5 de junho de 2026

Entrevista do presidente da Caixa Econômica Federal

CAIXA ECONÔMICA ENTRA NO CRÉDITO AGRÍCOLA E QUER SER O TERCEIRO MAIOR BANCO DO PAÍS
Caixa Econômica Federal…..Brasilia, 24 de Setembro de 2012
 
Projeto-piloto da operação de financiamento para custeio e investimento de produtores começou em 12 de agosto em 70 agências da instituição. O objetivo é que a carteira alcance R$ 2 bilhões em um ano
Entrevista do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, ao Brasil Econômico – edição de 24/09/2012
 
Em uma análise superficial, pode parecer que o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Fontes Hereda, teve uma trajetória de ascensão meteórica no sistema bancário. Em seis anos, conseguiu chegar ao comando do quarto maior banco do país (excluindo o BNDES) e conduz a instituição em seu processo de transformação. Mas ao analisar melhor essa carreira, fica claro que ele chegou com bagagem suficiente para comandar o banco líder em crédito imobiliário do país. Formado em arquitetura, fez mestrado em urbanismo na Universidade de São Paulo (USP), em 1991. A sua dissertação, “Quando a lama virou terra… O caso da urbanização de alagados”, tratava da questão urbanística na favela de Alagados, em Salvador (BA), sua cidade natal. Dessa época em diante, sempre ocupou cargos, majoritariamente na administração pública, em que o principal objetivo era o de tratar de questões urbanísticas nas grandes cidades. Sua chegada ao governo federal ocorreu em 2003, quando assumiu a Secretaria de Habitação do Ministério das Cidades. Dois anos depois, com a experiência acumulada na área habitacional, assumiu a vice-presidência de governo da Caixa, que entre outras atribuições cuida das operações de crédito imobiliário. Ficou em seu escopo, como agente financeiro, tirar do papel o programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, lançado em 2009. O bom desempenho na condução do programa gabaritou Hereda para assumir a presidência da Caixa em 2011, quando substituiu Maria Fernanda Coelho. Há pouco mais de um ano no comando da instituição, já garantiu o ganho de 1,2 ponto percentual na participação da Caixa no mercado de crédito, que atualmente é de 14,2% — no final de 2008, a fatia era de 6,5%, e cresceu com a atuação dos bancos públicos para minimizar os efeitos da crise financeira mundial. Essa expansão dos empréstimos levou a Caixa ao posto de terceiro maior banco do país em carteira de crédito (no critério do Banco Central, que não inclui garantias e títulos e valores mobiliários). Em ativos, a instituição está na quarta colocação, mas Hereda ainda quer subir mais um degrau. Para isso, aproveita o programa de redução de juros para ganhar mais clientes, conquistar maior fatia no mercado e também estrear em outras áreas, como o crédito agrícola e o lançamento de um banco de investimento. O suporte a essa expansão virá do Ministério da Fazenda, que na última sexta-feira anunciou que a União irá conceder até R$ 13 bilhões à Caixa. Desse total, R$ 6,8 bilhões serão destinados a operações de crédito a pessoas físicas, ao “Minha Casa, Minha Vida” e a projetos de infraestrutura. O restante deve servir para reforçar a base de capital do banco. Hereda entende que o papel de um banco público é apoiar os projetos da administração federal. Entre eles, o de garantir juros mais baixos: “A gente sempre vai procurar ter o menor juro. A gente sempre vai reagir”.

