4 de junho de 2026

Estudo prevê redução de 1 milhão de postos de trabalho em 2015

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Da Agência Brasil

Com 345 mil postos formais de trabalho extintos nos seis primeiros meses do ano, a economia brasileira deve acelerar a diminuição de empregos no segundo semestre. Segundo estudo do Conselho Federal de Economia (Cofecon) divulgado nesta semana, o país deve encerrar o ano com 1 milhão de vagas com carteira assinada a menos.

Com base no estudo, a entidade recomenda ações de longo prazo para reativar o mercado de trabalho. Para a entidade, os sucessivos reajustes da taxa Selic, juros básicos da economia, estão provocando impacto direto sobre a geração de empregos nos últimos anos. Nos últimos 12 meses, o efeito intensificou-se, resultando na extinção de postos de trabalho.

De acordo com o levantamento, o início do ciclo de elevação dos juros básicos, em abril de 2013, coincidiu com a redução da geração de empregos, conforme as estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas pelo Ministério do Trabalho. Naquela época, a Selic estava em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada com alguns intervalos de estabilidade, desde então.

A partir do segundo semestre do ano passado, quando o país passou a fechar mais postos de trabalho do que criou, a situação agravou-se. Na época, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) segurou a taxa básica, deixando para aumentar a Selic somente após o segundo turno das eleições presidenciais. De lá para cá, foram sete aumentos consecutivos, que elevaram a Selic para 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006.

No segundo semestre do ano passado, o país fechou 176 mil postos de trabalho com carteira assinada. Nos seis primeiros meses deste ano, o fechamento aumentou para 345 mil vagas. Para o Cofecon, a maior extinção de emprego indica que o reajuste da taxa Selic foi maior que o ideal, passando a sufocar a economia.

“Os ajustes de curto prazo da política econômica têm tido reflexo direto nas condições de vida de grande parte da população, concomitante à ausência de um projeto que contemple políticas capazes de pavimentar uma trajetória sustentada de crescimento”, destacou o Cofecon em nota.

Para a entidade, a redução da taxa Selic representa apenas uma parte do processo para revigorar o mercado de trabalho. Entre as outras medidas defendidas pelo Conselho Federal de Economia estão investimentos em infraestrutura, com destaque para a retomada do programa de concessões; simplificação tributária; redução da burocracia; condições favoráveis de crédito a setores que sejam grandes geradores de emprego; além de incentivos à ciência, tecnologia e inovação.

O Cofecon também defende o aumento da competição entre os bancos, com a adoção de medidas que reduzam o spread bancário – diferença entre as taxas pelas quais as instituições captam recursos e as taxas com que emprestam ao consumidor. O indicador é considerado a principal fonte de lucro dos bancos. “É recomendável a adoção de medidas que reduzam ospread bancário e estimulem a concorrência no setor, na medida em que causa espécie o aumento dos lucros dos bancos em meio à gravidade da atual crise”, destaca o comunicado da entidade.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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6 Comentários
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  1. JB Costa

    1 de agosto de 2015 8:46 pm

    Quanto desse quantitativo

    Quanto desse quantitativo pode ser “cobrado” do Banco Central do Brasil e sua política monetária “trabalhicida”?

  2. Alessandre de Argolo

    1 de agosto de 2015 9:07 pm

    O ministro Levy até aqui não disse a que veio

    Não vi nada que indicasse melhora. Só o vejo falar em cortar gastos e impor cortes de direitos para os trabalhadores. Ministro sem qualquer ousadia ou inventividade. E dizem que entende de economia. Para mim, não passa de um medíocre, sem qualquer brilhantismo. Só papo furado.

  3. Jesus Cristinho

    1 de agosto de 2015 9:11 pm

    Está aí a maior prova de que

    Está aí a maior prova de que o desemprego no período FHC não foi culpa das políticas implementadas por ele, e sim existiu um forte fator estrutural já superado.

    Os índices de desemprego guardam uma relação proporcional com os índices de crescimento. Economia cresce, empregos idem. Economia entra em recessão, o desemprego aumenta.

    A não ser que algum evento estraordinário subverta essa ordem natural, como o que ocorreu no governo FHC onde teve o início da automação e modernização das fábricas, e do uso de computadores.

    Já com a Dilma, cuja recessão de 2015 está para superar os 2%, o que é um valor altíssimo, os empregos estão evaporando. Em 2014 manteve-se estável, e ao menor sinal de recessão ele simplesmente explode.

    As perpectivas são sombrias com 2 anos seguidos de recessão se o congresso não fizer nada a respeito. Não dá para ficar assistindo os empregos derreterem sem fazer nada.

     

     

     

    1. Ivan de Union

      2 de agosto de 2015 12:40 am

      Boa tarde pra voce tambem,

      Boa tarde pra voce tambem, Ofelia.

  4. Ivan de Union

    2 de agosto de 2015 12:55 am

    Voces estao REALMENTE me

    Voces estao REALMENTE me dizendo  que essa MERDA de carteira de trabalho ainda existe????????????????????

    Vai ser troglodita assim la nos quintos dos infernos.

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