4 de junho de 2026

FHC e Serra participam de encontro com intelectuais em São Paulo

Evento teve a presença de artistas e acadêmicos na Avenida Paulista. Tucano apresentou propostas para área da cultura na capital.

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso encontrou o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, em um evento para intelectuais na tarde desta terça-feira (18). O encontro ocorreu em uma sala do cinema Reserva Cultural, na Avenida Paulista, e reuniu artistas e acadêmicos, entre eles Agnaldo Timóteo, Bruna Lombardi, João Grandino Rodas, Celso Lafer e Odilon Wagner.

Durante o evento foi lido um texto de apoio ao candidato chamado de “Manifesto”. Assinado por um grupo da sociedade civil, o texto diz que apoia o candidato José Serra porque ele combate a “turma do preconceito” e para que a cidade não caia as mãos de “aloprados”.

Durante o evento, o ex-presidente Fernando Henrique elogiou a vida “exemplar” de Serra e disse que o país vive um momento difícil politicamente, no qual há uma “decepção com práticas correntes e recorrentes”. “As pessoas não querem só serviço, elas querem atenção”, afirmou o ex-presidente.

 

Propostas e críticas

Durante sua fala de mais de meia hora, Serra discursou sobre os projetos para a área da cultura, como a criação de três museus: da moda, da canção brasileira e do automóvel. Ele também criticou a recente troca no Ministério da Cultura.

 

Com a demissão de Ana de Hollanda, entrou em seu lugar a senadora Marta Suplicy (PT-SP). Políticos da oposição ao governo federal afirmam que a indicação ocorreu em troca do apoio da ex-prefeita à campanha do candidato de seu partido em São Paulo, Fernando Haddad.

 

“Outro dia me perguntaram se eu tinha agredido a presidente Dilma. Eu não agredi. Ela pode fazer a campanha que quiser na televisão e etc. Agora, trocar um ministro para fazer com que a ministra que vai apoie o candidato do mesmo partido de São Paulo, em matéria de patrimonialismo é o ponto máximo”, afirmou o tucano.

 

Desde a semana passada o candidato petista Fernando Haddad rebate a acusação. “Se fosse pela minha campanha, teria sido feito muitos meses antes”, afirmou durante evento de campanha no Centro de São Paulo em 11 de setembro.

Serra disse ainda que o “PT reviveu o que o Brasil tinha de pior nessa matéria de patrimonialismo” e que o partido é o “bolchevismo sem utopia”. O candidato do PSDB também comentou o julgamento do mensalão e disse que o Brasil vive uma “outra era”.

 

“Essa questão do STF, desse julgamento, com todos os defeitos que possa ter, a televisão mostrando, fazendo isso e aquilo, é uma mudança no Brasil. É o começo do fim […] da impunidade no Brasil. […] Isso vai condicionar todo o Ministério Público. […] Estamos vendo virtudes onde não se esperava.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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