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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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25 Comentários
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  1. Gilson AS

    2 de fevereiro de 2014 2:24 am

    Peão sozinho fazendo besteira.

      

  2. Mariana B

    2 de fevereiro de 2014 2:36 am

    Protestos contra corrupção deveriam ser mais inteligentes

    Presidente do Coaf destaca lentidão para punir a lavagem de dinheiro no Brasil

    12/03/2013 – 16p6

    Gláucio Dettmar/ Agência CNJ Presidente do Coaf destaca lentidão para punir a lavagem de dinheiro no Brasil

    O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antônio Gustavo Rodrigues, afirmou, nesta terça-feira (12/3), em Brasília/DF, que os baixos índices de punição contra o crime de lavagem de dinheiro no Brasil podem gerar frustrações na sociedade. Ele participou do Seminário Nacional: Inovações e Desafios da Nova Lei sobre Crimes de Lavagem de Dinheiro, que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) realizam na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

    “O sistema punitivo contra o crime de lavagem de dinheiro no Brasil é muito lento, embora o País tenha avançado muito nessa questão. Isso pode trazer uma certa frustração à sociedade, que deve se perguntar por que esse crime não é punido como deveria. Mas é melhor irmos lentamente na direção certa do que rapidamente na direção errada”, disse o presidente do Coaf, que proferiu palestra sobre a atuação do órgão no combate à lavagem de dinheiro.

    Rodrigues acrescentou que o trabalho do Coaf é só uma pequena parte do que o conjunto de instituições brasileiras pode fazer para prevenir e punir o enriquecimento ilícito e a lavagem de dinheiro. “O Coaf alerta as autoridades judiciais sobre a possibilidade de determinada movimentação financeira estar relacionada a algum tipo de delito. Cabe, então, às autoridades decidir se essa movimentação deve ser investigada”, afirmou.

    Terrorismo – Outra deficiência apontada pelo presidente do Coaf refere-se à falta, no Brasil, de instrumento legal para o combate ao financiamento do terrorismo. “O Brasil não tem legislação específica sobre o financiamento do terrorismo. Não há tipificação desse tipo de atividade, o que é incompatível com os compromissos internacionais assumidos, como as convenções que o País já assinou e ratificou”, observou o responsável pela principal instituição de inteligência financeira brasileira.

    Rodrigues recomendou que os bancos procurem conhecer os seus clientes com profundidade antes da execução de operações financeiras vultosas, como, por exemplo, o envio de remessas ao exterior. “Essas instituições não devem fechar os olhos diante de ações que podem estar relacionadas à lavagem de dinheiro. Uma instituição financeira idônea que não estiver preparada para captar esses sinais pode se envolver no crime inconscientemente. É preciso saber, por exemplo, que atividade profissional o cliente desempenha e se sua renda é compatível com a movimentação financeira”, sugeriu o presidente do Coaf.

    Jorge Vasconcellos
    Agência CNJ de Notícias

  3. anarquista sério

    2 de fevereiro de 2014 5:17 am

    (Sem título)

    Foto

  4. anarquista sério

    2 de fevereiro de 2014 5:22 am

    (Sem título)

    Foto: POXA E5TIVE LÁ ONTEM PA55EANDO 
5Ó 5EI QUE É 5ANTO5 5EMPRE 5ANTO5
:-)

    1. CELSO ORRICO

      2 de fevereiro de 2014 12:55 pm

      continuem assim..

      continuem assim, quem sabe um dia vcs chegam aos 7 que demos…vão tentando..

      para relembrar..

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=5A4VBZQtkyY%5D

  5. anarquista sério

    2 de fevereiro de 2014 5:27 am

     
    Do blog  Juca

     

    Do blog  Juca Kfouri

    Jogadores do Corinthians deveriam não jogar

     

     

    O clube seria punido caso o time não entrasse em campo amanhã em Campinas?

    Azar do clube, que não só não dá segurança aos seus funcionários como conversa com bandidos.

    A TV multaria?

    Que multe.

    A situação pioraria com a torcida?

    Com qual torcida?

    A de verdade, garanto, apoiaria.

    Estes valentões, que já fizeram o que fizeram em Oruro e que obrigaram o time a jogar longe do Pacaembu uma porção jogos em 2013, não merecem nenhuma consideração, a não ser da polícia, que deveria prendê-los.

    Identificá-los, repita-se mais uma vez, é a coisa mais fácil deste mundo.

    Aliás, eles estarão todos em Campinas amanhã.

    Junto com os jogadores, que deveriam ficar em casa.

    Seria exemplar.

    Atualização às 23h:

    Ainda não é definitivo que o time jogue contra a Ponte Preta.

    O peruano Guerrero, por exemplo, autor dos gols alvinegros no Mundial de 2012, garante que não há o que o faça entrar em campo.

    O susto foi enorme.

    Não fosse um atraso de quatro minutos para os jogadores entrarem em campo no CT para o rachão previsto para a manhã deste sábado, e teria havido uma tragédia.

    Os jogadores ficaram reclusos por duas horas e calculam em 200 os vândalos que entraram na concentração do clube.

    É opinião generalizada entre os jogadores que não há clima para jogar.

    Se haverá retaliação do patrocinador, da TV ou da federação é coisa para se ver adiante, embora seja inimaginável que uma atitude exemplar para dar um basta à violência da minoria uniformizada venha a ser punida seja por quem for.

    Há jogadores indecisos, que balançam diante do que ouviram de Mário Gobbi e tendem a se solidarizar com seus apelos para que o jogo aconteça.

    Mas não é o sentimento majoritário.

    É hora sim de dizer chega e os profissionais corintianos, que um dia levantaram a bandeira da Democracia, têm uma oportunidade única de novamente fazer história.

    Basta!

     52 

     

  6. Jeová Barros Almeida Júnior

    2 de fevereiro de 2014 9:56 am

    Quem ganha com o “complexo de vira-lata”?

    SE QUISEREM VIM, VENHAM; SE NÃO, PODEM FICAR ONDE ESTÃO.

    Hoje, logo cedo, na madrugada, vi algumas pessoas postarem um vídeo, no qual se aponta o “Brasil real”, advertindo os estrangeiros acerca do que vão encontrar aqui na copa. Deitei e fiquei pensando a respeito, e aquilo me inquietou. Pensei em escrever uma resposta e deixei pra fazer isso hoje, porque já era tarde.

    Quando me levantei, pensei comigo mesmo: vou deixar isso pra lá… Só que, durante o dia de hoje, vi o bendito vídeo se multiplicar nas redes sociais e, agora há pouco, o enviaram a mim pelo “whats app”. Antes de mais nada, me desculpem se vou ferir alguma suscetibilidade, mas eu não poderia ver isso e ficar calado/quieto.

    Pois bem, o meu país tem todos aqueles problemas apontados no vídeo, e eu não sou cego ou louco pra negar isso. Só que, além daqueles problemas, o meu amado país já produziu muita coisa boa, e eu vou passar a enumerá-las. Antes de mais nada, me desculpem se vou ferir alguma suscetibilidade, de quem quer que seja, mas eu não poderia ver isso e ficar calado ou quieto.

    Meu país, pra começar, produziu o mineiro de três corações, rei do futebol, Pelé!

    Meu país deu ao mundo o ás do asfalto, o paulista Ayrton Senna da Silva; piloto igual não houve até hoje.

    Meu país produziu a Águia de Haia, o baiano Rui Barbosa, que deixou uma convenção das nações em silêncio, quando começou a falar no nosso idioma Tupi.

    Meu país também deu o “burrinho” Pontes de Miranda, alagoano de Maceió, que tem, até hoje, a maior obra jurídica do mundo. Ele era tão burro, o coitado, que se correspondia com Eistein e, apesar de não ser da área de conhecimento dele, pois ele era jurista, percebeu uma falha na Teoria da Relatividade, falou pra Eistein e este corrigiu.

    Meu país produziu outro mineirinho, chamado Aleijadinho, que não sabia esculpir o pobre… Basta ir à Congonhas ou a Ouro Preto pra ver como ele era fraco.

    Meu país deu ao mundo um carioca chamado Machado de Assis, um alagoano chamado Graciliano Ramos, um mineiro chamado Guimarães Rosa, uma cearense chamada Raquel de Queiroz, um paraibano chamado Ariano Suassuna.

    O que dizer, então, dos pernambucanos Gilberto Freire, Paulo Freire (que revolucionou o ensino no mundo e a obra dele é estudada e adotada em mais de 70 países) e um Josué de Castro (esse outro coitado, após a segunda guerra mundial, não tinha uma convenção na ONU em que não se exigisse a presença dele; a propósito, modificou a questão da alimentação no mundo), sem esquecer de Luís Gonzaga, Frei Caneca e Joaquim Nabuco.

    O meu país tem a maior floresta do mundo, enquanto que os países ditos civilizados exterminaram a deles.

    O meu país é hoje o celeiro do mundo e tem sustentado muitas nações com a agricultura e pecuária que aqui é produzida…

    Termino a lista por aqui. Sei, sim, que tivemos fatos marcantes na nossa história, que nos envergonharam, tais como a Guerra de Canudos ou a Guerra do Paraguai, duas verdadeiras chagas nacionais. Mas eu pergunto: qual país não tem?! 

    Conta-se que, quando Mahatma Gandhi estava lutando pela independência da Índia, contra o império Britânico, um ministro inglês disse que a Inglaterra queria ajudar a Índia com os problemas dela, ao que ele teria respondido: “os nossos problemas são nossos”. Parodiando-o, os nossos defeitos e carências são nossas, o meu país é meu! Se não quiserem vim pra cá, na Copa, fiquem onde estão e, se vierem, vão encontrar um povo maravilhoso e tenho certeza que serão bem tratados… Bem, problemas? Sempre existiram e sempre vão existir, aqui ou em qualquer lugar do mundo!

    Agora, vou apontar fatos dos países que, aos olhos do brasileiro, são perfeitos, ilhas de excelência, verdadeiros paraísos.

    A Alemanha produziu um Hitler e o nazismo, mas produziu um Emmanuel Kant.

    Os judeus deram ao mundo um Ariel Sharon (responsável pelo massa de Shatila, no Líbano), mas nos deram o Nosso Salvador.

