Estadual da Segurança Pública, Mágino Alves, declarou que a apuração aponta para causas díspares, como explosão de botijão de gás, panela de pressão ou briga de casal. Nas redes sociais, também se cogita a possibilidade de o incêndio ter sido criminoso, com objetivo de promover uma “limpeza social” na região. O anúncio do ADG-83 acabou expondo por antecipação esse centro “limpo”.
Nos últimos anos surgiram várias propostas de revitalização do centro que esbarravam nos interesses do mercado imobiliário, em diferentes gestões, como no caso do projeto Nova Luz, lançado na gestão do ex-prefeito e atual senador José Serra (PSDB), ou da revitalização do Vale do Anhangabaú, que contou com propostas do Banco Itaú e do escritório dinamarquês Gehl Architects.
No mesmo período, as políticas de habitação social que pretendiam trazer a população de baixa renda para morar no centro permaneceram travadas.
Ontem (2), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou a criação de uma força-tarefa para avaliar a situação dos prédios ocupados.
A proposta preocupa os movimentos, porque pode servir de justificativa para determinar a desocupação de dezenas de ocupações existentes há anos na região central.
O grupo, de acordo com o prefeito, será composto de técnicos e membros de movimentos sociais. “Vamos validar os critérios para avaliar os níveis de criticidade com especialistas da prefeitura, de universidades e também com movimentos de moradia. Queremos dar autenticidade aos critérios, com a sociedade participando dessa elaboração. Temos engenheiros, grupos de mediação de conflitos da Secretaria de Habitação, técnicos da Secretaria de Direitos Humanos e de Desenvolvimento Social. Queremos movimentos de moradia nesses grupos”, disse.
O edifício Wilton Paes de Almeida, com 24 andares, pertence ao governo federal e já foi sede da Polícia Federal. No local, viviam cerca de 370 pessoas, ocupantes do local desde 2013. O incêndio começou por volta de uma e meia da manhã do dia 1º. Uma hora depois o prédio desmoronou. Uma morte foi confirmada, mas há 44 desaparecidos. As famílias perderam tudo o que tinha e estão recebendo doações, acampadas no Largo do Paissandu. A estrutura do prédio estava com problemas detectados há muito tempo, mas nenhuma atitude foi tomada pela prefeitura de São Paulo ou o governo federal.
Rui Ribeiro
3 de maio de 2018 6:13 pmSerá que esse incêndio não foi criminoso?
Limpeza virtual e limpeza real.
Leleo
3 de maio de 2018 6:16 pmPredio incendiado
Dois trabalhos a menos a serem feitos: desapropriação e demolição.
antonio francisco
3 de maio de 2018 6:24 pmQuantos mil imóveis desocupados, abandonados por governos?
Quantos prédios públicos estão jogados fora no Brasil atualmente?
http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2017/09/conheca-a-historia-de-predios-publicos-que-estao-abandonados-em-joinville-9919783.html
Existe algum levantamento efetuado por algum órgão de governo?
https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2017/03/epoca-negocios-uniao-tem-18-mil-imoveis-desocupados.html
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/com-gasto-bilionario-com-alugueis-uniao-tem-18-mil-imoveis-desocupados-488jmvgkz2pd9zy8wt2naqwfb
Julio Mallet
3 de maio de 2018 6:29 pmRevitalização
O mercado imobiliário de SP sempre preferiu a abertura de novos bairros à recuperação dos bairros antigos, só que agora com o fim dos ‘novos” espaços, só resta revitalizar o que o mercado abandonara, agora ele irá com tudo para conseguir recuperar, até para demolir, esses prédios antigos, muitos abandonados, é o que restou, o espaço livre já foi tomado, só sobrou revitalizar Centro, prédios abandonados são mais baratos, esses serão os alvos prioritários.
Ivan de Union
3 de maio de 2018 6:44 pmQue bom saber que os antigos
Que bom saber que os antigos donos do predio desabado investiram nessa compania.
alfredo machado
3 de maio de 2018 7:02 pmnero
Nassif,
Nos útimos vinte anos foram registrados mais de mil e duzentos incêndios nas favels de SP, sendo que cerca 600 deles durante, certamente por acaso, a gestão de GKassab no período compreendido entre 2008 e 2012.
O que explica tal recorde macabro, o boom imobiliário em algumas regiões da cidade, a total ausência da providência divina ou Nero exercendo influência do além?
Aqui no blog tais incêndios foram assunto recorrente em determinada época, incêndios em que não se toca fogo, mas deixa queimar.
Jus Ad Rem
4 de maio de 2018 3:29 am#
Houve até uma CPI dos incêndios criminosos em favelas aqui em Sampa e, como todas as outras CPIs, acabou em pizza.
Cafezá
4 de maio de 2018 4:26 amHá informações de que foi
Há informações de que foi percebido que, em uma das favelas, o incêndio iniciou com dois focos ao mesmo tempo em pontos diferentes. Qual a explicação para isso?
Ataíde Coutinho
3 de maio de 2018 7:23 pminvestigaçao conspiratória
[video:https://www.youtube.com/watch?v=SOWWSjol6Ps%5D
A temperatura de fusao do aço é superior a 1450 graus Celsius , se as colunas derretessem o predio teria de tombar nao desmontar feito um castelo de cartas , a associaçao de engeneiros norte americanos refutou a teoria de que as torres gemeas desabaram por causa disso , foram aos escombros e acparam sinais de um explosivo novo alem das colunas de aço estarem cortadas em vez de fundidas , se alguem se habilitar a ir ate onde jogarao os entulhos , recolherao as evidencias da implosao.
