Escolas reabrem na Dinamarca, mas pais mantêm crianças em casa com medo do vírus

Pais reclamam do despreparo da rede escolar e não querem que filhos sejam "cobaias" de uma segunda onda de coronavírus

Jornal GGN – Depois de um mês de quarentena, as escolas na Dinamarca decidiram reabrir as portas para que as crianças matriculadas até a quinta série possam retornar às aulas e, assim, liberar os pais para que voltem aos postos de trabalho. Mas a medida causou discussão e temor: os adultos que não querem enviar os filhos para a “linha de frente da reabertura”. É o que mostra reportagem da agência Reuters.

De acordo com a matéria, a intenção do governo em abrir primeiro as escolas é ver os pais voltando ao trabalho e “acelerando a economia”. Mas a resistência é visível em grupos virtuais que questionam por que os pequenos precisam ser as “cobaias” diante de uma possível segunda onda de contágios.

“Não mandarei meus filhos, não importa o que aconteça”, disse Sandra Andersen, a fundadora de um grupo no Facebook chamado ‘Meu filho não será uma cobaia’, que tem mais de 40.000 seguidores.

Na Dinamarca, o coronavírus bateu a casa dos mais de 6 mil casos positivos e 300 mortes, fechando lojas, bares, restaurantes, cinemas e outros espaços públicos.

Segundo Reuters, o país se inspira parcialmente na vizinha Suécia, que não fechou todas as escolas e tampouco verificou casos fora da curva entre as crianças, em comparação com o resto dos países.

Um cientista do departamento de doenças infecciosas da Universidade de Aarhus acrescentou à agência que as crianças também parecem não ser os principais responsáveis ​​pela transmissão do vírus, disse ele.

Ainda assim, os pais questionam a rede escolar na Dinamarca, afirmando que ela não parece pronta para receber os alunos novamente, sobretudo os mais novos, que dificilmente manterão distância dos colegas de sala.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora