A Fapesp afirma que determinados estudos são realizados não para chegar a resultados práticos, “mas sim para tornar as pessoas e sociedades mais sábias”, explicando que, pela própria natureza da ciência, os resultados podem ser obtidos em diferentes prazos, de maior ou menro extensão. A fundação também afirma que as pesquisas com aplicabilidade prática tem recebido mais da metade dos recursos destinados à atividades-fim do órgão. Leia mais abaixo:
O Conselho Superior da FAPESP divulgou, em 28 de abril de 2016, a seguinte nota:
A FAPESP considera importante o debate na sociedade sobre o papel da pesquisa no Estado de São Paulo. Por determinação constitucional, esta Fundação deve apoiar o “desenvolvimento científico e tecnológico” no Estado de São Paulo (artigo 271, caput da Constituição Estadual) em todas as áreas do conhecimento (artigo 16, parágrafo primeiro da Lei 5918 de 1960).
Pela natureza intrínseca da ciência, resultados práticos de diferentes pesquisas podem se verificar em diferentes prazos, de maior ou menor extensão. Algumas pesquisas não se realizam para chegar a resultados práticos, mas sim para tornar as pessoas e as sociedades mais sábias e, assim, entenderem melhor o mundo em que vivemos, o que é uma das missões da ciência.
O Conselho Superior da FAPESP destaca que o apoio à pesquisa com vistas a aplicações tem recebido mais da metade (52% nos últimos três anos) dos recursos totais destinados às atividades-fim da Fundação. Por determinação legal, 95% do orçamento anual da FAPESP são destinados ao financiamento de pesquisas e é vedado à Fundação assumir encargos externos permanentes de qualquer natureza, inclusive salários.
Desde a sua criação, e por determinação legal, a FAPESP constituiu um patrimônio rentável que lhe permite, em situações de crise, não deixar de cumprir seus compromissos assumidos. Tal patrimônio tem sido administrado com rigor e eficácia ao longo de sua história e impedido que pesquisas importantes sejam interrompidas abruptamente por falta de recursos em tempos de arrecadação em baixa, como o atual.
O Conselho Superior afirma que a FAPESP, com a autonomia de que desfruta constitucionalmente, continuará obedecendo aos preceitos legais, atendendo às demandas de financiamento da pesquisa em todas as áreas do conhecimento científico e tecnológico.
A FAPESP está sempre atenta às demandas da sociedade, em busca do contínuo aperfeiçoamento do seu funcionamento, e continuará contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do Estado de São Paulo e do Brasil, como vem fazendo diligentemente em seus mais de 53 anos de existência.
Esmeraldo Cabreira
29 de abril de 2016 2:56 pmFAPESPE CRÍTICA AO ALCKMIN
MÁÁÁSSS BÁÁÁÁ´HHHH! QUÂNTÁÁÁÁ INGNORÂTIA, ALCKMIN! BABACÃO COXINHA-MÓR NAÕ SÁBE O QUÉ QUI SGNIFICA A CIÊNCIA BÁSICA!!!!!!!!! É ISSO QUI DÁ BOTÁ COXINHA NO GOVERNO! COXINHA INTELEKTUAL !!!!???….
Esmeraldo Cabreira Mestre e Doutor UFRGS.
GalileoGalilei
29 de abril de 2016 3:01 pmO futuro sombrio que nos espera
Essa é a concepção dos assaltantes do poder em relação à ciência e que tb pode ser extendido à cultura e à educação.
Dolars and cents.
Para meio entendedor, boa palavra não basta.
Por isso busquem no google por: “aumento de lotação em sala de aula” para entender de onde vêm tão revolucionárias teses educacionais.
Antonio C.
29 de abril de 2016 3:20 pmComentário.
O ensino e a pesquisa são os lugares onde bicudos colocam as mãos…
É desvio de verba de merenda (tá com medo do que, Famiglia Capez?), fundações privadas de olho em universidades públicas (Ministério Público do doutor Moroso em São Paulo…), industriais de olho em patentes de universidades públicas…
Bicudos não têm interesse em educação. Quanto pior, melhor.
Waldomiro Pereira
29 de abril de 2016 3:28 pmO governo do Sr. Alkmin
O governo do Sr. Alkmin também não tem trazido resultados praticos para o estado de São Paulo.
Alias, somente resultados negativos:
Seca
Educação se esmilinguindo
Saude a desejar
Transporte um HORROR, veja os gastos com trens que nunca andam
Seria falta uma “bolha” no setor publico paulistano que esta nos levando a ter um estado fracassado ou são a ações (falta) do Sr. governador?
Aracy_
29 de abril de 2016 3:43 pmAssim é se, e só se, lhe parece
Lastimo que um governador de Estado tenha declarado isso. Imagino que ele, sendo médico anestesiologista, se escandalizaria se um paciente e a família ficassem indignados em lhe pagar honorários “só para fazer o doente dormir”.