    A Itália produziu o fascismo e, por outro lado, um Leonardo da Vinci ou um Norberto Bobbio.

    Portugal nos deu um Salazar da vida, mas nos deu um Camões também.

    Os USA, a terra da liberdade (sic), nos deu um Lincoln, um Martin Luther King Jr e tantos outros, mas também nos dá maus exemplos até hoje, que o diga o povo iraquiano; ou até mesmo o povo mexicano, que perdeu metade do território (que foi tomado pelo grande irmão do norte), e o vietnamita. E o que dizer dos atentados terroristas que lá ocorrem e da vergonha (inter)nacional que é a prisão de Guantânamo?!

    A França nos deu um Jean Paul Sartre, um Victor Hugo, mas também nos deu um Napoleão ou o Regime de Vichy (que colaborou com o regime nazista), e até nos deu um péssimo exemplo na denominada Batalha de Argel (com torturas infames).

    A Argentina nos deu o gênio Maradona e, por outro lado, gerou um Rafael Videla (ditador sanguinário).

    A Inglaterra nos deu um Shakespeare e os Beattles, mas fez milhões na África sofrerem, como por exemplo, na política do Apartheid, contra a qual lutou o recém-falecido Nelson Mandela, e oprimiu milhares/milhões de católicos na Irlanda (como a banda U2 cansou de cantar/protestar contra).

    Pra terminar, quero que aponte um país que não tenha problemas… Um sequer! Quero saber a quem interessa continuar nos defenestrando e fazendo nos sentir um cocô de galinha, o que Nelson Rodrigues costumava chamar de “complexo de vira-latas”. 

    Alguém está ganhando com isso (o achacamento e achatamento do nosso país) e eu tenho uma forte impressão que não é o povo brasileiro.

    Como se dizia na época da ditadura militar de 1964: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Eu resolvi ficar, acreditar, lutar e fazer desse MEU amado país uma grande nação, como ela já é!

    FAREMOS UMA COPA MARAVILHOSA (com todos os problemas e carências que temos) E, NO FIM, SE DEUS QUISER, LEVANTAREMOS O HEXA!

    Com amor,
    Pelo Brasil,
    Um brasileiro.

  7. Roberto São Paulo-SP 2014

    2 de fevereiro de 2014 10:53 am

    Debian GNU/Linux, ou simplesmente Debian.

    O Debian é um sistema operacional (SO) livre para seu computador. Um sistema operacional é um conjunto de programas básicos e utilitários que fazem seu computador funcionar.

    O Debian é mais que um simples SO: ele vem com mais de 37500 pacotes contendo softwares pré-compilados e distribuídos em um bom formato, que torna fácil a instalação deles na sua máquina. Leia mais…

    A última versão estável do Debian é 7.3. A última atualização desta versão foi feita em 14 de Dezembro de 2013. Leia mais sobre as versões disponíveis do Debian.

    Começando

    Se quiser começar a usar o Debian, você pode facilmente obter uma cópia, e então seguir as instruções de instalação para instalá-lo.Caso esteja atualizando para a última versão estável a partir de uma versão anterior, por favor leia as notas de lançamento antes de prosseguir.Para obter ajuda sobre o uso ou a configuração do Debian, veja nossas páginas de documentação e suporte.Aqueles que falam idiomas que não o inglês devem conferir a seção internacional.Aqueles que usam arquiteturas diferentes de Intel x86 devem conferir a seção de portes.

    As seguintes imagens do Debian estão disponíveis para serem baixadas:

    Imagens oficiais de CD/DVD da distribuição estável (stable)Imagens oficiais de CD/DVD da distribuição testing (regeradas semanalmenteNote que alguns servidores de arquivo não estão atualizados — antes de baixar, verifique se o número da versão das imagens é o mesmo daquele listado neste site! Além disto, note que muitos sítios não refletem o conjunto completo de imagens (especialmente as imagens em DVD) devido a seu tamanho.

    Caso esteja em dúvida, use o servidor primário de imagens de CD na Suécia.

    Você está interessado em oferecer imagens do CD Debian no seu servidor de arquivos (mirror)? Se sua resposta for sim, veja as instruções sobre como montar um servidor de arquivos de imagens de CD (mirror).

    Brasil: debian.las.ic.unicamp.br: FTP HTTP

    Afinal de contas, o que é o Debian?

    O Projeto Debian é uma associação de indivíduos que têm como causa comum criar um sistema operacional livre. O sistema operacional que criamos é chamado Debian GNU/Linux, ou simplesmente Debian.

    Um sistema operacional é o conjunto de programas básicos e utilitários que fazem seu computador funcionar. No núcleo do sistema operacional está o kernel. O kernel é o programa mais fundamental no computador e faz todas as operações mais básicas, permitindo que você execute outros programas.

    Os sistemas Debian atualmente usam o kernel Linux. O Linux é uma peça de software criada inicialmente por Linus Torvalds com a ajuda de milhares de programadores espalhados por todo o mundo.

    No entanto, há trabalho em andamento para fornecer o Debian com outros kernels, primeiramente com o Hurd. O Hurd é um conjunto de servidores que rodam no topo de um micro kernel (como o Mach), os quais implementam diferentes características. O Hurd é software livre produzido pelo projeto GNU.

    Uma grande parte das ferramentas básicas que formam o sistema operacional são originadas do projeto GNU; daí os nomes: GNU/Linux e GNU/Hurd. Essas ferramentas também são ferramentas livres.

    Claro que o que todos queremos são aplicativos: programas que nos ajudam a conseguir fazer o que desejamos fazer, desde edição de documentos até a administração de negócios, passando por jogos e desenvolvimento de mais software. O Debian vem com mais de 37500 pacotes (softwares pré-compilados e empacotados em um formato amigável, o que faz com que sejam de fácil instalação em sua máquina) — todos eles são livres.

    É mais ou menos como uma torre: Na base dela está o kernel. Sobre ele todas as ferramentas básicas e acima estão todos os outros softwares que você executa em seu computador. No topo da torre está o Debian — organizando e arrumando cuidadosamente as coisas, de modo que tudo funcione bem quando todos esses componentes trabalham em conjunto.

    É tudo realmente livre?

    Você deve estar pensando: porque as pessoas gastam tantas horas de seu tempo para escrever software, empacotá-lo cuidadosamente e então dá-lo? As respostas são tão variadas como as pessoas que contribuem. Algumas pessoas o fazem porque gostam de ajudar outras pessoas. Muitos escrevem programas para aprender mais sobre computadores. Mais e mais pessoas estão procurando maneiras de evitar o preço inflado do software comercial. Uma grande multidão contribui como agradecimento por todo o bom software livre que receberam dos outros. Muitos na universidade criam softwares para fazer com que os resultados de suas pesquisas tenham um maior e melhor uso. Empresas ajudam a manter o software livre para que possam ter uma palavra em como ele se desenvolve — não há maneira mais rápida de conseguir uma característica do que desenvolvê-la você mesmo. Claro que vários de nós apenas acha isso muito legal!

    O Debian é tão compromissado com o software livre que decidimos que seria útil que esse compromisso fosse formalizado em um documento escrito. Assim, nosso Contrato Social nasceu.

    Apesar do Debian acreditar no software livre, há casos em que as pessoas querem ou precisam colocar software não-livre em suas máquinas. Sempre que possível, o Debian suportará esses usuários. Há ainda um número crescente de pacotes cujo único trabalho é instalar software não-livre em sistemas Debian.

    Livre? Mas os CDs ou a banda de rede custam dinheiro.

    Você pode estar perguntando: Se o software é livre (free, em inglês, também significa ‘grátis’) então por que eu tenho que pagar a um vendedor por um CD ou a um servidor de Internet pela conexão para fazer o download do mesmo?

    Quando você compra um CD, está pagando pelo tempo de alguém, pelo investimento para criar os discos e pelo risco (no caso de todos os CDs não serem vendidos). Em outras palavras, você está pagando por uma mídia física usada para entregar o software, não pelo software em si.

    Quando usamos a palavra “free”, estamos nos referindo a liberdade de software, não a custo zero. Você pode ler mais sobre o que consideramos “software livre” e o que a Free Software Foundation diz sobre o assunto.

    A maior parte do software custa centenas de dólares americanos. Como vocês podem dá-lo assim?

    Uma pergunta melhor é: Como as empresas de software podem cobrar tanto assim? Desenvolver software não é como fazer um carro. Uma vez feita uma cópia do seu software, os custos de produção para se fazer um mais um milhão de cópias são muito pequenos (essa é uma boa razão para a Microsoft ter bilhões de dólares no banco).

    Olhe de outro modo: se você tivesse um suprimento infinito de areia no seu quintal você iria querer dar essa areia. Mesmo assim, seria idiota pagar para um caminhão levá-la para outras pessoas. Você faria com que as outras pessoas viessem buscar sua areia eles mesmos (o que seria equivalente a comprar um CD). Isso é exatamente o que o Debian faz e essa é a razão dos CDs/DVDs serem tão baratos (por volta de USD$ 12 dólares por 4 DVDs).

    O Debian não ganha dinheiro vendendo CDs. Mesmo assim, é necessário dinheiro para pagar despesas como registro de domínio e hardware. Assim, pedimos que você compre seus CDs de um dos vendedores de CD que doam uma parte do valor da venda ao projeto Debian.

    Que hardware é suportado?

    O Debian pode ser executado em quase todos os computadores pessoais, incluindo os mais antigos. Cada novo lançamento do Debian geralmente suporta um número maior de arquiteturas. Para consultar uma lista completa das arquiteturas atualmente suportadas, leia a documentação da distribuição estável.

    Quase todo hardware comum é suportado. Se você quer ter certeza de que todos os dispositivos conectados à sua máquina são suportados, confira o Linux Hardware Compatibility HOWTO.

    Há algumas companhias que fazem com suportar seu hardware seja difícil, não lançando as especificações para o mesmo. Isso significa que você pode não conseguir usar o hardware produzido por essas empresas com o GNU/Linux. Algumas empresas fornecem um driver não-livre, mas isso é um problema, porque a empresa pode ir à falência ou parar de suportar o hardware que você tem. Recomendamos que você só compre hardware de fabricantes que têm drivers livres para seus produtos.

    Estou procurando por mais informações.