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Como a Caixa Econômica Federal encara o atual momento de concorrência no sistema financeiro em torno dos juros baixos? A instituição vê com naturalidade o fato de que algum banco possa apresentar uma taxa mais baixa, como já mostrou o levantamento do Banco Central?
Isso só aconteceu uma vez, mas é claro que pode se repetir. À medida que a Caixa virou referência de juros baixos, é natural que o mercado procure supera-la. O Banco do Brasil tem que fazer isso mesmo. É o maior banco do país e está atuando tanto quanto a Caixa acreditando neste novo momento que o país vive. É natural que o Banco do Brasil e outras instituições façam o mesmo que a Caixa faz. Vai ter situações, em uma semana ou outra, que em determinado produto a gente não consegue (ter a menor taxa), mas a gente sempre vai procurar ter o menor juro. A gente sempre vai reagir. Se eu tiver margens baixarei a taxa sem dúvida nenhuma. A Caixa tem como estratégia isso: ter os menores juros sempre, dentro de uma precificação responsável.
 
O ministro Guido Mantega (Fazenda) já demonstrou o desejo de ver taxas de juros mais baixas nos cartões de crédito. Há alguma novidade sobre isso?
Na semana de 7 de setembro tanto A Caixa como o BB baixaram seus juros no cartão e baixarem bem. Já há um movimento dos bancos públicos nessa direção. A gente tem trabalhado, como todos os bancos, no sentido de ganhar eficiência. Estamos verificando os nossos custos e à medida que ganharmos em produtividade ou ganhar na redução dos custos administrativos, vamos repassar os ganhos aos clientes. Mas também não trabalhamos com margens negativas. Todo mundo sabe que a nossa estratégia é ter o menor juro, aumentar a nossa base de clientes e elevar o relacionamento com esse cliente. Quem tem uma estratégia como essa tem sempre que estar repassando os seus ganhos.
 
Com a queda dos juros e a busca por spreads (diferença entre o custo de captação do banco e a taxa cobrado do cliente) menores, a eficiência passa a ser mais importante para a Caixa?
Tradicionalmente, o banco sempre teve um índice de eficiência pior do que os das outras grandes instituições. É óbvio que não estamos satisfeitos com o índice de eficiência da Caixa. Nós queremos melhorá-lo. Estamos contando com o trabalho de uma consultoria em melhoria de gestão. Estamos focando na questão da eficiência. Com juros baixos, não dá para ninguém esconder custos de ineficiência. Agora, a comparação com os outros bancos tem duas vertentes importantes. Uma é que A Caixa é um banco diferente. Nós temos todo um trabalho na área de governo. Prestamos serviços que outros bancos não prestam. Somos responsáveis pelas loterias no Brasil, pagamos Bolsa Família e estabelecemos uma série de outros repasses do governo federal para estados e municípios. Tudo isso demanda mão de obra e não tem o mesmo retorno que uma operação de crédito. Por isso, é difícil comparar com outros bancos. Além disso, tem essa questão de metodologia que precisa se discutir. Nós somos conservadores. Nossa metodologia é rigorosa. De qualquer forma, não tem como nenhum banco sobreviver em ambiente de juros mais baixos repassando ineficiência. Isso não cabe mais, se é que existiu um dia.
 
Essa consultoria já identificou o que é mais relevante para a Caixa alterar já no curto prazo?
Tem uma série de medidas que já estamos tomando, mas me perdoe, não vou ficar expondo as ineficiências da Caixa. Mas, por exemplo, temos um trabalho importante em relação à tecnologia da informação. Nós somos um banco público e por isso, temos um problema sério. Às vezes dizem que A Caixa, por ser pública, compete com outro banco em condição favorável. Se forem ver com cuidado não é bem assim. Eu não conheço banco nenhum que é obrigado a fazer licitação para tudo. E às vezes licitação que é para um serviço que é meu negócio, mas essa é a regra e é a forma que trabalhamos. Portanto temos uma desvantagem em relação aos concorrentes. Temos tentado superar isso. Criamos duas parcerias importantes para suprir isso. A da IBM na área de crédito imobiliário e outra com a CPM Braxis. A parceria com essas duas empresas é importante e estratégica, assim como é também a revisão da nossa fábrica de software.
 
