Em resposta a Bolsonaro, Câmara de Santo André resgata memórias da Ditadura

Vereadores criaram comissão provisória para colher e expor depoimento de vítimas de tortura e perseguição nos anos de chumbo

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Vereadores da Câmara de Santo André, no ABC paulista, instauraram uma comissão especial para tomar o depoimento de vítimas de perseguição e tortura no período da Ditadura Militar. A iniciativa, segundo um dos parlamentares, é uma resposta a Jair Bolsonaro, que além de defender a comemoração do golpe militar de 1964, também decretou o fim da estrutura de um grupo de trabalho vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos, que tenta identificar as ossadas do cemitério de Perus.

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O vereador Eduardo Leite (PT), um dos idealizadores, disse ao Diário do Grande ABC que “a ideia nasceu de uma conversa que tivemos com alguns advogados da OAB (Organização dos Advogados do Brasil) de Santo André. Com a intenção do atual presidente do País em querer negar os abusos existentes naquele tempo e até comemorar aquele período, fica claro que temos que dar voz às pessoas que sofreram algum tipo de violência durante a ditadura”, alegou.

Não é a primeira vez que a Câmara de Santo André hospeda uma comissão do gênero. Em 2013, a Casa criou, em paralelo à Comissão Nacional da Verdade, um comitê municipal da Verdade, “sob a ótica de levantar relatos do período na cidade e repassar essas informações ao grupo nacional, entidade vinculada ao governo federal.”

À época, o GGN entrevistou Antonio Carlos Granado, ex-secretário de Santo André e ex-preso político que contou como foi perseguido nos anos de chumbo com ajuda da empresa para a qual trabalhava.

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