    Você deve querer dar uma olhada no nosso FAQ.

    Ainda não estou convencido.

    Não nos dê ouvidos, experimente o Debian você mesmo. Já que o espaço em disco tem se tornado cada vez menos caro, você pode provavelmente dispor de 2GB de espaço em disco. Se você não quer ou não precisa de um desktop gráfico, 600MB são suficientes. O Debian pode facilmente ser instalado nesse espaço extra e coexistir com seu sistema operacional existente. Se você vier a precisar de mais espaço, simplesmente remova um dos seus sistemas operacionais (e depois de ver o poder de um sistema Debian, temos certeza de que não será o Debian o sistema removido).

    Experimentar um novo sistema operacional irá tomar uma considerável parte de seu tempo, e você provavelmente não tem muito tempo sobrando. Por essa razão compilamos uma lista de prós e contras do Debian. Isso deve ajudá-lo a decidir se isso tudo vale a pena. Esperamos que você aprecie nossa honestidade e franqueza.

    Como consigo o Debian?

    Compre um CD faça o download do mesmo pela Internet. Depois confira nossa documentação de instalação.

    O método de instalação do Debian mais popular é através de CDs, os quais você pode adquirir pelo preço das mídias de um dos nossos vários vendedores de CDs. Caso você disponha de acesso rápido a Internet é possível fazer o download e instalar o Debian pela rede.

    Por favor, consulte nossa página sobre como obter o Debian para maiores informações.

    Caso ainda não o tenha feito, consulte antes o Linux Hardware Compatibility HOWTO.

    Não esqueça de consultar os pacotes que oferecemos (tomara que você não seja intimidado pelo número enorme de pacotes que oferecemos).

    Eu não consigo configurar tudo sozinho. Como consigo suporte para o Debian?

    Você pode obter ajuda lendo a documentação que está disponível tanto nas páginas Web quanto nos pacotes que instala em seu sistema. Também pode entrar em contato conosco através das listas de discussão ou usando o IRC. É possível ainda contratar um consultor para fazer o trabalho.

    Veja por favor as páginas de documentação e suporte para maiores informações.

    Afinal de contas, quem são vocês?

    O Debian é produzido por aproximadamente mil desenvolvedores ativos espalhados pelo mundo que são voluntários em seu tempo livre. Poucos desenvolvedores se conhecem pessoalmente. A comunicação é feita primariamente através de e-mail (listas de discussão em http://lists.debian.org) e IRC (canal #debian em irc.debian.org).

    O Projeto Debian tem uma estrutura organizada cuidadosamente. Para maiores informações sobre como o Debian é internamente, por favor, sinta-se livre para navegar pelo Canto dos Desenvolvedores.

    Quem usa o Debian?

    Embora não exista uma estatística precisa (já que o Debian não exige que seus usuários se registrem), existem fortes evidências de que o Debian é utilizado por uma ampla gama de organizações, grandes e pequenas, bem como várias centenas de indivíduos. Veja nossa página Quem está usando o Debian? para uma lista de organizações importantes que nos enviaram uma breve descrição de como e porque estão usando o Debian.

    Como isso tudo começou?

    O Debian foi iniciado em agosto de 1993 por Ian Murdock, como uma nova distribuição que seria feita abertamente, no espírito do Linux e do projeto GNU. O Debian deveria ser feito cuidadosamente e conscienciosamente e ser mantido e suportado com cuidado similar. Ele começou como um grupo pequeno de desenvolvedores de Software Livre e cresceu gradualmente para se tornar uma comunidade grande e bem-organizada de desenvolvedores e usuários. Veja a história detalhada.

    Já que muitas pessoas perguntaram, Debian é pronunciado /ˈde.bi.ən/. O nome vem do nome de seu criador, Ian Murdock, e sua esposa, Debra.

    URL:

    http://www.debian.org/

     

     

    1. antonio francisco

      2 de fevereiro de 2014 4:23 pm

      Leia mais… como se faz?

      Olá, Roberto São Paulo, no segundo parágrafo você escreveu um Leia mais… que se for clicado leva a outra página, já que tem um link ali escondido.

      Por favor, como você fez para esconder este link?

      Não aprendi isto até hoje.

      Abração,

      !

       

  8. Marco St.

    2 de fevereiro de 2014 11:39 am

    Os Black Blocs do Bem

     

    Ou de como a “teoria dos pequenos feitos”  pode ser uma resposta inteligente à ações violentas.

     

     

    “Polícia ortográfica secreta” substitui “fascistas da linguagem” do idioma russo

    Gazeta Russa  Em Moscou existe uma organização secreta que se dedica a corrigir erros ortográficos no espaço público, seja em placas, propagandas ou monumentos.  “Polícia ortográfica secreta” substitui “fascistas da linguagem” do idioma russo“Estamos corrigindo qualquer erro, não importa o local. Se for em um tapume ou vitrine, corrigimos por conta própria” Foto: Getty Images/Fotobank

    O parque moscovita Poklónnaia Gorá é deserto à noite. Não é zona de habitação, mas um complexo memorial dedicado às vítimas da Segunda Guerra Mundial. Um grupo de jovens de rosto coberto chega ao local sem ser visto por ninguém. Um dos jovens fica de guarda, os outros pegam em ferramentas e começam a arrancar a placa do monumento. À primeira vista, seriam vândalos dispostos a danificar o memorial. Mas a placa “Aos soldados des aparecidos, sem túmulos” cede lugar a outra, semelhante em tudo, mas com o erro de espaçamento corrigido. De manhã, ninguém nota a troca. Tudo ficou na mesma, só que a palavra “desaparecidos” agora aparece escrita corretamente.

     

    Esta é uma das missões planejadas para o futuro pela “polícia ortográfica secreta”, um grupo de moscovitas que se encarregam de corrigir erros gramaticais. Há meses o grupo efetuou uma inspeção nas ruas da antiga cidade russa de Vladímir, a cerca de 180 km de Moscou, que resultou na correção de cerca de 40 erros visíveis nos espaços públicos. Antes disso, fizeram um acordo com uma instituição especializada em língua russa, que presta serviços de consultoria a estudantes e filologistas.

    Nos últimos meses, a parceria atraiu o interesse de milhares de pessoas através da popular rede social “Vkontakte” (Em Contato), pela qual são denunciados erros de escrita. “Estamos corrigindo qualquer erro, não importa o local. Se for em um tapume ou vitrine, corrigimos por conta própria. Se aparecer numa publicidade ou na placa de um prédio, pedimos por carta às respectivas entidades”, conta Piotr, estudante do 1.º ano de uma faculdade de letras de Moscou. “Normalmente, as reações às nossas cartas são rápidas, e os erros são corrigidos.” O estudante se recusou a falar seu sobrenome, assim como os dos outros elementos do grupo. Apenas informou que a idéia da “polícia ortográfica” pertence a uma professora de língua e literatura russa, que despertou o interesse de alunos antigos e atuais.

    Guerra provocada pelos erros

    O grupo possui um programa ideológico. “Se encararmos o mundo como um texto, como defende o filósofo francês Jacques Derrida, então, corrigindo os erros, estamos mudando o mundo”, acredita Piotr. Essa espécie de redação global se encontra em sintonia com a chamada “teoria de feitos pequenos”, um conceito dos revolucionários russos do final do século 19. Eles defendiam que a vida devia ser melhorada não através da luta revolucionária, mas de transformações sociais pequenas. A simples correção  de erros poderá ajudar a mudar a vida do país, como acredita o número crescente de voluntários do grupo na rede social.

    De volta às glórias da URSS

    O terreno para este projeto foi preparado no início dos anos 2000, quando na internet russa irrompeu o movimento “gintalha da Rede”, formado por jovens que escreviam se regendo exclusivamente pela fonética, como ouviam as palavras, desprezando o uso das regras ortográficas. Os seguidores do movimento criavam textos variados, desde frases casuais a contos e poemas, ignorando por completo as regras gramaticais. Tudo isto provocou os chamados “nazis linguísticos” do grupo Grammar Nazi. Qualquer infração gramatical lhes suscita ódio e raiva. Se a “gintalha” estava escarnecendo da ortografia, os “fascistas da linguagem” faziam o mesmo com os que cometiam erros. Ridicularizavam-nos, trocavam informações sobre os criminosos que ousavam escrever “i” em vez de “e”. Apesar de tudo, os “fascistas” não fazem nada a não ser ridicularizar e perseguir analfabetos na internet. O mérito da “polícia ortográfica” é ter conseguido direcionar energias construtivamente. Agora, os jovens não se limitam a discutir pelo computador, eles estão agindo nas ruas de Moscou.

    Alfabetização por US$ 5000

    A história desses jovens começou no ano passado, em 23 de fevereiro, Dia do Exército da Rússia. Passeando pelo parque memorial Poklónnaia Gorá, os rapazes detectaram um erro na placa de um monumento. Foi então que surgiu a idéia da “polícia ortográfica secreta”. Pensando na melhor maneira de corrigir o erro, escreveram cartas a diversas entidades, como o Museu de Poklónnaia Gorá, o Governo de Moscou, o Departamento do Patrimônio Cultural, o Comitê de Moscou para a Arquitetura, o Fundo de Apoio à Língua Russa, o Departamento da Cultura de Moscou e o Ministério da Cultura da Rússia. O Departamento de Cultura os aconselhou a se dirigirem ao Ministério, do qual não obtiveram resposta.

    Já o Departamento do Patrimônio Cultural prometeu tratar do assunto, mas em 2015. “Estou lendo o livro satírico de Jonathan Lynn ‘Sim, Sr. Ministro’, onde encontro fórmulas burocráticas de respostas negativas. Uma delas: ‘Para se levar adiante esta análise, necessita-se de documentação mais pormenorizada, pelo que se torna imperioso criar uma comissão especial para o respectivo estudo”, diz Piotr, rindo das dificuldades burocráticas.

    Os jovens então apelaram aos jornalistas, e a imprensa denunciou o erro no monumento. Em seguida, receberam uma carta da Sociedade Histórico-Militar da Rússia, comunicando que tinha dinheiro para as despesas para a correção do erro. Por sua vez, o Departamento do Patrimônio Cultural prometeu corrigi-lo recorrendo aos fundos da sociedade, em um valor aproximado de US$ 5000. Entretanto, a transferência de dinheiro de uma entidade para outra só é possível com base num projeto concreto. Aqui começaram as dificuldades burocráticas e o assunto está aguardando solução desde meados de outubro de 2013.