O senhor já comentou que um dos objetivos do banco é pegar a base de clientes e trazer mais para perto, com maior rentabilidade. Quais produtos podem ajudar nesse processo?
Temos uma cesta de produtos para pessoa física e pessoa jurídica. A cesta favorece mais os que têm maior relacionamento com o banco. No caso do cheque especial, a taxa foi cortada pela metade, mas o juro, em função do relacionamento, pode ser muito menos que os 4,27% ao mês, que é a taxa máxima cobrada hoje dos clientes. Isso acontece em todos os produtos de pessoa física. Temos os menores juros e para quem tem mais relacionamento a taxa é menor ainda. É isso que motiva as pessoas a aprofundarem o relacionamento com a Caixa. Isso vale também para a pessoa jurídica. Estamos trabalhando para esse segmento ter uma cesta de produtos mais atrativa. As pessoas se relacionam mais com os bancos que tenham algo a oferecer. Por isso que temos falado que é importante para os clientes compararem os preços. Ver como o relacionamento com a instituição financeira pode ser favorável para cada um.

E desde abril, quando teve início o programa Caixa Melhor Crédito, de redução de juros, qual foi a elevação no volume de operações? Já é possível quantificar esse maior relacionamento com o cliente?
Essa estratégia da Caixa, que passa pelo maior relacionamento com o cliente, tem sido vitoriosa. A partir de janeiro, com o início da portabilidade para funcionários públicos, A Caixa estava passando mais recursos do que recebendo, ou seja, na relação com os concorrentes, estava perdendo nessa fidelização. De janeiro a maio, o saldo líquido entre Transferências de salários recebidas e enviadas era negativo. À medida que oferecemos uma redução concreta de juros e que as pessoas verificaram que existia essa vantagem, essa equação começou a mudar. A partir de junho começamos a receber mais transferência do que enviamos. Em agosto o saldo líquido (Transferências recebidas menos as Transferências realizadas para outros bancos) já era positivo em 116.202 (em abril chegou a ficar em 44.355 negativo). Isso nos dá a certeza de que a estratégia que a gente estabeleceu é vitoriosa.
 
E em relação às operações de crédito? Como está o desempenho?
O governo lançou um desafio para todos os bancos. A Caixa enxergou nisso oportunidade de pular na frente, de ter uma outra relação com os clientes e isso está dando certo. Está maior a velocidade de abertura de conta tanto na pessoa física, que aumentou 28%, como na jurídica, que teve alta de 34%. Esses são números que afirmam e mostram que valeu a pena essa estratégia. Vou dar outra informação que reforça isso: antes do lançamento do Caixa Melhor Crédito, a média diária de operações de crédito comercial era de R$ 11 bilhões. Passou para R$ 15 bilhões depois do programa.
 
E com esse desempenho já dá para falar em mudança de projeções? A meta era ter uma participação de mercado de 15% até o final do ano.
No início do ano esperávamos chegar a 14% e agora prevemos 15%. Já estamos com 14,2% e provavelmente vamos passar dos 15% até dezembro. Da estratégia que estamos trabalhando, esse é o retorno mais imediato. Estamos trabalhando também no aumento de agências e loterias e também dos nossos correspondentes. Já estamos presentes em todo Brasil. Temos capilaridade boa, mas estamos aumentando isso, trabalhando para fazer mais de uma agência por dia nesse ano. O objetivo é fazer 500 em 2012. Já de casa lotérica serão mais mil, além de novos correspondentes. Até 2015, vamos ter ao todo duas mil agências novas (incluindo as 500 que serão abertas nesse ano).
 
