Jornal GGN – Depois de um mês de quarentena, as escolas na Dinamarca decidiram reabrir as portas para que as crianças matriculadas até a quinta série possam retornar às aulas e, assim, liberar os pais para que voltem aos postos de trabalho. Mas a medida causou discussão e temor: os adultos que não querem enviar os filhos para a “linha de frente da reabertura”. É o que mostra reportagem da agência Reuters.
De acordo com a matéria, a intenção do governo em abrir primeiro as escolas é ver os pais voltando ao trabalho e “acelerando a economia”. Mas a resistência é visível em grupos virtuais que questionam por que os pequenos precisam ser as “cobaias” diante de uma possível segunda onda de contágios.
“Não mandarei meus filhos, não importa o que aconteça”, disse Sandra Andersen, a fundadora de um grupo no Facebook chamado ‘Meu filho não será uma cobaia’, que tem mais de 40.000 seguidores.
Na Dinamarca, o coronavírus bateu a casa dos mais de 6 mil casos positivos e 300 mortes, fechando lojas, bares, restaurantes, cinemas e outros espaços públicos.
Segundo Reuters, o país se inspira parcialmente na vizinha Suécia, que não fechou todas as escolas e tampouco verificou casos fora da curva entre as crianças, em comparação com o resto dos países.
Um cientista do departamento de doenças infecciosas da Universidade de Aarhus acrescentou à agência que as crianças também parecem não ser os principais responsáveis pela transmissão do vírus, disse ele.
Ainda assim, os pais questionam a rede escolar na Dinamarca, afirmando que ela não parece pronta para receber os alunos novamente, sobretudo os mais novos, que dificilmente manterão distância dos colegas de sala.
Allan Lucas
15 de abril de 2020 1:07 pmQuando a gente vê um negócio desse é porque o terraplanismo foi muito além de onde a gente imaginava. Só a China e a Coreia mantém os pés no chão e a cabeça grudada no pescoço? O resto do mundo enlouqueceu?
Lúcio Vieira
15 de abril de 2020 1:18 pmNa época do medo exacerbado, vai ser bem mais difícil a tomada de decisões.