    “O nosso projeto de correção terá três páginas, espero que este modelo funcione. Caso contrário, vamos fazê-lo por conta própria: juntamos o montante necessário, encomendamos uma placa e levamos a cabo a operação em segredo, pois já não suportamos mais esta situação”, desabafa Piotr.

    1. antonio francisco

      2 de fevereiro de 2014 4:16 pm

      se a moda pegasse em BH, e no Brasil…

      Na avenida Mem de Sá encontramos placas Mém de Sá, Men de Sá, Mem de Sa e por aí vai. Já vi grafarem Mendes Sá mais de uma vez, inclusive em papéis públicos.

      Em toda BH encontram-se erros grosseiros em placas, quando se encontram placas, pois aumentou muito o número de ruas sem placa alguma; nem certa, nem errada.

      Fotografei várias vezes, durante um ano, 2 placas caídas numa esquina por efeito de uma trombada de carro. Ficaram lá, estáticas. Nem ladrão as quis levar.

      Certos cartazes de bancos e papéis  de órgãos oficiais seriam ridículos, se não fossem trágicos: a falta de acentos circunflexo, til e c cedilha deixam a Inês ser Ines, o cão do aviso facultando sua entrada juntamente com o deficiente visual  vira cao, e em muitos CPFs as Marias das Graças que se contentem em ser Maria das Gracas  e as Conceição viram Conceicao, sem nem ao menos uma desculpa do emissor. Em muitos casos o erro gráfico decorre do afã de adquirir máquinas no exterior, sem exigir conformação a nosso idioma.

       

  9. Tamára Baranov

    2 de fevereiro de 2014 12:11 pm

    Joaquim Barbosa deve satisfações pela foto com um foragido

    Por Paulo Nogueira | Diário do Centro do Mundo

    Circula hoje pela internet uma foto que é um embaraço – mais um numa longa série – para Joaquim Barbosa.

    Nela, JB aparece confraternizando, nos Estados Unidos, com um homem que parece um a mais na multidão.

    Mas não é.

    Ao lado de JB está Antonio Mahfuz, que os amigos chamam de Toni ou Toninho. A foto foi postada por Mahfuz no seu Facebook, e nela ele sauda o “justiceiro” JB.

    Não haveria problema nenhum não fosse Mahfuz a chamada chave de cadeia. Ele fugiu do Brasil, há quinze anos, e deixou atrás de si copiosos calotes. Uma contabilidade recente coloca Mahfuz como réu em 221 processos.

    Foi exatamente para escapar da cadeia que ele se refugiou na Flórida, numa cidade chamada Hollywood, perto de Miami. Miami, sabemos, é onde JB comprou um apartamento em nome de uma empresa imaginária, para não pagar imposto.

    Quando fugiu, a sentença de prisão de Mahfuz estava decretada, por conta do processo movido contra ele pelo seu principal credor, o banco Chase Manhattan.

    Dono de uma rede de lojas nascida na região de Rio Preto, em São Paulo, e depois expandida para outras partes, Mahfuz deu em garantia para empréstimos bens.

    Ele não honrou as dívidas, e o banco, quando o executou, simplesmente não encontrou os bens penhorados. Ele foi decretado pela justiça “depositário infiel”. Quando sua prisão foi pedida, ele foi para os Estados Unidos.

    Deixou no Brasil as dívidas, e uma situação judicial extraordinariamente complicada.

    Suas irmãs o estão processando sob a acusação de que ele falsificou a assinatura do pai numa procuração que lhe dava poderes para administrar os negócios do patriarca, Elias Mahfuz, um imigrante sírio que montou do nada um patrimônio respeitável no interior de São Paulo.

    Um perito contratado por elas atestou que a assinatura no documento que investe Antonio Mahfuz não “partiu do punho” do pai. Um site da região conta com detalhes essa história.

    Elas querem que todos os negócios realizados a partir da procuração sejam anulados. Seria a maneira de recuperaram a herança paterna que o irmão fez desaparecer.

    É ao lado de Mahfuz, com esta folha corrida, que JB aparece na foto.

    Tudo bem?

    Não, evidentemente. Na hipótese mais benevolente, JB estava em algum lugar quando foi abordado por alguém que o reconheceu, e para quem ele é um herói.

    Na pior, ele conhece Mahfuz, o que criaria um conflito ético profundo.

    Num mundo menos imperfeito juízes não teriam amigos, porque isso pode afetar suas sentenças, mas vivemos num país em que Merval Pereira se abraça sem cerimônia com magistrados como Ayres Britto e Gilmar Mendes, com todas as partes aparentemente sem noção da gravidade dos abraços.

    Seja qual for a origem da confraternização de Mahfuz e Joaquim Barbosa, está claro que JB deve uma satisfação aos brasileiros.

  10. Sérgio T.

    2 de fevereiro de 2014 12:28 pm

    A Secom e o desassossego da mídia

     

    A Secom e o desassossego da mídia

     

    O alarido em colunas e gargantas mensageiras expressa uma expectativa consuetudinária das corporações em relação à pasta.

    por: Saul Leblon

      

    Arquivo

     

     

     

    O desassossego da emissão conservadora com a saída de Helena Chagas, da Secom, não diz algo apenas sobre a ex-ministra egressa das Organizações Globo, e que por mais de quatro anos esteve à frente do órgão que centraliza a comunicação e o orçamento de publicidade do governo federal.

    O alarido em colunas e gargantas adestradas no varejo dos recados patronais expressa, ademais, o entendimento consuetudinário que as grandes corporações  do setor nutrem em relação a essa pasta.

    – Se é preciso mexer, que seja para nada mudar, adverte o ectoplasma dos interesses que se avocam a indivisa prerrogativa sobre a opinião pública nacional. 

    O dispositivo midiático relaciona-se com a  Secom  na mesma chave hierárquica  através da qual o  mercado financeiro busca impor sua soberano ao BC. Equivale ao tratamento dispensado pelos oligopólios regulados às agencias regulatórias, por reles capturadas.

    Tudo se passa como se a esfera pública lhes devesse a fidelidade própria de uma extensão dos interesses privados.

    Essa é a natureza dos recados disparados ao governo por ocasião da saída de Helena Chagas da Secom. 

    Equivale aos avisos intimidativos que gangues enviam à chegada de novos moradores no quarteirão.

    Justiça seja feita, há coerência com o que se estampa e se emite a título de noticiário.

    Importa, assim, discutir o outro lado.

    O problema maior é a eficácia  –razoavelmente alta—que esse comportamento tem obtido. 

    Há quem tema que o sucesso se repita agora, mergulhando-se a mudança na Secom em um formol de busca de indulgência composto de mais do mesmo.

    Que um governo progressista, há mais de uma década à frente do Estado, não tenha formado ainda um consenso quanto a necessidade de tornar mais ecumênico o sistema de comunicação do país, configura um mistério que até mesmo os dilatados limites das alas moderadas da esquerda não conseguem mais aceitar.

    Muito das hesitações petistas nessa esfera pode ser atribuída à percepção de uma correlação de forças adversa, que impõe a estrita seleção dos confrontos a enfrentar.

    A avaliação teria excluído  das prioridades do governo Dilma  o projeto de regulação das comunicações audiovisuais preparado pelo ex-ministro  Franklin Martins.

    O texto dorme no berço esplendido da gaveta do ministro Paulo Bernardo, mas embalado por ordens superiores.

    Há uma inércia histórica que explica –ou pelo menos explicou até a crise do chamado mensalão—  comportamento dos governos petistas nessa área.

    O PT nasceu há 34 anos,  em fevereiro de 1980.

    Veio ao mundo com a simpatia abrangente dos jornalistas brasileiros.

    As greves históricas dos anos 70 e 80 no ABC paulista magnetizaram as redações e toda uma geração de profissionais formada na resistência à ditadura.

    Os levantes metalúrgicos criariam o sujeito histórico do novo período acalentado.
     
    São Bernardo do Campo simbolizava o protagonista e o lugar da mudança.

    Era uma pauta de apelo avassalador.

    Estabeleceu-se uma camaradagem solidária entre repórteres e os destemidos metalúrgicos de Lula. A intimidade com o baixo clero das redações trouxe apoios, informações e contatos.

    Era um tempo em que a luta operária carecia de escala e organização política.

    A proximidade com os jornalistas – muitos dos quais renunciariam a cargos e carreiras para se engajar na luta sindical e depois, na do PT – criou também ilusões.

    O trânsito fácil com a imprensa sugeria haver espaço a ocupar na grande indústria da notícia. Formou-se um consenso: a margem de manobra existia, bastava habilidade, certa moderação e bons contatos para explorá-la.

    Marcaria uma inflexão nesse entendimento a derrota para Collor em 1989.

    A Globo editou o debate final da campanha; deu quase dois minutos adicionais ao ‘caçador de marajá’ no compacto que levou ao ar no Jornal Nacional; estigmatizou as falhas de Lula, selecionando-as em contraponto aos melhores momentos do rival.

    O alerta foi claro, mas não construiu uma novo diagnóstico político a ponto de renovar a agenda em relação ao aparato midiático.

    Pesaria mais naquele momento a autocrítica das falhas da campanha do que a percepção do novo adversário de peso.

    Foi um erro.

    Não era qualquer adversário, mas aquele que aos poucos se revelaria com poderes para exacerbar a relação de forças e disposto a fazê-lo  –até o limite da manipulação, se necessário.

    A ‘união’ nacional no impeachment de Collor, ato contínuo à derrota, e a vitória em 2002, num ambiente de hostilidade aberta, mas contrastado pelo racha que a inoperância tucana promoveria no interior do  próprio empresariado, mitigaram o conflito entre as convicções históricas do partido e a postura abertamente anti-petista da mídia.

    A liderança de massa de Lula atingiu seu auge então  reverberou no país durante os oito anos em que esteve à frente de um governo exitoso no plano social e econômico.

    O prestígio esmagador dentro e fora do país empalideceu o cerco midiático e coagulou o debate sobre o tema da comunicação no interior do partido.
    Parecia desnecessário.

