Meu lado musical aproveitou bem este final de semana.
Ontem, com um grupo de primeira – Lula Gama no 7 cordas, João Macacão no de 6, Daniel Magliavacca no bandolim e o Rafael Toledo no pandeiro – nos apresentamos na Semana Dilermando Reis, em Guaratinguetá.
No almoço, fui ao Maksoud ouvir um pouco de choro. Entrei na roda para interpretar algumas valsas. Para minha surpresa, um hóspede se aproximou para elogiar o som. Era o Dori Caymmi. Não deu tempo de pedir autógrafo a ele. A Eugênia, que gravou parte da rodada, perdeu o momento. Por isso, se alguém achar que é história de pescador, “teje” perdoado.
À tarde, um show de Roberto Menescal e Marcia Tauil. No final, um bom papo com Menescal sobre a última música que apresentou, uma parceria dele com Paulo César Pinheiro.
Comentávamos a capacidade que Paulo César tem de entender a alma da música. Dia desses conversava com o Breno Ruiz, que já tem quase vinte músicas de parceria com ele. São composições no espírito das canções brasileiras dos anos 20. Para cada uma delas, o letrista tem não apenas o tema mais adequado, mais toda a gramática do gênero.
Menescal contou que certa vez perguntou a Vinicius sobre “os caras” que estavam aparecendo como letristas. Resposta de Vinicius: “Não tem ‘os caras’. Tem ‘o cara’, Paulo César Pinheiros”.
romério rômulo
27 de setembro de 2014 11:09 pmdori caymmi
depois que o Adelzon Alves te incluiu entre os bandolinistas prediletos dele, na madrugada da Rádio Nadional, deponho a seu favor, Nassif.
e a minha história também não é “de pescador”.
romério
Fernando J.
28 de setembro de 2014 8:22 amMenescal e suas “protegidas”
Conheci Marcia Tauil há uns bons anos em shows na Cia. Sarau, do Tucun, em Barão Geraldo/Campinas. Menescal tem disso, sempre “apadrinha” cantoras maravilhosas, quando não leva em excursão para o Japão. Aqui a íntegra de um CD com a obra de Eduardo Gudin e J.C. Costa Neto
[video:https://www.youtube.com/watch?v=tJ9qv64Cskw%5D