Nesta segunda-feira (9), no programa TVGGN 20 Horas [confira o link abaixo], o jornalista Luis Nassif revela, com exclusividade, indícios de que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e o delegado da Polícia Federal Thiago Marcantonio Ferreira — que atuam juntos nos desdobramentos do caso do Banco Master e no pedido de prisão de Fábio Luís Lula da Silva — teriam participado da elaboração de um levantamento sobre servidores públicos identificados como antifascistas.
Segundo as informações apresentadas por Nassif, Mendonça e Marcantonio teriam coordenado um relatório que reuniu dados de 579 servidores públicos, entre professores e policiais, sob a justificativa de segurança nacional. O episódio remete a uma controvérsia que ganhou grande repercussão em 2020, durante a passagem de Mendonça pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
À época, reportagens revelaram que a pasta havia produzido um documento com informações sobre servidores ligados a movimentos antifascistas. O material incluía nomes e, em alguns casos, fotografias e perfis em redes sociais dos monitorados, e teria sido compartilhado com diversos órgãos públicos, como a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência e setores de inteligência militar.
Reportagem do portal jurídico Consultor Jurídico (ConJur), publicada em agosto de 2020, relatou que Mendonça admitiu a existência do relatório em reunião reservada com parlamentares da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso. Na ocasião, o então ministro reconheceu o documento, mas rejeitou a classificação de “dossiê”, afirmando que se tratava de atividade regular de inteligência registrada nos sistemas do ministério.
Apesar das explicações, parlamentares da oposição consideraram que houve monitoramento político indevido. O então líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues, declarou após a reunião que as respostas não foram satisfatórias e afirmou estar convencido de que o governo havia atuado de forma irregular ao monitorar opositores.
Agora, com as novas informações apresentadas por Nassif, o caso volta ao centro do debate público ao apontar a possível participação direta do ministro do STF André Mendonça e do delegado da Polícia Federal Thiago Marcantonio Ferreira, que também atuam juntos nos desdobramentos do caso do Banco Master e no pedido de prisão de Fábio Luís Lula da Silva, na coordenação de um levantamento sobre servidores classificados como antifascistas, prática que críticos apontam como possível espionagem política dentro da estrutura do Estado.
Nesta edição (09/03), Luis Nassif recebe o advogado criminal Alexandre Wunderlich para comentar o tema e os riscos de o país enfrentar uma nova Operação Lava Jato. No mesmo programa, o cientista político Pedro Costa Junior analisa ainda a possibilidade de o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho entrarem na mira dos Estados Unidos como organizações terroristas.
Jonas Etelvino da Silva
10 de março de 2026 10:11 pmPor que os sites alternativos progressistas continuam divulgando as pesquisas eleitorais suspeitos de ibstitutos de aluguel? Todos viraram partidos políticos. E não disfarçam o anti-lulismo. Uma vergonha. O JN acabou de divulgar os números atualizados e imorais de um tal de Ipsos. Para alegria dos financiadores de plantão – Globo, Folha e Estadão.
Frederico Firmo
12 de março de 2026 3:36 pmA imprensa não questionou a intromissão de Mendonça ao excluir o diretor da PF das investigações do caso Vorcaro. De forma deliberada e difamatória, o bolsonarista Mendonça tenta imputar possível intromissão do presidente no caso. Na verdade, Mendonça quis escolher seus delegados, todos lavajatistas, e também os blindar. Mas a imprensa apenas deu espaço para a ilação de que tudo havia sido para tornar isenta a investigação. A tentativa de prender Lulinha, quebrando seu sigilo fiscal, não funcionou. Mas na imprensa a suspeição de Lulinha está sempre no ar. Mendonça agora se reduz a fazer sigilo sobre sua própria investigação, que curiosamente não se volta nunca para a lista de Vorcaro com o nome de deputados e senadores. Na mídia Global, a ênfase é sempre afirmar que o caso Vorcaro atinge tanto a esquerda como a direita. E eles mantêm a narrativa, mesmo que a lista desminta. Para fortalecer a narrativa, sem o menor pudor ou vergonha, criaram até um Power Point com os contatos de Vorcaro. Uma maneira subliminar de excitar o velho imaginário popular da Lava Jato. Neste Power Point, mesmo conhecendo o teor da reunião com Lula, apresentam a foto dele no mesmo nível que Ciro Moreira, o senador que apresentou um projeto de lei para favorecer Vorcaro. No caso de Ciro, não se trata de suspeitas, mas sim de um caso concreto. Ciro anda sumido dos noticiários.