    Lula falou todos os dias, algumas vezes por dia, durante os 2.920 dias em que exerceu a Presidência da República.

    O instinto político comandava a garganta.

    A voz rouca abria espaços na opinião pública estabelecendo uma linha direta com o imaginário popular, a contrapelo da má vontade dos veículos de comunicação.

    Não eram apenas palavras ocas, como alvejavam os editoriais raivosos. Elas carregavam resultados de políticas bem-sucedidas que entravam na casa dos mais humildes, sentavam-se à mesa, mudavam a rotina do país, redesenhavam as fronteiras da produção e do consumo de massa.

     A mídia era obrigada a repercutir e Lula falava sem trégua.

     Pautava a conversa nacional: era uma estratégia militante de ocupação de um espaço que se tornara esfericamente adverso. Eles chamavam a isso de ‘lulo-populismo’.

    Paradoxalmente, a exuberância oratória de Lula  –ancorada em êxitos econômicos robustos– veio revalidar a ingenuidade dos que ainda apostavam na existência de um espaço de tolerância no interior das redações.

    Escaparia a esses dirigentes petistas a brutal transformação em marcha no interior da mídia e na própria composição das redações.

    Ao longo de duas décadas de polarização política entre a agenda afuniladora do neoliberalismo e as urgências sociais do país, o ambiente jornalístico sofreria uma mudança qualitativa de pauta, estrutura e composição profissional.

    A tentativa de impeachment de Lula em 2005, já no ciclo da chamada crise do ‘mensalão’ – que culminaria em novembro de 2012 com o linchamento e a condenação à  prisão justamente de lideranças históricas e pragmáticas  do partido–  sacudiu a inércia petista com força, pela primeira vez.

    O espaço de tolerância acalentado ainda por emissários autonomeados, que traziam recados dos donos da mídia sobre o preço a pagar por uma trégua, perdeu eco na cúpula do governo.

    Lula recorreria  ao movimento sindical em 2005. A palavra ‘golpe ‘ foi entronizada no discurso da resistência – para horror dos que insistiam em um acordo com o dispositivo que costurava a derrubada do governo.

    A reeleição em 2006 quando se imaginava que o Presidente  sangraria até morrer,  e o êxito em eleger a sucessora, em 2010 –que termina seu mandato assentada em trunfos suficientes para ser reconduzida ao cargo–  evidenciariam ao conservadorismo, em contrapartida, a importância crucial de preservar a sua única vantagem verdadeira no embate: o quase monopólio midiático.

    Instalou-se, progressivamente, um “termidor” nas redações.

     A fratura acalentada originariamente pelo PT, entre o baixo clero feito de jornalistas solidários e as direções conservadoras, foi cicatrizada a ferro e fogo com depurações e rupturas nos últimos anos.

    A última purga da década foi feita recentemente no jornal Valor Econômico.

    Profissionais íntegros e isentos continuam a existir nas redações.

    Mas os sistemas de controle, a pauta e o torniquete da edição, sob comando de robespierres que compartilham do diretório demotucano, esmagaram o espaço da isenção, sem o qual não há contraditório.

    A mídia como ambiente democrático permissivo à formação da consciência crítica e progressista da sociedade brasileira deixou de existir no país.

    Pouca dúvida pode haver de que isso ameaça a democracia e a equidistância das instituições, do legislativo ao judiciário.

    A percepção dessa ruptura, e os desdobramentos políticos que ela acarreta, cristalizou-se no linchamento midiático que subordinou as togas à cenoura dos holofotes, no julgamento da Ação Penal 470.

    A tradição acomodatícia do PT em relação à chamada grande imprensa – seu descuido histórico com iniciativas para contrapor  pluralidade ao monólogo – tornou-se perigosamente anacrônica.

    Quando a Presidenta Dilma diz que prefere o excesso de uma mídia ruidosa ao silêncio das ditaduras, por exemplo,  não está dizendo –como se viu acima–  nada de novo para a história do PT.

    Mas a frase soa insuficiente para as circunstâncias que se modificaram.

    O PT sempre perfilou entre os partidos pluralistas, antagônicos à voz única, ao poder absoluto e à intolerância  ideológica ou religiosa.

    O que se discute agora é outra coisa.

    Como fazer  prosperar a democracia, o senso crítico e a pluralidade num ambiente em que um poder não eleito e sem rival à altura em sua abrangência e decibéis, dá voz de comando até mesmo à Suprema Corte –diz quem deve ou não ser julgado, como, com que precedência, a forma como deve cumprir a pena e onde?

    A investida algo abusada e intimidadora sobre a Secom, após a saída de Helena Chagas, ilustra a determinação de um apetite pantagruélico que não saciará com a tradicional busca de indulgência, advogada por áreas conservadoras do PT.

    Como contrapor a esse ruído despótico um contrapeso equivalente de vozes democráticas?

    Essa é a pergunta que a mídia jamais fará à Presidenta Dilma.

    Nem por isso a história a exime de responder.

    A intimidação em curso tem como meta consagrar o interdito da publicidade federal aos sites e blogs progressistas, aqueles que semeiam a referência de um ponto de vista alternativo ao círculo de ferro conservador.

    Por certo, a Presidenta Dilma não convalida em sua concepção de ruído democrático a narrativa de uma nota só evocada por esse jogral, que sobrepõem a liberdade de empresa à liberdade de expressão.

    Não se pode mais declinar de dar às consequências as suas causas.

    As causas da crispação autoritária que lateja na vida política do país decorrem em grande parte do desequilíbrio avassalador cristalizado no seu sistema de mídia e comunicação.

    Não enxergar o óbvio  é pagar a crediário o suicídio político.

    Um governo democrático, que pretende fazer do Brasil um país de classe média – supõe-se que não simplesmente de consumidores de tablets, não pode mais lutar a batalha do dia anterior.

    A disjuntiva que se coloca não é mais entre autoritarismo/aparelhismo ou monólogo conservador, como quer o capcioso enunciado da emissão dominante;
    Não estamos nos anos 60 ou 70.

    Estamos diante de um aparato claustrofóbico de difusão que se avoca o direito de enclausurar a formação da opinião pública brasileira e de interditar o debate –crucial nos dias que correm– sobre o passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.

    Não se constrói um país de classe média esclarecida sem as condições efetivas ao esclarecimento e à formação da consciência crítica.

     Não basta o crédito à aquisição de computadores, celulares etc

     É obrigação de governo, também, assegurar espaço para que seu conteúdo seja plural e democrático.

    Disputar as expectativas, em certos momentos, é tão decisivo quanto ajustar as linhas de passagem entre um ciclo econômico e outro.

    Esse é um desses momentos.

    E isso requer um novo entendimento de comunicação do governo.

    A  Secom  pode exprimi-lo com equidistância e lisura.

    Há uma prova de fogo no caminho: não se submeter à intimidação dos que se avocam a prerrogativa de fixar critérios –e limites implícitos–  do que seja uma política democrática de comunicação para a sociedade brasileira hoje.

    1. Motta Araujo

      3 de fevereiro de 2014 1:10 am

      Franklin Martins, tal qual

      Franklin Martins, tal qual Helena Chagas, tambem é egresso das Organizações Globo.

      O autor acha que há condições politicas para o PT controlar a imprensa que fez a moribunda Mademe Kirchner na Argentina ou o Hilario Maduro na Venezuela? O Brasil está nesse nivel de desintegração?

  11. Sérgio T.

    2 de fevereiro de 2014 12:36 pm

    Os potes de ouro de Demétrio Magnoli

     

    Os potes de ouro de Demétrio Magnoli

     

    O professor- geógrafo-jornalista Demétrio Magnoli manifesta seguidamente espasmos “críticos” contra quem ele não concorda, sempre à esquerda.

    Tarso Genro (*) Gustavo Gargioni
     

     

    Como poucas pessoas sérias fora da direita conservadora – comprometidas com a democracia e com a república – dão importância para os seus artigos, o professor- geógrafo-jornalista Demétrio Magnoli manifesta seguidamente espasmos “críticos”  contra quem ele não concorda, sempre à esquerda, para assim  manter-se saliente como  “intelectual” ícone do mercado. Procede como quem diz: “oi pessoal, eu continuo o mesmo, não esqueçam de mim outra vez.”  Fui, mais uma vez, vítima da sua “argúcia” intelectual, em suposta crítica que faz ao meu artigo “Uma perspectiva de esquerda para o quinto lugar”. Respondo, com fundamentação, no mesmo tom que ele escreveu o seu  ataque, sem fundamentação.

    No seu texto, “O Graal de Tarso Genro” (F.S.Paulo, 01.02), Demétrio teve apenas uma manifestação de honestidade intelectual. E esta foi quando disse que o meu texto estava escrito “numa língua estranha, longinquamente aparentada com o português”.  Acho que ele pensa isso mesmo. A sua dificuldade em entender o português simples e direto, usado por mim no texto, fica clara nas  conclusões estapafúrdias produzidas sobre o que eu escrevi.

    Quando falo em “honestidade”, faço-o não para absolvê-lo das manipulações grosseiras que fez das idéias que transmito,  mas para reconhecer que o português que ele entende não está efetivamente  presente na linguagem  direta do meu  artigo. Ele só entende um português  mediado pelos verbos e adjetivos das agências de risco e pelas “mensagens” do mercado, com seus potes de ouro destinados aos seus mensageiros: uma linguagem só longinquamente aparentada com qualquer sistema discursivo democrático e humanista.

    O centro do meu texto  – escrito sem qualquer desrespeito a quem pensa diferente – é um convite para pensar o Brasil, dentro da democracia e da república, com direitos humanos e sustentabilidade. Defendi no artigo, para que não cheguemos em  2023  num quinto lugar na economia mundial sem melhorar em muito os índices de desigualdade social  -principalmente nas áreas da saúde e educação- devemos buscar um caminho alternativo ao crescimento que se dá com aumento de concentração de renda. Isso está escrito no sétimo e no oitavo  parágrafo do meu texto, publicado aqui na Carta Maior.

    Quando Demétrio diz que o meu artigo explica que  falta ao Brasil “um ente de poder capaz de reinventar a sociedade e guiar o povo até o futuro” (“o Partido-Estado”), aduzindo que esta é a minha posição sobre o assunto, já tinha gasto a sua cota de honestidade por artigo e passa a mentir desbragadamente. Ele alega que eu quero transferir para o Brasil, um modo de gestão política do Estado, que, no meu texto, apenas constato que foi o caminho escolhido pela direção chinesa.