AMORAIZA
3 de maio de 2018 8:25 pmAcho que não, Ataíde
O prédio era todo de vidro e montado em esquadrias de aluminio. Só as colunas internas e as lajes eram de concreto e ferro. Não era uma construção sólida, ou pelo menos não parecia.
Aquecido, o alumínio derrete muito rapidamente, os vidros estouram, o que tiver dentro do prédio se incendeia, a propagação é imediata, que foi o que parece ter acontecido, e logo as colunas internas não sustentam o peso das lajes. Onde estiver mais quente vai desabando e fazendo ruir o que estiver acima
Quando o prédio quando ruiu todos os andares já estavam em chamas.
Conhecendo o prédio, me parece que foi isso que aconteceu. Ele cairia de qualquer jeito.
luiza1
3 de maio de 2018 8:31 pmLá terrorismo de Estado. A gente só copiou a solução
Pois é… Logo de cara, ao ver as imagens assim que aconteceu o incêndio, a sua progressão e posterior desabamento, comentei com a minha mãe, uma senhorinha esperta de só 80 anos: Mãe, está aí o nosso “11 de setembro” ! Gente, não é só peloo fato da filmagem do incêndio que eu vi e ainda estava só na parte superior, e portanto poderia ser contornado, mas prestem atenção num detalhe importante e que diz muito: o prédio caiu em pé !!!!! Afffff a coisa virou um escombro com ferro retorcido.Tudo muito explícito. O que aconteceu lá na terra do tio patinhas vale aqui também… só que, no nosso caso, nós não visamos com issso invadir ninguém.. A coisa aqui só visava mesmo “limpar” a área.
Serjao
3 de maio de 2018 11:40 pmAs provas não virão nunca
A convicção é total.
André Oliveira
3 de maio de 2018 8:43 pmAs imagens de lancamentos
As imagens de lancamentos imobiliarios são sempre altamente manipuladas. Fazer desaparecer da paisagem objetos “indesejáveis” dando a impressão de que o novo prédio fica no meio de um bosque bucólico é o truque mais manjado das incorporadoras.
gonzales
3 de maio de 2018 8:48 pm?
Ap com 34 e 54 metros quadrados ?
Isto não é apartamento, isto se chama pombal ! Coxinha não apenas gosta da miséria alheia, ela paga para viver em sua própria !
AMORAIZA
3 de maio de 2018 8:59 pmEu só queria saber
quem liberou a obra daquele prédio, interditado por muitos anos porque avançava sobre a calçada e depois reformado e terminado de repente. Estava interditado desde os tempos das Lojas Pelicano, se não me engano.
Quanto a supressão da imagem do prédio invadido, não é só lá que eles apagam as imagens das redondezas, não, é em todas as obras do centro.
Quem anda pelo centro, tem escritório ou loja, ou tem que frequentar repartições e fóruns, vive desgostoso todos os dias, e se o cliente incauto vir as mazelas que rodeiam os “maravilhosos empreendimentos”, não compra.
O centro, além das invasões, tem uma população flutuante de mais de 3 mil pessoas, população essa que alcança, Liberdade , a Barra Funda, Bela Vista, Centro, República, Santa Cecília, Anhangabaú, Campos Elíseos, Vila Buarque, Luz, Ponte Pequena, Parque D. Pedro, Glicério, composta de gente que dorme todas as noites na rua, fora as favelas, como a do Moinho, quase na linha do trem, na estação da Luz e a do Gato, na Ponte Pequena, além da população debaixo das pontes e viadutos e os nóias, que são outro grupo de moradores de rua.
As aglomerações mais densas dessa população estão justamente mais próximas da sede da prefeitura, na Praça do Patriarca e Viaduto do Chá.
lenita
3 de maio de 2018 10:46 pmSe os lá de cima …
… podem , pq não podemos fazer o mesmo aqui ? Afinal já estamos declarados como colônia.
tupy
4 de maio de 2018 1:38 amNo culto à desiguldade a
No culto à desiguldade a cidade é o altar da individualidade coberto com o manto da hipocrisia. Enquanto assim for o mercado que é de todos e para todos, quem puder mais para produzir, vender e consumir, dará risada sem se importar se alguém chora.
Movimento para moradia é movimento para ganho financeiro e quem militava e já ganhou, não milita mais, mesmo sabendo que no coletivo, muitos outros ainda nao ganharam.
Moradia é utopia para quem luta é esperança para político mentiroso que busca iludir.
Vontade política é discurso abstrato de quem se nega a função política.
Qualquer cidadão morador da cidade é a própria cidade dele e que é também igualzinho aos outros.
O começo para praticar a cidade é discutindo a cidade. Existem varios espaços para a discussão formal e que podem ser ampliados.
O centro de São Paulo existiu quando a sem agua, sem telefone, sem luz eletrica, sem garagem sem estacionamento e ruas para trânsito de carroças; de lá pra hoje se improvisa e se contorna.
Octavio Almeida
4 de maio de 2018 6:21 pmfake NEWS
Essa imagem NÃO é do local, é FALSA!
Ainda que tivessem eliminado o prédio, de um lado há a pequena Igreja Luterana (atingida) e do outro há uma rua!
A torre que aparece à direita da foto não é da Igreja Luterana e NÃO existe no Largo do Paissandu! E, mesmo que fosse, a posição do “lançamento” não seria a do prédio queimado.
Octavio Almeida
4 de maio de 2018 7:03 pmfake News!
“Eliminava” é um tanto forçado!
Essa imagem pode ter sido trabalhada pela imobiliária (prática comum quando se quer vender um imóvel como se não existissem vizinhos!).
O prédio tombado fica atrás do lançamento (na esquina oposta!)… é possível que nem aparecesse na foto de qualquer forma.