A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque, foi atingida por mísseis na madrugada deste sábado (14), em meio à escalada da guerra desencadeada após a ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro.
Explosões foram ouvidas na região e uma coluna de fumaça foi vista nas proximidades do complexo diplomático, segundo relatos de autoridades de segurança e testemunhas.
De acordo com fontes das forças de segurança iraquianas, ao menos um míssil teria atingido um heliporto localizado dentro do complexo da embaixada, considerado uma das maiores instalações diplomáticas americanas no exterior, segundo o site da RT Brasil. Até o momento, autoridades dos Estados Unidos não comentaram oficialmente o episódio.
Uma milícia iraquiana alinhada a Teerã, a Kataib Hezbollah, afirmou ter realizado o ataque. Segundo o grupo, o alvo seria um sistema de interceptação antimísseis instalado no local.
A ofensiva ocorre em meio a uma escalada militar mais ampla no Oriente Médio. Na sexta-feira (13), o presidente Donald Trump afirmou que forças americanas bombardearam posições militares na Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, onde está localizado o principal terminal de exportação de petróleo iraniano.
Segundo Washington, os alvos seriam depósitos de mísseis e minas que estariam sendo usados para ameaçar rotas marítimas internacionais no Estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.
Trump declarou que ordenou que a infraestrutura petrolífera da ilha fosse preservada por enquanto, mas afirmou que poderia mudar de posição caso o Irã continue bloqueando a passagem de navios na região.
Em resposta, autoridades iranianas advertiram que poderão atacar infraestrutura energética e outros ativos ligados aos Estados Unidos e a seus aliados no Oriente Médio caso instalações iranianas continuem sendo bombardeadas.
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou na terceira semana após os bombardeios iniciais contra alvos iranianos. O conflito já deixou mais de mil mortos, a maioria em território iraniano, e provocou centenas de milhares de deslocados em diferentes países do Oriente Médio.
Entre os episódios mais graves está o bombardeio que atingiu a escola primária feminina Shajarah Tayyebeh, na cidade de Minab, no Irã, considerado um dos ataques com maior número de vítimas civis desde o início da ofensiva.
À Agência Brasil, a socióloga Berenice Bento, professora da Universidade de Brasília (UnB) que estuda as relações de gênero no mundo muçulmano, disse que o episódio expõe a contradição do discurso ocidental sobre o conflito, pois o ataque evidencia que a guerra não está relacionada à defesa de direitos humanos ou da democracia, como frequentemente alegam governos ocidentais.
Com a intensificação dos combates, ataques com drones e mísseis, além de operações de interceptação, têm sido registrados em diferentes pontos do Golfo, ampliando o risco de uma escalada regional. O conflito também já começa a pressionar os mercados globais de energia. Desde o início da guerra, os preços internacionais do petróleo acumulam alta próxima de 40%, diante do temor de interrupções no transporte de combustível pela região.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram focos de incêndio no topo do prédio da embaixada. Veja abaixo:
Rui Ribeiro
14 de março de 2026 1:14 pmDo rio que tudo arrasta se diz que é violento mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.
Diz-se que Palestinos, Árabes e Iranianos sao violentos mas ninguém aponta a violência dos colonos U$raelenses
Rui Ribeiro
14 de março de 2026 1:46 pmA imprensa murdochiana acusa acesquerda de não apoiar o massacre das populações iraniana, libanesa e Palestina promovido pelos $ionistas e pelos Falcões Galinhas, afirmando que quem não está com Netanyahu e Trump está do lado da teocracia iraniana, do Hezbollah e do Hamas.
Eu, ao contrário dos acusadores da direita, estou do lado das populações agredidas injustamente. Quero que os $ionistas, os Falcões Galinhas, os Terroristas e a Teocracia se explodam