    O meu comentário sobre este assunto está no  décimo sexto parágrafo do artigo criticado e é uma referência clara ao que aconteceu na China. Não é nem recomenda que seja uma receita, direta ou indireta, para o Brasil. Está expresso claramente,  no início deste parágrafo o seguinte: “se quiséssemos enquadrar  nas categorias do marxismo tradicional o que ocorreu na China…” e passo a aludir ao “Partido-Estado, ” no processo desenvolvimento chinês. Não faço, repito, qualquer recomendação, direta ou indireta,  sobre a fórmula, que não poderia  ser  aceita em qualquer projeto democrático.

    O resumo da fraude intelectual do articulista irado, porém,  está no “lead” do seu texto assim redigido: “Democracia é o regime no qual governantes não podem tudo – e aí está o problema do Brasil, na opinião dele…”, ou seja, na minha opinião.  Mentira. Essa não é a minha opinião. O que eu digo no artigo é exatamente o contrário: digo que a democracia exatamente “pode”, através de métodos democráticos, achar uma saída democrática para desamarrar o país de um sistema político falido. Digo, expressamente, no parágrafo 22 do meu texto: “o levantar de âncoras  poderá ser uma nova Assembléia Nacional Constituinte, no bojo de um amplo movimento político –por dentro e por fora do Parlamento-  (…) com os partidos à frente, sem aceitar as manipulações dos cronistas do neoliberalismo, abrigados na grande mídia.”

    Creio, sinceramente,  que o professor-geógrafo-jornalista, sentiu-se ofendido com a última frase da transcrição acima  (“cronistas…abrigados na grande mídia”)  e, a partir do seu desconforto, resolveu escrever sua diatribe,  transferindo para mim determinadas posições sobre a questão “Partido-estado”, lidando com os  fantasmas do seu trotskysmo abandonado. Na verdade, eu não acho nenhuma desonra trabalhar em qualquer órgão de imprensa, seja tradicional ou não, seja de direita ou não, bem como defender por convicção quaisquer posições políticas aceitáveis dentro da democracia.  O que eu acho desonroso é deformar ou mentir sobre posições de adversários para tentar dar uma  nova lustrada no já velho senso comum do neoliberalismo.

    Na verdade, o articulista continua fazendo esforços para se credenciar, cada vez mais,  com o que ele imagina ser um vasto público que odeia qualquer resquício do PT e da esquerda na política brasileira, oferecendo seus préstimos ao projeto demo-tucano.  Não sei, sinceramente, se ele vai continuar tendo sucesso, pois até os neoliberais um pouco  mais sensatos acham que vale a pena olhar todas as experiências modernas de desenvolvimento e que, para isso, não é preciso abrir mão da democracia política.

    Finalizo refutando a mais idiota e irresponsável das suas conclusões, ou seja, que eu seria um pretendente a Duce, sonhando com uma “marcha sobre Brasília”: sou um homem de esquerda, não aceito nem tenho talentos para ser um “putschista” fascistóide. Jamais serei um pretendente a isso, mas acho que  Demétrio já é um pequeno Mussolini, que, antes de ser Duce, já era um grande manipulador e caluniador dos seus adversários.  

    Demétrio Magnoli notabilizou-se fora da paulicéia, quando fui Ministro de Educação, pela empáfia com que escrevia contra o Prouni, contra as políticas de cotas para as comunidades indígenas e afrodescendentes, contra todas políticas educacionais que iniciaram no Governo Lula e proporcionaram um amplo acesso dos pobres às Universidades e Escolas Técnicas do país. Ou seja, sempre militou contra os projetos democráticos de Governo, que abriram  novas perspectivas de vida para os “de baixo”, sempre jogando luz no lado clandestino da alma da direita: aquele que, tendo vergonha de defender as posições elitistas e reacionárias que estão na base do seu pensamento, faz da deformação do pensamento alheio a trilha  aos potes de ouro oferecidos pelo mercado. 
     

    (*) Governador do Rio Grande do Sul

    Créditos da foto: Gustavo Gargioni

    Carta Maior

     

  12. jns

    2 de fevereiro de 2014 2:14 pm

    A Linguagem Polida

    O ladrão de patos, o bucéfalo anácrono e o economês planificado

       Rui Barbosa

    Entre nós há uma unanimidade. Adoramos gente que fala bonito. Manipular palavras com esmero é pura sedução. Com ela sonhamos à noite e nos cochilos diurnos. A fluência verbal abre portas. Dirime controvérsias. Conquista adeptos. O orador desenvolto solta o verbo de improviso. Cativa platéias. O que diz? Não importa. É comum ouvir o suspiro de um deslumbrado. Depois, o comentário: 

    — Que maravilha! Como ele é culto! 

    Não captei muita coisa. Mas ele fala tão beeeeeeeeeeem. Ah! A adoração fica por conta do falar. Não do dizer. Os políticos sabem disso. Não poupam vênias e excelências. Períodos longos, vocábulos complicados, mil orações intercaladas, metáforas, desvios pra lá e pra cá, vale tudo. No final, a gente não entende o recado. Mas bate palmas. 

    Como explicar a verbolatria? “O brasileiro desconfia do que entende”, diagnosticou Nelson Rodrigues. “O brasileiro tem alma de vira-lata. Sempre se sente diminuído”, deduziu Glauber Rocha. Antonio Cândido chamou o fenômeno de deslumbramento do colonizado. É mais ou menos isto: a meia dúzia de instruídos que existiam no Brasil dos séculos 17, 18 e 19 estudaram na Europa. Chegando a Pindorama, encontravam uma população formada por analfabetos. Para quem falar? Para quem escrever? Fizeram uma mágica. O corpo ficou aqui, mas a cabeça em Lisboa, Paris ou Londres. Quando abriam a boca ou pegavam a pena, dirigiam-se a um público imaginário — culto e refinado. 

    A moda pegou. Falar bonito tornou-se obsessão. Virou motivo de gozação de escritores e humoristas. Vale lembrar a piada que ironiza Rui Barbosa. O baiano exibido ignorava o leitor ou o ouvinte e só tinha olhos para a ponta do nariz ou o próprio umbigo. Exibia erudição a quem se apresentasse a sua frente e não iria perder a oportunidade, mais uma vez:

    Ao chegar em casa, Rui ouviu um barulho estranho vindo do quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar os patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados anatídeos, disse-lhe: 

    — Oh, bucéfalo anácrono!, não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada. 

    O ladrão, confuso, ‘prá fechar os panos’, perguntou: 

    — E aí doutor, levo ou deixo os patos? 

    Economês

    Augusto Marzagão, obcecado por falar e dizer, perdeu a paciência com as páginas de economia de jornais e revistas. Mandou às redações brincadeira publicada pela Newsweek em 1985. A revista ensina as pessoas a falar economês sem entender patavina de economia. Em outras palavras: ensina os sabidos a fazer o leitor de bobo. Como? A publicação americana agrupou, em três colunas, as seguintes palavras mágicas: 

    Coluna 1: programação, estratégia, mobilidade, planificação, dinâmica, flexibilidade, implementação, instrumentação, retroação, projeção.

    Coluna 2: funcional, operacional, dimensional, transacional, estrutural, global, direcional, opcional, central, logística.

    Coluna 3: sistemática, integrada, equilibrada, totalizada, insumida, balanceada, coordenada, combinada, estabilizada, paralela. 

    E agora? Para fazer carreira com o discurso empolado, basta escolher ao acaso três vocábulos — um de cada coluna. A eleição dará, por exemplo, “projeção transacional equilibrada”. O trio não diz nada. É uma tolice. Mas impressiona os bobos na casca do ovo. 

    Quer impressionar? Siga o exemplo de Rui Barbosa ou a receita da Newsweek.

    Quer dar o recado? Seja claro e direto como o LADRÃO DE PATOS.

    Você decide!

    Texto publicado em http://www.senado.gov.br/

    1. Motta Araujo

      3 de fevereiro de 2014 12:56 am

      Politico que fala bonito?

      Politico que fala bonito? Hoje? Onde estão? Hoje no Congresso isso simplesmente não existe, com rarissimas exceções, a linguagem de nossos politicos é de porta de padaria, não conhecem gramatica, sintaxe, estilo, vocabulario, compara-los a Ruy Barbosa é uma piada. O debate estilistico e gramatical de Ruy com o Prof.Ernesto Carneiro Ribeiro sobre a redação do Codigo Civil Brasileiro tem milhares de áginas, um duelo de conhecimento da lingua portuguesa. Não corremos nenhum risco com politicos que falam bonito, eles hoje simplesmente não existem.

  13. jns

    2 de fevereiro de 2014 3:01 pm

    NSA espionava negociações climáticas

    ‘Traição épica, insana e repugnante’

    A NSA espionava as delegações da conferência mundial, realizada em Copenhague para buscar um acordo para proteção contra as consequências catatastróficas da mudança do clima da Terra, sobre as futuras gerações.

    A Agência Nacional de Segurança monitorou, antes e durante as negociações, o fluxo constante de informações dos negociadores, de todo o mundo, reunidos na cúpula do clima da ONU, realizada na Dinamarca, em 2009.

    A 15 ª Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – UNFCCC

    Os EUA não estavam jogando de acordo com as regras no encontro entre os representantes de quase 200 nações do mundo e interceptaram as informações sobre as posições de outros países nas negociações sobre a redução das emissões de gases, como revela um documento vazado agora por Edward Snowden.

    O Primeiro-ministro dinamarquês Lars Loekke Rasmussen discursa, em 7 de dezembro de 2009, durante o cerimônia de abertura da 5 ª sessão das conversações climáticas da COP15 (AFP / Arquivo, Attila Kisbenedek)

    ‘YES, HE CAN!!!’

    Os líderes mundiais, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama (em pé), reunidos durante as negociações sobre o clima em Copenhague em 2009. (Fonte: Information.dk)

    Informações internas da NSA, asseguravam que “os nosso analistas, bem como os nossos parceiros – Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, com os quais os EUA têm uma relação de compartilhamento de inteligência -, irão continuar a fornecer aos nossos planejadores, observações exclusivas e valiosas sobre os preparativos e os objetivos dos principais países na conferência, incluindo as deliberações entre os negociadores sobre as mudanças nas medições climáticas e nas suas estratégias de negociações”.

