Jornal GGN – O Ministério Público do Rio de Janeiro afirma que o ex-assessor Fabrício Queiroz, preso na quinta (18) por coordenar esquema de rachadinha no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na ALERJ, usava parte do dinheiro público desviado para pagar despesas pessoais e familiares do hoje senador.
O MP encontrou ao menos 1 depósito, em 2011, feito pessoalmente por Queiroz na conta da esposa de Flávio, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, no valor de R$ 25 mil.
Em outubro de 2018, Queiroz também pagou pessoalmente dois boletos que correspondem à mensalidade escolar das duas filhas de Flávio, nos valores de R$ 3.382,27 e R$ 3.560,28.
O MP cruzou os pagamentos de mensalidade escolar feitos pelo casal Bolsonaro com os débitos registrados em suas contas bancárias, e descobriu uma diferença de R$ 153 mil que foram pagos à escola, mas não a partir das contas do senador e sua esposa. O valor corresponde a “53 boletos bancários pagos com dinheiro em espécie não proveniente das contas bancárias do casal”.
Ainda de acordo com o MP, a mesma dinâmica ocorreu no pagamento do plano de saúde da família. O esquema da rachadinha com Queiroz supostamente bancou 63 boletos que totalizam R$ 108,4 mil.
O MP aponta Queiroz como “operador financeiro” da organização criminosa. Ele não só arrecadou parte do salário dos ex-funcionários de Flávio Bolsonaro na ALERJ, como transferiu parte do “produto dos crimes” para o patrimônio do filho do presidente Jair Bolsonaro.
ORIGEM DESCONHECIDA
No total, segundo o MP, Queiroz recebeu em suas contas o montante de R$ 2,039 milhões, fruto do esquema da rachadinha. Mas Queiroz sacou, no período investigado, o total de R$ 2.967 milhões.
A diferença de R$ 900 mil, segundo os promotores, é de “procedência [que] não foi possível precisar” ainda.
Carlos Elisio
19 de junho de 2020 1:45 pmSobre a prisao do parça dos bozos, exatamente num sitio em Atibaia, escreveram: “O roteirista do filme Brasil é demoníaco”.