Sugiro ao governador que leia William Blake, poeta inglês (1757-1827): “Despojai-os da santidade e revesti-os de inteligência. O imbecil não entrará no Céu, por mais santo que seja.” e Jorge Luis Borges: “Temos o dever não só de ser justos, mas também de ser inteligentes. O homem deve tratar de compreender o mundo, deve se educar intelectualmente”. Será pedir demais?
Doney
29 de abril de 2016 4:15 pmO maior receio dos tucanos é
O maior receio dos tucanos é que as pessoas aprendam a pensar – pois com eleitores conscientes, jamais seriam eleitos.
Gilberto Santos
29 de abril de 2016 5:50 pmSucatear para privatizar
Está no dna dos tucanos a privatização selvagem. Me lembro bem da época em que fhc era presidente e invariavelmente ouvia notícias sobre acidentes envolvendo a Petrobrás. Depois de algum tempo ficou claro para mim que estes acidentes não aconteciam ao acaso, mas para servir de pretexto para a privatização da empresa.
A mesma coisa eles fazem aqui em São Paulo com as universidades estaduais USP, Unicamp e Unesp, estrangulam as suas finanças para justificar uma futura privatização. Idem com a Fapesp, só não ve quem não quer.
antonio francisco
29 de abril de 2016 7:23 pmE os cientistas trabalhando, apesar dos alckmins
Cientistas descobrem recife oculto pela pluma do rio Amazonas
Peter Moon | Agência FAPESP – A 200 quilômetros da desembocadura do rio Amazonas, escondido sob a espessa pluma de sedimentos transportada pelo maior rio do mundo, há um enorme e riquíssimo recife.
Leia no link
http://www.alcinea.com/geral/cientistas-descobrem-riquissimo-recife-no-rio-amazonas
Anarquista Lúcida
29 de abril de 2016 8:14 pmÉ, criticamos Alckmin, mas…
Tem gente graúda aqui do Blog que já incorreu no mesmo…
Frederico69
29 de abril de 2016 9:50 pmgovernador sem utilidade prática criticou fapesp
deviam usar esse título
IRG
30 de abril de 2016 12:13 amNa verdade essa polêmica
Na verdade essa polêmica veiculada pela Foia demonstra uma briga no ninho tucano.
A Fapesp é outro ninho dos Tucanos, gerenciada para financiar os tucanos (principalmente os sociólogos – Isso o Alckimin só externou!), que hoje apresentou a resposta destacando a forma tucana de gerenciar.
Em qualquer lugar do mundo as pesquisas financiadas por governos são vinculadas as empresas NACIONAIS gerando mais riqueza e rodando a economia. A Fapesp tucana, seguindo a cartilhar liberal financia os projetos em parceria com as multis e pequisas que só tem finalidade de resolver problemas lá de fora! Isso o Alckimin só externou sobre o Zika!
O problema é que o Alkimin esta necessitando de dinheiro proveniente dos impostos. Pela falta de dinheiro, o Alkmin olhou para o lado e perguntou a algum de seus assessores sobre a riqueza de São Paulo gerada pela empresas que a Fapesp financiou a criação ou outras geradas com os financiamentos das pesquisas as industrias e multi. A afirmação do Alckimin permite concluir que a Fapesp não gerou riqueza, São Paulo perdeu o bonde do futuro para outros estados e é um deserto tecnológico.
Agora é tarde! Isso é o resultado da cartilha liberal dos governos tucanos que os paulista insistem em apoiar.
Roberto Marques
30 de abril de 2016 12:56 amA nota da FAPESP não
A nota da FAPESP não respondeu absolutamente nada. Disse apenas que é sua prerrogativa escolher as pesquisas que deseja financiar (o que é óbvio) e que não há critério objetivo para mensurar o impacto dessas pesquisas no tempo (o que é assustador considerando que se trata de dinheiro público que está deixando de ser aplicado em outras áreas essenciais).
A crítica do governador foi atabalhoada, mas é pertinente. A própria presidente Dilma determinou que todas as bolsas no exterior da CAPES fossem destinadas a cursos de engenharia e ciências exatas, partindo do pressuposto correto de que há escassez de profissionais nessas áreas e que o Brasil não pode se dar ao luxo de torrar dinheiro público igualmente escasso para patrocinar a formação de pós graduados que pouco ou nada contribuirão para a inovação e o progresso tecnológico do país. E a CAPES já está empenhada há mais de uma década na revisão de seus critérios de seleção de bolsas de pesquisa justamente para atender à necessidade de mensurar o impacto desses desembolsos. De modo que a nota da FAPESP, por seu truísmo autoritário e falta de senso crítico, só serviu para lançar ainda mais questionamentos à utilidade do gasto público, o que é lamentável.
Paulo F.
30 de abril de 2016 2:08 amUm dia o pesadelo acaba!!!!
Quanta audácia!