    O documento é datado no dia da abertura da cúpula do clima no Bella Center em Copenhague, em 7 de dezembro de 2009.

    O United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC é um tratado internacional que estabelece obrigações vinculativas para os países industrializados reduzirem as emissões de gases do efeito estufa.

    O Senado dos EUA aprovou, por unanimidade, em 25 de Julho de 1997, a Resolução Byrd-Hagel para a desaprovação de qualquer acordo internacional que não exige que outros países em desenvolvimento façam reduções de emissões e “possam prejudicar seriamente a economia dos Estados Unidos”

    Os Estados Unidos assinaram, mas não ratificaram o Protocolo e o Canadá retirou-se dele em 2011. 

    Fonte: http://www.commondreams.org | informações e imagens da Internet

  14. dapenna

    2 de fevereiro de 2014 3:08 pm

    Prefeitura de SP repatria 15%
    Prefeitura de SP repatria 15% do dinheiro de JerseyAgência Estado – 19/01/2014 – 06p0  Mais de um ano após a Justiça de Jersey condenar o ex-prefeito e hoje deputado Paulo Maluf (PP-SP) e autorizar a devolução de uma verdadeira fortuna aos cofres públicos paulistanos, a Prefeitura de São Paulo ainda não conseguiu repatriar a maior parte do dinheiro. Do total bloqueado, só 15% dos recursos voltaram para a cidade. O restante está embaraçado em negociações com instituições financeiras que foram acusadas de facilitar a evasão dos recursos. Em novembro de 2012, o Tribunal de Jersey deu ganho de causa para o Brasil e ordenou que US$ 32 milhões em nome de Maluf e de seu filho Flávio fossem devolvidos ao cofres municipais – mesmo com a condenação, o deputado nega ligação com as contas na ilha britânica. Do total, US$ 6 milhões estavam depositados em dinheiro e foram repatriados em maio de 2013. O restante está garantido por ações da Eucatex, empresa criada por Maluf, que precisam ser vendidas. O dinheiro teria sido desviado de obras como a construção da Avenida Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada), enviado ao exterior e retornado ao Brasil por meio de fundos que compraram participação relevante na Eucatex. Estima-se que 30% da companhia pertença a esses fundos, que tinham como cotistas empresas de Flávio Maluf. Em Jersey, fontes da Justiça disseram ao Estado que estão “surpreendidas” com a demora da Prefeitura em recuperar o dinheiro bloqueado. As autoridades do paraíso fiscal usam o caso de Maluf como prova de que estão dispostos a cooperar com a Justiça internacional, a fim de aliviar a pressão de governos que os acusam de ajudar corruptos a esconder dinheiro. “Já mandamos mais de uma consulta ao Brasil para saber o que fariam”, contou ao Estado um funcionário de alto escalão da Justiça de Jersey, que pediu anonimato. “O que causa estranhamento é que nada mais impede que esses ativos sejam enviados ao Brasil.” Estratégia. A explicação da Prefeitura, entretanto, se calca na estratégia de tentar recuperar, em parceria com o Ministério Público, o maior volume de dinheiro possível em outros processos judiciais. O objetivo é repatriar o total das ações da Eucatex que estão bloqueadas em Jersey e que superam em muito os US$$ 32 milhões atuais. O secretário de Negócios Jurídico em exercício da Prefeitura, Robinson Barreirinha, diz que está em trâmite uma negociação entre o Ministério Público e instituições financeiras que ajudaram as empresas do filho de Maluf na constituição dos fundos e na compra de títulos da Eucatex. A proposta é que as instituições, além de pagarem uma indenização, assessorem sem custo a venda dos papéis. Além disso, os preços das ações no mercado também estão influenciando na decisão. “Tudo está sendo resolvido tecnicamente pela Procuradoria do município, cujo procurador-geral (Celso Coccaro) está no cargo desde o primeiro ano do governo José Serra”, disse Barreirinha. “Não há qualquer ingerência política neste processo.” O procurador-geral do município em exercício, Antônio Aith, que responde pelo órgão durante as férias de Coccaro, diz que existe uma parceria com o Ministério Público em diferentes ações que envolvem o caso Maluf e outros processos estão sendo ajuizados. Em um desses casos, a tática é responsabilizar a Eucatex por ajudar no esquema de desvio de recursos. A ação é de R$ 500 milhões. O caso de Jersey, entretanto, é o único efetivamente já ganho pela Prefeitura. Aith explica que a demora se justifica por dificuldades legais, já que são os fundos que são detentores das ações e não diretamente as empresas do filho de Maluf, que são cotistas destes fundos. O procurador Silvio Marques, que é responsável pelos casos no Ministério Público, diz que outras duas ações estão correndo para repatriação de ativos com base nas ações da Eucatex bloqueadas em Jersey. Segundo ele, é importante que a Prefeitura venda as ações quando estiverem com valor de mercado mais elevado do que hoje para não dilapidar patrimônio. Ele diz que as ações bloqueadas valem hoje US$ 100 milhões.

  15. Cláudio José

    2 de fevereiro de 2014 3:17 pm

    SUGESTÃO PARA A COPA

    Nassif como  o site da prefeitura de São Paulo e muito ruim, peço licença para colocar essa sugestão aqui, para o prefeito.

    Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2014

    Prefeitura de São Paulo: Fernando Haddad

    Assunto: Sugestão Para a Abertura da Copa

    Senhor prefeito, São Paulo merece uma grande festa na abertura da Copa do Mundo, pensando nisso, gostaria de sugerir um nome, que vai fazer a alegria de povo paulistano, que gosta de uma boa música, seria o grupo Roxette, que tem lindas baladas e inúmeros fãs pelo mundo inteiro. Se não for possível para a copa, que a prefeitura traga o Roxette, para a festa do final do ano, ou no seu aniversário, pois até hoje, esse grupo não fez um Show gratuito para o pobre povo brasileiro, e isso seria um enorme presente para muitos brasileiros, que gostam da boa música.Observação: São Paulo sairia na frente marcando um golaço, na abertura ou no encerramento da copa.

  16. rios

    2 de fevereiro de 2014 8:35 pm

    Isenção em importações
    Aos advogados e juristas, essa matéria procede?

    A JUSTIÇA DECIDIU: compras internacionais abaixo de 100 Dólares NÃO PODEM ser tributadas!

    A alta carga tributária no Brasil já é fato consumado e todo o brasileiro sabe que tem que trabalhar quase cinco meses do ano só para pagar impostos. A tão sonhada reforma tributária não sai do papel porque sem a grana dos impostos fica difícil para as autoridades brasileiras continuarem fazendo turismo às nossas custas. Por si só, o excesso de impostos já é o suficiente para irritar o mais zen dos brasileiros. Mas o que irrita mesmo é quando a União se faz de cega só pra arrancar o nosso suado dinheiro.

    Nós colecionadores, na busca de edições melhores ou de títulos que jamais foram lançados no Brasil, invariavelmente temos que importar. Além dos atrasos e das mercadorias danificadas, ainda temos que pagar a bagatela de 60% de Imposto de Importação (e, em alguns estados, também o ICMS) para retirarmos nossos produtos. As isenções são poucas, sendo que a mais conhecida é a de produtos com valores inferiores a US$ 50 (produto + frete) enviados de pessoa física para pessoa física. Só que isso, senhoras e senhores, É ILEGAL!

    A isenção de cinquenta dólares consta em uma portaria do Ministério da Fazenda (a Portaria MF nº 156, de 24 de junho de 1999) e em uma instrução normativa da Receita Federal (a Instrução Normativa SRF nº 096, de 04 de agosto de 1999). Em ambas, o texto é o seguinte:

    Os bens que integrem remessa postal internacional de valor não superior a US$50.00 (cinqüenta dólares dos Estados Unidos da América) serão desembaraçados com isenção do Imposto de Importação, desde que o remetente e o destinatário sejam pessoas físicas.

    Disso já tínhamos conhecimento (e faz tempo que nos aplicam essa). Entretanto, o que poucos sabiam (ou lembravam) era do Decreto-Lei Nº 1.804, de 3 de setembro de 1980, que dispõe sobre o regime de tributação simplificada das remessas postais internacionais. Em seu artigo 2º, inciso II, lemos o seguinte (os grifos são nossos):

    Art. 2º O Ministério da Fazenda, relativamente ao regime de que trata o art. 1º deste Decreto-Lei, estabelecerá a classificação genérica e fixará as alíquotas especiais a que se refere o § 2º do artigo 1º, bem como poderá:

    II – dispor sobre a isenção do imposto de importação dos bens contidos em remessas de valor até cem dólares norte-americanos, ou o equivalente em outras moedas, quando destinados a pessoas físicas.

    Isso mesmo! Neste decreto-lei não está descrito que o remetente obrigatoriamente deve ser pessoa física, além do valor da isenção ser o dobro daquele estipulado pela Receita Federal. Ainda há um detalhe essencial: uma instrução normativa e uma portaria não podem se sobrepor a um decreto-lei, devendo ser, portanto, desconsideradas.

    E antes que alguém tenha a impressão de que o Decreto-Lei foi revogado pela Lei nº 9.001, de 16 de março de 1995, notem que a lei revoga tão somente o parágrafo terceiro do Art. 1º do decreto. Os demais artigos seguem valendo até segunda ordem.

    Quem ainda tiver alguma dúvida sobre a ilegalidade desta cobrança, deixará de tê-la quando souber que existe jurisprudência a respeito deste tema. Em decisão publicada em 05/05/2010 na 1ª Vara Federal Tributária de Porto Alegre, o Desembargador Federal Sr. Álvaro Eduardo Junqueira julgou procedente a isenção de imposto de importação em uma capa de telefone celular com o valor de US$ 21,53. Conforme lemos no voto do desembargador:

    Verifica-se que o Decreto-Lei nº 1.804/80, no art. 2º, II, estabelece que as remessas de até cem dólares são isentas do imposto de importação quando destinados a pessoas físicas, nada mencionando sobre o remetente.