Como está atualmente a rede de agências da Caixa e como essa expansão se encaixa na estratégia do banco?
Temos duas mil e poucas agências (2.409 em junho, número que não inclui postos de atendimento bancário), mas se colocarmos todos os pontos de atendimento, temos mais de 45 mil, sendo mais de 12 mil lotéricas. Estamos nos planejando para esse salto que estamos dando. Não é só baixar os juros. Queremos também melhorar o atendimento, termos mais áreas para os clientes e inclusive mais serviços nos lotéricos para que o cliente possa usar melhor essa rede. Temos um plano que foi feito em relação aos canais de distribuição. Trabalhamos no sentido de ampliar e melhorar o nosso atendimento, assim como falei a respeito da tecnologia da informação. Para isso vamos ter aumento de pessoal. Vamos ter mais 8 mil, 9 mil funcionários no espaço de um ano. Estamos trabalhando em um processo de capacitação desse pessoal. Tem também toda uma estratégia de pessoas que está sendo discutida.
 
E o que mais está sendo feito dentro desse plano de crescimento da Caixa?
Já falamos da tecnologia da informação, que é uma estratégia no sentido de ampliar os setores onde atuamos. Tem o banco de investimentos que vamos abrir. Aí tem gente que diz que A Caixa está se metendo onde não tem expertise. Não é verdade. Boa parte do que um banco de investimento faz já é feito pela Caixa. Temos os fundos, que está na vice-presidência de ativos de terceiros. E muito das operações de mercados de capitais já é feito dentro da área de finanças. O banco de investimentos vai ser uma forma de organizar melhor tudo isso e preparar A Caixa para entrar ainda mais no mercado de capitais. Em um ambiente de juros baixos é natural que isso aconteça. O que estamos fazendo tem começo, meio e fim. Tem lógica, estratégia. É estratégia discutida, pesada, medida e precificada. Então, A Caixa está se reposicionando e aproveitou esse momento. Por exemplo, estamos entrando em crédito agrícola. Estamos abrindo duas mil agências até 2015. Algumas vamos abrir lá no interior, onde tem demanda por crédito agrícola.
 
E qual vai ser o funding (fonte de recursos) para essas operações? E por que atuar em crédito agrícola?
Para o crédito agrícola o funding é o depósito à vista. E aí a pergunta é se isso é para competir com o Banco do Brasil. A resposta é não. Nenhum banco hoje, com a capilaridade que a Caixa tem, de ser um banco nacional, de varejo, pode se dar ao luxo de não ter todos os produtos.
 
O objetivo vai ser ter uma carteira de quanto no crédito agrícola? A operação já teve início?
Nós vamos começar (já há um projeto piloto, desde o dia 12 de setembro, em 70 agências) e no espaço de um ano vamos ter de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões de carteira de crédito. Vai ser para custeio e investimento. O que é importante é o seguinte: nenhum banco hoje sobrevive sem essas opções. Assim como o Banco do Brasil também não tem condição de sobreviver sem crédito imobiliário. Agora o Banco do Brasil vai ser o banco do crédito imobiliário? Eu acho que não. Ainda tem que caminhar muito para chegar perto da Caixa. (A Caixa é líder em crédito imobiliário com uma carteira de R$ 177,243 bilhões em junho e o BB tinha R$ 9,818 bilhões)
 
Da mesma forma, então, a Caixa também não vai ser o banco do crédito agrícola?
Nós também não vamos ser o banco do crédito agrícola. Vamos atender bem. Já temos gente alocada. Há dois anos tocamos esse projeto e estamos tratando dessa questão. Não é dar passo sem pensar. Aliás, acho que de vez em quando acham que banco público, quando faz as coisas, faz sem planejar, que não tem estratégia, governança e não entende de mercado. Não é verdade. Tanto A Caixa quanto o Banco do Brasil estão mostrando isso. Estão mostrando competência nesse momento. E aí muitas vezes perguntam se A Caixa está competindo com o Banco do Brasil. Se você está em um mercado é natural que tenha a sua competição. Se existe uma competição entre Caixa e Banco do Brasil? Claro. Todo banco compete com todo banco. Mas o alvo da Caixa não é o Banco do Brasil e tenho certeza que o alvo do Banco do Brasil não é A Caixa. A gente quer é ganhar mercado de maneira geral.
 