    Após, a Portaria MF nº 156/99 e a IN SRF 096/99 passaram a exigir que tanto o destinatário quanto o remetente fossem pessoas físicas e diminuiu o valor da isenção para o limite de US$ 50,00 (cinquenta dólares).

    Desta forma, não pode a autoridade administrativa, por intermédio de ato administrativo, ainda que normativo (portaria ou instrução normativa), extrapolar os limites claramente estabelecidos em lei, pois está vinculada ao princípio da legalidade.

    Não havendo no Decreto-Lei restrição relativa a condição de pessoa física do remetente, tal exigência não poderia ter sido introduzida por ato administrativo, afastando-se do princípio da legalidade.

    Decisão similar ocorreu no 10º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro, publicada em 14 de agosto de 2013, na qual a Juíza Federal Sra. Gabriela Rocha de Lacerda Abreu Arruda julga procedente a isenção do Imposto de Importação em uma compra feita pela internet tendo como destinatária uma pessoa física. A base legal é exatamente a mesma, como lemos a seguir:

    Percebe-se que tanto a Portaria do Ministério da Fazenda como a Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal extrapolaram os limites estabelecidos por norma recepcionada com status de lei, inovando aqueles atos normativos na ordem jurídica ao exigir, como condição para concessão da isenção do imposto de importação, que, além do destinatário do bem, o remetente também seja pessoa física.

    É cediço que o Poder Normativo da Administração Pública, que se expressa por meio de decretos regulamentares, resoluções, portarias, deliberações, instruções e regimentos, não pode contrariar a lei, criando direitos ou imposto restrições que não estejam previstos, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade, cabendo ao Judiciário velar pela observância desta garantia constitucional (art. 5º, XXXV, CRFB).

    Por fim, o cidadão Richie Ninie também entrou com ação no Juizado Especial Federal de Blumenau contra a União, também pleiteando o cumprimento da lei, e ganhou a causa. Ele inclusive publicou um vídeo no YouTube mostrando a retirada de sua mercadoria nos Correios, sem o pagamento do famigerado imposto:

    É dever do BJC, portanto, conclamar a todos os nossos leitores que porventura forem tributados em compras feitas pela internet com valor (produto + frete) inferior ao equivalente a 100 dólares a exigir seus direitos.

    O primeiro passo é solicitar a revisão da cobrança. O procedimento é o mesmo que já passamos em artigo aqui no BJC. O autor do vídeo acima gentilmente disponibilizou modelos de carta para a revisão para facilitar a vida de quem pedir a revisão:

    Modelo para compras abaixo de US$ 50

    Modelo para compras abaixo de US$ 100

    Caso o fiscal da Receita Federal se recuse a cumprir a lei e retirar a cobrança do tributo, a solução é entrar com ação no Juizado Especial Federal. Para casos como este, não é necessária a presença de advogado. O Richie Ninie também elaborou modelo para entrada de ação no JEF:

    Modelo de ação Juizado Especial Federal

    Mais uma vez, Richie Ninie presta um enorme serviço aos brasileiros, demonstrando passo a passo como entrar com sua ação no Juizado Especial Federal:

    Canal Richie Ninie

    IMPORTANTÍSSIMO: caso o fiscal se recuse a cumprir a lei, é possível encaminhar denúncia ao Ministério Público Federal, uma vez que o desrespeito ao Decreto-Lei nº 1.804 implica no crime de excesso de exação, no qual “o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido”, punível com 2 a 12 anos de reclusão e multa. Seja como for, é nosso dever como cidadãos exigir que a lei seja cumprida.

    Em um país que tem lei que “pega” e lei que “não pega”, é tragicômico perceber que justamente uma lei que nos beneficia é sumariamente ignorada por aqueles que têm como maior dever cumprir as leis. Por isso, não deixe de fazer a sua parte. O próximo passo seria fazer com que as Amazons de todo o mundo comecem a cumprir a lei dos 100 dólares (e não a mera portaria) nas remessas com depósito antecipado do tributo. Mas isso ainda pode ser considerado um sonho distante se não nos mobilizarmos.

    Agora é a nossa vez!

    http://bjc.uol.com.br/2014/01/30/a-justica-decidiu-compras-abaixo-de-100-dolares-nao-podem-ser-tributadas/

  17. José Carlos Lima

    2 de fevereiro de 2014 9:55 pm

    Joaquim Barbosa deve satisfações pela foto com um foragido

    Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

    Captura de Tela 2014-02-01 às 20.08.48

    Circula hoje pela internet uma foto que é um embaraço – mais um numa longa série – para Joaquim Barbosa.

    Nela, JB aparece confraternizando, nos Estados Unidos, com um homem que parece um a mais na multidão.

    Mas não é.

    Ao lado de JB está Antonio Mahfuz, que os amigos chamam de Toni ou Toninho. A foto foi postada por Mahfuz no seu Facebook, e nela ele sauda o “justiceiro” JB.

    Não haveria problema nenhum não fosse Mahfuz a chamada chave de cadeia. Ele fugiu do Brasil, há quinze anos, e deixou atrás de si copiosos calotes. Uma contabilidade recente coloca Mahfuz como réu em 221 processos.

    Foi exatamente para escapar da cadeia que ele se refugiou na Flórida, numa cidade chamada Hollywood, perto de Miami. Miami, sabemos, é onde JB comprou um apartamento em nome de uma empresa imaginária, para não pagar imposto.

    Quando fugiu, a sentença de prisão de Mahfuz estava decretada, por conta do processo movido contra ele pelo seu principal credor, o banco Chase Manhattan.

    Dono de uma rede de lojas nascida na região de Rio Preto, em São Paulo, e depois expandida para outras partes, Mahfuz deu em garantia para empréstimos bens.

    Ele não honrou as dívidas, e o banco, quando o executou, simplesmente não encontrou os bens penhorados. Ele foi decretado pela justiça “depositário infiel”. Quando sua prisão foi pedida, ele foi para os Estados Unidos.

    Deixou no Brasil as dívidas, e uma situação judicial extraordinariamente complicada.

    Suas irmãs o estão processando sob a acusação de que ele falsificou a assinatura do pai numa procuração que lhe dava poderes para administrar os negócios do patriarca, Elias Mahfuz, um imigrante sírio que montou do nada um patrimônio respeitável no interior de São Paulo.

    Um perito contratado por elas atestou que a assinatura no documento que investe Antonio Mahfuz não “partiu do punho” do pai. Um site da região conta com detalhes essa história.

    Elas querem que todos os negócios realizados a partir da procuração sejam anulados. Seria a maneira de recuperaram a herança paterna que o irmão fez desaparecer.

    É ao lado de Mahfuz, com esta folha corrida, que JB aparece na foto.

    Tudo bem?

    Não, evidentemente. Na hipótese mais benevolente, JB estava em algum lugar quando foi abordado por alguém que o reconheceu, e para quem ele é um herói.

    Na pior, ele conhece Mahfuz, o que criaria um conflito ético profundo.

    Num mundo menos imperfeito juízes não teriam amigos, porque isso pode afetar suas sentenças, mas vivemos num país em que Merval Pereira se abraça sem cerimônia com magistrados como Ayres Britto e Gilmar Mendes, com todas as partes aparentemente sem noção da gravidade dos abraços.

    Seja qual for a origem da confraternização de Mahfuz e Joaquim Barbosa, está claro que JB deve uma satisfação aos brasileiros.

     Paulo Nogueira

    Sobre o Autor

    O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo. http://www.diariodocentrodomundo.com.br/joaquim-barbosa-deve-satisfacoes-pela-foto-com-um-foragido/

     

  18. IVan de Union

    3 de fevereiro de 2014 12:25 am

    Orquestracao de noticias

    Orquestracao de noticias ordenada pelo departamento de Estado dos Estados Unidos:

    Subitamente, depois de 5 ou 6 meses de oito ou mais das “mais lidas” e “mais recomendadas” do NYTimes serem TODAS a respeito da do NSA limpando a bunda com sua cidadania atravez de espionagem, nao mais que subitamente…

    TODOS os assuntos sobre espionagem desapareceram do “mais lidos” e “mais recomendados”.  Em menos de 6 dias.  TODOS eles

    TODOS.  Desapareceram daquelas duas listas.

    Completamente.

  19. Motta Araujo

    3 de fevereiro de 2014 12:40 am

    http://www.boitempoeditorial.

    http://www.boitempoeditorial.com.br/v3/titles/view/o-alfaiate-de-

    LIVRO – O ALFAIATE DE ULM – UMA HISTORIA POSSIVEL DO PARTICO COMUNISTA ITALIANO – Lucia Magri

    Livro imperdivel, misto de historia do PCI e memorias de Lucio Magri, um de seus maximos dirigentes ao lado de Palmiro Togliatti e Enrico Berlinger. No pós guerra o comunisto tinha reais chances de poder na Italia. Na França o PCF de Maurice Thorez tambem era poderoso mas a sombra do General De Gaulle barrava qualquer chance poder. Na Italia tudo contribuia para o avanço do PCI. O livro conta toda importante trajetoria da maior força politica da Italia no imediato pós guerra. A marcha do PCI foi barrada pela ação conjunta dos EUA e do Vaticano que patrocinaram a Democracia Cristã

    que acabou por se fortalecer e barrar o PCI que no entanto coninuou como fortissimo rival, especialmente no Norte .

    Para a esquerda brasileira a obra é fundamental. O PCI de figuras referenciais como Antonio Gramsci é uma especie de farol doutrinaria da esquerda tardia que hoje está no poder no Brasil. É do PCI a usina das ideias gramscianas, aplicadas especialmente nos anos 70 e 80, os mais cobertos pelas memorias de Magri. A experiencia do PCI, um partido de quadros e de grandes lideranças, que chegou a Presidencia da Italia é valiosa como uma analise de como um Partido de esquerda numa Democracia operou até se dissolver poresgotamento de seus objetivos

    O livro é muito bem escrito e se encerra com o fim tragido do autor mas com uma vida de ideais, coisa rara na Italia de pragmatismo absoluto na politica, o que muito lembra o Brasil.

    1. Motta Araujo

      3 de fevereiro de 2014 11:33 am

      Erro impossivel, o autor é

      Erro impossivel, o autor é Lucio Magri.

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