Mas o Banco do Brasil já tem um crescimento limitado em crédito agrícola, não é?
Também (a carteira era de R$ 95,672 bilhões em junho). Mas a presidente Dilma Rousseff fez um novo Plano Safra agora, que está cada vez aumentando mais nos últimos anos. Precisa de mais gente fazendo esse tipo de operação. O mesmo vale para o crédito imobiliário, que era só 1% do PIB em 2003. Hoje o crédito já é 5,4% do PIB e nós estamos fazendo quase 73% disso. Tem uma avenida de crédito imobiliário no Brasil. Não passa pela cabeça da Caixa fazer sozinha todos os créditos quando este mercado representar 15% do PIB. Então, a quantidade de recursos que o governo colocou nos programas faz com que o auxílio do Banco do Brasil na área de habitação faça todo sentido. A Caixa e o Banco do Brasil vão disputar clientes? Vão. Tem que dar a melhor condição ao cliente como qualquer banco faz, mas A Caixa não está mirando o Banco do Brasil. Nem acho que o BB está mirando A Caixa. Tanto um como o outro precisam ter todos os produtos. Mas acho que o Banco do Brasil sempre vai ser um banco que vai atuar mais no crédito agrícola e A Caixa sempre vai ter um foco maior no imobiliário. E com relação ao crédito pessoal, quem der melhores condições vai puxar mais clientes. Então eu acho que tanto A Caixa como Banco do Brasil estão prestando serviço importantíssimo para o país.
 
E, nessa estratégia da Caixa, qual o papel do PanAmericano?
O PanAmericano para a Caixa é importante em alguns aspectos. A Caixa, por exemplo, fazia muito pouco financiamento a veículos e essa modalidade é 20% do crédito para pessoa física no país. Por sinal, quando entramos no crédito de veículos já não entramos da mesma forma (que se atuava até alguns anos antes) e não sofremos o mesmo nível de inadimplência que os outros bancos. Aliás, a expansão da carteira da caixa éfeita de uma forma segura. O nosso índice de inadimplência continua o mesmo. Mas sobre o PanAmericano, o banco tem muita expertise de fazer crédito de veículos nas concessionárias. Se a Caixa quer 10% dos novos contratos de financiamento de veículos até o final do ano tem que contar com essa parceria. A participação da caixa no PanAmericano foi para isso, assim como foi no leasing. Agora estamos construindo uma parceria na área de habitação e crédito imobiliário.
 
Eles vão atuar como correspondentes?
Não. O PanAmericano vai ajudar a ampliar a nossa participação em um segmento que é difícil de focar, que é o de alta renda.
 
E vocês avaliam uma aquisição do PanAmericano? E como é a parceria com o BTG (sócio da Caixa no PanAmericano)?
Não vai ter fusão ou aquisição. Prevemos sinergia. Esse sempre foi o modelo de negócio. Nunca foi essa intenção, senão a gente comprava o banco inteiro e não comprava só um pedaço. Acho que BTG e Caixa estão vivendo uma boa experiência com o PanAmericano. Somos um banco de varejo e o BTG é fundamentalmente de atacado. Esse casamento só pode dar boa coisa.
 
E que posição a Caixa quer alcançar?
Em operação de crédito já somos o terceiro e o quarto em ativos. O próximo passo é ser um dos três maiores bancos do país nos próximos dez anos. Esse esforço todo vem de um planejamento estratégico.
 
Vai ter capitalização do governo para isso? Por que a capitalização de R$ 1,5 bilhão feita há pouco tempo não é suficiente para tudo isso?
Claro que não é suficiente. Mas vamos ter a capitalização necessária para continuar nessa batida, nesse crescimento que temos feito no crédito. (Na sexta-feira o governo concedeu até R$ 13 bilhões para o banco utilizar em operações de crédito e reforço do patrimônio). O próprio Ministério da Fazenda já tem dito isso. Acho que é uma questão muito tranquila. Esse processo de capitalização nem começa e nem termina agora.

Redação

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